• Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos
    • *

       Serviço Geológico do Paraná

    Ações

    Aqui você encontra os últimos termos que foram incluídos em nosso glossário. Para ler mais, consulte o índice.

    A :  B :  C :  D :  E :  F :  G :  H :  I :  J :  K :  L :  M :  N :  O :  P :  Q :  R :  S :  T :  U :  V :  W :  X :  Z : 

    Glossário de termos geológicos

    DACITO
    Rocha magmática expressiva equivalente ao granodiorito. Contém plagioclásio, quartzo, ortoclásio ou sanidina, e em menor quantidade, piroxênio, anfibólio ou biotita.

    DADOS CLIMATOLÓGICOS
    Observações pertinentes ao estudo do clima, suas relações estatísticas, valores médios, valores normais, freqüências, variações e distribuição dos elementos meterológicos.

    DADOS HIDROLÓGICOS
    O mesmo que observações hidrológicas. Abrangem dados sobre precipitação, níveis e vazões das águas dos rios, transporte de sedimentos, vazão e volumes de água subterrânea, evaporação e evapotranspiração, níveis máximo de cheias e descargas, qualidade da água.

    DANO AMBIENTAL
    Considera-se dano ambiental qualquer lesão ao meio ambiente causado por ação de pessoa, seja ela física ou jurídica, de direito público ou privado. O dano pode resultar na degradação da qualidade ambiental (alteração adversa das características do meio ambiente), como na poluição, que a Lei define como a degradação da qualidade ambiental resultante de atividade humana.

    DBO
    vide Demanda Bioquímica de Oxigênio.

    DEBRIS FLOW
    Deslocamento encosta abaixo, de material encharcado de água, constituído por fragmentos de rocha e solo, presentes em regiões de clima úmido.

    DECAIMENTO RADIOATIVO
    Processo de diminuição da atividade de um nuclídeo radioativo pela transmutação que sofre ao se desintegrar. Desintegração radioativa.

    DECANTAÇÃO
    Processo de separação dos componentes de um sistema heterogêneo sólido-líqüido, sólido-gasoso ou líqüido-líqüido, onde o componente mais denso, sob a ação da gravidade, se deposita naturalmente.

    DECANTADOR
    Tanque usado em tratamento de água ou de esgotos para separar os sedimentos ou as camadas inferiores de seu conteúdo, fazendo com que as camadas superficiais sejam transferidas para outro tanque ou canal.

    DECÍDUA
    Qualidade apresentada por uma comunidade vegetal, em que 50% ou mais de seus indivíduos, perdem todas as suas folhas ou parte delas, por um determinado período de tempo, em resposta a condições climáticas desfavoráveis, em geral períodos secos ou frios.

    DECLINAÇÃO
    Ângulo entre a direção na qual aponta a agulha magnética e o meridiano verdadeiro, variável com a posição geográfica.

    DECLINAÇÃO MAGNÉTICA
    Ângulo formado entre o norte geográfico e o norte magnético.

    DECLIVE
    Inclinação de terreno formando ladeira ou descida (Sin.: vertente). (2) (Mineração) Ângulo formado entre o eixo de uma jazida e seu plano horizontal.

    DECLIVIDADE
    Qualidade do terreno em termos de inclinações das vertentes.

    DÉCOLLEMENT
    Fenômeno de descolamento de corpos rochosos ou da superfície de baixo ângulo sobre a qual deslizam pacotes de rochas normalmente submetidos a estilos de deformação distintos das rochas subjacentes. O termo foi inicialmente aplicado à tectônica compressional, para situações de empurrão, cavalgamento ou nappes, mas também há referência de seu uso em zonas distensionais, como sinônimo de termo inglês “detachment”.

    DECOMPOSIÇÃO
    (1)Biologia: Decomposição da matéria orgânica mediante sua transformação química em compostos simples, com resultante liberação de energia. (2) Geologia: Tipo de intemperismo causado por agentes químicos. (Sin.: intemperismo químico).

    DECOMPOSIÇÃO ESFEROIDAL
    Formação de cascas ou escamas concêntricas, por atuação do intemperismo, podendo ou não restar porções de rocha não alterada no centro. Feição de alteração comum em rochas basálticas. (Sin.: “pedra capote”).

    DEFLAÇÃO
    Processo de remoção e transporte de sedimentos finos através da ação do vento, resultando na formação de depressões em regiões desérticas Vide erosão eólica.

    DEFLEXÃO
    (Geologia) Mudança abrupta na direção de uma determinada feição geológica, em geral obedecendo a um condicionamento, tectônico.I: Deflection.

    DEFLEXÃO COMPRESSIONAL
    Em zonas transcorrentes, corresponde ao encurvamento no traço do plano de falha que dificulta o movimento entre os blocos, criando situação local de transpressão, com encurtamento e soerguimento crustais associados. Sin.: Deflexão convergente, deflexão restritiva.

    DEFLEXÃO DISTENSIONAL
    Em zonas transcorrentes, corresponde ao encurvamento no traço do plano de falha que favorece o movimento dos blocos adjacentes, dando origem a sítios de transtensão e. eventualmente, a grábens rômbicos. Sin.: Deflexão divergente.

