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   Serviço Geológico do Paraná

Ações

Aquifero Karst

O termo Karst (ou Carste) tem origem na antiga Iugoslávia e significa campo de pedras calcárias. Foi empregado inicialmente para designar a morfologia dos terrenos sobre formações calcárias, onde ocorrem cavernas, dolinas, rios subterrâneos e outras características derivadas da dissolução natural das rochas carbonáticas destas regiões (figura esquemática. Fonte: Riscos geológicos urbanos, Oliveira 2010, baseado no Atlas do Extraordinário).



A abundância de rochas calcárias nas formações geológicas do Paraná, principalmente na Região Metropolitana de Curitiba, implica na necessidade de conhecimento detalhado de sua distribuição pelos problemas relacionados à ocupação urbana, principalmente os riscos de afundamentos e colapsos de solo, além do interesse nas reservas de água nelas contidas (aquífero Karst). Na foto a seguir observa-se um afloramento das rochas calcárias com a dissolução característica formando cavidades e cavernas.




O reconhecimento da problemática do Karst em face da ocupação urbana deriva das tentativas da Sanepar de explorar o aquífero, a partir dos anos 90, para atender com água subterrânea parte da Região Metropolitana de Curitiba. Em meados dos anos 90, a Mineropar iniciou projetos de mapeamento na escala 1:20.000 em convênio com a Comec – Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba, cobrindo parte dos municípios de Colombo, Almirante Tamandaré, Campo Magro, Campo Largo, Bocaiúva do Sul e Rio Branco do Sul (ver projetos de mapeamento do Convênio Comec – Mineropar).

Nestes trabalhos com enfoque geológico e geotécnico, realizados para fins de planejamento urbano, foram identificados os riscos potenciais inerentes ao Karst.

Foram separados os terrenos com rochas carbonáticas aflorantes (Karst não coberto) daqueles com cobertura de sedimentos inconsolidados sobre o substrato calcário (Karst coberto), como representado nas figuras a seguir. Também é possível ver esquematicamente as demais rochas metamórficas intercaladas com calcários, como filitos e quartzitos, e a disposição dos diques de diabásios que cortam toda a sequência (rochas subvulcânicas verticalizadas, de composição basáltica).








Mais recentemente a Mineropar participou de uma comissão de delimitação do aqüífero Karst, para fins de ordenamento territorial da área principal, onde existe intensa atividade mineral, expansão urbana acelerada e extração de água pela Sanepar. Destes trabalhos resultaram produtos cartográfico como o mapa de áreas de influência do Karst, na escala 1:50.000 (Mapa de Áreas Influência Karst 50000 2007.pdf). Este mapa considera a atividade de mineração, industrialização da cal e calcário agrícola, os perímetros urbanos, as dolinas, cavernas e unidades de conservação, fontes naturais, poços de água subterrânea e os afundamentos kársticos registrados.
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