• Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos
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       Serviço Geológico do Paraná

    Ações

    Aqui você encontra os últimos termos que foram incluídos em nosso glossário. Para ler mais, consulte o índice.

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    Glossário de termos geológicos

    C (Pedologia)
    Horizonte ou camada mineral constituída por material inconsolidado, de profundidade, relativamente pouco afetado pelos processos pedogenéticos, similar ao material a partir do qual, o solum pode ou não ter se formado.

    CAATINGA
    Nome genérico dado as formações vegetais típicas do interior semi árido do Nordeste do Brasil. As plantas da caatinga apresentam adaptação à escassez e irregularidade das chuvas. Predominam espécies arbóreas e arbustivas de pequeno porte, espinhosas, que perdem as folhas na estação seca, associadas a cactáceas e bromeliáceas.

    CABECEIRA
    Lugar onde nasce um rio ou riacho. O mesmo que nascente.

    CABO
    Porção saliente da linha de costa que avança em direção ao mar. Esta feição tanto pode ser resultante de uma erosão diferencial como também ser devida à ação das ondas e correntes marinhas.

    CAÇA PREDATÓRIA
    Caça em que a proporção de indivíduos abatidos é superior à capacidade de recomposição populacional através da reprodução. É praticada clandestinamente, com fins lucrativos, provocando a aceleração do processo de extermínio de várias espécies de valor econômico.

    CAÇAMBA
    Receptáculo, transportado por pessoal do serviço de limpeza pública (varrição), para recolher os resíduos sólidos de locais não acessíveis aos veículos de coleta (ABNT).

    CACHIMBO
    Trincheira profunda, aberta na encosta de uma elevação.

    CACHOEIRA
    Queda de água natural no curso de um rio.

    CACIMBA
    Termo regional utilizado no Nordeste do Brasil para denominar os poços cavados no leito seco dos rios durante a estação seca.

    CADASTRO TÉCNICO FEDERAL DE ATIVIDADES E INSTRUMENTOS DE DEFESA AMBIENTAL
    Registro obrigatório de pessoas físicas e jurídicas que se dediquem a prestação de serviços de consultoria sobre problemas ecológicos e estudos ambientais, de um modo geral, ou se dediquem a fabricação, comercialização, instalação ou manutenção de equipamentos, aparelhos e instrumentos de controle de poluição, instituído pela Resolução CONAMA n.º 001 de 16.03.88, regulamentando assim o artigo 17 da Lei N.º 6938 de 31.08.81. Fonte: Vocabulário Básico de Meio Ambiente (FEEMA, 1990).

    CADEIA MESOCEÂNICA
    Notável feição de relevo positivo que, em conjunto, compõe um sistema de cordilheira predominantemente submarino, contínuo, sísmico e vulcânico. Trata-se de uma ampla intumescência, na maioria das vezes com um vale central, em rifte, bastante acidentado e ativo, constituindo-se de acordo com a Teoria da Tectônica de Placas, em sítio-fonte de adição de novo material crustal, a partir da ascensão convectiva da astenosfera. Suas dimensões médias são: largura - 1.500 km; comprimento total do sistema - 84.000 km; elevação - 1 a 3 km (sin.: dorsal mesoceânica). I: Mid-oceanic Ridge.

    CADUCIFÓLIO
    Vegetal que perde as folhas durante o período climático desfavorável.

    CAIXA SUBTERRÂNEA
    Compartimento localizado em passeio público, para armazenamento provisório de resíduos de varrição para posterior remoção (ABNT).

    CAL
    Produto da calcinação do calcário a temperaturas superiores a 725ºC.

    CALAGEM
    Processo através do qual é aplicado calcário ao solo objetivando neutralizar a acidez, proporcionando com isso melhores condições para o desenvolvimento das plantas. Nos solos ácidos o desenvolvimento dos microrganismos é bastante reduzido, principalmente das bactérias fixadoras do nitrogênio atmosférico, além de ser o fósforo do solo de difícil aproveitamento pelos vegetais.

    CALÇADA
    Faixa pavimentada para pedestres, quase sempre mais elevada que a faixa carroçável, situada entre a testada das construções ou dos terrenos e o meio-fio (ABNT).

    CALÇAMENTO
    Pavimentação de terrenos, ruas, etc., com pedras, asfalto ou concreto.

    CALCARENITO
    Arenito carbonático produzido freqüentemente por precipitação química seguida de retrabalhamento no interior da própria bacia, ou sendo ainda resultante da erosão de calcários mais antigos situados fora da bacia de deposição.

    CALCÁRIO
    Rocha sedimentar de origem química, orgânica ou clástica, constituída predominantemente de carbonato de cálcio, principalmente calcita.

    CALCEDÔNIA
    Denominação genética aplicada às variedades criptocristalinas fibrosas do quartzo (SiO2). Mais especificamente é tida como uma variedade que apresenta coloração desde parda a cinzenta, com brilho vítreo e translúcida. A cor e a disposição em faixas dão origem às variedades conhecidas como cornalina, sardo, crisoprásio, ágata, heliotrópio e ônix.

    CALCILUTITO
    Calcário constituído por lama calcária litificada.

    CALCINAÇÃO
    Processo de aquecimento de corpos sólidos para provocar a sua decomposição, porém sem oxidação pelo ar atmosférico. O calcário ao ser calcinado produz cal viva (CaO) e gás carbônico (CO2).

    CALCITA
    Mineral da família dos carbonatos, que cristaliza no sistema hexagonal-R, classe escalenoédrica-hexagonal e composição CaCO3 . Seus hábitos mais importantes são o prismático, o romboédrico e o escalenoédrico. Apresenta dureza 3 na escala de Mohs, clivagem perfeita segundo { 1011 } e intensa dupla refração. Usualmente branca a incolor pode contudo mostrar cores cinza, vermelho, verde, azul e amarelo.

    CALCO-ALCALINA (ROCHA)
    Rocha magmática que contém feldspatos alcalicálcicos. O coefi-ciente molecular em álcali é menor que o de Al2O3. Tem ainda considerável teor em CaO.

    CALCÓFILOS
    Elementos que mostram forte afinidade pelo enxofre (S) e são solúveis em uma fusão de Fe S.

    CALCOPIRITA
    Mineral metálico que cristaliza no sistema tetragonal, classe escalenoédrica, composição CuFeS2, e de coloração amarela. É um dos principais minérios de cobre.

    CALCRETE
    Depósito superficial constituído de materiais que podem ter granulação de conglomerado ou areia, e cimentados por carbonato de cálcio, resultante da sua concentração por evaporação em clima seco.

    CALDA BORDALEZA
    Mistura de sulfato de cobre e cal, utilizada na agricultura para combater parasitas, especialmente fungos, sendo também empregada na caiação das paredes internas de decantador de ETA (Estação de Tratamento de Água), para prevenir o desenvolvimento de algas.

    CALDEIRA
    Depressão em forma de bacia aproximadamente circular. A maior parte das caldeiras vulcânicas é produzida pelo colapso do teto de uma câmara magmática devido à remoção do magma por erupções ou condensação subterrânea. Algumas caldeiras podem ser formadas pela remoção explosiva da parte superior de um vulcão.

    CALHA DO RIO
    O mesmo que leito do rio.

    CALHAUS
    (Pedologia) Fragmentos grossos do solo, com diâmetro compreendido entre 2cm e 20cm.

    CALICHE
    Solo desértico endurecido devido a cristalização da calcita e outros minerais, em seus interstícios. Forma-se em regiões de clima semi-árido a árido, onde o sentido predominante da movimentação da umidade no solo é ascendente, devido ao excesso de evaporação e à ação da capilaridade. As águas carbonatadas ao se evaporarem propiciam a precipitação da calcita entre as partículas do solo.

    CALIFORNITA
    Variedade da vesuvianita- mineral que cristaliza no sistema tetragonal, classe bipiramidal-ditetragonal, de composição complexa, sendo contudo um silicato de alumínio e cálcio hidratado com magnésio e ferro, podendo também conter boro ou flúor, de cor verde, compacta e que se assemelha ao jade. Utilizada em pequena escala como gema.

    CALMARIA
    Ausência perceptível dos ventos, sendo que em tais condições a velocidade é inferior a 1 nó (força 0 na Escala de Beaufort) ou mesmo nula.

    CALOR ESPECÍFICO
    Quantidade de calor que é preciso fornecer a 1 g de uma substância qualquer para elevar a sua temperatura em 10 C.

    CAMADA
    (1) (Estratigrafia) Unidade formal de menor hierarquia na classificação litoestratigráfica, apresentando-se como um corpo rochoso aproximadamente tabular, relativamente delgado e litologicamente diferenciável das rochas sobre e sotopostas. (2) (Pedologia) Seção à superfície ou paralela a esta, de constituição, mineral ou orgânica, pouco diferenciada e pouco ou nada influenciada pelos processos pedogenéticos. (3) (Sedimentologia) Corpo tabular de rocha que se encontra em posição essencialmente paralela à superfície sobre a qual foi formada (Sin.: Estrato).

    CAMADA COMPETENTE
    Designação para as camadas que são capazes não só de soerguer o próprio peso, como o de toda rocha sobrejacente. Os requisitos de uma camada competente são:a)resistência ao cisalhamento; b)capacidade de se refazer de fraturas; c)rigidez ou inflexibilidade.

    CAMADA DE OZÔNIO
    Parte da atmosfera superior, situada entre 20km e 35km de altitude, na camada estratosférica, com elevada concentração de ozônio e que absorve grandes proporções da radiação solar na faixa do ultravioleta, evitando que a mesma alcance a Terra em quantidades consideradas perigosas. Ozonosfera.

    CAMADA DE VALÊNCIA
    (Química) Camada eletrônica externa de um átomo que contém os elétrons que participam geralmente nas ligações químicas.

    CÂMBICO
    Qualificação utilizada para unidades de solos com características intermediárias para cambissolo.

    CAMBISSOLO
    Classe de solo constituída por material mineral, não hidromórfico, com horizonte B incipiente, subjacente a qualquer tipo de horizonte superficial.

    CAMBRIANO
    Período primevo da Era Paleozóica e com duração de tempo compreendida entre aproximadamente 540 e 500 milhões de anos. É subdivido em Cambriano Inferior, Médio e Superior. É o período em que a maioria dos grupos principais de animais apareceram no registro fóssil. Neste período surgiram os primeiros foraminíferos e graptólitos, além de representantes dos invertebrados. No Cambriano Superior as placas Laurentia e Báltica se moviam em rota de colisão, começando a consumir o Oceano Iapetus, localizado entre ambas dando início à Orogenia Caledoniana.

    CAMPO
    Terras planas ou quase planas, em regiões temperadas, tropicais ou subtropicais, de clima semi-árido ou subúmido, cobertas de vegetação em que predominam as gramíneas, às vezes com a presença de arbustos e de espécies arbóreas esparsas.

    CAMPO ABERTO
    Ecossistema caracterizado por uma vegetação na qual predominam gramíneas com no máximo 30 cm de altura.

    CAMPO DE ALTITUDE
    Tipo de vegetação campestre descontínua, associada a afloramentos rochosos em serras do Brasil Central e Oriental. É vegetação típica dos ambientes montano e alto-montano, com estrutura arbustiva e/ou herbácea que ocorre no cume das serras com altitudes elevadas, predominando os climas subtropical e temperado. As comunidades florísticas próprias desse tipo de vegetação são caracterizadas por grande número de endemismos. Campo rupestre campo de inundação Terreno que margeia um rio, formado por sedimentos provenientes do transbordamento e sujeito a inundação no período de cheia.