    DEFLÚVIO
    Volume total de água que passa, em um determinado espaço de tempo, em uma seção transversal de um curso d’ água.

    DEFORMAÇÃO
    (1) termo genérico para os processos de dobramento, falhamento, cisalhamento, contração ou dilatação das rochas, como resultado da atuação de esforços na Terra. (2) mudança na forma e no volume de um corpo como resultado de um esforço atuante sobre o mesmo. I: Deformation,Strain.

    DEFORMAÇÃO DE ROCHAS
    Qualquer modificação na forma ou volume original de maciços rochosos produzido por esforços tectônicos, onde dobramentos, falhamentos e fluxos plásticos são meios comuns de deformação.

    DEFORMAÇÃO ELÁSTICA
    Deformação propor-cional à tensão e reversível. O corpo readquire sua conformação original após a retirada dos esforços.

    DEFORMAÇÃO PLÁSTICA
    Deformação permanente não envolvendo ruptura.

    DEGRADAÇÃO AMBIENTAL
    Modificação das características originais do meio ambiente ou da ecologia de uma região, provocada por mutilações ou impactos, de forma a deteriorar a qualidade de vida das espécies e sua capacidade em produzir bens e serviços úteis aos seres humanos. Termo usado para qualificar os processos resultantes dos danos ao meio ambiente, pelos quais se perdem ou se reduzem algumas de suas propriedades, tais como a qualidade ou a capacidade produtiva dos recursos ambientais. "Degradação da qualidade ambiental - a alteração adversa das características do meio ambiente (Lei nº 6.938, de 31.08.81).

    DEGRADAÇÃO DO SOLO
    (1) “Compreende os processos de salinização, alcalinização e acidificação que produzem estados de desequilíbrio fisico-químico no solo, tornando-o inapto para o cultivo" (Goodland, 1975). (2) "Modificações que atingem um solo, passando o mesmo de uma categoria para outra, muito mais elevada, quando a erosão começa a destruir as capas superficiais mais ricas em matéria orgânica (Guerra, 1978).

    DELAMINAÇÃO
    Fenômeno de desacoplamento entre a crosta litosférica e o manto superior ou entre a crosta superior e a inferior, sendo característico de zonas de colisão de placas continentais.

    DELTA
    Depósito aluvial da foz de um rio.

    DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO (DBO)
    Quantidade de oxigênio utilizada por microrganismos quando da degradação bioquímica da matéria orgânica. É o parâmetro mais utilizado para medir a poluição.

    DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO (DQO
    Medida da capacidade de consumo de oxigênio pela matéria orgânica presente na água ou água residuária. É expressa como a quantidade de oxigênio consumido pela oxidação química, no teste específico.

    DENDRÍTICA (DRENAGEM)
    Padrão de drenagem na qual os rios são ramificados irregularmente em todas as direções, lembrando, em planta, o ramo de uma árvore.

    DENDRITO
    Estrutura formada pela precipitação de óxidos de ferro ou de manganês, sobre as paredes de diáclases ou camadas, com aspectos que lembram fósseis.

    DENDROCRONOLOGIA
    Ciência que trata da reconstituição e datação de eventos climáticos pretéritos através do estudo do crescimento anual dos anéis dos troncos das árvores.

    DENSIDADE APARENTE DO SOLO
    Massa do solo seco por unidade de volume, incluídos os poros.

    DENSIDADE DA REDE HIDROGRÁFICA
    Número de segmentos de cursos d’água, de todas as ordens, em uma dada bacia, dividido pela área da mesma.

    DENSIDADE DE DRENAGEM
    Comprimento total dos segmentos dos cursos d’água, de todas as ordens, de uma bacia de drenagem, dividido pela área da mesma.

    DENSIDADE DOS GRÃOS
    Relação entre o peso de um certo volume de grãos de um solo, e o peso de igual volume de água destilada, nas mesmas condições de temperatura.

    DENSIDADE REAL DO SOLO
    Massa do solo seco por unidade de volume, excluídos os poros. É a densidade das partículas do solo. O mesmo que densidade de partículas.

    DENSIDADE RELATIVA
    Comparação entre a massa específica de uma substância com a de outra substância. No caso dos sólidos e líqüidos, a densidade relativa é tomada em relação a água, enquanto no caso dos gases é tomada em relação ao ar ou hidrogênio.

    DENUDAÇÃO
    No sentido lato inclui todos os fenômenos de intemperismo e erosão. Conjunto de processos responsáveis pelo rebaixamento sistemático da superfície da terra pelos agentes naturais de erosão e pelo intemperismo. É um termo mais amplo do que erosão, embora este seja usado como sinônimo daquele. É também usado como sinônimo de degradação, embora alguns autores atribuam à denudação o processo, e à degradação o resultado deste processo.

    DEPLEÇÃO
    Extração contínua de água de lençol subterrâneo, reservatório ou bacia, a uma taxa maior do que a de realimentação.

    DEPOCENTRO
    (1) Sítio de máxima subsidência e:ou sedimentação em uma bacia sedimentar. (2) Porção mais espessa de uma seqüência estratigráfica específica em uma bacia sedimentar.

