• Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos
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       Serviço Geológico do Paraná

    Ações

    Aqui você encontra os últimos termos que foram incluídos em nosso glossário. Para ler mais, consulte o índice.

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    Glossário de termos geológicos

    E (Pedologia)
    Horizonte mineral com evidência de perda de argila silicatada, óxidos de ferro e de alumínio ou matéria orgânica, com a resultante concentração de quartzo e de outros minerais resistentes, com o tamanho da areia ou silte. Zona de máxima eluviação do perfil e de coloração, em geral, mais clara que o horizonte B subjacente.

    ECLOGITO
    Rocha catametamórfica, granoblástica, composta essencialmente de granada - especialmente piropo e piroxênio – onfacita.

    ECOBATÍMETRO
    Instrumento para determinar a profundidade da água em um rio pela medida do tempo decorrido entre a emissão de sinal sonoro e o retorno de seu eco, após reflexão no fundo.

    ECOBIOSE
    Ramo da ecologia que trata das relações do meio físico-químico com os seres vivos.

    ECOLOGIA
    Ciência que estuda todas as relações entre os organismos atuais e os ambientes envolventes, a distribuição dos organismos nestes ambientes, bem como a natureza das suas interações.

    ECOLOGISTA
    Termo que designa as pessoas e entidades que se preocupam ativamente em defender a natureza.

    ECONOMIA MINERAL
    Estudo e aplicação dos processos usados em gerenciamento e financiamento, ligados ao descobrimento, extração e marketing de minerais.

    ECOSSISTEMA
    Ou sistema ecológico é qualquer unidade que inclua todos os organismos em uma determinada área, interagindo com o ambiente físico, de tal forma que um afluxo de energia leve a uma estrutura trófica definida, diversidade biológica e reciclagem de materiais - troca de materiais entre os componentes vivos. É a unidade básica da ecologia.

    ECOSSISTEMA DEGRADADO
    O mesmo que área degradada.

    ECTINITO
    Tremo genérico que abrange as rochas metamórficas granitizadas sem acesso ou introdução de materiais feldspáticos, em oposição aos migmatitos, aos quais o material granítico foi introduzido durante o metamorfismo.

    EDUCAÇÃO AMBIENTAL
    Processo de aprendizagem e comunicação de problemas relacionados à interação dos homens com seu ambiente natural. É o instrumento de formação de uma consciência, através do conhecimento e da reflexão sobre a realidade ambiental.

    EDULCORANTE
    Substância orgânica artificial, não glicídica, capaz de conferir um sabor doce aos alimentos.

    EFEITO DE CORIOLIS
    Fenômeno devido à rotação da Terra que produz uma aceleração nas massas de ar, variável em função do local em que se encontram (equador, trópicos, polos, etc.). A força gerada desloca os ventos à direita no hemisfério norte, e à esquerda no hemisfério sul.

    EFEITO DOPPLER
    Mudança aparente na freqüência da energia radiante, quando existe variação na distância entre a fonte emissora e o receptor.

    EFEITO ESTUFA
    Capacidade que a atmosfera da Terra apresenta de reter parte da radiação térmica emitida pela superfície do planeta. A luz solar atravessa a atmosfera e após ser interceptada e parcialmente absorvida pelas superfícies sólidas e massas d’água, é reemitida como radiação térmica (calor), que encontra dificuldade para sair da atmosfera. Entre os gases responsáveis pelo Efeito Estufa estão o CO2, o CH4 e o vapor d’água.

    EFEMÉRIDES
    Publicação que apresenta as coordenadas equatoriais celestes dos astros para determinadas épocas correspondentes a intervalos de tempo regularmente espaçados.

    EFLORESCÊNCIA (Pedologia)
    Denominação utilizada para a ocorrência de sais sob a forma de revestimentos, crostas e bolsas, após período seco, nas superfícies estruturais, nas fendas e na superfície do solo, podendo mostrar um aspecto pulverulento, como pó de giz.

