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       Serviço Geológico do Paraná

    Ações

    Aqui você encontra os últimos termos que foram incluídos em nosso glossário. Para ler mais, consulte o índice.

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    Glossário de termos geológicos

    ABALO
    Vibração do solo devido a um sismo - terremoto ou explosão.

    ABISSAL
    Relativo às profundidades oceânicas em geral superiores à 2.000 metros.

    ABLAÇÃO
    Conjunto de processos que inicia o transporte dos detritos das rochas. Sins: denudação, erosão.

    ABRASÃO
    Processo mecânico de desgaste das superfícies terrestres causado pelo material sólido transportado pelas correntes marinhas (abrasão marinha), rios (abrasão fluvial), geleiras (abrasão glacial) e ventos (abrasão eólica). (Sin.: corrasão).

    ABRIGO DE RESÍDUOS
    Elemento destinado ao armazenamento temporário de resíduos sólidos que aguardam a coleta (ABNT).

    ABROLHO
    Acidente do relevo submarino constituindo um rochedo que por vezes aflora próximo ao litoral, formando ilhas.

    ABSORÇÃO
    Processo físico no qual um material coleta e retêm outro, com a formação de uma mistura. A absorção pode ser acompanhada de uma reação química (ABNT).

    ABSORÇÃO DA ÁGUA
    Diz-se quando as gotas de água das chuvas ficam retidas na camada superior do solo. Se o solo e o subsolo são porosos a água passa a infiltrar-se por efeito da gravidade.

    ABSORTÂNCIA
    Propriedade apresentada por um objeto de absorver a energia radiante.

    ABUNDÂNCIA
    (Botânica) Denominação aplicada para indicar o montante de indivíduos.

    ACAMADAMENTO
    (Estratigrafia) Uma das feições mais típicas das rochas sedimentares, uma vez que consiste na disposição em corpos tabulares (camadas), com espessura e extensão variáveis, porém com características físicas próprias no que tange a sua granulometria, grau de esfericidade, arredondamento, tipo de cimento e seleção, como também, algumas vezes, por sua coloração. Reflete as condições do ambiente deposicional em que se formaram as rochas sedimentares (sins.: acamamento, estratificação).

    AÇÃO ANTRÓPICA
    Manifestação ou atuação do ser humano resultando em modificações ou alterações do meio físico.

    AÇÃO BIOQUÍMICA
    Modificação química resultante do metabolismo de organismos vivos.

    AÇÃO CIVIL PÚBLICA DE RESPONSABILIDADE
    Figura jurídica introduzida pela Lei nº 7.347 de 24.07.85, que confere ao Ministério Público Federal e Estadual, bem como aos órgãos e instituições da Administração Pública e a associações com finalidades protecionistas, a legitimidade para acionar os responsáveis por danos causados ao meio ambiente, ao consumidor e aos bens e direitos de valor artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico. A Constituição da República Federativa do Brasil, de 1988, e a Constituição do Estado do Rio de Janeiro, de 1989, atribuem ao Ministério Público a função institucional, entre outras, de promover o inquérito civil e a ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos, respectivamente, artigos 135, inciso III, e 170, inciso III.

    AÇÃO DE LIMPEZA
    Remoção de substâncias indesejáveis através da utilização de processos físico-químicos.

    AÇÃO MUTAGÊNICA
    Ação capaz de provocar uma alteração cromossômica não detectável, conhecida como mutação genética, a qual é transmitida às gerações sucessivas de células.

    ACEIRO
    Faixa de terreno que é mantida livre de vegetação em torno de uma área, com o objetivo de evitar a propagação do fogo.

    ÁCIDA (ROCHA)
    Rocha ígnea que contém teor de sílica superior a 65%. Ex. Granito.

    ACIDENTE
    O mesmo que evento perigoso (I: hazard).

    ACIDEZ
    Presença de ácido, isto é, de um composto hidrogenado que, em estado líqüido ou dissolvido, se comporta como um eletrólito. A concentração de íons H+ é expressa pelo valor do pH.

    ACIDULANTE
    Substância capaz de comunicar ou intensificar o gosto ácido (azedo) dos alimentos e bebidas.

    ACLIMATAÇÃO
    (Ecologia) Designação aplicada ao processo de adaptação de uma planta a um local diverso do de sua origem.

    ACONDICIONADOR
    Dispositivo ou equipamento destinado ao acondicionamento correto dos resíduos sólidos em recipientes padronizados (ABNT).

    ACONDICIONAMENTO
    Ato ou efeito de acondicionar os resíduos sólidos, para o seu transporte (FEEMA).

    ACRÉSCIMO CRUSTAL
    Aumento da crosta por adição sucessiva de material provindo do manto.

    ÁCRICO (SOLO)
    Solo pobre (baixa saturação por bases e baixa retenção de cátions).

    ACTINOLITA
    Mineral do grupo dos anfibólios monoclínicos e que se diferencia da tremolita - Ca2 Mg5 (Si8 022) (0H)2- pela presença de ferro em quantidades superiores a 2%.

    ACUNHAMENTO
    Denominação aplicada ao aspecto apresentado por uma camada quando ela se adelgaça lateralmente até o seu desaparecimento, passando a outra de natureza diferente.

    ADAPTAÇÃO
    Capacidade que possuem os seres vivos de adquirir meios que os habilitem a viver em um novo ambiente.

    ADENSAMENTO
    (Pedologia): Redução natural do espaço poroso e o conseqüente aumento da densidade de camadas ou horizontes do solo, por dissecação, iluviação ou precipitação química. Quando resultante da ação antrópica é denominado compactação.

    ADENSAMENTO DO LODO
    Aumento da concentração de sólidos do lodo de estações de tratamento de esgotos nos tanques de sedimentação e digestão. Geralmente a redução do teor excessivo de umidade dos lodos não digeridos, com diminuição do seu volume, é efetuada em tanques especiais (adensadores), através de uma agitação conveniente, sem que haja adição de reagentes químicos, ocorrendo então uma liberação de parte da água, em conseqüência da floculação pela aglomeração.

    ADERÊNCIA
    Resistência ao cisalhamento no contato entre a rocha e outro material qualquer, sob pressão normal nula.

    ADESÃO
    Resistência ao cisalhamento entre um solo e um outro material qualquer sem atuação de pressão externa.

    ADIABÁTICO
    Processo termodinâmico em que não há troca de calor entre o sistema considerado e o ambiente externo a ele. Nos processos adiabáticos o aquecimento e o arrefecimento do ar ocorrem apenas por efeito da pressão, expansão ou compressão. Na atmosfera tais variações de pressão ocorrem pela ascensão do ar (expansão) que produz resfriamento, ou descida do ar (compressão) que produz aquecimento. Aquecimento e resfriamento adiabático são também denominados aquecimento e resfriamento dinâmicos.

    ADMINISTRAÇÃO DIRETA
    Administração dos serviços de limpeza pública pela própria Prefeitura Municipal que assume a execução total ou parcial dos serviços, possuindo e mantendo toda a frota de veículos, todos os equipamentos e pessoal necessários, inclusive dos serviços auxiliares e de apoio (ABNT).

    ADMINISTRAÇÃO POR AUTARQUIA
    Administração exercida por autarquia municipal que inclui em suas atividades, os serviços de limpeza pública (ABNT).

    ADMINISTRAÇÃO POR EMPRESA PÚBLICA
    Administração, por delegação do poder público municipal, da execução dos serviços de limpeza pública a uma empresa pública municipal (ABNT).

    ADSORÇÃO
    Processo através do qual átomos, moléculas e íons são retidos na superfície de sólidos por intermédio de ligações físicas ou químicas.

    ADUBAÇÃO
    Processo de adição ao solo de substâncias, produtos ou organismos, que contenham elementos essenciais ao desenvolvimento de plantas que são cultivadas.