    CAMPO LIMPO
    Área de vegetação campestre, com revestimento de gramíneas e raros grupos de arbustos.

    CAMPO RUPESTRE
    Ver campo de altitude.

    CAMUFLAGEM
    Procedimento de dissimulação que ocorre quando determinados animais, como por exemplo alguns insetos, répteis e peixes, possuem a mesma cor (homocromia) e/ou a mesma forma (homotipia) do meio em que vivem. Como exemplo podem ser citados o cameleão e o polvo.

    CANAL
    (1) Curso de água natural ou artificial, claramente diferenciado, que contém água em movimento, de maneira contínua ou periódica, ou então que estabelece uma interconexão entre dois corpos de água. (2) (Sensoriamento Remoto): Intervalo correspondente a um determinado comprimento de ondas selecionado a partir do espectro eletromagnético.

    CANAL DE COMUNICAÇÃO
    Obra de engenharia que liga dois corpos aqüosos.

    CANAL DE DERIVAÇÃO
    (Hidrologia) Canal construído com o objetivo de desviar os escoamentos de cheia entre um ponto situado à montante da região protegida e outro situado à jusante.

    CANAL DE MARÉ
    Canal natural formado sobre a planície de maré e que é mantido pelo fluxo das correntes de maré.

    CANAL DE PRIMEIRA ORDEM
    Canal que não possui tributário, isto é, encontra-se diretamente ligado a nascente.

    CANAL DE RETORNO
    Canal que foi escavado pelo fluxo das correntes de retorno, em direção ao mar aberto, podendo seccionar as barras longitudinais.

    CANAL DE SEGUNDA ORDEM
    Canal que surge da confluência de dois canais de primeira ordem, recebendo somente afluentes de primeira ordem.

    CANAL DE TERCEIRA ORDEM
    Canal que surge da confluência de dois canais de segunda ordem, podendo contudo receber afluentes de ordem inferior.

    CANAL DO RIO
    O mesmo que leito do rio.

    CANALIZAÇÃO
    Conjunto de canos ou canais para escoamento de águas (pluviais ou residuárias) e esgotos.

    CANEVÁ
    Denominação utilizada para indicar a rede de meridianos e paralelos.

    CÂNFORA
    Cetona na qual o grupo carbonila é parte de um hidrocarboneto cíclico substituído. É um antisséptico suave usado como medicamento líqüido, untoso, para fricções, chamado linimento.

    CANGA
    Termo brasileiro significando: 1) brecha ferruginosa de formação superficial, constituída de fragmentos de hematita compacta, ou de placas de itabirito alterado, cimentados por goethita. Distinguem-se as cangas hematíticas, com 62 a 66% de ferro, e as cangas limoníticas, com 55 a 62% de Fe .2) Rocha limonítica formada pela concentração superficial ou subsuperficial de hidróxido de ferro migrado das rochas subjacentes, com 45 a 55% de Fe.

    CANHÃO SUBMARINO
    Feição que se assemelha a um vale terrestre, e que adentra no talude continental, apresentando um curso sinuoso e uma seção em forma geralmente de V. Estão separados por paredes rochosas muitas vezes íngremes, terminando em leques nas suas desembocaduras (vide “canyon”).

    CANIBALISMO
    Variação do predatismo em que o indivíduo mata e consome outro da mesma espécie.

    CANYON
    Vale longo, de bordas abruptas, que ocorre em regiões de platôs, de montanhas ou encravado na borda de plataformas submarinas, em geral com um curso d'água em seu interior (canyon subaéreo) ou apenas servindo de duto para fluxos sedimentares subaquosos (canyon submarino) (sin.: Canhão).

    CAPA
    (1) Mineração Massa encaixante sobrejacente à jazida. A subjacente denomina-se lapa, (2) Geologia Estrutural Ver teto.

    CAPACIDADE (RIO)
    Poder de transporte de uma corrente, definido pelo peso total dos detritos transportados. Corresponde ao volume total de carga suspensa ou de fundo transportada pelo rio.

    CAPACIDADE DE ASSIMILAÇÃO
    Capacidade que tem um corpo de água em diluir e estabilizar despejos, de modo a não prejudicar significativamente suas qualidades ecológicas e sanitárias.

    CAPACIDADE DE COLETA
    Quantidade de resíduos sólidos coletada por unidade de tempo, por determinada equipe e respectivo equipamento, em determinado itinerário, expressa, geralmente, em Kg:h.

    CAPACIDADE DE INFILTRAÇÃO
    Quantidade máxima de água que um solo, em determi-nadas condições, pode absorver num período de tempo.

    CAPACIDADE DE RETENÇÃO DE ÁGUA
    Quantidade de água retida em um solo por capilaridade, após a percolação da água gravitativa. Expressa pela relação entre os pesos da água retida e do solo seco. CAPACIDADE DE TROCA CATIÔNICA EFETIVA: Soma de cátions trocáveis que um solo pode adsorver, em seu pH natural (ou pH de campo). É estimada geralmente pela capacidade de troca de cátions mais Al extraível pela solução normal de KCl.

    CAPACIDADE DE TROCA DE ÂNIONS (CTA)
    Soma total dos ânions trocáveis que um solo pode adsorver a um pH específico.

    CAPACIDADE DE TROCA DE CÁTIONS (CTC)
    Soma total de cátions trocáveis que um solo pode reter na superfície coloidal prontamente disponível à assimilação pelas plantas. É representada pela letra S= Ca³Mg²K²Na, comumente é expressa em miliequivalentes (meq) por 100 g de solo.

    CAPACIDADE DE USO DA TERRA
    Adaptabilidade de um terreno, segundo fins agrícolas diversos, em função de uma susceptibilidade ao depauperamento, principalmente pela erosão acelerada do solo, explorado com cultivos anuais, perenes, pastagem ou reflorestamento.

    CAPILARIDADE (SOLOS)
    Propriedade pela qual a água intersticial de um solo alcança pontos situados acima do nível freático. Esse fenômeno está relacionado às tensões capilares e a intensidade do mesmo aumenta em função da diminuição do índice de vazios.

    CAPINA MANUAL
    Corte ou retirada total da cobertura vegetal existente em determinados locais, com utilização de ferramenta manual.

    CAPINA QUÍMICA
    Eliminação de vegetais, realizada através de aplicação de produtos químicos que, além de matá-los, podem impedir o crescimento deles.

    CAPOEIRA
    Vegetação secundária que nasce após a derrubada das florestas primárias. Termo brasileiro que designa a vegetação que nasce após a derrubada de uma floresta.

    CAPOEIRÃO
    Estágio mais avançado da capoeira, no processo de sucessão vegetal.

    CAPTAÇÃO
    É o conjunto de estruturas e dispositivos construídos ou montados junto a um manancial, para suprir um serviço de abastecimento público de água destinada ao consumo humano.

    CAPTURA
    Desvio natural de um rio para o canal de outro rio.

    CARACTERÍSTICA GEOTÉCNICA
    Qualificação e quantificação das propriedades físicas ou mecânicas dos materiais geológicos (solos e rochas).

    CARBOIDRATOS
    Compostos químicos que apresentam fórmula geral Cx (H2O)y, sintetizados no processo de fotossíntese, e que incluem os açúcares, a celulose e o amido. Desempenham papel indispensável ao metabolismo dos seres vivos (fonte de energia).

    CARBONADO
    Variedade de diamante de qualidade inferior, formado por pequenos cristais, cimentados naturalmente, de coloração preta e formando uma massa muito compacta.

    CARBONATAÇÃO
    Processo de solubilização de CO2 na água.

    CARBONATITO
    rocha magmática constituída essencialmente de carbonatos como calcita e dolomita.

    CARBONATO
    Composto de carbono e oxigênio; um exemplo é a calcita, um mineral constituído por carbonato de cálcio.

    CARBONÍFERO
    Penúltimo período da Era Paleozóica, e situado entre os períodos Devoniano e Permiano. Ocorreu aproximadamente entre 355 a 295 milhões de anos, sendo sua denominação proveniente da Inglaterra, em referência aos ricos depósitos de carvão lá existentes. A designação Carbonífero é amplamente aceita internacionalmente sendo separado nos Estados Unidos, em Mississipiano (Carbonífero Inferior) e Pensilvaniano (Carbonífero Superior). O Período Carbonífero proporcionou condições ideais para a formação de carvão. A colisão entre a Laurásia (Europa, Ásia e América do Norte) e o Gondwana (África, Austrália, Antártida e América do Sul) produziu os Apalaches, cadeia de montanhas da América do Norte e das montanhas hercinianas no Reino Unido. Uma colisão posterior entre a Sibéria e a Europa formou os Montes Urais.

    CARBONIZAÇÃO
    Processo de fossilização em que os constituintes voláteis da matéria orgânica - hidrogênio, oxigênio e nitrogênio- escapam durante sua degradação, deixando uma película de carbono que geralmente permite o reconhecimento do organismo.

    CARBONO 14
    Isótopo radioativo do carbono comum (Carbono 12) e que se forma na atmosfera pelo choque dos raios cósmicos com o nitrogênio. Combina-se rapidamente com o oxigênio, gerando óxido de carbono radioativo. Nos vegetais e animais a proporção entre os dois isótopos do C é mais ou menos a mesma da atmosfera. Após a morte dos seres vivos esta proporção tende a modificar-se, havendo um decréscimo da quantidade do carbono radioativo em comparação com o carbono natural, em virtude da desintegração. Após 5730 anos a proporção entre os dois cai pela metade do valor inicial .O conhecimento dessa proporção permite calcular a idade do material analisado. Através desse método podem ser datados fósseis com até 50 000 anos.

    CARCINICULTURA
    Cultivo de crustáceos.

    CARCINOGÊNICO
    Agente que produz, tende a produzir, ou pode estimular o desenvolvimento de qualquer tipo de câncer.

    CARGA ADMISSÍVEL (GEOTÉCNICA)
    Valor da pressão aplicada a um maciço, obtido pela consideração de um coeficiente de segurança adequado a cada caso específico.

    CARGA CONTÍNUA
    Operação de carregamento do veículo coletor em que se realizam a transferência e a compactação dos resíduos, sem interrupção, por ocasião do acionamento do sistema de carga (ABNT).

    CARGA DE TRABALHO (SOLO DE FUNDAÇÃO)
    Carga que pode ser aplicada com segurança a um solo de fundação, conduzindo ao mesmo tempo a recalques compatíveis com a superestrutura ou mantidos dentro de limites previamente estabelecidos.

    CARGA DE UM RIO
    Total de detritos que um rio transporta em suspensão e por arrasto.

    CARGA INTERMITENTE
    Operação de carregamento do veículo coletor em que se realizam a transferência e a compactação dos resíduos, com interrupção, por ocasião do acondicionamento do sistema de carga (ABNT).

    CARGA POLUIDORA
    Designação genérica para os poluentes orgânicos (carga orgânica) e inorgânicos (carga inorgânica) e de outros tipos que afetam um corpo d’água, expressa em termos de massa por unidade de tempo.

    CARGA POR BASCULAMENTO
    Carga efetuada no veículo coletor, tendo acoplado dispositivo hidráulico, pneumático ou mecânico, para basculamento de conteineres sem interferência manual (ABNT).

    CARNIVORA
    Nome de uma ordem dos mamíferos carnívoros, representada pelos lobos, lontras, raposas, onças, tigres, cachorros-do-mato e ariranhas.

    CARNÍVORO
    Animal que se alimenta exclusivamente de carne ou que prefere a carne como alimento.

    CARREGAMENTO FRONTAL
    Alimentação através da abertura da carga localizada na parte superior da caçamba coletora (ABNT).