    DEPOSIÇÃO DE SEDIMENTOS OU PARTÍCULAS
    Processo de acumulação ou concentração de partículas sólidas através de meio aquoso ou aéreo. Inicia-se quando: a força do agente transportador natural (água ou vento) é sobrepujada pela força da gravidade; por supersaturação de partículas nas águas ou no ar; ou por atividade de organismos.

    DEPÓSITO DE TÁLUS
    Depósito constituído predominantemente de fragmentos rochosos grandes e angulosos originados da fragmentação de rochas situadas em zonas escarpadas com fortes declives. O mesmo que tálus.

    DEPÓSITO DE TRANSBORDAMENTO
    Depósito formado por sedimentos transportados pelas águas das enchentes dos rios, e levados por sobre os diques naturais, inclusive dando origem a estes, bem como preenchendo depressões nas barras em pontal, nos canais abandonados, e, principalmente, formando os depósitos de várzeas através do acréscimo lateral.

    DEPÓSITO DE VÁRZEA
    Sedimentos de granulação fina (silte e argila) formados pela deposição da carga suspensa de um rio durante os períodos de transbordamento, sobre a planície de inundação.

    DEPÓSITO DELTÁICO
    Depósito aluvionar encontrado na desembocadura de um rio.

    DEPÓSITO EÓLICO
    Sedimento de origem eólica, normalmente caracterizado por boa seleção granulométrica, pronunciado arredondamento dos grãos, estratificação diagonal cruzada (freqüente em material arenoso mas ausente em material fino).

    DEPÓSITO HIDROTERMAL
    Depósito originado a partir de fluidos mineralizantes de constituição aquosa, oriundos de corpos plutônicos intrusivos, básicos ou ácidos, ou de núcleos de metamorfismo, e das rochas encaixantes do depósito, mobilizados pelas intrusões. Existe uma estreita ligação entre as temperaturas de formação dos depósitos hidrotermais e suas profundidades de formação, daí serem classificados em hipotermais, mesotermais e epitermais.

    DEPÓSITO HIPOTERMAL
    Depósito hidrotermal de minerais formados a grandes profundidades, sob altas condições de pressão e temperatura, por soluções quentes ascendentes derivadas de rochas ígneas em consolidação. Os depósitos hipotermais incluem veios e substituições formados ao longo das fendas das rochas.

    DEPÓSITO PNEUMATOLÍTICO
    Depósito mineral formado pela ação de gases magmáticos.

    DEPÓSITO SINGENÉTICO
    Depósito formado por processos similares e em geral simultâneos aos que originaram a rocha encaixante.

    DEPÓSITO VULCANOGÊNICO
    Depósito mineral cuja gênese está relacionada diretamente a qualquer tipo de manifestação vulcânica, entendendo-se esta como, além do vulcanismo comum, explosivo e efusivo, qualquer outra ação natural profunda que resulte no aparecimento, em superfície, de produtos de temperatura superior à das condições do ambiente. Desta maneira, os géiseres, as fumarolas e as fontes hidrotermais seriam manifestações vulcânicas atenuadas.

    DEPÓSITO XENOTERMAL
    Depósito hidrotermal formado em alta temperatura (acima de 3000C), porém em pouca ou moderada profundidade.

    DEPRESSÃO
    Forma de relevo que se apresenta em posição altimétrica mais baixa do que porções contíguas. Fonte: Resolução CONAMA 004:85.

    DERIVA
    Processo geotectônico de afastamento gradual de massas continentais, correspondente à fase evolutiva de uma bacia oceânica que sucede aos estágios iniciais de rifteamento crustal. I: drift. Obs.: Encontra-se, em uso corriqueiro, na literatura brasileira, o termo drifte.

    DERRAME
    Extravasamento de lava, isto é, de material líquido magmático. Também utilizado para lavas solidificadas, como por exemplo, os extensos derrames basálticos da Formação Serra Geral da Bacia do Paraná, na porção meridional do Brasil.

    DESABAMENTO
    São formas de subsidência bruscas, envolvendo colapso na superfície, provocadas pela ruptura ou remoção total ou parcial do substrato. Envolvem áreas reduzidas, mas podem ter efeitos catastróficos em áreas povoadas. Sua principal origem é associada a trabalhos subterrâneos de mineração, podendo ocorrer, também, por dissolução de rochas e substâncias como calcários, dolomitos, gipsita, sal, etc.

    DESAGREGAÇÃO
    (Pedologia) Quebra de agregados do solo como resultado da adição de água ou através da ação mecânica de máquinas agrícolas.

    DESAGREGADO (SOLO)
    Separação em diferentes partes de um solo, ou de uma rocha, cuja origem pode ser devida ao trabalho dos agentes erosivos ou aos agentes endógenos.

    DESBASTE
    Técnica de manejo de plantios florestais que consiste na derrubada de árvores adultas, em geral as menos desenvolvidas, com o sentido de proporcionar maior espaço às que ficam, permitindo que se desenvolvam e adquiram maior porte. Esta prática deve ser efetuada em épocas distintas, em função da espécie, da idade e do desenvolvimento.

    DESCARGA
    A quantidade de água que passa num certo ponto na unidade de tempo.