    ADUBO
    Ver fertilizante.

    ADUBO MINERAL
    Material inorgânico, geralmente de origem industrial, que é adicionado ao meio em que a planta é cultivada para fornecer determinados nutrientes.

    ADUBO ORGÂNICO
    Adubo constituído essencialmente por elementos naturais (matéria orgânica decomposta, resíduos vegetais, esterco, dentre outros), isto é, sem o acréscimo de produtos químicos de origem industrial.

    ADULÁRIA
    Variedade incolor, translúcida e transparente do ortoclásio (K Al Si3 08) que se apresenta habitualmente em cristais pseudo-ortorrômbicos, apesar de pertencer ao sistema monoclínico.

    ADUTORA
    Denominação aplicada as canalizações dos serviços de abastecimento público, destinadas a conduzir água dos mananciais às estações de tratamento. Podem ser por recalque e/ ou gravidade e, neste último caso, em conduto forçado ou livre.

    ADVECÇÃO
    Processo de transferência de calor por movimento horizontal do ar atmosférico mediante fluxos ou massas de ar. A transferência de calor das latitudes baixas para as latitudes altas é um típico exemplo de advecção.

    AEDES AEGYPT
    Mosquito transmissor da febre amarela e do dengue.

    AERAÇÃO
    Oxigenação da água com a ajuda do ar. A taxa de oxigênio dissolvido, expressa em porcentagem de saturação, é uma característica representativa de certa massa de água e de seu grau de poluição.

    AERAÇÃO DO SOLO
    Processo através do qual é efetuada a troca de gases entre o ar do solo e o ar atmosférico. Solos bem arejados apresentam ar de composição semelhante ao da atmosfera logo acima da superfície, sendo que solos com arejamento deficiente, geralmente apresentam taxa muito elevada de CO2, e em conseqüência uma baixa percentagem de oxigênio, em relação à atmosfera.

    AERÓBICAS
    Condições de que depende a vida do organismo ou em que se desenvolve na presença de oxigênio livre em condições subaéreas ou subaquáticas.

    AERÓBIO-ANAERÓBIO
    Aeróbios são organismos para os quais o oxigênio livre do ar é imprescindível à vida. Os anaeróbios, ao contrário, não requerem ar ou oxigênio livre para manter a vida.

    AEROBIOSE-ANAEROBIOSE
    Aerobiose é a condição de vida em presença do oxigênio livre; ao contrário, a anaerobiose é a condição de vida na ausência do oxigênio livre.

    AEROFOTO
    Fotografia tirada de avião.

    AEROLEVANTAMENTO
    Método de fotografias obtidas em faixas de vôo, com recobrimento de aproximadamente 45% entre fotos contíguas, que permitem observação estereoscópica (ou em três dimensões) e restituição na forma de mapas.

    AEROSSOL
    Conjunto de finíssimas partículas em suspensão no ar ou em outro gás, podendo ser sólidas (poeira, gelo, fumo, pólen e alguns minúsculos animais) ou líquidas (nevoeiros, vapores, nuvens, etc.). Geralmente os aerossóis estão carregados eletricamente e formam a base dos núcleos de condensação. Podem afetar os raios de luz provocando reflexão, refração e difusão.

    AFANÍTICA (TEXTURA)
    Textura muito fina de uma rocha, onde os minerais não são distinguidos a olho nu.

    AFLORAMENTO
    Qualquer exposição de rochas ou solos na superfície da Terra. Podem ser naturais (escarpas, lajeados) ou artificiais (escavações).

    AFLUENTE
    Curso de água que deságua em outro curso de água, considerado principal, ou em um lago, contribuindo para o aumento de volume dos mesmos. (Sin.: tributário).

    AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA)
    Entidade federal de implementação da política Nacional de Recursos Hídricos, integrante do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Criada pela Lei 9.984, de 17 de julho de 2000.

    AGENDA 21
    Protocolo contendo uma lista de compromissos e ações, entre os quais os de reestruturar a economia, assegurando a sobrevivência humana digna, preservando a saúde e os recursos naturais do planeta, objetivando o Desenvolvimento Sustentável. O protocolo foi assinado por mais de uma centena de países, incluindo o Brasil, durante a Conferência de Cúpula da Organização das Nações Unidas(ONU), ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, no ano de 1992 - a Rio 92.

    AGENTE DE FLOCULAÇÃO
    Substância coagulante que, quando acrescentada à água, forma um precipitado floculoso que contém material suspenso, promovendo a sua sedimentação.

    AGENTE TÓXICO
    Qualquer substância exógena em quantidade suficiente que, em contato com o organismo, possa provocar uma ação prejudicial, originando um desequilíbrio orgânico.

    AGRADAÇÃO
    Processo que leva a construção de uma superfície devido a fenômenos deposicionais.

    AGREGAÇÃO
    (Pedologia) União de partículas primárias do solo (areia, silte e argila) para formar partículas secundárias ou agregadas. Tal união é realizada por forças naturais e substâncias derivadas da atividade microbiana e exsudadas pelas raízes.

    AGREGADO
    (Pedologia) Conjunto coerente de partículas primárias do solo com forma e tamanhos definidos. Comporta-se, mecanicamente, como uma unidade estrutural. Quando formado artificialmente é denominado torrão.

    AGRESTE
    Denominação aplicada a vegetação semi-árida, fisiologicamente seca, com plantas providas de proteção contra déficit hídrico. (2) (geografia) Nome dado a região de transição entre a costa úmida e o interior semi árido do Nordeste brasileiro. Originalmente a região era recoberta por florestas estacionais .

    AGROTÓXICO
    Substância química, geralmente artificial, destinada a combater as pragas da lavoura, tais como insetos, fungos, etc. Muitas são danosas aos animais e também ao homem.

    ÁGUA
    Substância mineral encontrada na natureza em estado líquido, sólido ou em forma de vapor, formada por duas moléculas de hidrogênio e uma de oxigênio (H2O), sendo responsável pela existência e pela manutenção de toda a vida na Terra.

    ÁGUA ABSORVIDA
    Água mantida mecanicamente entre as partículas do solo e submetida apenas à ação da gravidade. (Sin. Água livre).

    ÁGUA ADSORVIDA
    Água mantida na superfície dos grãos de um solo por atração molecular. (Sin.: Água higroscópica).

    ÁGUA AGRESSIVA
    Água naturalmente ácida e que apresenta uma ação corrosiva, devido principalmente ao conteúdo de anidrido carbônico dissolvido.

    ÁGUA ALCALINA
    Água com pH superior a 7 (sete).

    ÁGUA ARTESIANA
    Água subterrânea confinada submetida a uma pressão suficiente para fazer com que se eleve acima do fundo de uma fissura ou outra abertura na camada confinante, situada acima do aqüífero, e jorre na superfície.

    ÁGUA BRUTA
    Aquela da fonte de abastecimento que não recebeu qualquer tratamento.

    ÁGUA CAPILAR
    Água retida por tensão superficial nos poros capilares formando uma película contínua em torno das partículas do solo.

    ÁGUA COMBINADA
    Água retida no solo mais por forças químicas do que por forças físicas.

    ÁGUA CONATA
    Água retida nos interstícios da rocha (seja sedimentar ou ígnea extrusiva) desde a sua formação ou ao tempo em que o material foi depositado. (Sins.: água congênita, água de constituição, água fóssil, água de origem).

    ÁGUA CONGÊNITA
    O mesmo que água conata.

    ÁGUA CONTAMINADA
    Apresenta impurezas em quantidade e natureza tal que se torna imprestável para consumo humano, agropecuário e industrial.

    ÁGUA DE ADSORÇÃO
    Água fixada na superfície das partículas sólidas, por forças moleculares e com emissão de calor (ABID, 1978).