    EFLUENTE
    Qualquer tipo de água ou líqüido, que flui de um sistema de coleta, ou de transporte, como tubulações, canais, reservatórios, e elevatórias, ou de um sistema de tratamento ou disposição final, com estações de tratamento e corpos de água receptores.

    EFUSÃO
    Derramamento de lava de um vulcão na superfície terrestre.

    EFUSIVA (ROCHA)
    Rocha originada por efusão. O mesmo que vulcânica (rocha).

    EIXO DE DOBRA
    Linha que separa a parte mais flexionada de uma dobra. Sin: Charneira.

    EIXOS CINEMÁTICOS
    Sistema triortogonal de eixos constituintes do elipsóide de deformação. Recebem a designação de X (eixo de estiramento máximo), Y (eixo intermediário) e Z (eixo de encurtamento máximo), de tal modo que X>Y>Z.

    EL NIÑO
    Fenômeno natural e cíclico que reaparece em intervalos irregulares de 3 a 5 anos e que consiste no aquecimento anômalo das águas superficiais do oceano Pacífico equatorial no setor centro-oriental. Resultado de uma interação entre o oceano e a atmosfera, o fenômeno provoca modificação no fluxo de calor o que acarreta fortes alterações nas condições do tempo em várias partes do mundo.

    ELETRODO
    Denominação genérica dos polos condutores de corrente elétrica de um sistema que gera ou consome energia elétrica.

    ELETRÓLITO
    Substância que ao ser dissolvida na água, forma uma solução capaz de conduzir eletricidade.

    ELÉTRON
    Partícula elementar leve que apresenta carga elétrica negativa, sendo encontrada nas camadas que cercam o núcleo dos átomos. Sua interação com os elétrons vizinhos cria os laços químicos que unem os átomos como moléculas.

    ELÉTRONS DE VALÊNCIA
    Elétrons mais externos de um átomo que participam das ligações químicas.

    ELETRONVOLT
    Energia adquirida por um elétron ao atravessar uma diferença de potencial de 1 volt.

    ELIPSÓIDE DE DEFORMAÇÃO
    Configuração geométrica do estado deformado de uma figura originalmente esférica pertencente a um corpo submetido a um campo de tensões. I: Strain Ellipsoid.

    ELIPSÓIDE DE TENSÕES
    Representação geométrica, através de três vetores mutuamente perpendiculares (s1, s2, s3), da direção das tensões em um determinado ponto. (1). I: Stress Ellipsoid.

    ELUTRIAÇÃO
    Contínuo ultrapassar de umas partículas por sobre as outras durante seu transporte.

    ELUVIAÇÃO
    O transporte do material dissolvido ou em suspensão através do solo pelo movimento da água quando a precipitação pluvial excede à evaporação.

    ELUVIÃO
    Depósito detrítico ou simples capa de detritos, resultantes da desintegração da rocha matriz, permanecendo no local de formação. Sin: solo residual.

    EMBASAMENTO
    Termo em pregado para designar rochas mais antigas, geralmente mais metamorfisadas e de estruturação tectônica diferente, que servem de base a um complexo rochoso metamórfico ou sedimentar. Sin: Embasamento cristalino.

    EMERSÃO
    Denominação utilizada para indicar que uma área anteriormente submersa passou a condições subaéreas, devido a descida do nível do mar ou ao levantamento do continente.

    EMISSÃO
    Lançamento de material no ar, seja de um ponto localizado ou como resultado de reações fotoquímicas ou cadeia de reações iniciada por um processo fotoquímico.

    EMISSÁRIO
    Coletor que recebe o esgoto de uma rede coletora e o encaminha para um ponto final de despejo ou de tratamento.

    EMISSÁRIO SUBMARINO
    Sistema utilizado em cidades litorâneas para canalizar os esgotos e promover o seu lançamento em alto mar através de uma tubulação submersa.

    EMPOLAMENTO
    Aumento de volume que sofre determinado material rochoso ao passar do estado intacto ao estado fragmentado; ou aumento de volume de um solo ao ser desagregado.