    DESCARGA DE EFLUENTES
    A quantidade de água residuária, ou de material sólido trazido em suspensão, nas águas de um rio, que passa num certo ponto na unidade de tempo.

    DESCARGA POR EJEÇÃO
    Descarga de resíduos transportados pelo veículo coletor compactador, efetuada pela ação de um escudo ejetor acionado por pistão telescópio através de comandos automáticos, sem necessidade de qualquer interferência manual (ABNT).`

    DESCOLAMENTO
    Diz-se do segmento de baixo ângulo da principal falha lístrica normal, para o qual convergem várias outras falhas secundárias contidas em seu domínio côncavo. I: Detachment.

    DESCONTINUIDADE
    Estrutura geológica plana que interrompe a continuidade física das rochas, causando a sua compartimentação. Termo genérico que engloba todas as estruturas tais como: falhas, diáclases, juntas, fissuras, fraturas, etc.

    DESCONTINUIDADE DE CONRAD
    Limite entre a crosta continental superior e a crosta continental inferior, onde a Vp aumenta de 6km/s para 6,4km/s. Sua profundidade varia de 10-25km nos continentes, podendo alcançar 50km sob os cinturões orogênicos.

    DESCONTINUIDADE DE GUTENBERG-WIECHERT
    Descontinuidade sísmica que se encontra a uma profundidade de 2 900km, onde a velocidade das ondas longitudinais diminui bruscamente de 14km/s para 8km/s, enquanto as ondas transversais tornam-se fraquíssimas, não conseguindo atravessar a camada que ali se inicia. Representa o limite entre o manto inferior e o núcleo externo.

    DESCONTINUIDADE DE MOHOROVICIC
    Descontinuidade sísmica situada na base da Crosta (continental e oceânica), onde as ondas longitudinais diminuem sua velocidade de 7,8km/s para 6,3km/s e as ondas transversais, de 4,4km/s para 3,7km/s. Sua profundidade é variável sendo de 30km-40km nos continentes, de até 75km sob os cinturões orogênicos, de 10km-12km nos oceanos, e de até 25km-30km nas dorsais.

    DESCRIÇÃO MORFOLÓGICA
    É a descrição do solo em trincheiras ou em barrancos de estrada, onde são julgadas as características morfológicas do solo (cor, textura, estrutura, consistência, etc.), e identificados os horizontes.

    DESENVOLVIMENTO DE POÇOS
    Processo mecânico ou químico que visa melhorar as condições naturais do aqüífero e do envoltório de pré-filtro, através da remoção da lama de perfuração e partículas finas da própria formação, permitindo o melhor rendimento do poço.

    DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO
    Processos de transformações naturais , econômicas, sociais, culturais e institucionais, que buscam assegurar melhores condições de vida e de produção, sem deteriorar o meio ambiente, nem comprometer as bases de um desenvolvimento idêntico no futuro.

    DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
    O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de as gerações futuras atenderem às suas próprias necessidades. Paradigma de desenvolvimento surgido a partir das discussões das décadas de 70 e 80 do século XX sobre os limites ao crescimento da população humana, da economia e da utilização dos recursos naturais. O desenvolvimento sustentável procura integrar e harmonizar as idéias e conceitos relacionados ao crescimento econômico, a justiça e ao bem estar social, a conservação ambiental e a utilização racional dos recursos naturais. O termo Desenvolvimento Sustentável surgiu em 1980 na publicação World Conservation Strategy: living resource conservation for sustainable development, elaborado pela International Union for Conservation of Nature and Natural Resources (IUCN), em colaboração com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e outras instituições internacionais. Ainda não foi alcançado um consenso sobre seu conceito, que tem se modificado muito rapidamente, estando em construção.

    DESEQUILÍBRIO AMBIENTAL
    Fenômeno natural ou induzido que afeta o ecossistema de uma região, modificando a inter-relação entre os organismos vivos e seu ambiente. Traduz-se, principalmente, pela explosão populacional de determinada espécie (da fauna ou flora), sobre as demais, ou pelo declínio e extinção das várias espécies que compõem o sistema ecológico local.

    DESERTIFICAÇÃO
    Processo de transformação de uma determinada região, com modificação de suas características naturais, em uma região árida, cuja vegetação é especialmente adaptada à solos estéreis.

    DESERTO
    Região na qual as precipitações pluviais são menores do que 100mm anuais, a vegetação é ausente ou escassa e a oscilação térmica é ampla. De acordo com as condições predominantes, em função da situação geográfica, o deserto pode ser frio, temperado ou quente.

    DESERTO DE PEDRA
    Ver hamada.

    DESINFECÇÃO
    Aplicação de agentes destruidores de microrganismos num ambiente, com a finalidade de exterminar organismos patogênicos (ABNT). A cloração é o método de desinfecção mais empregado nos processos de tratamento de despejos.

    DESINTEGRAÇÃO RADIOATIVA
    Ver decaimento radioativo.

    DESINTEGRADOR
    Equipamento destinado a reduzir o tamanho dos componentes de resíduos sólidos.