    ÁGUA DE INFILTRAÇÃO
    Água que aparece como resultado da percolação de águas de superfícies ou de precipitação, na parte superior da litosfera.

    ÁGUA DESTILADA
    Água purificada por aquecimento, vaporização e posterior condensação (destilação simples) de modo a eliminar os sais dissolvidos e outros compostos.

    ÁGUA DIAGENÉTICA
    Água que foi expulsa das rochas em função de compressão, por processos litogenéticos ou metamórficos.

    ÁGUA DO SOLO
    Água retida na camada superior da zona de aeração do solo tão próxima à superfície que pode passar à atmosfera por evapotranspiração (CID) e onde se fazem sentir influências diurnas e sazonais, como por exemplo, chuva, irrigação, inundações, drenagem e evapotranspiração.

    ÁGUA DOCE
    Água que possui baixas concentrações de matéria dissolvida (salinidade inferior a 2 000 ppm) principalmente cloreto de sódio (NaCl).

    ÁGUA DURA
    Água que apresenta concentrações de Ca e Mg (poucas centenas de miligramas por litro - mg/l) capazes de provocar o aparecimento de um resíduo insolúvel ao contato com sabão ou ao ser fervida.

    ÁGUA ESTERILIZADA
    Aquela isenta de microorganismos vivos.

    ÁGUA FÓSSIL
    Água contida em um aqüífero e que se infiltrou em uma época geológica com condições climáticas e morfológicas diferentes das atuais. O mesmo que água conata.

    ÁGUA FREÁTICA
    Lençol subterrâneo limitado superiormente por uma superfície livre (à pressão atmosférica normal).

    ÁGUA GRAVITACIONAL
    Água que foi retirada de uma massa rochosa ou de solo, na zona de saturação, pela ação direta da gravidade, sem que haja alimentação.

    ÁGUA GRAVITATIVA
    Água contida nas rochas e solos acima do nível hidrostático, de origem meteórica. Sin.: água vadosa.

    ÁGUA HIGROSCÓPICA
    Água do solo que encontra-se em equilíbrio com o vapor d’água atmosférico. É, essencialmente, a água que a atração molecular pode reter, contrariando a evaporação. O mesmo que água adsorvida.

    ÁGUA INCRUSTANTE
    Água saturada em material dissolvido, normalmente bicarbonato, e que gera precipitados.

    ÁGUA INDUSTRIAL
    Água que é utilizada exclusivamente em processamento industrial.

    ÁGUA INTERSTICIAL
    1) Água contida nos interstícios de uma rocha ou solo. 2) Água que ocupa os interstícios dos grãos do substrato de um ambiente aquático. É considerada o vetor de transporte de compostos químicos dissolvidos entre a coluna da água e o substrato sedimentar.

    ÁGUA JUVENIL
    Água proveniente do interior da crosta e que nunca fez parte do sistema geral de circulação das águas.

    ÁGUA LÊNTICA
    Denominação genérica para indicar toda água parada, como a dos lagos.

    ÁGUA LIVRE
    O mesmo que água absorvida.

    ÁGUA LÓTICA
    Denominação utilizada para as águas correntes, como a dos rios.

    ÁGUA METEÓRICA
    Água derivada da atmosfera. (Sins.: água pluvial, água da chuva).

    ÁGUA MINERAL
    Água natural contendo substâncias minerais em solução.

    ÁGUA OXIGENADA
    Solução aquosa de peróxido de hidrogênio (H2O2) utilizada como agente descolorante e antisséptico. É comercializada a 10, 20 ou 30 volumes, valores estes que indicam o número de volumes de oxigênio produzidos na decomposição de 1 volume da solução, sendo que quanto maior o número de volumes, maior a concentração de peróxido de hidrogênio. A decomposição da água oxigenada produz água e oxigênio.

    ÁGUA PESADA
    Água enriquecida com moléculas que contém isótopos pesados (estáveis e radioativos) do hidrogênio (deutério, trítio) e oxigênio 18.

    ÁGUA PLUVIAL
    O mesmo que água meteórica.

    ÁGUA POLUÍDA
    Água que apresenta forte cheiro pela presença de substâncias químicas e detritos orgânicos, de coloração variada e com algum gosto, imprópria para consumo.

    ÁGUA POTÁVEL
    Água que se destina ao consumo humano, devendo se apresentar incolor e transparente a uma temperatura compreendida entre 80C e 110 C, além de não poder conter nenhum germe patogênico ou substância nociva à saúde.

    ÁGUA RÉGIA
    Mistura de ácido nítrico concentrado e de ácido clorídrico concentrado na proporção de 1:3 respectivamente. É uma mistura oxidante muito poderosa e que dissolve todos os metais (exceto a prata que forma um cloreto insolúvel) incluindo metais nobres como o ouro e a platina.

    ÁGUA RESIDUÁRIA
    Denominação aplicada a qualquer despejo ou resíduo líqüido com potencialidade de causar poluição ou contaminação.

    ÁGUA SALGADA
    Água cuja concentração de sais é relativamente alta (aproximadamente 25 g:Kg).

    ÁGUA SALINA
    Água com salinidade igual ou superior a 3%.

    ÁGUA SALOBRA
    Águas contendo minerais dissolvidos em quantidades que excedem os padrões normalmente aceitos para usos municipal, doméstico e de irrigação. Água contendo de 1000 a 4000ppm de Sólidos Dissolvidos Totais (SDT).

    ÁGUA SERVIDA
    O mesmo que água residuária.

    ÁGUA SUBTERRÂNEA
    Água que ocupa a zona saturada do subsolo ou situada abaixo da superfície do solo.

    ÁGUA SUPERFICIAL
    Água que se escoa ou se acumula na superfície do solo.

    ÁGUA TERMAL
    Água subterrânea naturalmente quente quando da sua surgência, ou seja, com temperatura superior à temperatura média da região. Vide fonte termal.

    ÁGUA TRATADA
    Aquela que tenha sido submetida a um processo de tratamento, com o objetivo de torná-la adequada para um uso específico.

    ÁGUA VADOSA
    O mesmo que água gravitativa.

    ÁGUA-MARINHA
    Variedade de berilo (Be3Al2Si6O18) de coloração azul-esverdeado pálido, transparente e que cristaliza no sistema hexagonal. O berilo de coloração verde - grama e transparente recebe a denominação de esmeralda.

    AGUAPÉ
    Esteiras de plantas aquáticas que medram à superfície da água, especialmente a Eichhornia sp, da família Pontederiaceae.

    AGUARRÁS
    Líqüido oleoso extraído da resina do pinheiro, contendo pineno, C10H16 e outros terpenos. Utilizado principalmente como solvente.

    ALABASTRO
    Variedade de gipsita (Ca2SO42H2O) finamente granulada ou maciça, utilizada quando pura e translúcida para fins ornamentais, em virtude de sua cor muito branca.

    ALCALINA
    (1) Solução resultante de dissolução de uma base em água com a formação de íons hidróxido (OH-1). (2) Rocha magmática caracterizada pela alta porcentagem de álcalis em relação à sílica e à alumina.

    ALCALINIDADE
    Capacidade das águas em neutralizar compostos de caráter ácido, propriedade esta devido ao conteúdo de carbonatos, bicarbonatos, hidróxidos e ocasionalmente boratos, silicatos e fosfatos.

    ALCATRÃO
    Denominação utilizada para qualquer das várias misturas semi-sólidas de hidrocarbonetos e de carbono livre, produzidas por destilação destrutiva de carvão ou por refino do petróleo.

    ÁLCOOL
    Composto orgânico que apresenta o grupo hidroxila ou oxidrila (OH-1) ligado a um carbono saturado.