    CARREGAMENTO LATERAL
    Alimentação através da abertura de carga localizada na face lateral da caçamba coletora, podendo estar localizada em ambos os lados (ABNT).

    CARREGAMENTO TRASEIRO
    Alimentação através da abertura de carga localizada na parte traseira da caçamba coletora (ABNT).

    CARRINHO COLETOR DE VARREDURA
    Veículo manobrado manualmente, utilizado para recolhimento da varredura, com corpo basculável ou não (ABNT).

    CARRO PIPA
    Veículo que tem por carroçeria um tanque para o transporte de água e dispositivos para lavagem de vias e logradouros públicos (ABNT).

    CÁRSTICA
    Superfície típica de uma região de calcário caracterizada pela presença de vales de dissolução, fossos e correntes de águas subterrâneas.

    CÁRSTICO
    Relevo desenvolvido em região calcária, devido ao trabalho de dissolução pelas águas subterrâneas e superficiais. Caracteriza-se pela ocorrência de dolinas e cavernas.

    CARSTIFICAÇÃO
    Processo do meio físico que consiste na dissolução de rochas pelas águas subterrâneas e superficiais, com formação de rios subterrâneos (sumidouros e ressurgên-cias), cavernas, dolinas, paredões, torres ou pontes de pedra, entre outros. A carstificação é o processo mais comum de dissolução de rochas calcárias ou carbonáticas (calcário, dolomito, mármore), evaporitos (halita, gipsita, anidrita) e, menos comumente, rochas silicáticas (granito, quartzito, etc.).

    CARTA
    Conjunto de mapas gerados pela cartografia de uma dada região, composta de diversas folhas. A divisão de uma carta em folhas deve ser feita de acordo com o corte e formato estabelecidos por um plano nacional ou internacional e de forma sistemática. O conjunto deve ser articulado à rede cartográfica oficial do país. Na maior parte das vezes, é construída com uma finalidade específica e geralmente em escala grande.

    CARTA CADASTRAL OU PLANTA
    É a carta de escala grande, que representa rigorosamente os limites verdadeiros, os usos e o parcelamento das propriedades.

    CARTA COROGRÁFICA
    É a carta que fornece uma visão geral de uma região (“core”) sendo que a sua escala é menor do que 1 : 500.000.

    CARTA GEOGRÁFICA
    É a carta em que os detalhes planimétricos e altimétricos são generali-zados e não oferecem garantia de precisão. Em geral são feitas em escalas pequenas (1:500.000 e menores). Quando representa toda a superfície da Terra é denominada mapa mundi ou planisfério.

    CARTA PLANIALTIMÉTRICA
    O mesmo que Carta Topográfica.

    CARTA PLANIMÉTRICA
    Carta elaborada através de um levantamento topográfico ou fotogramétrico, sem mostrar as curvas de nível.

    CARTA TEMÁTICA (OU ESPECIAL)
    É a carta preparada para fins específicos, sendo denominada como tal, ou seja, carta geológica, geomorfológica, meteorológica, de vegetação, de solos, etc.

    CARTA TOPOGRÁFICA
    É a carta que inclui acidentes naturais e artificiais, possibilitando a determinação de altitudes, através de curvas de nível e cotas altimétricas. Também é chamada de Carta Planialtimétrica.

    CARTOGRAFIA
    É considerada como a ciência e a arte de expressar, por meio de mapas e cartas, o conhecimento da superfície terrestre.

    CARVÃO
    Rocha combustível de origem orgânica que ocorre como camadas, estratos ou lentes, em bacias sedimentares, resultante da acumulação de grandes quantidades de restos vegetais, em um ambiente saturado de água (pântanos), preferencialmente nas planícies costeiras (deltas e lagunas) e fluviolacustres (várzeas).

    CARVÃO ATIVADO
    Carvão que é ativado através de um processo de oxidação, cuidadosamente controlado, e destinado a produzir uma estrutura porosa com grande superfície, o que lhe confere uma elevada capacidade de adsorção.

    CARVÃO SAPROPÉLICO
    Carvão constituído por esporos e pólens (cannel), ou algas (boghead), depositados como lama no fundo dos lagos e lagunas.

    CARVÃO ÚMICO
    Carvão proveniente de restos de vegetais superiores, apresentando forma nitidamente estratificada devido à intercalação de lâminas mili a centimétricas.Os diferentes componentes de origem vegetal que formam os litótipos, denominados macerais, são divididos em três grandes grupos: vitrina, exinita e inertinita.

    CASCALHENTO
    Solo cuja quantidade de cascalho está compreendida entre 15 e 50 g/kg de solo.

    CASCALHO
    (1) Pedologia Denominação utilizada para fragmentos grossos com diâmetros compreendidos entre 0,2cm e 2,0cm. (2) Depósito natural de fragmentos de rochas, arredondados e inconsolidados, consistindo predominantemente de partículas maiores que areia.

    CASCATA
    Pequena queda d’água da ordem de poucos metros, formada pelo desnível altimétrico no perfil de um rio.

    CASSITERITA
    Mineral que cristaliza no sistema tetragonal, classe bipiramidalditetragonal, mostrando comumente um geminado em cotovelo e fórmula SnO2. Apresenta coloração usualmente castanha ou preta e densidade elevada (6,8- 7,1) o que é pouco comum para um mineral de brilho não-metálico. Pode por vezes mostrar uma aparência fibrosa radiada, sendo então denominada estanho lenhoso. É a principal fonte de extração do Estanho.

    CATA
    Trabalho individual, efetuado por processos equiparáveis aos de garimpagem e faiscação, na parte decomposta dos filões e veeiros, com extração de substâncias minerais úteis, sem o emprego de explosivos, e que seja apurado por processos rudimentares.

    CATALISADOR
    Substância que possui a propriedade de acelerar determinadas reações químicas sem sofrer alteração da sua estrutura molecular. As enzimas (proteínas especiais) são os catalisadores por excelência das reações químicas que ocorrem nos seres vivos.

    CATÁLISE (Química)
    Fenômeno pelo qual é possível aumentar a velocidade de uma reação pela presença de uma substância, o catalisador, que não sofre mudança química permanente, encontrando-se inalterado ao final da reação.

    CATARATA
    Grande queda d’água da ordem de dezenas de metros formada por um elevado desnível altimétrico . Pode estar associada à erosão diferencial de diferentes tipos litológicos ou a grandes estruturas geológicas.

    CATAZONA
    Zona mais profunda do metamorfismo, caracterizada pelas rochas gnáissicas e pela presença de minerais típicos. Predominam na catazona pressão hidrostática alta e temperatura elevada.

    CATENA(pedologia)
    Seqüência de solos com aproximadamente a mesma idade, derivados de materiais semelhantes, e que ocorrem sob condições climáticas similares, mas que apresentam características diferentes, devido às variações de relevo e drenagem.

    CÁTION
    Íon que se apresenta carregado positivamente; sendo que tal denominação é devida ao fato de durante a eletrólise se deslocar em direção ao cátodo.

    CÁTION TROCÁVEL
    Íon carregado positivamente retido nas proximidades da superfície de uma partícula sólida com carga superficial negativa, e que pode ser substituído por outros íons carregados positivamente.

    CAULINITA
    Grupo de argilominerais do tipo 1:1 com estrutura de filossilicato, formado pelo empilhamento regular de folhas silicato tetraédricas e folhas hidróxido octaédricas. Fazem parte deste grupo, que apresenta fórmula Al4Si4O10(OH)8, os seguintes argilominerais dioctaedrais: caulinita, haloisita, nacrita e diquita. Minerais que pertencem ao grupo da serpentina - crisotila, lizardita, antigorita e amesita- como são comumente denominados, apresentam a mesma estrutura da caulinita, com Fe2+, Fe3+, Mg2+ e outros íons, substituindo o Al na folha octaédrica. Por esse motivo, esses minerais trioctaedrais, também se enquadram no grupo da caulinita.

    CAVITAÇÃO
    Processo de erosão fluvial que ocorre sob condições de grande velocidade das águas, freqüentemente em rios que correm em regiões bastante acidentadas.

    CENOZÓICO
    Era do tempo geológico desde o final da Era Mesozóica (65 milhões de anos atrás) até o presente. Compreende os Períodos e épocas em milhões de anos: Quaternário - Época Pleistoceno - 1,6 milhões de anos até o presente Terciário Épocas: Plioceno - 5,2 a 1,6 Mioceno - 23,3 a 5,2 Oligoceno - 35,4 a 23,3 Eoceno - 56,5 a 35,4 Paleoceno - 65 a 56,5.

    CEPA (Biologia)
    População de microrganismos de uma mesma espécie descendente de um único antepassado, conservada mediante uma série de passagens por hospedeiros ou subculturas adequadas. As cepas de comportamento semelhante são chamadas de “homólogas” e as de comportamento diferente “heterólogas.

    CERNE
    Parte central mais dura da madeira, que sofreu na diferenciação das células uma impregnação mais forte de lignina e contém células mortas. Durâmen.

    CERRADO
    Ver savana.

    CESTINHO
    Receptáculo colocado na calçada, de pequeno porte, com dreno no seu fundo, para recolher e armazenar, provisoriamente, ciscos e resíduos descartados pelos transeuntes, localizado de forma a não incomodar ou provocar riscos aos pedestres (ABNT).

    CETACEA
    Nome de uma ordem dos mamíferos aquáticos, representada pelas baleias, botos e golfinhos.

    CHAMINÉ VULCÂNICA
    Conduto que liga a câmara magmática com a superfície do terreno, e que funciona como condutor dos materiais vulcânicos.

    CHAPÉU-DE-FERRO
    Expressão mineira da zona de enriquecimento secundário de limonita e hematita, originado por decomposição atmosférica de vieiros metalíferos ricos em ferro, recobrindo um afloramento de minério sulfetado e denunciando a existência, em profundidade, de um veio ou outro tipo de depósito (sin.: gossan).

    CHARNEIRA
    Linha de articulação estrutural entre regiões de subsidência ou soerguimento diferenciados, que se configura sob forma de flexura ou de falhamento. I: Hinge Line.

    CHERT
    Rocha sedimentar composta de sílica criptocristalina granular, constituídos por opala, calcedônia e quartzo micro ou criptocristalino, ou ainda uma mistura desses constituintes.

    CHORUME
    Líquido produzido pela decomposição de substâncias contidas nos resíduos sólidos, que tem como carcaterísticas a cor escura, o mau cheiro e a elevado DBO (Demanda Bioquímica de Oxigênio). Resulta principalmente da água de chuva que infiltra, e da decomposição biológica da parte orgânica dos resíduos sólidos. É altamente poluidor.- (ABNT).

    CHUVA ÁCIDA
    Chuva enriquecida em substâncias ácidas tais como ácido sulfúrico e ácido nítrico, sendo tais substâncias produzidas pela combinação da água atmosférica com os óxidos liberados após a queima de hidrocarbonetos, ou liberados por instalações industriais.

    CICLO DE EROSÃO
    Sucessão dos estágios através dos quais passa uma região, desde a sua sobrelevação inicial até o estágio final da sua destruição ou peneplanação.

    CICLO DE SEDIMENTAÇÃO
    Repetição freqüente de seqüências sedimentares, formando sedimen-tos cíclicos. Corresponde também a uma seqüência de eventos que engloba a destruição de rochas (intemperismo), o transporte do material resultante, sua deposição e litificação dando como origem uma rocha sedimentar.

    CICLO DE WILSON
    Conjunto de processos envolvendo a abertura e o fechamento de oceanos, com rompimento, separação e justaposição de massas continentais. São reconhecidos seis estágios, sendo que três estão relacionados a soerguimento, rifteamento e deriva e os demais a etapas de aproximação de massas continentais e fechamento do oceano.