    EMPREENDIMENTOS DE IMPACTO
    São empreendimentos imobiliários públicos ou privados que, por seu porte, representam uma sobrecarga à capacidade de infra-estrutura da região, podendo provocar uma transformação radical e:ou danos ao meio ambiente.

    EMULSÃO
    Mistura líqüida heterogênea constituída de duas ou mais fases, normalmente não miscíveis entre si, mas que são mantidas em suspensão uma na outra, graças a uma forte agitação ou devido a emulsionantes que modificam a tensão superficial.

    EMULSIFICAÇÃO
    Propriedade apresentada por um detergente de atuar sobre óleos e gorduras, transformando-os em pequenas gotículas que permanecem em suspensão coloidal na água.

    EN ÉCHELON
    Padrão de arranjo de elementos geológicos pelo qual eles distribuem-se paralelos uns aos outros, de forma escalonada, dispondo-se cada um obliqüamente em relação à faixa em que está inserido. Característico de regiões submetidas à atuação de binários de cisalhamento.

    ENCAIXANTE (ROCHA)
    Rocha que forma as paredes de um veio, jazida, dique ou outra rocha intrusiva.

    ENCHENTE
    Fenômeno episódico de extravasamento das águas de um rio ou lago, em períodos de cheia, que pode atingir tanto a planície de inundação como as áreas de encosta marginais. Ocorrem por combinação dos fatores: aumento brusco do volume de água a ser escoada; desmatamentos indiscriminados das margens e cabeceiras; erosão e assoreamento dos canais; ocupação desordenada da planície de inundação; impermeabilização dos terrenos por construções; represamento das águas por galerias, pontes e obras construídas sem critérios técnicos adequados; etc. É um fenômeno de risco geológico urbano que causa maior prejuízo material nas cidades.

    ENCLAVE
    Corpo de rocha que apresenta formas e dimensões variadas, englobado por uma rocha magmática da qual difere pelo aspecto composicional e/ou textural.

    ENCOSTA
    O mesmo que vertente.

    ENCROSTAMENTO
    Fenômeno que consiste na orientação e empacotamento das partículas dispersas do solo na camada mais superficial, tornando-a relativamente impermeável à água. Impermeabilização superficial.

    ENCURTAMENTO
    Fenômeno de diminuição de um determinado comprimento horizontal como resultado da aplicação de esforços compressionais. I: Shortening. ENDÊMICA: Característica das espécies que tem sua ocorrência limitada a um único local ou região.

    ENDEMISMO
    Caráter restrito da distribuição geográfica de determinada espécie ou grupo de espécies que vive limitada a uma área ou região.

    ENDÓGENO
    Aplicado à rocha magmática, intrusiva ou efusiva, originada no interior da Terra. Também a processos com sede no interior da Terra.

    ENDORRÉICO
    Que drena para bacias interiores.

    ENERGIA NUCLEAR
    É aquela produzida nas reações nucleares, especialmente nas de fissão nuclear, e se origina da transformação de parte da massa das partículas e núcleos regentes em energia.

    ENROCAMENTO
    Acúmulo de fragmentos de rocha, utilizado como volume principal de uma barragem ou como proteção do parâmetro de montante (rip-rap), como proteção do aterro na encosta de uma ponte para evitar a erosão fluvial, em molhe e outra construções.

    ENSAIO
    Teste para avaliação experimental de propriedades e do comportamento de materiais. Os ensaios mais correntes em Mecânica das Rochas são: de compressão - uniaxial, triaxial, diametral; de tração - direto, brasileiro; de cisalhamento - direto, simples, duplo; de deformabilidade; de fluência; de torção; dinâmicos; etc. Podem ser realizados em laboratório ou “in situ”.

    ENSAIO DE ADENSAMENTO
    Ensaio que consiste em colocar um corpo de prova de um solo totalmente confinado dentro de um anel rígido e submetê-lo à compressão vertical pela aplicação de pressões em estágios, permitindo a drenagem vertical através de placas porosas colocadas na base e no topo do corpo de prova. Visa a determinação direta das propriedades de compressibilidade do solo. Outro tipo de ensaio de adensamento é realizado em câmaras de compressão triaxial.