    ALÉIA
    Caminho presente em jardins, parques e até mesmo florestas, que é utilizado tanto por pedestres como também para transporte de produtos.

    ALEXANDRITA
    Variedade cromífera do crisoberilo (Be Al2O4)que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal e que exibe coloração verde-esmeralda a vermelha, quando examinada sob luz incandescente.

    ALGAS
    Nome genérico dado a organismos autótrofos fotossintetizantes pertencentes aos Reinos Monera. Protista e Vegetal, em sua grande maioria aquáticos, tanto de águas salgadas quanto doces. São em sua grande maioria unicelulares, havendo contudo espécies multicelulares, com as células apresentando pouca divisão de trabalho. Organismos com uma organização semelhante às algas atuais, já estavam presentes desde tempos proterozóicos.

    ALGAS AZUIS
    Algas que constituem a divisão Cyanophycophyta, multiplicando-se por divisão simples, e cujos pigmentos azuis da ficocianina mascaram a cor verde da clorofila. São geralmente filamentosas, envolvidas por bainhas gelatinosas, vivendo sobretudo em águas doces, porém podendo ser encontradas em águas salgadas, fontes termais, solo. São seres unicelulares, procariotas, pertencentes ao Reino Monera. Também são conhecidas como cianofíceas ou cianobactérias.

    ÁLICO
    Solo que apresenta saturação por alumínio trocável (valor de m igual ou superior a 50%), associada a um teor de alumínio extraível > 0,5 cmolc/kg de solo. É calculada pela expressão m (%) = 100 Al3+ / (Al3+ S), onde S é a soma de cátions básicos trocáveis. Solo bastante pobre.

    ALIMENTAÇÃO DO AQUÍFERO (RECARGA
    Componente do balanço hídrico representativa da quantidade de água acrescentada ao lençol subterrâneo durante o período considerado.

    ALINHAMENTO
    a) conjunto de elementos geológicos ou geofísicos de natureza semelhante, dispostos segundo uma linha regular, aproximadamente reta. b) representação em planta da direção correta de uma linha ou feição linear em relação a outras linhas ou feições I: Alignment.

    ALÍSIOS
    Ventos constantes que sopram das regiões subtropicais de alta pressão em direção as regiões equatoriais. As direções predominantes são de nordeste no hemisfério norte e sudeste no hemisfério sul.

    ALMOFADA
    Feição envolvendo rochas sedimentares ou ígneas que se assemelha tridimensionalmente a uma almofada com base plana. Em tectônica salífera, refere-se a corpos rochosos estruturados e:ou individualizados sob esta forma. Em planta, exibem formas elípticas ou circulares, com diâmetro médio em geral não ultrapassando 10 km. I: Pillow.

    ALÓCTONE
    (1) Material de natureza orgânica ou não, transportado para ambientes deposicionais ou tectônicos não coincidentes com seu local de origem. O inverso denomina-se autóctone, ou seja, quando não transportado, permanecendo in situ. (2) Rochas que foram transportadas a grandes distâncias do seu local de formação ou deposição por algum processo tectônico (falhas, dobramentos) I: Allochthonous.

    ALOFANA
    Mineral de argila, amorfo, com proporções indefinidas de alumínio, sílica e água.

    ALPACA
    (1) Metalurgia: Liga metálica constituída de níquel, zinco e cobre. (2) Animal da família dos Camelídeos, nativo da região andina.

    ALQUEIRE
    Medida agrária que corresponde, no Estado de São Paulo a 24.200m2, variando contudo nos demais estados. Em Minas Gerais, por exemplo, corresponde a 48.400m2.

    ALTERABILIDADE (ROCHA)
    Facilidade relativa que uma rocha possui em decompor ou alterar seus constituintes. Depende das características internas (fissuras, porosidade, etc.), da sua composição mineralógica e da intensidade e tempo de duração dos agentes externos naturais e artificiais.

    ALTERAÇÃO
    a) mudança na composição mineralógica de uma rocha, causada por meios físicos ou químicos, especialmente pela ação de soluções hidrotermais; troca secundária, isto é, superergênica, na rocha ou no mineral. A alteração é considerada às vezes, como uma fase do metamorfismo, mas, geralmente diferenciada deste, por ser mais suave e mais localizada do que o metamorfismo. b) normalmente considerada como mudança composição química e mineralógica de uma rocha, produzida pelo intemperismo.(Bates e Jackson, 1987, p.19).

    ALTERAÇÃO DEUTÉRICA
    Modificação que se dá em uma rocha magmática durante os últimos estágios de sua consolidação e em continuação à consolidação do próprio magma.

    ALTERAÇÃO HIDROTERMAL
    Mudança na composição química das rochas produzida por soluções hidrotermais.

    ALTERADA (ROCHA)
    Rocha com seus constituintes minerais modificados e transformados pela ação de agentes externos. De acordo com o grau de intensidade dessa modificação tem-se: rocha sã ou pouco alterada; rocha medianamente alterada; rocha muito alterada; rocha extremamente alterada ou decomposta.

    ALTITUDE
    Distância na vertical obtida a partir de um datum, geralmente o nível médio do mar, até um ponto ou objeto situado na superfície da Terra. Já a altura ou elevação são referidas a pontos ou objetos que estão situados acima da superfície terrestre.

    ALTO
    Bloco(s) crustal(is) de movimentação descendente retardada em áreas subsidentes - horst intrabacial.

    ALTURA DE CARGA
    Menor distância entre o solo e a borda inferior da abertura de alimentação do veículo coletor, quando vazio (ABNT).

    ALTURA DE PRECIPITAÇÃO
    (sinônimo Altura de Chuva) Quantidade de água líquida procedente da atmosfera, expressa em altura de água sobre uma superfície horizontal.

    ALTURA PIEZOMÉTRICA
    (sinônimo Carga Piezométrica) 1) Altura da água medida num piezômetro. 2) Soma da altura da superfície piezométrica e da altura de carga num certo ponto, expressa em unidades de altura.

    ALUIMENTO
    Colapso considerável, de uma superfície de terra, devido à remoção de líqüidos ou sólidos do seu interior ou remoção de material solúvel através da água.

    ALÚMEN
    Denominação comercial do sulfato de alumínio, utilizado no tratamento da água de abastecimento ou residuária, e obtido pela combinação de bauxita com ácido sulfúrico.

    ALUVIÃO
    designação genérica que engloba os depósitos de origem fluvial ou lacustre, constituídos de cascalhos, areias, siltes e argilas das planícies de inundação e do sopé dos montes e das escarpas (sin.: alúvio).

    ALVEJANTE
    Qualquer substância com ação química, oxidante ou redutora, que exerce uma ação branqueadora.

    AMÁLGAMA
    Solução sólida de prata e mercúrio.

    ÂMBAR
    Resina fóssil amorfa com cor geralmente amarelada, muito dura, semitransparente, sendo que sua origem é atribuída a um pinheiro do Período Terciário (Pinus succinites). Em algumas situações são encontradas em seu interior fósseis de insetos.

    AMBIENTAL
    Relativo ao meio ambiente, que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas.

    AMBIENTALISTA
    Termo criado para traduzir “environmentalist”, surgido na última década para nomear a pessoa interessada ou preocupada com os problemas ambientais e a qualidade do meio ambiente ou engajada em movimentos de defesa do meio ambiente. Também usado para designar o especialista em ecologia humana. "Na passagem do século, um ambientalista era alguém interessado em como o meio ambiente físico influenciava as maneiras com que a sociedade funcionava e se desenvolvia. Foi só nas últimas décadas que o termo ambientalista passou a se associar à idéia contrária, quer dizer, o interesse de saber como as ações humanas afetam o meio ambiente natural (Ortolano, 1984).