    CICLO GEOTECTÔNICO
    Este conceito vincula-se, hoje em dia, àquele do ciclo de Wilson e refere-se aos seguintes estágios: pré-orogênico (pré-rifte, rifte, proto-oceano e oceano), precoce-orogênico, sinorogênico, tardi-orogênico e terminal-orogênico. Cada um deles possui magmatismo e sedimentação peculiares e diagnósticos. Uso antigo: seqüência de processos abrangendo as fases geossinclinal, orogênica e cratônica, podendo repetir-se pelo tempo geológico. I: Geotectonic Cycle.

    CICLO HIDROLÓGICO
    Sucessão de fases percorridas pela água ao passar da atmosfera à terra e vice-versa: evaporação do solo, do mar e das águas continentais; condensação para formar as nuvens; precipitação; acumulação no solo ou nas massas de água, escoamento direto ou retardado para o mar e reevaporação. (WMO).

    CICLO OROGÊNICO
    Intervalo de tempo durante o qual um segmento crustal evolui até as fases terminais de um orógeno. O conceito tornou-se obsoleto com o reconhecimento da estrutura em placas da crosta terrestre. I: Orogenic Cycle.

    CICLONE
    Sistema de circulação atmosférica fechado, em grande escala, com pressão barométrica baixa e ventos fortes que se deslocam no sentido inverso ao movimento dos ponteiros dos relógios no hemisfério norte, e no sentido destes no hemisfério sul.

    CICLONE TROPICAL
    Termo genérico que designa um ciclone da escala sinóptica com origem sobre águas tropicais e que apresenta uma convecção organizada e uma circulação ciclônica caracterizada por vento de superfície. Tempestade com fortes ventos. No Atlântico Ocidental e Pacífico Oriental recebe a denominação de furacão, e de tufão, no Pacífico Ocidental.

    CICLOTEMA
    Denominação aplicada em sua concepção original para indicar uma série de camadas depositadas durante um único ciclo sedimentar do tipo que prevaleceu durante o Pensilvaniano. Atualmente é utilizado para abrigar rochas de diferentes idades e diferentes litologias daquelas do Pensilvaniano de Illinois.

    CIÊNCIA DO SOLO
    Ciência que trata dos solos como um recurso natural da superfície terrestre. Inclui a sua formação, classificação e distribuição geográfica, e as propriedades físicas, químicas, mineralógicas, biológicas e de fertilidade, bem como estas propriedades em relação ao seu uso e manejo.

    CIMENTAÇÃO
    (1) (Pedologia) Denominação utilizada para indicar a consistência quebradiça e dura do material do solo, mesmo quando molhado, ocasionado por qualquer agente cimentante que não seja mineral de argila, tal como : carbonato de cálcio, sílica, óxido ou sais de ferro e alumínio. (2) Processo diagenético que consiste na deposição de cimento nos interstícios dos sedimentos incoerentes, do que resulta a consolidação destes (sin.: diagênese).

    CIMENTO
    Material que une os grãos de uma rocha sedimentar consolidada. Forma-se por precipitação química de soluções intersti-ciais. Entre as substâncias cimentantes mais freqüentes estão a sílica, o carbonato de cálcio e os óxidos de ferro.

    CINÁBRIO
    Mineral que cristaliza no sistema hexagonal-R, classe trapezoédricatrigonal, composição HgS e uma elevada densidade que alcança 8,1. Apresenta cor vermelha típica e um brilho adamantino. É o mais importante minério de mercúrio.

    CINTURÃO DE ASTERÓIDES
    Grande anel localizados entre as órbitas de Marte e Júpiter distante aproximadamente de 2 a 4 UA (300 a 600 milhões de Km).

    CINTURÃO DE CAVALGAMENTO
    Zona linear de grandes dimensões formada pela convergência de placas litosféricas e sítio onde são desenvolvidos os cinturões orogênicos. Constitui-se de falhas de empurrão ou de cavalgamento e nappes, que conformam zonas de cisalhamento que isolam grandes fatias de corpos rochosos denominados de lasca ou escama de empurrão.

    CINTURÃO DE CISALHAMENTO (ing. shear belt)
    Feixe de bandas e zonas de cisalhamento, isolando fatias e lentes menos deformadas ou até mesmo indeformadas, situadas ao longo de faixas alongadas.

    CINTURÃO DE DOBRAMENTO
    Região linear ou arqueada sujeita a dobramento ou outra deformação durante um ou mais ciclos orogenéticos. Constituem-se em cinturões móveis à época de sua formação, assumindo o caráter geomórfico montanhoso em decorrência, também, de processos pós-orogenéticos (por exemplo: isostasia). Conhecido também como cinturão orogenético, orógeno, cinturão móvel ou faixa móvel. I: Fold Belt.

    CINTURÃO DE ROCHAS VERDES
    Áreas alongadas e estreitas dentro de escudos Pré-Cambrianos caracterizadas por alojarem rochas de baixo grau de metamorfismo (fácies xisto verde), contrastando com os terrenos adjacentes; associam-se-lhes diápiros graníticos e intensa mineralização. Embora definidos em áreas arqueanas, equivalentes são reconhecidos até o Mesozóico. I: Greenstone Belt.

    CINTURÃO VERDE
    Faixa de terra, usualmente de alguns quilômetros, no entorno de áreas urbanas, preservada como espaço aberto. Seu objetivo é prevenir a expansão excessiva das cidades e os processos de conurbação, trazendo ar fresco e espaço rural não degradado para o mais perto possível dos moradores das cidades. Usualmente é uma área de pequenas propriedades agrícolas dedicadas a produção de hortaliças.

    CINZA
    Matéria fina produzida por uma erupção piroclástica. Uma partícula de cinza tem por definição um diâmetro inferior a 2 milímetros.

    CINZAS VULCÂNICAS
    Material ejetado dos vulcões, com 4 a 32 milímetros de diâmetro.

    CIPÓ
    Planta de hábito trepador, lenhosa, com ramos flexíveis, que cresce apoiada em outra plantas, geralmente árvores, apresentando muitas vezes estruturas especializadas que servem de apoio ou fixação. Ver lianas.

    CÍRCULO DE MOHR
    Representação gráfica de estado de esforço em um ponto particular de um corpo rochoso, em um determinado momento. As coordenadas de cada ponto do círculo correspondem ao esforço cisalhante e ao esforço normal sobre um plano (potencialmente o de ruptura). O envelope de Mohr é a tangente a uma série de círculos de Mohr e constitui-se no lugar geométrico dos pontos cujas coordenadas representam os esforços no momento de ruptura. I: Mohr Circle, Envelope.

    CIRROCUMULUS
    Nuvem alta que se apresenta de forma delgada, sendo composta de elementos muito pequenos em forma de grânulos e rugas. Indica base de corrente de jato e turbulência.

    CIRROSTRATUS
    Nuvem alta que se apresenta sob a forma de um véu transparente fino e esbranquiçado, portanto sem ocultar o sol ou a lua e apresentando o fenômeno de halo.

    CISALHAMENTO
    deformação resultante de esforços que fazem ou tendem a fazer com que as partes contíguas de um corpo deslizem uma em relação à outra, em direção paralela ao plano de contato entre as mesmas. I: Shear, Shearing.

    CISALHAMENTO DE RIEDEL
    Sob condições de cisalhamento simples, originam-se dois conjuntos de planos cisalhantes, orientados a aproximadamente 15o e 75o do binário de cisalhamento principal. Os planos que se orientam a 15o são ditos R (Riedel), e os orientados a 75o são chamados R (anti-Riedel), os primeiros correspondendo às falhas transcorrentes sintéticas e os segundos, às antitéticas, dentro do conjunto da zona transcorrente. I: R Shear, R' Shear.

    CISALHAMENTO PURO (IRROTACIONAL)
    Deformação homogênea pela qual linhas paralelas aos eixos principais do elipsóide de deformação mantêm a mesma orientação antes e depois do evento deformativo. I: Pure Shear.

    CISALHAMENTO SIMPLES (ROTACIONAL)
    Deformação homogênea a volume constante, pela qual um conjunto de planos paralelos continuam paralelos no estado deformado, e ocupando a mesma orientação espacial absoluta que ocupava no estado não deformado. I: Simple Shear.

    CISCO
    Resíduo sólido urbano, predominantemente não putrecível, de tamanho reduzido, gerado em vias e logradouros públicos, integrando-se à varredura (ABNT).

    CLARIFICAÇÃO
    Operação de separação sólido/líqüido baseada no fenômeno de sedimentação, empregada para produzir um líqüido (água) livre de partículas sólidas suspensas.

    CLARKE
    Porcentagem média com que um determinado elemento se apresenta na crosta terrestre.

    CLARKE DE CONCENTRAÇÃO
    Fator que mostra a concentração de um elemento químico dentro de um depósito mineral particular ou mesmo dentro de um determinado mineral.

    CLASSE
    (Biologia) Nome dado a um grupo de ordens na classificação dos seres vivos. Por exemplo: todas as ordens de animais mamíferos - carnívoros, cetáceos, roedores, etc. - pertencem à classe Mammalia.

    CLASSE DE APTIDÃO AGRÍCOLA DAS TERRAS
    Expressão do grau de aptidão das terras para um determinado tipo de utilização com um nível de manejo definido.

    CLASSE DE CAPACIDADE DE USO DA TERRA
    Categoria de um sistema interpretativo de classificação de terras, que indica a capacidade de uso do terreno para uma determinada utilização.

    CLASSE DE RESÍDUOS
    Classificação dos resíduos segundo sua origem ou periculosidade.

    CLASSE DE SOLO
    Classificação e caracterização dos tipos de solos com base nas características morfológicas, físicas, químicas e mineralógicas do horizonte B2, obtidas em análises de laboratório. Na ausência do horizonte B2 pode-se utilizar o horizonte C, caso não tenha ocorrido erosão do horizonte A. Os diversos tipos de solo são classificados de acordo com: a textura (arenosa, média, argilosa, muito argilosa, siltosa); Estrutura (laminar, prismática, poliédrica, granular), cujas classes são definidas em função do tamanho; e mineralógicas (Podzólico, Latossolo, Terra roxa, Brunizem, Rubrozem, Podzol, Cambissolo, etc.).

    CLÁSTICA (TEXTURA)
    Textura de rochas sedimentares compostas por fragmentos quebrados de rochas ou minerais pré-existentes, isolados ou ligados entre si por cimento.

    CLÁSTICO
    Sedimento formado de rochas pré-existentes.

    CLASTO
    Fragmento de rocha que foi transportado por processos vulcânicos ou sedimentares.

    CLIMA
    Conjunto de estados de tempo meteorológico que caracteriza uma determinada região durante um grande período de tempo, incluindo o comportamento habitual e as flutuações, resultante das complexas relações entre a atmosfera, geosfera, hidrosfera, criosfera e biosfera.

    CLIMA CONTINENTAL
    Clima típico das regiões continentais interiores cuja principal característica é a elevada amplitude anual e diária da temperatura.

    CLIMA MARÍTIMO
    Clima das regiões contíguas ao mar, caracterizado por fraca amplitude tanto anual quanto diária da temperatura e por elevada umidade relativa.

    CLIMA MESOTÉRMICO
    Clima caracterizado por temperaturas e chuvas moderadas, com radiação solar profusa.

    CLIMATOLOGIA
    Ciência que estuda os climas da Terra e seus fenômenos, abrangendo sua descrição, classificação, natureza, evolução e seus processos formadores e modificadores, de uma área ou região em um determinado período de tempo.