    DESLIZAMENTO
    Designação genérica para os movimentos do manto de intemperismo ou rocha viva, nas encostas das montanhas. Pode dar-se de forma contínua e lenta, por ação da gravidade e implicando todo o manto de intemperismo ou parte dele. O deslizamento é acelerado pela infiltração excessiva de água proveniente de chuvas torrenciais, ou água proveniente do degelo, ou por descalçamento da base de taludes de forma natural (erosão) ou artificial (ação antrópica). Pode ser potencializado pela devastação da cobertura vegetal, pela abertura de estradas, pelo corte de barrancos e taludes, etc. A designação desmoronamento restringe-se ao caso em que o deslocamento é mais rápido e brusco. I: Slide (deslizamento), Slump (escorregamento).

    DESLOCAMENTO
    Fenômeno pelo qual blocos crustais movimentam-se sobre superfícies lístricas de grande escala, geralmente para acomodar deformações originadas por esforços distensivos.

    DESMATAMENTO
    Ato ou efeito de desmatar. (Sin.: desflorestamento).

    DESMEMBRAMENTO
    É a subdivisão de áreas em lotes com aproveitamento do sistema viário existente e registrado, desde que não implique na abertura de novas vias e logradouros públicos, nem no prolongamento, modificação ou ampliação dos já existentes.

    DESMONTE
    Operação que visa retirar os blocos de rocha de sua posição natural.

    DESMORONAMENTO
    Vide deslizamento.

    DESPEJO INDUSTRIAL
    Despejo líquido proveniente de processos industriais, com potencialidade para causar poluição ou contaminação. Denominado, também, resíduo líquido industrial.

    DESPLACAMENTO
    Quebra ou segmentação de corpos rochosos em placas ou lamelas, geralmente subparalelas à superfície do terreno.

    DESSALINIZAÇÃO
    Remoção de sais inorgânicos dissolvidos na água, pela destilação, osmose reversa, desionização, eletrodiálise ou congelação.

    DESTRUIÇÃO TÉRMICA
    Processo de oxidação à alta temperatura, que destrói e reduz o volume de materiais ou substâncias.

    DETRITO
    Resíduo sólido urbano, de pequena dimensão encontrado em vias e logradouros públicos (ABNT).

    DEUTÉRICA (ALTERAÇÃO)
    Modificação que se dá em uma rocha magmática durante os últimos estágios de sua consolidação e em continuação à consolidação do próprio magma.

    DEVITRIFICAÇÃO
    Transformação de vidro em material cristalino através de difusão sólida.

    DEVONIANO
    Período da Era Paleozóica situado após o Período Siluriano, e com duração aproximada entre 410 Ma e 355 Ma. É subdividido nos andares - do mais antigo para o mais novo –Lochkoviano, Pragiano, Emsiano, Eifeliano, Givetiano, Frasniano e Famenniano. Sua denominação provém do Condado de Devon, na Inglaterra sendo devida a Adam Sedgwick e Roderick I. Murchison.

    DEXTRINA
    Mistura de substâncias formada pela degradação do amido.

    DIABÁSIO
    Rocha ígnea intrusiva, hipoabissal, básica, de granulação média a fina, constituída essencialmente de feldspato cálcico e piroxênio. Pode conter olivina. Ocorre em forma de diques e sills.

    DIACLASAMENTO COLUNAR
    Tipo de diaclasamento em forma de colunas. Geralmente as juntas formam um desenho hexagonal mais ou menos bem definido. Característica de rocha basáltica, desenvolvido por contração durante seu resfriamento.

    DIÁCLASE
    Fratura numa rocha, ao longo da qual não é observado deslocamento. Junta de tração sem deslocamento diferencial entre blocos de rocha (sin.: junta).

    DIAGÊNESE
    Conjunto de processos superficiais e subsuperficiais, físicos e químicos, que atuam sobre os sedimentos, desde a sua deposição até a sua consolidação. Não se incluem na diagênese os processos de transformações das rochas conhecidos como metamorfismo (fenômeno motivado por mudanças de temperatura e pressão, sob condições de profundidade), assim como as alterações superficiais (intemperismo).

    DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
    Conhecimento de todos os componentes ambientais de uma determinada área (país, bacia hidrográfica, estado, município, etc.) para a caracterização da sua qualidade ambiental.

    DIAGRAMA DE FASES
    Diagrama que mostra as condições em que uma substância existe como sólido, líqüido ou vapor.

    DIÁLISE
    Separação de uma substância, em uma solução verdadeira, da matéria coloidal pela difusão seletiva, através de uma membrana semipermeável.

    DIAMAGNÉTICA
    Substância que é repelida por um imã, devido ao fato de conter todos os seus elétrons emparelhados em seus orbitais.

    DIAMANTE
    Uma das gemas mais apreciadas, sendo constituída por carbono, e cristalizando no sistema Isométrico, classe hexaoctaédrica, podendo apresentar faces curvas. É o mineral conhecido que apresenta a maior dureza na escala de Mohs, 10. Seu índice de refração muito elevado, aliado a forte dispersão da luz, são os responsáveis pelo brilho cintilamento. Tem cores que variam desde incolor até o amarelo- pálido com matizes avermelhadas, alaranjadas, esverdeadas, azuladas e acastanhadas.

