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   Serviço Geológico do Paraná

Ações

Unidade de conservação da Ilha do Mel


O Nascimento do Oceano Atlântico

O Oceano Atlântico nasceu aproximadamente há 150 milhões de anos, Período Cretáceo, quando iniciou a separação continental entre a África e a América do Sul.
O movimento das Placas Tectônicas, conhecido como “Deriva Continental”, faz com que os continentes e os oceanos sejam diferentes e variem de posicionamento ao longo do tempo geológico.


   

Como e quando se formaram a planície costeira e a Ilha do Mel

As planícies costeiras paranaenses, incluindo as da Ilha do Mel, são formadas por sedimentos arenosos de origem marinha costeira com idades inferiores a 120.000 anos. Sua formação é devido às grandes variações do nível do mar ocorridas no Período Quaternário, últimos 1,8 milhão de anos, consequência dos períodos glaciais (idades do gelo) e interglaciais (períodos quentes).
Durante os períodos glaciais, a água que evaporava dos oceanos precipitava na forma de neve e ficava retida na forma de gelo sobre os continentes, causando o rebaixamento do nível do mar. Durante os períodos interglaciais as geleiras derretiam e a água voltava aos oceanos elevando seu nível. Atualmente vivemos num período interglacial com um dos níveis do mar mais altos de todo o período Quaternário.


A planície costeira paranaense formou-se principalmente durante os dois últimos períodos interglaciais cujos máximos foram, respectivamente, há 120.000 anos e 5.600 anos.
 
No primeiro Período, há 120.000 anos, o nível do mar estava  8 metros acima do atual, a planície costeira praticamente não existia e a linha de costa estava localizada quase no sopé da Serra do Mar. Neste período, a Ilha do Mel estava reduzida a um pequeno arquipélago formado pelos atuais morros da Ilha.
A seguir, o mar desceu até alcançar um nível de aproximadamente 120 metros inferior ao atual, há 18.000 anos, máximo do último período glacial, formando extensas planícies costeiras, sulcadas por rios.
Nesta época a Ilha do Mel não existia e a linha de costa paranaense localizava-se a mais de 100 km a leste da costa atual.
Após o pico do último período glacial, as geleiras derreteram e o mar subiu rapidamente até alcançar um nível de 3m superior ao atual, há 5.600 anos. Neste período, a linha de costa se localizava entre 2 e 5 km mais para o interior em relação à costa atual.
A Ilha do Mel novamente foi reduzida a um arquipélago rochoso. Havia apenas uma estreita faixa de areia ligando os morros Bento Alves e do Meio, e dois pequenos terraços arenosos existiam na região das Encantadas.

Após 5.600 anos, o mar desceu até alcançar o nível atual, formando a parte mais nova das planícies costeiras paranaenses. A planície da Ilha do Mel formou-se de oeste para leste, pela formação de sucessivas praias, configurando uma planície arenosa com cordões litorâneos.
Só tardiamente formou-se a larga planície arenosa unindo as parte norte e sul da Ilha do Mel, que foi parcialmente erodida pelas ondas e correntes de maré até formar o estreito istmo atual, e que quase desapareceu no final dos anos 90.

No litoral paranaense podem ser reconhecidos diversos ambientes geológicos, dentre os quais se destacam os estuários ou baías, os deltas de maré, as planícies de maré e as praias e dunas costeiras.
A costa paranaense, pelas suas características fisiográficas e dinâmicas, é classificada em três tipos principais:
estuarinas, de mar aberto e de desembocadura. 
 

Costas estuarinas são aquelas do interior das baías, e caracterizadas por planícies de maré, com areia e lama, cobertas por vegetação de mangue e marismas.

Costas de mar aberto se caracterizam por apresentar praias de areia e dunas frontais.
 
Costas de desembocaduras também têm praias e dunas frontais, porém possuem dinâmica mais complexa que as de mar aberto. As correntes de maré e as ondas conferem a estas costas grande mobilidade, ocorrendo mudanças da linha de costa de centenas de metros em poucos anos.
 

Estabilidade da costa

A estabilidade da costa depende principalmente da dinâmica natural das desembocaduras dos estuários e das feições a elas associadas, principalmente os deltas de maré vazante. Deste modo a costa paranaense pode ser classificada em costas estáveis, moderadamente instáveis e instáveis. A imagem de satélite ao lado mostra a posição das costas de acordo com sua estabilidade.

 

 

Desembocadura do estuário de Paranaguá, onde se observam bancos e zonas de arrebentação de ondas correspondentes aos deltas de maré vazante associados às desembocaduras.

 

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