    CLÍMAX
    (Ecologia) Estágio de equilíbrio alcançado por uma série, comunidade, espécie, da fauna ou da flora em um dado ambiente.

    CLINÔMETRO
    Instrumento destinado a efetuar a medição de ângulos verticais, com o intuito de determinar alturas.

    CLINOPIROXÊNIO
    Termo geral utilizado para indicar qualquer um dos piroxênios que cristaliza no sistema monoclínico.

    CLIVAGEM
    Propriedade dos minerais de dividirem-se segundo planos paralelos bem definidos. Decorre da estrutura íntima de uma substância cristalina.

    CLIVAGEM ARDOSIANA
    Clivagem caracterizada por apresentar uma fissilidade ao longo dos planos dominados por minerais micáceos microscópicos, conferindo um aspecto foliado a rochas de granulação fina, que é característica das ardósias.

    CLIVAGEM DE FRATURA
    Descontinuidade associada ao dobramento de uma camada competente, formando um leque de fraturas convergentes em direção ao núcleo da dobra.

    CLONAGEM
    Replicação de um genoma de forma idêntica, sem que ocorra reprodução sexuada. O organismo criado (clone) é uma cópia genética do organismo do qual o genoma foi retirado.

    CLORITA
    Mineral que pertence a um grupo com a mesma denominação e que inclui, entre outros, o clinocloro, a peninita e a proclorita. Cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática, mostrando cristais pseudo-hexagonais, e com hábito semelhante ao grupo das micas. Tem cor caracteristicamente verde e composição Mg3 (Si4O10) (OH)2 Mg3 (OH)6 O magnésio pode ser substituído pelo alumínio, pelo ferro ferroso e pelo ferro férrico, e o silício pelo alumínio.

    CLORITIZAÇÃO
    Formação de cloritas a partir dos minerais ferromagnesianos de uma rocha. Este fenômeno pode dar-se por alteração hidrotermal ou por meteorização.

    CLOROFILA
    Pigmento tetrapirrólico que contém no centro da molécula um átomo de magnésio. Encontra-se nos cloroplastídios de células vegetais, em órgãos aos quais confere a coloração verde. É a molécula responsável pela conversão da energia luminosa em energia química, dentro do processo de fotossíntese.

    CLOROFLUORCARBONO
    Família de compostos químicos gasosos, cuja molécula é composta dos átomos dos elementos cloro, flúor e carbono, de onde vêm suas iniciais. Freon é o nome comercial de um clorofluorcarbono. Os CFCs são usados como propelentes em aerossóis, em compressores de geladeiras, na fabricação de espumas e para a limpeza de placas de circuito de computadores. Os CFCs não são tóxicos, mas estão sendo abolidos porque se acumulam na atmosfera superior, onde a luz solar os transforma em agentes químicos que destroem a camada de ozônio (O3), que protege a superfície da Terra da radiação ultravioleta do Sol, muito prejudicial para os seres vivos.

    COBERTURA INCONSOLIDADA
    O mesmo que material inconsolidado.

    COBERTURA MORTA
    Camada constituída de resíduos de plantas espalhados sobre a superfície do solo, com o objetivo reter a umidade, proteger da insolação e do impacto das chuvas, além de adicionar matéria orgânica e nutrientes ao solo.

    COBERTURA VEGETAL
    Tipo de vegetação existen-te numa região, resultante da combinação de fatores como: clima, transições climáticas, latitude, altitude, natureza do solo e ação antrópica.

    COBRANÇA DE USO DE ÁGUA
    Ato ou instrumento instituído pela legislação de recursos hídricos que deve ser exercido pela entidade de outorga dos direitos de uso de águas federal, estadual ou credenciada pelo outorgante. Estão sujeitos à cobrança de outorgas os usuários públicos e privados.

    COBRE NATIVO
    Mineral que cristaliza no sistema isométrico, classe hexaoctaédrica, em cristais usualmente malformados e em grupos ramificados e arborescentes. Altamente dúctil e maleável, apresenta densidade 8,9, podendo conter muitas vezes pequenas quantidades de prata, bismuto, mercúrio, arsênico e antimônio.

    COBRE NOS PÓRFIROS
    Denominação aplicada a concentrações cupríferas presentes em plutonitos ácidos, provenientes de diapirismo granítico, que ocorrem nas margens continentais ativas e nos arcos insulares.

    CÓDIGO DAS ÁGUAS
    Conjunto de legislação fundamentada em Decreto Federal de 10 de julho de 1934, para todo território nacional. Obra completa que aborda o assunto “água” sob os mais variados aspectos e com uma surpreendente visão do futuro.

    CÓDIGO DE POSTURAS
    Lei Municipal que contém as medidas de polícia administrativa, a cargo do município, em matéria de higiene, segurança, ordem pública, nomenclatura das ruas, numeração das edificações, e funcionamento das atividades, estabelecendo as necessárias relações entre o Poder Público e os munícipes. Na elaboração dessa lei deve-se levar em conta as características específicas da região, o clima, costumes locais, materiais construtivos, o processo de urbanização, bem com o ritmo e a intensida-de desta urbanização.

    COEFICIENTE DE ABSORÇÃO
    Relação entre o peso da água absorvida por uma amostra de rocha ou solo (obtido após secagem a 105°C) e o peso da amostra seca, expresso em porcentagem.

    COEFICIENTE DE ADENSAMENTO
    É igual ao quociente do coeficiente de permeabilidade pelo produto do coeficiente de compressibi-lidade volumétrica com o peso específico da água. Expresso em cm2:seg.

    COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO
    Índice que relaciona a área construída com a área do lote, ou seja, C.A.= área construída : área do lote.

    COEFICIENTE DE APROVEITAMENTO ÚNICO
    Índice que relaciona a área construída com a área do lote e determina a área para a qual o direito de construir é gratuito. É válido para lotes localizados nas zonas urbana e rural.

    COEFICIENTE DE ARMAZENAMENTO
    Valor que exprime a quantidade de espaço útil entre os grãos minerais, espaço este que corresponde a interstícios, fendas e certos tipos de espaços vazios, dentro de um aqüífero, que estão disponíveis para o preenchimento por água.

    COEFICIENTE DE COMPRESSIBILIDADE (SOLO)
    Coeficiente angular da curva de adensamento (pressão - índice de vazios) correspondente a um determinado acréscimo de pressão. De uma forma mais geral, é a relação entre a variação do índice de vazios e o acréscimo de pressão correspondente.

    COEFICIENTE DE COMPRESSIBILIDADE VOLU-MÉTRICA
    Coeficiente correspondente à redução do volume de uma camada de solo confinada lateralmente com relação ao volume inicial, sob o efeito da aplicação de um acréscimo unitário de pressão. É numericamente igual ao coeficiente de compressibilidade dividido pelo índice de vazios inicial mais um. É geralmente expresso em cm2:g ou cm2:Kg.

    COEFICIENTE DE CONSOLIDAÇÃO
    O mesmo que coeficiente de adensamento.

    COEFICIENTE DE DRENAGEM
    Quantidade de água removida do solo por unidade de área e por unidade de altura de rebaixamento. O mesmo que rebaixamento específico.

    COEFICIENTE DE INFILTRAÇÃO
    Relação entre o volume de água infiltrada e o volume de água recebida por uma determinada bacia, num período definido, expresso em porcentagem.

    COEFICIENTE DE PERMEABILIDADE
    Coeficiente numericamente igual ao valor da velocidade de escoamento de um fluído, em regime laminar, através de uma seção unitária de um meio poroso (solo), sob um gradiente hidráu-lico unitário, a uma temperatura de 20°.

    COEFICIENTE DE POISSON
    Relação entre as deformações transversais e as deformações longitudinais de um corpo de prova quando submetido a esforços de compressão.

    COEFICIENTE DE RECALQUE
    Coeficiente corres-pondente à relação entre a pressão sobre uma dada superfície horizontal de uma massa de solo e o recalque por ela produzido, geralmente expressa em Kg:cm3. Varia com a superfície e o tipo de solicitação (estático ou dinâmico).

    COEFICIENTE DE RETENÇÃO ESPECÍFICA
    Relação entre o volume de água retido na rocha ou solo, após a saída da água de gravidade, e o volume total da amostra de rocha ou solo considerada, expressa em porcentagem.

    COEFICIENTE DE SATURAÇÃO
    Relação entre o volume de água contido numa rocha e o volume total de vazios, expressa em porcen-tagem.q

    COEFICIENTE DE TRANSMISSIVIDADE
    Representa a quantidade de água que o aqüífero é capaz de transmitir através de uma seção vertical unitária de altura igual à espessura saturada do aqüífero, quando o gradiente hidráulico é unitário. É igual ao produto do coeficiente de permeabilidade pela espessura saturada do aqüífero.

    COEFICIENTE HIGROSCÓPICO
    Porcentagem de umidade que o resíduo de um solo seco ao forno, absorve quando em equilíbrio com atmosfera saturada de vapor d’água, a uma dada temperatura.

    COESÃO
    Resistência de um material (solo) aos esforços de cisalhamento verificados ao longo de uma superfície interior que não esteja submetida a pressões normais, provocada pelas forças de atração entre as partículas que o constituem.

    COLETA AMBULATORIAL
    Coleta regular dos resíduos produzidos nas farmácias, centros de saúde, laboratórios, ambulatórios, clínicas veterinárias e estabelecimentos congêneres, executada por veículos apropriados (ABNT).

    COLETA CONTRATADA
    Coleta efetuada por empresa privada contratada por órgão público municipal, que continua arrecadando a taxa ou a tarifa do serviço correspondente e efetuando a fiscalização e o pagamento devido (ABNT).

    COLETA DE RESÍDUOS COM RISCOS PARA A SAÚDE
    Coleta regular que remove resíduos provenientes de estabelecimentos que apresentam riscos de contaminação, tais como; presídios, portos, aeroportos internacionais e similares (ABNT).

    COLETA DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
    Coleta regular que remove resíduos provenientes de hospitais, casas de saúde, sanatórios, prontos-socorros, clínicas médicas e veterinárias, ambulatórios , centros de saúde, laboratórios, farmácias e estabelecimentos similares. Está dividida em: coleta ambulatorial e coleta hospitalar externa (ABNT).

    COLETA DE RESÍDUOS SÓLIDOS
    Ato de recolher ou transportar resíduos sólidos de qualquer natureza, utilizando veículos e equipamentos apropriados para tal fim (ABNT).

    COLETA DE VARREDURA
    Coleta regular dos resíduos oriundos da varrição de vias e logradouros públicos (ABNT).

    COLETA DOMICILIAR
    Coleta regular dos resíduos domiciliares, formados por resíduos gerados em residências, estabelecimentos comerciais, industriais, públicos e de prestação de serviços, cujos volumes e características sejam compatíveis com a legislação municipal vigente (ABNT).

    COLETA ESPECIAL
    Coleta destinada a remover e transportar resíduos especiais não recolhidos pela coleta regular, em virtude de suas características próprias, tais como: origem, volume, peso e quantidade. Enquadram-se neste caso: móveis velhos; monturos; restos de limpeza e de poda de canteiros, praças e jardins; entulhos; animais mortos de pequeno, médio e grande porte e similares (ABNT).

    COLETA HOSPITALAR EXTERNA
    Coleta dos resíduos de serviços de saúde gerados em estabelecimentos hospitalares. Esta coleta é realizada por veículos exclusivos de forma a não ocorrerem espalhamento de resíduos e derramamento de líquidos na via pública o problemas de contato manual (ABNT).