    DIAMICTITO
    Ver paraconglomerado.

    DIÁPIRO (Geologia)
    Domo no qual as rochas sobrepostas foram rompidas pela injeção ou intrusão de material plástico ascendente que compõe seu núcleo.

    DIAPOSITIVO
    Cópia positiva efetuada em material transparente, do negativo de uma imagem, podendo ser obtida por contato.

    DIASTEMA
    Interrupção relativamente pequena da sedimentação.

    DIASTROFISMO
    Termo geral que engloba todos os movimentos da crosta devidos a processos tectônicos, responsável pela formação dos continentes, bacias oceânicas, platôs, montanhas, estratos dobrados, falhamentos, etc.

    DIATOMÁCEAS
    Algas unicelulares, eucariontes, pertencentes ao Reino Protista,dotadas de um envoltório silicoso (frústula) constituído de duas valvas que se ajustam perfeitamente. Vivem solitariamente ou em colônias, integrando o plâncton das águas doces, salobras ou salgadas. Ocorrem em abundância, especialmente nas águas frias.

    DIATOMITO
    Rocha sedimentar silicosa de origem orgânica, formada pelo acúmulo de carapaças de alga diatomácea. Apresenta cerca de 50% de porosidade.

    DIATREMA
    Chaminé vulcânica circular, que perfura rochas encaixantes de natureza sedimentar ou metassedimentar, devido a energia explosiva de magmas sobrecarregados de gases.

    DICOTILEDÔNEA
    Planta fanerogâmica pertencente ao grupo das angiospermas, cujas sementes possuem dois cotilédones.

    DIFERENCIAÇÃO MAGMÁTICA
    Processo pelo qual um magma originalmente homogêneo se separa em partes distintas, que podem formar corpos de rocha isolados ou permanecer dentro dos limites de uma massa única.

    DIFRAÇÃO DE ONDAS
    Fenômeno de transmissão lateral da energia de uma onda, ao longo de sua crista, manifestando-se quando existe propagação de ondas em um setor restrito, ou quando um trem de ondas é interceptado por um obstáculo, como por exemplo, um quebra-mar.

    DIFUSÃO (Química)
    Processo segundo o qual diferentes substâncias (sólidos, líqüidos e gases) se misturam como resultado do movimento aleatório dos seus componentes : átomos, moléculas ou íons.

    DIGESTÃO (Saneamento)
    Processo pelo qual a matéria orgânica ou volátil do lodo é gaseificada, liqüefeita, mineralizada ou convertida em matéria orgânica mais estável, através da atividade aeróbica ou anaeróbica de microrganismos.

    DIGESTÃO ANAERÓBICA
    Degradação da matéria orgânica em condições anaeróbias pelas bactérias não metânicas, para ácidos graxos de baixo peso molecular. Posteriormente ocorrerá uma decomposição destes produtos pelas bactérias metânicas, produzindo metano, dióxido de carbono e outras substâncias. O resíduo constituirá na fração mais estável da matéria orgânica degradável.

    DIGESTOR; BIODIGESTOR
    Equipamento para a digestão de matérias orgânicas, em particular lodos das estações de tratamento biológico de águas servidas. Trata-se de grandes cubas cilíndricas às vezes combinadas com uma parte inferior cônica para espesssamento dos lodos, enquanto a parte superior do estanque permite a captação dos gases da digestão".

    DIOPSÍDIO
    Mineral da família dos clinopiroxênios que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática e com clivagem formando ângulos de 870 e 930. Mostra coloração que varia desde o branco ao verde claro. Existe uma série completa entre o diopsídio- CaMg (Si2O6)- e a hedenbergita- CaFe (Si2O6).

    DIORITO
    Rocha plutônica, granular, praticamente sem quartzo, com plagioclásio intermediário e minerais ferromagnesianos, em especial hornblenda.

    DIOXINA
    Ultra veneno de alta toxidez . As dibenzo-para-dioxinas policloradas (PCDD) e os furanos, são duas séries de compostos com ligações tricíclicas aromatizadas, involuntariamente sintetizadas, de forma plana com características físicas, biológicas, químicas e tóxicas semelhantes. Os átomos de cloro se ligam nestes compostos criando possibilidades de um grande número de isômeros.

    DIQUE
    Ocorrência tabular de uma rocha ígnea hipoabissal alojando-se discordantemente em relação a orientação das estruturas principais da rocha encaixante ou hospedeira. Pode ocorrer em grande número numa área, compondo um enxame de diques.

    DIQUE MARGINAL
    Dique natural de pequena altura, formado nas margens dos canais fluviais, e que mostra melhor desenvolvimento nos bancos côncavos dos rios. Sua deposição ocorre quando do transbordamento do rio.

    DIREÇÃO
    Orientação em relação ao norte, de uma linha resultante da interseção da superfície ou plano de uma camada com um plano horizontal imaginário. I.: Strike.

    DIREITO AMBIENTAL
    Conjunto de técnicas, regras e instrumentos jurídicos sistematizados e informados por princípios apropriados, que tenham por fim a disciplina do comportamento relacionado ao meio ambiente.