    AMBIENTE
    1) Sistema constituído por fatores naturais, culturais e sociais, inter-relacionados entre si, que condicionam a vida do homem e que por sua vez são constantemente modificados e condicionados por este. 2) Tudo aquilo que cerca ou envolve os seres vivos ou as coisas. O ambiente pode ser favorável ou desfavorável ao desenvolvimento dos seres vivos na terra.

    AMBIENTE EUXÍNICO
    Ambiente marinho ou lacustre, no qual a presença de H2S dissolvido na água inibe a vida.

    AMBIENTE HALÓFITO
    Ambiente terrestre caracterizado por altos teores de sais no solo e, consequentemente, pela presença de vegetação tolerante ao sal.

    AMETISTA
    Variedade de quartzo (SiO2) que apresenta cor purpúrea ou violeta, devido a presença de ferro-férrico, e que cristaliza no sistema hexagonal-R, classe trapezoédrica.

    AMIANTO
    Denominação comercial para um grupo heterogêneo de minerais facilmente separáveis em fibras da família da serpentina - crisotila- e do anfibólio - crocidolita, amosita, antofilita, actinolita e tremolita. (Sin. Asbesto)

    AMÍGDALA
    Pequenas cavidades de uma rocha que estão preenchidas por minerais deutéricos ou secundários, tais como: opala, calcedônia, clorita, calcita e zeólitas, formados a partir de soluções aquosas ou gasosas.

    AMIGDALOIDAL
    Massa rochosa que contém vesículas disseminadas e preenchidas com materiais de composição diferente ao da matriz. Ex.: basalto amigdaloidal.

    AMOLGAMENTO
    É o fenômeno da perda de resistência de um solo por efeito da destruição de sua estrutura. É o fenômeno responsável pela formação de lama nos solos argilosos.

    AMÔNIA
    Gás incolor com fórmula NH3, odor forte e picante, muito solúvel em água e álcool. A solução de amoníaco, amônia líquida, apresenta algumas semelhanças com a água devido ao fato de ter pontes de hidrogênio.

    AMORFA
    (Mineralogia) Substância desprovida de qualquer estrutura interna ordenada. As substâncias amorfas, de ocorrência natural, são denominadas mineralóides.

    AMOSTRA
    Porção representativa de água, ar, qualquer tipo de efluentes ou emissão atmosférica ou qualquer substância ou produto, tomada para fins de análise de seus componentes e suas propriedades.

    AMOSTRADOR
    Instrumento por meio do qual pode ser retirada uma porção representativa de líquido ou de sedimentos para análise ou exame.

    AMOSTRAGEM
    Operação que consiste em extrair amostras de solo, rocha, ar ou água de um local para análise individual. Retirada de pequenas partes (amostras) para representar as propriedades de um conjunto ou do todo.

    AMPLITUDE DE MARÉ
    Diferença de altura alcançada pela maré entre os níveis da preamar e da baixa mar consecutivos.

    AMPLITUDE ECOLÓGICA
    Faixa de tolerância de uma espécie às condições do ambiente (temperatura, salinidade, umidade, pressão barométrica altitudinal, etc.). A amplitude ecológica abrange do valor mínimo ao valor máximo que uma espécie suporta de cada fator ambiental.

    AMPLITUDE TÉRMICA
    Oscilação ou diferença entre as temperaturas máximas e mínimas, ou entre temperaturas médias, a mais elevada e a mais baixa, no decorrer de um intervalo de tempo.

    ANAERÓBICAS
    Condições nas quais o organismo não requer oxigênio para viver e se reproduzir.

    ANÁLISE AMBIENTAL
    Exame detalhado de um sistema ambiental, por meio do estudo da qualidade de seus fatores, componentes ou elementos, assim como dos processos e interações que nele possam ocorrer, com a finalidade de entender sua natureza e determinar suas características essenciais.

    ANÁLISE DE BACIA
    Termo derivado do inglês basin analysis, de uso consagrado. Entretanto, considerando-se ser, de fato, um método de integração dos dados disponíveis sobre uma determinada bacia, cujo produto final tem caráter mais sintético que analítico, melhor seria denominá-lo estudo de bacia.

    ANÁLISE DE CUSTO-BENEFÍCIO
    Técnica que tenta destacar e avaliar os custos sociais e os benefícios sociais de projetos de investimento, para auxiliar e decidir se os projetos devem ou não ser realizados. O objetivo é identificar e medir as perdas e ganhos com valores econômicos com que arcará a sociedade como um todo, se o projeto em questão for realizado.

    ANÁLISE ESTRUTURAL
    Estudo de feições estruturais observáveis em escalas que variam desde lâminas delgadas até imagens de satélites. Inclui a interpretação dos movimentos e dos campos de tensões responsáveis pelas deformações nos corpos rochosos I: Structural analysis.

    ANÁLISE MODAL
    Quantificação dos minerais presentes em uma rocha, obtida através de estudos petrográficos em lâmina delgada, sendo utilizada a contagem de pontos com a platina mecânica, em intervalos constantes. Os resultados são expressos em % em volume.

    ANASTOMOSADO
    Padrão linear segundo o qual numerosos traços (inclusive de superfícies de falhamentos) bifurcam-se e fundem-se, aleatoriamente.

    ANDESITO
    Rocha ígnea de granulação fina composta principalmente por feldspato plagioclásio e com 25 a 40% por anfibólio e biotita. não contém quartzo.

    ANFIBÓLIO
    Importante mineral formador de rochas, pertencente ao grupo dos silicatos ferromagnesianos. Grupo de minerais que cristalizam nos sistemas ortorrômbico e monoclínico, e raramente no triclínico. Diferem dos piroxênios por conterem hidroxila e apresentarem um ângulo de clivagem com valores de 560 e 1240. Compõem-se de três subgrupos: o da antofilita-cummingtonita-antofilita, gedrita, ferrogedrita, holmsquistita, cummingtonita e grunerita - o dos cálcio-anfibóliostremolita, ferroactinolita, hornblenda, edenita, ferroedenita, tschermarkita, ferrotschermarkita, pargasita, ferrohastingsita, hornblenda basáltica, kaersurtita e barkevikita- e o dos álcali-anfibólios- glaucofana, magnesioriebeckita, riebeckita, richterita, katophorita, magnesiokatophorita, eckermanita e arfvedsonita.

    ANFIBOLITO
    Rocha metamórfica formada principalmente por anfibólios e feldspato plagioclásio.

    ÂNGULO DE REPOUSO
    Valor limite de inclinação que permite a um material inconsolidado incoesivo ainda se manter em equilíbrio. Depende da granulometria e da forma dos grãos, além do meio em que se encontra, se aquático ou subaéreo.

    ANIDRITA
    Mineral que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal, apresentando suas três clivagens em ângulo reto. De composição CaSO4, ao absorver umidade transforma-se em gipsita, com aumento de volume.

    ANIONS
    Íons carregados negativamente, e sendo assim denominados pelo fato de durante o processo de eletrólise se deslocarem em direção ao ânodo.

    ANKERITA
    Mineral que cristaliza no sistema hexagonal-R, classe romboédrica e composição Ca Fe (CO3)2. É o membro final de uma série isomórfica em que o outro membro é a dolomita- Ca Mg (CO3)2 - com o ferro ferroso substituindo o magnésio. A dolomita presente na maioria dos sedimentos calcários mostra-se algo ankerítica, com superfícies intemperizadas mostrando uma coloração canela ou amarelada, devido a oxidação do ferro.

    ÂNODO
    Eletrodo em que ocorrem oxidações.

    ANORTOCLÁSIO
    Denominação que é conferida ao microclínio (K Al Si3 O8) quando o sódio substitui o potássio, excedendo-o .Pertence ao grupo dos feldspatos potássicos.

    ANORTOSITO
    Rocha ígnea intrusiva de granulação grosseira composta principalmente por feldspato plagioclásio rico em cálcio.