    COLETA PARTICULAR
    Coleta de qualquer tipo de resíduo sólido urbano pela qual pessoas físicas ou empresas, individualmente ou em grupos limitados, executam-na ou pagam a terceiros para executá-la (ABNT).

    COLETA REGULAR
    Operação de carregamento do veículo coletor em que se realizam a transferência e a compactação dos resíduos, sem interrupção, por ocasião do acionamento do sistema de carga (ABNT).

    COLETA SELETIVA
    Forma diferenciada de coletar os resíduos onde o lixo seco ou reciclável, tais como papéis, latas, vidros e outros, é separado na origem e recolhido em coleta especial.

    COLINA
    Elevação do terreno que apresenta encostas suaves, com declividade menor do que 15% e altitude inferior a 100m.

    COLLENIA
    Estromatólito que se apresenta de modo irregular ou com a forma de um domo, com diâmetro máximo com cerca de 30cm, e que cresce por adição de lâminas curvas com a convexidade voltada para cima.

    COLMATAÇÃO
    Processo pelo qual ocorre o preenchimento dos vazios de uma rocha, maciço, ou de descontinuidades, pela deposição de materiais transportados, ou pela precipitação de substâncias em solução.

    COLOFANA
    Substância fosfatada criptocristalina que quando submetida a estudos através de raios-X produz o mesmo padrão da apatita. É usualmente densa, maciça e apresenta estrutura em concreções, sendo um constituinte importante da rocha denominada fosforito.

    COLÓIDE
    Fase dispersa de uma solução coloidal, sendo a solução coloidal uma dispersão onde as partículas dispersas apresentam diâmetro entre 1 e 100 nanômetros (10-7 a 10-5). Freqüentemente, a própria solução coloidal recebe o nome de colóide. Ver complexo coloidal.

    COLÔNIA
    (Biologia) Tipo de relação harmônica intra-específica em que os indivíduos procuram obter vantagens através de união anatômica. As colônias podem ser de dois tipos: homotípicas ou homeomórficas, onde não existem diferenças morfológicas entre seus membros, nem divisão de trabalho; e heterotípicas ou heteromórficas, onde ocorre diferenciação morfológica e divisão de trabalho entre os indivíduos.

    COLUMBITA
    Mineral de brilho submetálico que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal, composição (Fe, Mn) (Nb, Ta)2 O6, e densidade compreendida entre 5,2 a 7,9. Forma uma série isomorfa com a tantalita.

    COLUNAR
    Estrutura comum em muitas rochas extrusivas e intrusivas, desenvolvida por contração durante o seu resfriamento, consistindo na formação de colunas prismáticas normais à superfície de resfria-mento.

    COLUVIÃO
    O mesmo que colúvio.

    COLÚVIO
    Solo ou fragmentos rochosos transportados ao longo das encostas de morros, devido à ação combinada da gravidade e da água. Possui características diferentes das rochas subjacentes. Grandes massas de materiais formados por coluviação diferencial podem receber o nome de coluviões.

    COMBURENTE
    Denominação aplicada a uma substância que é reduzida em uma reação de combustão. O oxigênio é o principal comburente, porém em casos isolados de combustão pode ser o cloro, o bromo ou o enxofre.

    COMBUSTÃO
    Reação química de oxidação-redução onde necessariamente existem um combustível e um comburente, geralmente o oxigênio. Esta reação sempre libera energia calorífica e luminosa, no espectro visível ou não.

    COMBUSTÃO ESPONTÂNEA
    Combustão que ocorre naturalmente, sem a presença de agente específico de ignição.

    COMBUSTÍVEL
    Denominação aplicada a uma substância que é oxidada em uma reação de combustão. É a substância que sofre queima quando em presença de oxigênio do ar.

    COMBUSTÍVEL FÓSSIL
    Denominação dada a restos orgânicos, utilizados atualmente para produzir calor ou força através da sua combustão. Incluem petróleo, gás natural e carvão.

    COMENSALISMO
    Tipo de relação harmônica interespecífica em que duas espécies se associam com o benefício de apenas uma delas, sem causar prejuízo a outra. Nos casos clássicos de comensalismo, uma espécie se utiliza dos restos alimentares de outra espécie para a sua alimentação; uma espécie que usa outra para sua locomoção (foresia); o uso de outra espécie como abrigo (inquilinismo); o uso de uma espécie como suporte a fixação de uma planta (epifitismo), ou de um animal (epizoísmo).

    COMINUIÇÃO
    Redução progressiva do tamanho dos grãos quando da fragmentação e moagem das rochas submetidas a cisalhamento rúptil, e formação de rochas cataclásticas.

    COMITÊ DE BACIA
    Colegiado de uma bacia ou unidade hidrográfica, com área de atuação descentralizada e com funções deliberativas e consultivas, dentro da nova política de águas. Os comitês são formados por representantes do poder público – federal, estadual ou municipal -, dos usuários de água e da sociedade civil.

    COMPACIDADE
    Estado ou propriedade de uma areia ou de um solo arenoso de acordo com o qual estes oferecem maior ou menor resistência à penetração.

    COMPACTABILIDADE
    Susceptibilidade de um solo à compactação por equipamentos mecânicos usuais.

    COMPACTAÇÃO
    Densificação de um solo por meios mecânicos ou, diminuição do volume e conseqüente redução da porosidade de um corpo, o que determina o aumento de densidade de um sedimento graças ao aumento da carga do material que o sobrepõe. Faz parte da diagênese.

    COMPETÊNCIA (RIO)
    Atributo avaliado em função da massa de partículas que o fluxo pode mover, ou então, pela velocidade da corrente fluvial, susceptível de carrear determinadas massas de partículas. Tamanho máximo do material que pode ser movido pelo rio, determinada pela relação da secção do canal com a velocidade de fluxo.

    COMPETÊNCIA (RIO)
    Atributo avaliado em função da massa de partículas que o fluxo pode mover, ou então, pela velocidade da corrente fluvial, susceptível de carrear determinadas massas de partículas. Tamanho máximo do material que pode ser movido pelo rio, determinada pela relação da secção do canal com a velocidade de fluxo.

    COMPETENTE (CAMADA)
    Designação para as camadas que são capazes não só de soerguer o próprio peso, como o de toda rocha sobreja-cente. Os requisitos de uma camada competente são: a) resistência ao cisalha-mento; b) capacidade de se refazer de fraturas; c) rigidez ou inflexibilidade.

    COMPLEXO (Estratigrafia)
    Unidade litoestratigráfica formal, constituída pela associação de rochas de diversos tipos, de duas ou mais classes (sedimentares, ígneas ou metamórficas), com ou sem estrutura altamente complicada, ou por misturas estruturalmente complexas de diversos tipos de uma única classe.

    COMPLEXO CRISTALINO
    Conjunto de rochas metamórficas e ígneas subjacentes a rochas estratificadas em uma região qualquer. Em geral são rochas intensamente metamorfizadas e deformadas e de idade desconhecida. Expressão freqüentemente usada como sinônimo de Complexo Brasileiro, Embasamento Cristalino ou, Complexo Gnáissico-Migmatítico.

    COMPORTA
    Dispositivo mecânico, móvel, utilizado para controlar vazões em vertedouros, tomadas d’água e dispositivos de descarga.

    COMPOSIÇÃO GRANULOMÉTRICA
    Exprime em porcentagem do peso total, a proporção das partículas de diversas dimensões de um solo ou de uma rocha.

    COMPOSTAGEM
    Método de tratamento dos resíduos sólidos (lixo), pela fermentação da matéria orgânica contida nos mesmos, conseguindo-se a sua estabilização, sob a forma de um adubo denominado “composto”. Na compostagem normalmente sobra cerca de 50% de resíduos. Pode ser classificada como: (a) quanto à biologia: Aeróbio; Anaeróbio; Misto; (b) quanto à temperatura: Criofílico; Mesofílico; Termofílico; (c) quanto ao ambiente: Aberto; Fechado (d) quanto ao processamento: Estático; Natural; Dinâmico; Acelerado. Processo Aeróbio: quando a fermentação ocorre na presença de ar. Nesse processo a temperatura da massa em decomposição é sempre elevada; também há desprendimento de gases (CO2) e vapor d’água; Processo Anaeróbio: quando a fermentação é processada na ausência de ar. Nesse processo a temperatura da massa permanece baixa. Há desprendimento de gases CH4, H2S e outros; Processo misto: resulta na combinação dos dois processos anteriormente descritos. Inicialmente, a matéria orgânica é submetida ao processo aeróbio devido à presença de oxigênio no meio. Com a redução do O2 presente, desenvolve-se o processo anaeróbio.

    COMPOSTO ORGÂNICO
    Produto homogêneo derivado de resíduos orgânicos, obtido por meio de processo biológico pelo qual a matéria orgânica existente nos resíduos é convertida em outra, mais estável, pela ação de microrganismos já presentes no próprio resíduo ou adicionados por meios de inoculantes.

    COMPRESSÃO
    Estado de tensões que tende a reduzir as dimensões de um corpo. I: Compression.

    COMPRESSIBILIDADE DO SOLO
    Propriedade de um solo relativa à sua susceptibilidade de diminuir de volume sob o efeito da aplicação de uma carga, que pode ser externa ou interna.

    COMPRIMENTO DE ONDA
    Distância mínima que separa partículas que se deslocam com a mesma fase em um movimento ondulatório. Quando no vácuo a freqüência e o comprimento de ondas relacionam-se de maneira inversa. O comprimento de onda é referido pelas medidas: angstron(A0), micrômetro, nanômetro e picômetro.

    CONCENTRADO (Mineração)
    Produto resultante do processo de concentração de minério proveniente das atividades de lavra.

    CONCESSÃO DO DIREITO REAL DE USO
    É a transferência do direito de uso do solo para as famílias que estão na posse de um imóvel, para fins de moradia, sem a transferência de propriedade.

    CONCORDÂNCIA
    Relação entre duas camadas ou seqüência de camadas, geralmente paralelas entre si, indicando continuidade de deposição.

    CONCORDANTE
    Termo usado para descrever corpos ígneos intrusivos onde os contatos se dispõem paralelamente ao acamamento (ou foliação) da rocha encaixante.

    CONCREÇÃO
    Massas geralmente nodulares ou esféricas, de dimensões variáveis, desde poucos centímetros até metros, de composição química e mineral diferente da rocha encaixante e comumente de estrutura concêntrica, indicando crescimento por deposição de camadas sucessivas.

    CONDENSAÇÃO
    É a passagem da água na fase vapor para a fase líquida, por processos de resfriamento.

    CONE ALUVIAL
    Depósito formado pela água corrente nas zonas de piemonte. São mais comuns nas regiões de relevo acentuado, no sopé das montanhas. Ver leque aluvial. (Sin.: Cone de dejeção).

    CONE DE CINZAS
    Monte cônico formado pela acumulação de fragmentos piroclásticos que caem no solo em estado sólido.

    CONE DE DEJEÇÃO
    O mesmo que cone aluvial.

    CONE DE DEPRESSÃO (OU DE INFLUÊNCIA)
    Depressão cônica formada no nível freático em torno de um poço em bombeamento, cuja periferia delimita o movimento de água em direção ao poço.

    CONE DE DISPERSÃO
    Cone baixo, com encostas abruptas, constituido por de piroclastos fluidos que cobrem a superfície ao redor de um conduto vulcânico.

    CONE DE REBAIXAMENTO
    Depressão cônica formada no aqüífero, em torno de um poço em bombeamento, cuja periferia define a área de influência do poço.