    DISCONFORMIDADE
    Uma superfície de erosão ou de não deposição durante um determinado tempo geológico, que separa rochas mais antigas de rochas mais jovens. Quebra na continuidade de deposição, quando uma formação rochosa é recoberta por outra de idade geológica mais recente, que não é conseqüente na sucessão geológica. Sin.: Discordância paralela.

    DISCORDÂNCIA (Geologia)
    Superfície que separa estratos ao longo da qual existe evidência de truncamentos erosivos ou exposições subaéreas, implicando em um hiato significativo. Em termos de estratigrafia de seqüências, as discordâncias paralelas sem superfície de erosão são chamadas concordâncias. As discordâncias são classificadas em quatro tipos básicos: angular, litológica, erosiva e paralela.

    DISCORDÂNCIA ANGULAR
    Discordância caracterizada por duas sucessões de estratos que apresentam mergulhos diferentes. I.: angular unconformity.

    DISCORDÂNCIA EROSIVA
    Discordância que separa dois conjuntos de rochas estratificadas paralelas, caracterizando-se por uma antiga superfície de erosão de relevo considerável I.: Disconformity.

    DISCORDÂNCIA LITOLÓGICA
    Discordância que separa uma seqüência de rochas estratificadas, que repousam de modo discordante sobre rochas não estratificadas, ígneas ou metamórficas I.: Nonconformity.

    DISCORDÂNCIA PARALELA
    Discordância caracterizada por uma superfície de estratificação que separa dois conjuntos de rochas estratificadas, paralelas entre si e a esta superfície, mas que apresentam idades bem distintas I.: Paraconformity.

    DISCORDANTE
    Termo usado para descrever um contato ígneo que corta o acamamento ou foliação das rochas adjacentes.

    DISJUNÇÃO COLUNAR
    O mesmo que colunar (estrutura).

    DISJUNÇÃO POLIÉDRICA
    Divisão de uma rocha em partes aproximadamente regulares, provoca-da, em geral, por fenômenos não tectônicos, tais como consolidação de magma, dessecação de sedimentos, etc.

    DISSIPAÇÃO
    Processo de perda de energia de um sistema de escoamento por barreiras de contenção ou espraiamento da água.

    DISSOLUÇÃO
    Ação físico-química deletéria que as águas naturais podem exercer sobre materiais por elas percolados. A destruição deve-se às propriedades de solubilidade destes materiais em água e da reatividade química dos mesmos com os íons transportados pela água.

    DISTENSÃO
    Sistema de esforços que tende a aumentar o comprimento ou o volume de um corpo. I: Extension.

    DISTRITO METALOGENÉTICO
    Área mineralizada com o desenvolvimento característico de mineralizações de um determinado quimismo, associado a um especial grupo de formações. Mostra forma irregular e dimensões que envolvem áreas de milhares a dezenas de milhares de quilômetros quadrados.

    DISTROFÉRRICO
    Denominação aplicada a solos que apresentam saturação por bases < 50% e teores de Fe2O3 (obtido pelo H2SO4) compreendida entre 18% e 36%.

    DISTRÓFICO
    Solo que apresenta saturação por bases e saturação por alumínio inferiores a 50%. Solo pouco fértil.

    DIVISOR DE ÁGUA
    Linha que limita as terras drenadas por uma bacia fluvial; linha divisória de águas.

    DOBRA (Geologia)
    Curva ou arqueamento de uma estrutura planar tal como estratos rochosos, planos de acamadamento, foliação ou clivagem. É caracterizada por: eixo, plano axial e flanco. Recebe diversas denominações de acordo com sua geometria, (exs: dobra aberta, dobra assimétrica, dobra de arrasto, dobra deitada, dobra isoclinal, etc.).

    DOBRA DE ARRASTO
    Dobra formada em uma seqüência sedimentar, quando uma camada mais competente desliza sobre uma menos competente ou incompetente. Mostra planos axiais inclinados em relação aos planos de acamamento da camada competente. I. drag fold.

    DOBRA INTRAFOLIAL
    Dobra individual, plana, que se mostra fortemente comprimida. Denominada intrafolial sem raiz quando presente um fechamento isolado único, ou um par de fechamentos opostos, em uma porção rompida de uma camada que flutua como uma inclusão tectônica, em uma rocha de foliação relativamente não dobrada.

    DOBRA ISOCLINAL
    Dobra cujos flancos são essencialmente paralelos, isto é, mergulham no mesmo sentido e com ângulos iguais.

    DOBRA ISÓPACA
    Dobra que não apresenta variação na espessura das camadas ou bandas dobradas, nem no ápice e nem nos flancos. Quando apresenta variação na espessura é denominada anisópaca. (sins.: dobra concêntrica, paralela ou flexural).

    DOBRA RECUMBENTE
    Dobra na qual a superfície axial tende à horizontalidade.

    DOBRAMENTO
    Deformação plástica da crosta sob a ação de forças tangenciais.

    DOENÇA DE CHAGAS
    Doença infecciosa e parasitária provocada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e transmitida pelo inseto Triatoma infestans, e vulgarmente conhecido por barbeiro. O nome da doença é uma homenagem ao cientista e médico brasileiro Carlos Chagas, descobridor do agente causador e da sua forma de transmissão.