    ANTEARCO
    Posição geotectônica anterior (do oceano para o continente) ao arco magmático, em zona de convergência de placas tectônicas. Tratando-se de convergência envolvendo placa oceânica, diz-se da bacia ou região situada entre o prisma acrescionário e o arco magmático I: Forearc.

    ANTECEDENTE
    Rio que, apesar das novas estruturas formadas, teve seu curso preservado, sendo portanto um rio mais antigo que tais estruturas.

    ANTEDUNA
    Duna em geral pouco desenvolvida, situada logo atrás da praia, apresentando dimensões reduzidas.

    ANTEFOSSA
    Profunda depressão alongada, bordejando um arco de ilha ou um cinturão orogenético; fossa oceânica. I: Foredeep; trench.

    ANTEPAÍS
    Área estável marginal a um cinturão orogenético, em direção à qual as rochas do cinturão são empurradas; em geral constitui-se de crosta continental, particularmente de borda de área cratônica ou plataformal. Diz-se das bacias situadas entre o cráton e os cinturões orogenéticos, em zona de colisão de placas litosféricas I: Foreland.

    ANTICLINAL
    Dobra que mostra fechamento para cima, apresentando as rochas mais antigas em seu núcleo I: Anticline.

    ANTICLINÓRIO
    Anticlinal complexo, constituído de vários anticlinais e sinclinais subsidiários, tanto ao longo dos flancos como da crista.

    ANTIFORME
    Dobra que mostra fechamento para cima, sendo porém desconhecidas as relações estratigráficas entre suas rochas.

    ANTIGORITA
    Variedade de serpentina - Mg6 (Si4 O10) (OH)8- que ocorre em placas e cujas propriedades se harmonizam com as dos filossilicatos, e cristalizando no sistema monoclínico, classe prismática.

    ANTRACITO
    Carvão que apresenta uma densidade entre 1,4 e 1,7 fratura brilhante e do tipo conchoidal, aspecto vítreo e com 90% a 93% de carbono. Seu poder calorífico é superior a 8 000 cal/g, é pobre em voláteis e juntamente com a hulha é conhecido como carvão mineral.

    ANTRÓPICA
    Diz-se das ações resultantes da atuação do homem sobre o meio ambiente. O mesmo que ação antrópica.

    APATITA
    Denominação geral utilizada para abarcar para um grupo de minerais que cristalizam no sistema hexagonal, classe prismática, dureza 5 segundo a escala de Mohs, e nos quais estão incluídas a fluorapatita- Ca5 F (PO4)3, a clorapatita- Ca5Cl (PO4)3, e a hidroxilapatita- Ca5 (OH)(PO4)3, sendo que o cloro, o flúor e a hidroxila podem ser substituídos mutuamente. A carbonato-apatita é produto da substituição do PO4 pelo CO3.

    APÓFISES
    (Geologia) Diques ou corpos tabulares que se apresentam intrudidos em outra rochas, mas que apresentam claramente ligações com corpos intrusivos maiores.

    AQÜÍFERO
    Formação porosa (camada ou estrato) de rocha permeável, areia ou cascalho, capaz de armazenar e fornecer quantidades significativas de água.

    AQÜÍFERO ARTESIANO
    Aqüífero que contém água com suficiente pressão para elevá-la acima da superfície do solo.

    AQÜÍFERO CONFINADO
    Aqüífero situado entre duas camadas impermeáveis, e que apresenta a água contida, sob uma pressão maior do que a atmosférica.

    AQÜÍFERO LIVRE
    Aqüífero no qual a superfície da água encontra-se submetida a pressão atmosférica.

    AQÜÍFERO SEMICONFINADO
    Aqüífero que apresenta partes de sua camada sobreposta por outra camada, de permeabilidade muito baixa ou até mesmo impermeável.

    AQÜÍFERO SUSPENSO
    Aqüífero que resulta do aprisionamento da água da zona de aeração por camadas periféricas que são impermeáveis.

    AQÜÍFUGO
    Unidade geológica impermeável, sendo que deste modo não absorve e nem transmite água.

    AQÜITARDO
    Unidade geológica que apresenta baixa permeabilidade, e que portanto retarda mas não impede que receba água de aqüíferos adjacentes ou veicule água para aqüíferos adjacentes.

    ARAGONITA
    Mineral que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal, composição Ca CO3 e apresentando uma cristalização piramidal acicular, tabular ou como geminados pseudo-hexagonais .É o polimorfo instável da calcita (CaCO3) nas condições normais de temperatura e pressão. É o mineral formador de muitas conchas e esqueletos.

    ARCO
    (Geologia): Tipo crustal ocorrente acima da zona de subducção, onde uma placa mergulha por baixo da outra. Pode ser de dois tipos: arco de ilhas e arco de margem continental.

    ARCO CONTINENTAL
    Arco magmático desenvolvido em zonas de convergência de placa oceânica sob continente, e localizado no interior do continente, à semelhança dos Andes, Arco do México e Arco da Turquia. Arco montanhoso.

    ARCO DE ILHAS
    Cadeia de ilhas com forma curvilínea - semelhante à da cadeia das ilhas Aleutas - geralmente com o lado convexo voltado em direção ao oceano, e bordejada por uma profunda fossa submarina, envolvendo uma profunda bacia marinha. Desenvolve- se nas zonas de colisão entre duas placas tectônicas oceânicas.

    ARCÓSIO
    Rocha sedimentar detrítica de granulação entre 0,02 e 2 mm, formado por fragmentos de quartzo, rica em feldspato ( mais de 25%) e pouca argila. É geralmente o produto de decomposição de granitos e gnaisses em climas áridos.

    ARDÓSIA
    Rocha metamórfica de granulação fina, fortemente laminada e xistosidade tabular perfeita. Produto de metamorfismo regional de argilitos, siltitos e outros sedimentos clásticos de granulação fina.

    ÁREA DE CAPTAÇÃO
    É a área imediata que influencia a qualidade da água no ponto de captação, onde deverão ser observadas as recomendações de normas ou regulamentos.

    ÁREA DE EXPANSÃO URBANA
    São áreas onde se propõe a localização de novos loteamentos, direcionando-se assim o crescimento da cidade. Seu dimensionamento considera o assentamento da população projetada, num horizonte determinado, geralmente de 10 anos.

    ÁREA DE INFLUÊNCIA
    Área na qual a carga piezo-métrica de um lençol de água se encontra alterada em relação ao seu nível estático, por influência de um ponto de descarga (bombeamento) ou carga (injeção d’água).

    ÁREA DE INTERESSE AMBIENTAL
    Área localizada nas zonas urbana e rural, onde as características do meio físico exigem regras de loteamento, uso e ocupação do solo específicas.

    ÁREA DE INTERESSE URBANÍSTICO
    Área localizada na zona urbana que, por seu aspecto paisagístico, urbanístico e histórico - cultural, necessita de uma regulamentação específica para uso e ocupação do solo, permitindo a preservação de suas características.

    ÁREA DE INUNDAÇÃO
    Áreas marginais de um rio ou lago sujeitas a invasão das águas por extravasamento. São, normalmente, áreas planas, com nível freático raso ou subaflorante, que funcionam como reguladoras da vazão das águas em períodos de cheia e na recarga de aqüíferos subterrâneos. (Sin.: planície de inundação).

    ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL (APA)
    Tipo de unidade de conservação que tem o objetivo de conservar a diversidade de ambientes, espécies, processos naturais e do patrimônio cultural, visando a melhoria da qualidade de vida, através da manutenção das atividades sócio-econômicas da região.

    ÁREA DE PROTEÇÃO AOS MANANCIAIS
    Área definida por legislação (estadual e municipal) para a qual são estabelecidas normas de uso e ocupação do solo que visam a proteger os mananciais e as represas.