    CONGLOMERADO
    Rocha sedimentar clástica formada de fragmentos arredondados e de tamanho superior ao de um grão de areia (acima de 2 mm na classificação de Wentworth), unidos por um cimento. È o equivalente consolidado de cascalho.

    CONGLOMERADO INTERFORMACIONAL
    Conglomerado que ocorre dentro de uma formação, sendo a origem dos constituintes de fonte externa

    CONÍFERAS
    Vegetais do grupo das gimnospermas, geralmente de grande porte, bastante semelhantes as Cordaitales no hábito e no desenvolvimento de abundante lenho secundário, e que surgiram no Carbonífero Superior, alcançando seu clímax no Jurássico Superior ou no Cretáceo Inferior. Tipicamente perenifólias, sendo raras as exceções, mostram folhas quase sempre muito finas (acículas) e com flores que conduzem óvulos expostos, inseridos em escamas ou brácteas escamiformes. O gênero Araucaria existe desde o Cenozóico encontrando-se atualmente confinado a América do Sul e a Oceania. Além das araucárias, os pinheiros, abetos ciprestes e sequóias também são coníferas.

    CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE (CONAMA)
    Órgão superior do Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) com função de assessorar o Presidente da República na formulação de diretrizes da política nacional de meio ambiente (Lei no 6938/81). É composto por 71 membros, representantes dos governos federal e estaduais e da sociedade civil (entidades de classe, organizações de defesa do meio ambiente, etc.). As competências do CONAMA incluem o estabelecimento de todas as normas técnicas e administrativas para a regulamentação e a implementação da Política Nacional do Meio Ambiente e a decisão, em grau de recurso, das ações de controle ambiental da SEMA (Secretaria Especial de Meio Ambiente).

    CONSEQÜENTE
    Rio cujo curso é controlado pelo caimento da estrutura planar (camada e foliação), a qual geralmente coincide com a inclinação do terreno.

    CONSERVAÇÃO DA NATUREZA
    Utilização racional dos recursos naturais renováveis (ar, água, solo, flora e fauna) e obtenção de rendimento máximo dos não renováveis (jazidas minerais), de modo a produzir o maior benefício sustentado para as gerações atuais, mantendo suas potencialidades para satisfazer as necessidades das gerações futuras. Não é sinônimo de preservação porque está voltada para o uso humano da natureza, em bases sustentáveis, enquanto a preservação visa à proteção a longo prazo das espécies, habitats e ecossistemas.

    CONSISTÊNCIA (Pedologia)
    Facilidade relativa com que um solo argiloso pode ser deformado; depende do teor de umidade, da granulometria, da forma e da superfície dos grãos assim como da composição química e mineralógica dos mesmos.

    CONSOLIDAÇÃO (Pedologia)
    Acomodação de um solo produzida por uma carga, crescente ou contínua, que causa a redução dos poros.

    CONSÓRCIO DE USUÁRIO
    Denominação informal de associação civil de direito privado, cujos associados podem ser prefeituras, empresas usuárias de água de uma bacia ou unidade hidrográfica.

    CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL
    Contrato ou convênio entre prefeituras para organizar serviços ou trabalhos de interesse comum. O termo tem sido usado para designar associações intermunicipais e associações de usuários, organizados como associação civil. Possui personalidade jurídica.

    CONTAMINAÇÃO
    Ação ou efeito de corromper ou infectar por contato. Termo usado, muitas vezes, como sinônimo de poluição, porém quase sempre empregado em relação direta a efeitos sobre a saúde do homem. Significa a existência de microorganismos patogênicos em um meio qualquer.

    CONTAMINAÇÃO DA ÁGUA
    Introdução na água de microorganismos, produtos químicos, detritos ou esgotos, que tornam a água imprópria ao consumo humano (ABID, 1978).

    CONTATO CONCORDANTE
    Termo usado para descrever corpos ígneos intrusivos onde os contatos se dispõem paralelamente ao acamamento (ou foliação) da rocha encaixante.

    CONTATO GEOLÓGICO
    O local ou superfície de separação de dois tipos de rochas diferentes. Termo usado para rochas sedimentares assim como para intrusões ígneas e suas rochas encaixantes. Superfície de separação entre um veio metalífero e a rocha encaixante.

    CONTRAFORTE
    Termo de natureza descritiva utilizado para indicar as ramificações laterais de uma cadeia de montanhas, que se apresentam quase sempre em posição perpendicular ou pelo menos oblíqua, com relação ao alinhamento geral.

    CONTROLE AMBIENTAL
    Conjunto de ações tomadas visando a manter em níveis satisfatórios as condições do ambiente. O termo pode também se referir à atuação do Poder Público na orientação, correção, fiscalização e monitoração ambiental, de acordo com as diretrizes administrativas e as leis em vigor.

    CONTROLE BIOLÓGICO
    Utilização de inimigos naturais para reduzir a população de um organismo considerado prejudicial ao homem ou aos organismos de seu interesse, por exemplo, controlar ou combater mosquitos pela criação de peixes que ingerem larvas de insetos. Visa à redução ou eliminação do uso de produtos químicos (agrotóxicos) no combate as pragas.

    CONTROLE ESTRUTURAL
    Influência exercida sobre processos geológicos ou geomorfológicos por estruturas da rocha, tais como: deposição de corpos mineralizados, entalhamento do relevo.

    CONVECÇÃO
    Movimento oscilatório que ocorre em um fluido que apresenta uma temperatura não uniforme, produzindo uma variação de densidade, tornando-o menos denso ou mais denso, propiciando dessa maneira a formação de fluxos ascendentes e descendentes.

    CONVENÇÕES
    É a listagem das explicações sobre o significado dos símbolos utilizados nos mapas e demais ilustrações que o acompanham (ex.: convenções geológicas). (Sins.: símbolos convencionais, sinais convencionais).

    COORDENADAS
    Valores lineares ou angulares que indicam a posição ocupada por um ponto em uma estrutura ou sistema de referência.

    COORDENADAS GEODÉSICAS
    Valores de latitude e longitude que definem a posição de um ponto da superfície da Terra, em relação ao elipsóide de referência.

    COORDENADAS GEOGRÁFICAS
    As duas coordenadas (a latitude e a longitude) de um ponto sobre a superfície da Terra, referidas ao equador e a um meridiano-origem (o meridiano zero considerado é aquele que passa pelo observatório astronômico de Greenwich no subúrbio de Londres).

    COPELAÇÃO
    Eliminação das impurezas dos metais preciosos através da oxidação e absorção em copelas a alta temperatura.

    COPRÓLITO
    Massa fosfática nodular constituída por excrementos fossilizados, e cuja forma varia em função do animal que a produziu.

    COQUE
    Resíduo do carvão, obtido quando o material volátil é desprendido por destilação a seco, em uma temperatura elevada.

    COQUINA
    Depósito formado por fragmentos diversos, representados por restos de conchas e outras partes duras de animais.

    COR DO SOLO
    Uma das características morfológicas dos horizontes dos solos, sendo sua determinação efetuada através da comparação com os padrões de cores constantes na Munssel Soil Color Chart. Ver croma.

    CORDÃO DE AREIA
    Crista alongada e relativamente baixa situada no pós-praia e constituída de areia grossa, seixos e conchas.

    CORDÃO LITORÂNEO
    Depósito de areia ou seixos, mais raramente lama, acumulado a pequena distância e ao longo das costas, pela ação das vagas e correntes. Apresenta uma forma caracteristicamente alongada e sensivelmente paralela à linha de contorno da costa.

    CORDILHEIRA
    Denominação utilizada para indicar grandes cadeias de montanhas de âmbito regional.

    CORÍNDON
    Mineral que cristaliza no sistema Hexagonal-R, classe Escalenoédrica, com cristais muitas vezes arredondados sob a forma de barris. Apresenta na escala de Mohs dureza 9, inferior apenas a do diamante. Sua composição é Al203, o brilho é adamantino com cores que podem ser branco, cinzento, verde, vermelho – rubi ou azul – safira.

    CORNIJA
    Parte superior de um front sustentada pela camada mais resistente, mostrando declive geralmente forte, convexo a retilíneo, seguido de tálus côncavo. Ver também cuesta.

    COROAMENTO
    Processo que consiste na remoção das plantas herbáceas ao redor da muda de espécies arbóreas ou arbustivas plantadas em covas. Normalmente tal processo é efetuado em um raio não superior a 50cm em volta da muda.

    CORPO (Estratigrafia)
    Unidade litoestratigráfica formal utilizada para denominar massas de rochas intrusivas ou metamórficas de alto grau, constituídas por um único tipo litológico.

    CORPO DE PROVA
    O mesmo que bloco de ensaio.

    CORRASÃO
    Desgaste produzido pela ação do vento, que, ao transportar partículas, provoca o choque destas contra material mais grosseiro. Erosão mecânica (em oposição à erosão química , ou corrosão). O mesmo que abrasão.

    CORREÇÃO DO SOLO
    Alteração nas propriedades do solo através da adição de diversas substâncias tais como fertilizantes, calcário etc., com o propósito de melhorar suas propriedades e/ou características, visando corrigir uma ou mais de suas deficiências.

    CORREDEIRA
    Estirão de um rio que apresenta declividade acentuada e um escoamento veloz e turbulento, embora sem verdadeiras quedas ou cascata.

    CORREDOR (Ecologia)
    Rota de migração através da qual os componentes de uma biota podem dispersarem-se livremente.

    CORREDORES ECOLÓGICOS
    Termo adotado pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), que abrange as porções de ecossistemas naturais ou seminaturais que interligam unidades de conservação e outras áreas naturais, possibilitando o fluxo de genes e o movimento da biota entre elas, facilitando a dispersão de espécies, a recolonização de áreas degradadas, a preservação das espécies raras e a manutenção de populações que necessitam, para sua sobrevivência, de áreas maiores do que as disponíveis nas unidades de conservação. Os corredores ecológicos são fundamentais para a manutenção da biodiversidade a médio e longo prazos.

    CORRELAÇÃO ESTRATIGRÁFICA
    Conjunto de processos que possibilitam determinar a similaridade e equivalência em idade e posição estratigráfica de formações geológicas, ou outras unidades estratigrá-ficas, situadas em áreas distintas.

    CORRENTE DE FUNDO
    Movimento horizontal da massa d’água mais profunda, em uma determinada direção.

    CORRENTE DE TURBIDEZ
    Corrente de água contendo grande quantidade de material clástico em suspensão, que pode formar-se em declives submarinos, podendo tanto ter efeito erosivo como transportador devido à sua maior densidade e viscosidade.

    CORRENTE LITORÂNEA
    Corrente que se desloca paralelamente e rente a costa, fluindo segundo um sistema de barras e fossas da zona de rebentação.

    CORRIDA DE MASSA
    Processo de escoamento de uma massa de solo ou de rocha, de modo rápido, onde a sua forma de deslocamento lembra a de um líquido viscoso, com deformações internas e inúmeros planos de cisalhamento. A massa é composta por uma matriz viscosa de água e argila e material mais grosseiro (areia, seixos, matacões). Sins.: corrida de lama, corrida de terra, corrida de detritos.

    CORROSÃO
    Decomposição e destruição de rochas por ação química da água.

    CORTE
    O mesmo que talude.

    CORTINA VERDE
    Denominação utilizada para o plantio de árvores com o objetivo de evitar ou minimizar a ação do vento, do sol, de ruídos etc.

    COSMOLOGIA
    Ciência voltada ao estudo do universo como um todo, inclusive na composição, envolvendo astronomia, astrofísica, física das partículas e várias abordagens matemáticas, inclusive a geometria e a topologia.