    DOGLEG
    Mudança angular abrupta na direção de um determinado elemento estrutural.

    DOLINA
    Cavidade natural em forma de funil, comunicada verticalmente a um sistema de drenagem subterrânea, em região de rochas calcárias. Distinguem-se dois tipos: a) Dolina de dissolução, formada por água de infiltração, alargando fendas; b) Dolina de desmoronamento, formada por desmoronamento do teto de uma caverna subterrânea. As dolinas atingem diâmetros de até 100 m, e profundidades de várias centenas de metros.

    DOLOMITA
    Mineral da família dos carbonatos, de composição Ca Mg (CO3)2, e que cristaliza no sistema hexagonal-R, classe romboédrica, diferenciando-se da calcita por não efervescer em H Cl diluído. O magnésio pode ser substituído pelo ferro ferroso, por pequenas quantidades de manganês e zinco, e o cálcio por pequenas quantidades de chumbo.

    DOLOMITIZAÇÃO
    Processo natural através do qual o calcário transforma-se em dolomito através da substituição parcial do carbonato de cálcio (CaCO3) original pelo carbonato de magnésio (MgCO3). Processo que parece progredir com o tempo, já que nos depósitos mais antigos os carbonatos dolomitizados são mais freqüentes.

    DOLOMITO
    Rocha sedimentar constituída predominantemente de dolomita - carbonato de cálcio e magnésio.

    DOMÍNIO MORFOESTRUTURAL
    Grandes conjuntos estruturais, que geram arranjos regionais de relevo, guardando relação de causa entre si.

    DOMO
    Dobramento convexo mais ou menos simétrico, com camadas mergulhando em todas as direções, mais ou menos igualmente a partir de um ponto central.

    DOSSEL
    Estrato mais alto das árvores de uma floresta.

    DRAGAGEM
    Ação ou operação de limpeza e desobstrução de canais e valas com draga.

    DRENAGEM
    (1) Feição linear negativa, produzida por água superficial que escorre, e que modela a topografia de uma região. (2) Conjunto de processos ou métodos destinados a coletar, retirar e conduzir a água de percolação de um maciço, estrutura ou escavação.

    DRENAGEM ANASTOMOSADA
    Tipo de drenagem que consiste em vários canais distributários que se ramificam e se juntam formando um conjunto de canais interligados e separados por inúmeras ilhas que se apresentam de forma alongada.

    DRENAGEM SUPERFICIAL
    Conjunto de processos destinados ao esgotamento de águas superficiais. O mesmo que rede de drenagem.

    DRENO (Hidrologia)
    Conduto ou pequeno canal através do qual a água é removida do solo ou de um aqüífero, por gravidade, objetivando controlar o nível da água.

    DRIFT
    Processo geotectônico de afastamento gradual de massas continentais, correspondente à fase evolutiva de uma bacia oceânica que sucede aos estágios iniciais de rifteamento crustal. Deriva continental.

    DRUSA
    Cavidade numa rocha coberta por pequenos cristais. (Sin.: Geodo).

    DUCTIBILIDADE
    propriedade de um material sólido de se deformar plasticamente antes da ruptura.

    DÚCTIL
    (1) comportamento pelo qual uma rocha, sob determinadas condições, é capaz de incorporar uma deformação maior que 5% antes de fraturar ou falhar. (2) Diz-se dos corpos rochosos que fluem quando, em um período de tempo geológico, são submetidos a esforços.

    DUNA
    Corpo de areia acumulada pelo vento, que se eleva formando um cume único, sem cobertura vegetal cerrada, o que se dá geralmente nas praias ou nos desertos. Pode ocorrer isoladamente ou em associação.

    DUNITO
    Rocha ígnea ultramáfica composta quase que exclusivamente de olivina.

    DUPLEX
    Inicialmente definido como complexo estrutural formado sob regimes compressivos, envolvendo fatias rochosas limitadas na base e no topo por falhas de empurrão. São descritos igualmente em zonas distensionais e transcorrentes, neste último caso com a envoltória dos planos de falha verticalizada.

    DUREZA
    (Mineralogia) Resistência que a superfície de um mineral oferece ao ser riscada. Uma escala de dureza relativa é conhecida como Escala de Mohs, que estabelece os seguintes graus de dureza : 1- talco, 2- gipsita, 3- calcita, 4- fluorita, 5- apatita, 6-ortoclásio, 7-quartzo, 8-topázio, 9- córindon e 10-diamante.

    DUREZA DA ÁGUA
    Propriedade da água, decorrente principalmente, da presença de bicabornatos, cloretos e sulfatos de cálcio e de magnésio, que impede a produção abundante de espuma de sabão.

    DUTOVIA
    Disposição de segmentos sucessivos de tubos (que podem ser de aço, concreto, materiais plásticos e compostos, amianto e outros), conectados entre si, que interligam os pólos de origem e destino dos materiais. São utilizados como via de transporte de substâncias sólidas (minerodutos), líquidas (oleodutos, álcooldutos, aquedutos, lamodutos, lododutos, etc.) e gasosas (gasodutos). Quanto à posição em relação ao terreno, as dutovias podem ser enterradas ou suspensas em superfície.