    ÁREA DE RECARGA (ZONA DE ALIMENTAÇÃO)
    Área através da qual o aqüífero recebe a con-tribuição das águas de precipitação pluvio-métrica ou de zonas profundas próximas.

    ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO (ARIE)
    Área possuidora de características extraordinárias ou que abriga exemplares raros da flora e da fauna de uma determinada região, o que exige cuidados especiais de proteção por parte do Estado.

    ÁREA DEGRADADA
    Considera-se a área que, após distúrbio, teve eliminado os seus meios de regeneração natural, apresentando baixa capacidade de auto-recuperação, necessitando ações antrópicas para tal. O mesmo que ecossistema degradado.

    ÁREA DO DOMÍNIO PÚBLICO
    É a área ocupada pelas vias de circulação, ruas, avenidas, praças, jardins, parques e bosques. Estas áreas em nenhum caso poderão ter seu acesso restrito.

    ÁREA ENDÊMICA (Epidemiologia)
    Área geográfica reconhecidamente de ocorrência e transmissão de uma determinada doença.

    ÁREA PERTURBADA
    Área que sofreu distúrbio mas manteve meios de regeneração biótica. (Vide área degradada).

    ÁREA URBANA
    Área de uma cidade definida pelo perímetro urbano. (Vide perímetro urbano).

    ÁREAS DE PRESERVAÇÃO
    Correspondem as áreas que as Leis Federais 6766:79 de parcelamen-to do solo e 4771:65 do Código Florestal Brasileiro, consideram de preservação, tais como: áreas de preservação de valor ecológico, paisagístico e natural; as faixas marginais de águas corentes e dormentes; e as bacias que abrigam mananciais.

    ÁREAS DE RESTRIÇÃO
    As áreas de restrição correspondem àquelas situações que a Lei Federal 6766:79 identifica como proibidas de parcelamento, quais sejam: terrenos alagadi-ços , terrenos aterrados com material nocivo à saúde, terrenos geologicamente desfavorá-veis à edificação, terrenos onde a poluição impeça condições sanitárias suportáveis, terrenos com declividade acima de 30%.

    ÁREAS NÃO URBANIZÁVEIS
    São áreas onde há retrições à expansão urbana, devido à existência de características adversas que, em geral, podem ser identificadas como áreas de restrição e áreas de preservação.

    ÁREAS ÚMIDAS
    Zonas úmidas como áreas de pântano, charco ou turfa ou água natural ou artificial, permanente ou temporária, estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada - incluindo áreas de águas marítimas com menos de seis metros de profundidade na maré baixa ou zonas costeiras próximas às áreas e ilhas ou corpos de água marinha com mais de seis metros de profundidade na maré baixa.

    AREIA
    Sedimento clástico não consolidado, composto essencialmente de grãos de quartzo de tamanho que varia entre 0,06 e 2 mm.

    AREIA MOVEDIÇA
    Depósito de natureza arenosa ou areno- argilosa, saturado de água, que devido a ação da pressão hidrostática, é capaz de escoar como um fluido. Pode ser injetada em fissuras, originando os diques de areia.

    AREIA NEGRA
    Areia que apresenta elevada concentração de minerais pesados de cor preta, em geral ricos em ferro e magnésio, tais como hematita, magnetita, ilmenita, etc.

    AREIAS QUARTZOSAS
    Classe de solos minerais, pouco desenvolvidos, de textura arenosa, formados por material arenoso virtualmente destituído de minerais primários, menos resistentes ao intemperismo.

    ARENITO
    Termo descritivo utilizado para designar um sedimento clástico consolidado por um cimento qualquer (sílica, carbonato, etc.), cujos constituintes apresentam um diâmetro médio que corresponde a granulação da areia. Por não apresentar uma conotação mineralógica ou genética, são considerados arenitos todas as rochas sedimentares que apresentam granulação do tamanho areia.

    ARENITO LÍTICO
    Arenito caracterizado por conter mais de 25% de partículas detríticas representadas por fragmentos de rochas em sua fração areia, apresentando pouca ou nenhuma matriz.

    ARENOSO (Pedologia)
    Termo aplicado a algumas classes texturais do solo, que apresentam grande quantidade de areia, com menos de 15% de argila.

    ARGILA
    Material sedimentar de grãos muito finos. Termo empregado também para designar a fração granulométrica de um sedimento, inferior a 0,002 mm. (Wentworth).

    ARGILA COLOIDAL
    A parte da argila cujas partícu-las são de tamanho inferior a 0,002 mm. Atribui-se à argila coloidal a responsabilida-de principal pelo comportamento plástico dos solos ou terrenos argilosos.

    ARGILA REFRATÁRIA
    Argila cuja temperatura de fusão se iguala pelo menos à do Cone de Seger 26 (16500 C).

    ARGILAS
    Família de minerais, a maioria constituída de silicatos hidratados de alumínio, finamente cristalinos ou amorfos e que cristalizam no sistema monoclínico. Distinguem-se três grupos: o do caulim (caulinita, nacrita, dickita, anauxita, halloysita e alofana); o da montmorillonita (montmorillonita, beidellita, nontronita e saponita); e o das hidromicas (hidromuscovita).

    ARGILITO
    Rocha sedimentar detrítica constituída essencialmente por partículas argilosas. Dis-tinguem-se de folhelhos e ardósias por não se partir paralelamente à estratificação e não possuir clivagem ardosiana.

    ARGILOSO (SOLO)
    Solo de granulação muito fina ou a parte de um solo que apresenta características marcantes de plasticidade dentro de uma faixa de umidade, bem como uma elevada resistência à compressão simples. Ou ainda solo constituído essencialmente de hidrossilicatos de alumínio (como o caulim), etc.

    ARGISSOLO
    Denominação aplicada a solos constituídos por material, que apresentam como características diferenciais argila de atividade baixa e horizonte B textural (Bt) imediatamente abaixo de qualquer tipo de horizonte superficial, exceto o horizonte hístico.

    ARIDEZ
    Característica de um clima relacionado com a deficiência de umidade para manter a vegetação.

    ARQUEAMENTO
    Ampla dobra aberta em escala regional, geralmente correspondendo à feição associada ao embasamento.

    ARQUEANO
    Período do tempo geológico compreendido entre 3.800 e 2.500 milhões de anos atrás.

    ARQUEOLOGIA
    Estudo científico dos restos materiais das culturas, de povos pré-históricos ou históricos.

    ARQUIPÉLAGO
    Grupo de ilhas próximas entre si e que apresentam a mesma origem e estrutura geológica, podendo ser continentais, coralíneas ou vulcânicas.

    ARRASTO
    Dobramento dos estratos em ambos os lados da falha, causado pela fricção dos blocos adjacentes, que se movimentam ao longo do plano de falha I: Drag.

    ARRUAMENTO
    É o ato de abrir via ou logradouro destinado à circulação ou utilização pública.

    ARSENOPIRITA
    Mineral metálico, principal fonte de arsênio, que cristaliza do sistema monoclínico, classe prismática e composição FeAsS. Quando o cobalto substitui parte do ferro, recebe a denominação de danaíta. Mispíquel.

    ASBESTO
    Ver amianto.

    ASSOCIAÇÃO (Pedologia)
    Agrupamento de classes de solos, associadas geográfica e regularmente em um padrão de arranjo definido. É constituída por classes de solos distintos, com limites nítidos ou mesmo pouco nítidos entre si. (Fitogeografia) Menor unidade de uma comunidade vegetal, delimitada pela relação espécie/área mínima e que corresponde à unidade espacial básica da classificação fitossociológica.

    ASSOREAMENTO
    Obstrução de um rio, canal, estuário ou qualquer corpo d’água, pelo acúmulo de substâncias minerais(areia, argila, etc) ou orgânicas, como o lodo, provocando a redução de sua profundidade e da velocidade de sua correnteza.