    COSTA
    Zona de largura indeterminada, que se estende para o interior a partir da linha de contorno, e sobre a qual se faz sentir, de algum modo, a ação do mar.

    COSTÃO
    Trecho da costa que penetra em direção ao oceano, terminando abruptamente em forma de escarpa.

    COTA
    Número que exprime, em metros ou noutra unidade de comprimento, a distância vertical de um ponto a uma superfície horizontal de referência. Sins.: altura, diferença de nível.

    COTA FLUVIOMÉTRICA
    Altura alcançada pela superfícies das águas de um rio em relação a uma determinada referência. Altura hidrométrica .

    COTA LINIMÉTRICA
    Altura da superfície da água acima do zero da escala. É usada como sinônimo de nível d’água.

    CRATERA
    (1) Depressão formada pelo impacto de um meteorito. (2) Depressão à volta da abertura de um vulcão.

    CRÁTON
    Parte da crosta terrestre que atingiu estabilidade e foi pouco deformada por períodos prolongados. Em sua acepção mais moderna, os crátons restringem-se às áreas continentalizadas e suas adjacências. Diz-se que um segmento crustal é cratonizado quando anexado, principalmente por colisão, a núcleos estáveis mais antigos, o que ocorre com as partes mais maduras dos cinturões orogênicos. Ao longo da história geológica da Terra, segundo muitos autores, houve um aumento percentual das áreas cratônicas (crosta continental que dificilmente é consumida pela astenosfera) em relação às áreas oceânicas (crosta oceânica). Um cráton pode ser composto de plataformas (zona recoberta por sedimentos mais novos) e de escudo(s) (zona aflorante). I: Craton..

    CRESÓIS
    Compostos retirados do alcatrão da hulha, pertencentes à função fenol e utilizados como desinfetantes, tal como a creolina.

    CRETÁCEO
    Período que encerra a Era Mesozóica e compreendido entre 135 e 65 milhões de anos. O Cretáceo Inferior encerra os andares Berriasiano, Valanginiano, Hauteriviano, Barremiano, Aptiano e Albiano, enquanto o Cretáceo Superior é constituído pelos andares Cenomaniano, Turoniano, Coniaciano, Santoniano, Campaniano e Maastrichtiano. Nos continentes continua o domínio dos répteis (dinossauros), mas a flora começa a mudar, com o aparecimento e o rápido florescimento dos vegetais produtores de flores e frutos (angiospermas). Nos oceanos prosseguem a grande diversidade dos moluscos cefalópodes (belemnites e amotines) e bivalves (rudistas e inoceramidos). Ao final do Cretáceo ocorre uma grave crise biótica, com extinções de vários grupos dominantes durante a era Mesozóica. Muitos grupos de microrganismos (foraminíferos) vários invertebrados (rudistas, amotines), atingindo intensamente aos vertebrados sobretudo os répteis (dinossauros, pterossauros, plesiossauros, etc.). As causas destas extinções são ainda motivo de controvérsias pois enquanto alguns julgam que foram resultado de impacto de um imenso meteoro ou asteróide, outros preferem considerá-las ligadas as transformações ambientais que o planeta sofria há 65 milhões de anos, aliadas a fortes manifestações vulcânicas.

    CRIOGENIA
    Estudo da matéria em temperaturas muito baixas. Inclui o estudo de gases liqüefeitos e de efeitos que ocorrem quando os materiais estão muito frios, como a supercondutividade.

    CRIOPRESERVAÇÃO
    Conservação de germoplasma a baixa temperatura, normalmente em nitrogênio líquido (-196ºC).

    CRIPTOCRISTALINO
    Conjunto de agregados que se apresentam tão finamente divididos, que seus indivíduos não podem ser identificados nem com o auxílio do microscópio, mostrando, contudo, um padrão de difração com os raios-x.

    CRISOBERILO
    Mineral que cristaliza no sistema Ortorrômbico, classe Bipiramidal, apresentando brilho vítreo e coloração com várias tonalidades de verde, castanho e amarelo, podendo quando submetido a luz transmitida mostrar coloração vermelha. Composição BeAl204, podendo suas variedades alexandrita e olho-de-gato serem consideradas como gemas.

    CRISOLITA
    Variedade fibrosa de serpentina - Mg6 (Si4O10) (OH)8 que cristaliza no sistema monoclínico, e sendo utilizada como uma das principais fontes de asbesto.

    CRISTA (Geomorfologia)
    Forma de relevo residual alongada, isolada, com vertentes que apresentam declividades fortes e equivalentes, e que se interceptam formando uma linha contínua.

    CRISTA DE DOBRA
    Linha imaginária que passa pelos pontos mais elevados de uma camada, em um número infinito de seções transversais da dobra. Como cada dobra pode ser formada por inúmeras camadas, cada uma possui sua crista individual. O plano imaginário que passa pelas cristas sucessivas é denominado plano de crista.

    CRISTAL
    Corpo formado por um elemento ou composto químico sólido e limitado por superfícies planas, geralmente dispostas com simetria, que denuncia uma estrutura interna regular e periódica.

    CRISTAL BIAXIAL
    Cristal que possui duas direções ao longo das quais é constante a velocidade da normal à onda (velocidade da normal à frente da onda) para a luz monocromática, independente das direções de vibração das ondas perpendiculares à normal à onda.

    CRISTAL GEMINADO
    Cristal formado pelo intercrescimento de dois ou mais indivíduos, de acordo com alguma lei que pode ser deduzida, de modo que certas direções dos retículos são paralelas, enquanto que outras estão em posição reversa.

    CRISTAL UNIAXIAL
    Cristal que apresenta uma única direção e somente uma, na qual todas as ondas de luz de uma determinada freqüência ou comprimento de onda, deslocam-se com a mesma velocidade. Esta direção, que é paralela ao eixo cristalográfico C, é denominada eixo óptico.

    CRISTALINO
    Tipo de rocha composto por cristais ou fragmentos de cristais, tais como as rochas metamórficas que recristalizaram em ambientes de alta temperatura ou pressão, ou rochas ígneas que se formaram durante o arrefecimento de matéria fundida.

    CRISTALIZAÇÃO
    Processo de formação de cristais a partir de um líquido ou de um gás.

    CRISTALIZAÇÃO FRACIONADA
    Processo de cristalização magmática em que as fases cristalinas se separam seqüencialmente, à partir de um material que encontra-se em estado fluido, viscoso ou disperso.

    CRISTALOGRAFIA
    Estudo de cristais, incluindo seu crescimento, estrutura, propriedades físicas e classificações pela forma.

    CRISTAS MESO-OCEÂNICAS
    Complexo de cristas presentes no centro dos oceanos, correspondentes a 10% da superfície do Globo Terrestre, com rift valleys. Mostram relevo montanhoso (agudo) ou moderado (mais ou menos chato), apresentam sismos freqüentes, elevado fluxo térmico, sendo sítio de circulação magmática e hidrotermal.

    CRITÉRIOS TÉCNICOS
    Normas técnicas estabeleci-das para aplicação em obras ou ações.

    CROMAGEM
    Aplicação eletrolítica de uma camada de cromo sobre a superfície de um metal, devido ao fato do cromo ser resistente a corrosão.

    CROMITA
    Mineral de brilho metálico a submetálico que cristaliza no sistema isométrico, classe hexaoctaédrica e com composição FeCr2O4. O alumínio e o ferro podem substituir certa porcentagem de cromo, assim como o magnésio pode substituir o ferro.

    CROMOSSOMA
    Estrutura situada no núcleo das células e observada durante as divisões celulares. É a base física dos genes, que possuem uma disposição linear ao longo do cromossoma. Cada espécie tem um número de cromossomas que lhe é peculiar. É a sede da informação genética dos seres vivos.

    CRONOESTRATIGRAFIA
    Parte da Estratigrafia que trata da idade dos estratos e de suas relações geocronológicas. Os termos formais são Eonotema, Eratema, Sistema, Série, Andar e Cronozona.

    CROSTA
    (1) Geologia: Porção da litosfera, que está situada acima da Descontinuidade de Mohorovicic, e cuja espessura varia de 3km nas cristas oceânicas até cerca de 70km nas zonas de colisão continental. Pode ser continental, oceânica ou transicional. (2) (Pedologia): Camada delgada que se forma na superfície do solo, com espessura variando de poucos milímetros a poucos centímetros, e que quando seca torna-se mais dura, compacta e quebradiça do que o material situado imediatamente abaixo.

    CROSTA BASÁLTICA
    Ver crosta oceânica.

    CROSTA CONTINENTAL
    Crosta correspondente aos continentes e plataformas continentais. Tem composição predominantemente granítica. Crosta granítica.

    CROSTA GRANÍTICA
    Ver crosta continental.

    CROSTA LATERÍTICA
    O mesmo que laterita.

    CROSTA OCEÂNICA
    Crosta que está situada sob os oceanos. Tem composição essencialmente basáltica. Crosta basáltica.

    CROSTA TERRRESTRE
    Parte externa rochosa que envolve o globo terrestre, delimitada inferiormente pela descontinuidade de Mohorovicic. Sua espessura é calculada em cerca de 30 a 50 Km nas regiões oceânicas. A crosta das áreas oceânicas denomina-se Sima (crosta basáltica) e a continental, Sial (crosta granítica). A densidade média do Sial é 2,7 e do Sima é 2,9. (Sin.: Litosfera, Tectonosfera). I: Crust.

    CTC
    Abreviatura utilizada em Pedologia para indicar a capacidade de troca catiônica.

    CUESTA
    Elevação assimétrica tendo um lado escarpado e o outro suave, formada pela erosão de camadas inclinadas com diferentes resistências ao ataque dos agentes de intemperismo.

    CUME OU TOPO
    Parte mais alta do morro, monte, montanha ou serra. Fonte: Resolução CONAMA 004:85.

    CUMULONIMBUS
    Nuvem que apresenta a base situada entre 700 e 1500m, com o topo podendo alcançar entre 24 e 35km de altura, sendo contudo a média entre 9 e 12km. É formada por gotas de água, cristais de gelo, gotas superesfriadas, flocos de neve e granizo. É caracterizada pelo seu aspecto em forma de bigorna, com o topo mostrando expansão horizontal devido aos ventos superiores. É a nuvem de trovoada.

    CUMULUS
    Nuvem que apresenta contornos bem definidos, assemelhando-se a couve-flor, mostrando máxima freqüência sobre a terra durante o dia e sobre a água durante a noite. Pode ser orográfica ou térmica e apresenta precipitação em forma de pancadas. Quando se apresentam fracionadas são denominadas fractocumulus e quando muito desenvolvidas são as cumulus congestus.

    CUNHA DE ÁGUA SALGADA
    Intrusão de água salgada do mar, em forma de cunha, que ocorre em um estuário de água doce ou de um rio, através da maré. A cunha mergulha no sentido do fluxo sendo que a salinidade aumenta com a profundidade devido a maior densidade da água salgada em relação à água doce.

    CUPRITA
    Mineral que cristaliza no sistema isométrico, classe hexaoctaédrica, com densidade 6,1 e composição Cu2O, apresentando cor vermelha com várias tonalidades.

    CURVA BATIMÉTRICA
    Linha que une pontos de igual profundidade em um corpo de água . Os valores da profundidade são determinados em relação ao nível do mar.

    CURVA DE NÍVEL
    Linha que se apresenta em um mapa ou carta, destinada a retratar matematicamente uma forma de relevo, unindo todos os pontos de igual altitude, situados acima ou abaixo de uma superfície de referência, em geral o nível médio do mar. Curvas de nível muito juntas indicam terreno muito íngreme, abrupto; o afastamento de uma para a outra indica região pouco íngreme.