    ASTENOSFERA
    Camada da Terra situada abaixo da litosfera, situada a profundidades variáveis de até 200 km (em média, 100 km), e a base, a 400 km, que reage a esforços deformando-se plasticamente. Nela, ocorrem ajustes isostáticos e as ondas sísmicas são fortemente atenuadas. Sítio principal da geração de magmas, bem como região provável dos mecanismos responsáveis pela dinâmica das placas litosféricas I: Asthenosphere.

    ASTERÓIDE
    Corpo celeste com dimensões muito reduzidas, geralmente da ordem de algumas centenas de quilômetros apenas. Ceres é o maior asteróide conhecido, possuindo diâmetro de 1000km, aproximadamente. Os asteróides estão concentrados em uma órbita cuja distância média do Sol é em torno de 2,17 a 3,3 unidades astronômicas, entre as órbitas de Marte e Júpiter. Esta região é conhecida como Cinturão de Asteróides. Planetóide.

    ASTROBLEMA
    Estrutura da superfície da Terra, geralmente circular, originada por impacto de meteorito.

    ATERRO
    Disposição dos resíduos sólidos no solo e sua cobertura com terra, numa freqüência semanal ou maior, de maneira a não ocasionar prejuízo ao ambiente e à saúde pública.

    ATERRO CONTROLADO
    Técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo (ABNT).

    ATERRO DE RESÍDUOS INDUSTRIAIS PERIGOSOS - ARIP
    Técnica de disposição de resíduos industriais perigosos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à sua segurança, minimizando os impactos ambientais, método este que utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos industriais perigosos a menor área possível e reduzí-los ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho ou a intervalos menores se for necessário (ABNT).

    ATERRO DE SEGURANÇA
    Aterro construído com fundo impermeável, cobertura também impermeável e sistema de monitorização de água subterrânea, que tem como finalidade a disposição de resíduos perigosos.

    ATERRO SANITÁRIO
    Técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos a saúde pública e à sua segurança, minimizando os impactos ambientais. Utiliza princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos à menor área possível e reduzi-los ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada.

    ATITUDE (Geologia)
    Termo geral utilizado para indicar a orientação de uma linha ou plano estrutural no espaço. Posição de uma superfície, que pode ser uma camada, plano de falha, etc., em relação a um plano horizontal, sendo expressa quantitativamente pelas medidas de direção e mergulho.

    ATIVIDADE DE ARGILAS
    Capacidade de troca de cátions da fração mineral do solo. Atividade alta corresponde a valores iguais ou superiores a 27 cmolc / kg de argila, e atividade baixa indica valores situados abaixo de 27 cmolc/ kg de argila após correção referente ao carbono, ou seja, após dedução da capacidade de troca de cátions da matéria orgânica.

    ATIVIDADE POLUIDORA
    Qualquer atividade utilizadora de recursos ambientais, atual ou potencialmente, capaz de causar poluição ou degradação ambiental.

    ATIVIDADE SUSTENTÁVEL
    São aquelas que conservam os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica, a biodiversidade, o fluxo gênico de fauna e flora, protege o solo e assegura o bem-estar social e econômico para as gerações futuras.

    ATMOSFERA
    Camada fina de gases, inodora, sem cor, insípida, e presa à Terra pela força da gravidade. Compreende uma mistura mecânica estável de gases, sendo que os mais importantes são: nitrogênio, oxigênio (que perfazem cerca de 99% do volume), argônio, dióxido de carbono, ozônio e vapor d’água. Outros gases estão presentes, porém em quantidades muito pequenas, tais como: neônio, criptônio, hélio, metano, hidrogênio etc. A atmosfera está estruturada em três camadas relativamente quentes, separadas por duas camadas relativamente frias, a saber: troposfera, estratosfera, mesosfera, termosfera e exosfera.

    ATOL
    Construção elaborada por corais ou outros tipos de invertebrados, que apresenta forma circular e envolve uma laguna geralmente com profundidade compreendida entre 30m e 100m e cujo diâmetro bastante variável pode alcançar até 60km.

    AUDITORIA AMBIENTAL
    Instrumento de política ambiental que consiste na avaliação e documentada e sistemática das instalações e das práticas operacionais e de manutenção de uma atividade poluidora, com o objetivo de verificar: a obediência aos padrões de controle e Qualidade ambiental; os riscos de poluição acidental e a eficiência das respectivas medidas preventivas; o desempenho dos gerentes e operários nas ações referentes ao controle ambiental; a pertinência dos programas de gestão ambiental interna ao empreendimento. Prevista pela legislação de diversos países, notadamente após as diretrizes baixadas pela Comunidade Européia, a auditoria ambiental pode ser voluntária, isto é, realizada por iniciativa das empresas com o fito de controle interno de suas diferentes unidades de produção, servindo ainda para justificação junto a seguradoras.

    AULACÓGENO
    Do grego aulax (trincheira), o termo foi introduzido por Shatsky (1946) para designar depressões alongadas que se projetam para o interior de áreas cratônicas, a partir de reentrâncias voltadas para uma bacia adjacente ou para uma cadeia de montanhas adjacente que cresceu a partir de um geossinclinal. Com o advento da Tectônica de Placas, os aulacógenos foram interpretados como riftes abortados, ocupando aquela posição particular.

    AUTARQUIA
    Serviço autônomo criado por lei, com personalidade jurídica de direito público, patrimônio e receita próprios, para executar atividades típicas da Administração Pública, que requeiram para seu melhor funcionamento gestão administrativa e financeira descentralizada (Decreto-Lei nº 239 de 21.07.75).

    AUTÓCTONE
    Referindo-se a todo conjunto rochoso, e não apenas a constituintes isolados, diz-se da unidade litoestratigráfica que permaneceu, em termos relativos, no mesmo local de sua formação, enraizada ao seu embasamento. Embora não deslocadas significativamente de seu sítio original, as rochas autóctones podem apresentar-se consideravelmente deformadas I: Autochthonous.

    AUTODEPURAÇÃO
    Capacidade apresentada por um corpo de água de, após receber uma carga de agentes poluidores, recuperar, através de processos naturais de caráter físico, químico e biológico, as suas qualidades ecológicas e sanitárias.

    AVALANCHE
    Tipo de movimento de massa rápido, no qual um grande volume de material (gelo, neve, terra ou fragmentos de rocha) é transportado pelo efeito da gravidade para regiões mais baixas.

    AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (AIA
    Instrumento de política ambiental e gestão ambiental de empreendimentos, formado por um conjunto de procedimentos capaz de assegurar, desde o início do processo, que se faça um exame sistemático dos impactos ambientais de uma proposta (projeto, programa, plano ou política) e de suas alternativas, e que os resultados sejam apresentados de forma adequada ao público e aos responsáveis pela tomada de decisão, e por eles considerados. Além disso, os procedimentos devem garantir a adoção das medidas de proteção do meio ambiente determinadas, no caso de decisão sobre a implantação do projeto. Identificar, predizer e descrever, em termos apropriados, os prós e os contras (danos e benefícios) de uma proposta de desenvolvimento. Para ser útil, a avaliação deve ser comunicada em termos compreensíveis para a comunidade e os decisores. Os prós e os contras devem ser identificados com base em critérios relevantes para os países afetados. É a atividade destinada a identificar e predizer o impacto

    AVULSÃO
    Processo que consiste no abandono relativamente rápido de parte do conjunto de meandros, passando então o rio à mover-se em um novo curso, situado em um nível mais baixo da planície de inundação.

    AZIMUTE
    Direção horizontal de uma linha, medida no sentido horário, a partir do norte magnético de um plano de referência, normalmente o meridiano.