    ENSAIO DE BOMBEAMENTO
    Ensaio realizado em condições pré-determinadas e controladas, cujo objetivo é determinar as características hidrodinâmicas do aqüífero. Sins: ensaio de recuperação, ensaio escalonado.

    ENSAIO DE COMPACTAÇÃO
    Processo de compactação de laboratório em que um solo num teor de umidade conhecido é colocado, de uma forma especificada, dentro de um molde de dimensões conhecidas e é submetido a um esforço de compactação de intensidade controlada, sendo determinado o peso específico resultante. O processo é repetido para diversos valores de teor de umidade a fim de estabelecer a relação entre o teor de umidade e o peso específico para uma dada energia de compactação.

    ENSAIO DE DRENAGEM
    Ensaio destinado a verificar as características de drenabilidade de um maciço rochoso tendo em vista o dimensionamento do sistema de drenagem.

    ENSAIO DE INFILTRAÇÃO
    Ensaio para a determinação da permeabilidade em furos de sondagem, é executado através de medidas de absorção d’água, com pressão dada pela coluna de água contida no revestimento do furo. A altura da coluna d’água pode manter-se constante durante todo o tempo de medida, ou variar ao longo do tempo, neste caso denomina-se também como ensaio de rebaixamento.

    ENSAIO DE PENEIRAMENTO
    Operação que visa a classificação granulométrica de solos granulares e que consiste na separação dos grãos de vários tamanhos com o uso de uma série de peneiras padronizadas (método MB-32 da ABNT).

    ENSAIO DE PENETRAÇÃO PADRONIZADO - SPT (“STANDARD PENETRATION TEST”)
    Ensaio executado durante uma sondagem a percussão, em que se visa obter índices de resistência à penetração do solo. Consiste na cravação de amostrador de solo a percussão de dimensões padronizadas, por meio de golpes sucessivos de um peso de cravação com 65 Kgf em queda livre, de uma altura de 75 cm sobre a cabeça de cravação. São aplicados tantos golpes quantos forem necessários à cravação de 45 cm do amostrador no solo. A resistência à penetra-ção corresponderá ao número de golpes necessários à cravação dos últimos 30 cm do amostrador no solo.

    ENSAIO DE REBAIXAMENTO
    Ensaio executado com o objetivo de avaliar o desempenho de sistemas para rebaixamento do nível d’água. O mesmo que ensaio de infiltração.

    ENSAIO DE RECUPERAÇÃO
    Ensaio executado através das medidas de recuperação do nível d’água em um poço de bombeamento ou em piezômetros, após um período de bombeamento a vazão constante. Este tipo de ensaio permite a determinação do coeficiente de transmissividade do aqüífero.

    ENSEADA
    Parte côncava de um litoral, que se apresenta com a forma de uma meialua, delineando uma baía muito aberta.

    ENTROPIA
    Quantidade relativa da energia dissipada de modo natural e inevitável em um sistema físico-químico, conforme a segunda lei da termodinâmica. Enquanto esta energia perdida vai aumentando, o sistema vai se aproximando cada vez mais de seu estado de equilíbrio. Deste modo, a entropia pode ser considerada como uma medida de degeneração termodinâmica.

    ENTUBAMENTO (“PIPING”)
    Processo de erosão interna de maciços por carreamento de partículas ou solubilização do material, resultando na formação de condutos, canais e cavidades. O mesmo que erosão interna.

    ENTULHO
    Sobra ou resíduo sólido proveniente de construção, reforma, trabalho de conserto e demolição de edificação pavimentação e outras obras, sendo predominantemente compostos de material inerte (ABNT).

    ENVELOPE DE MOHR
    Vide Círculo de Mohr Epirogênese - diastrofismo de caráter vertical que produz feições amplas, afetando grandes porções dos continentes e oceanos. I: Epeirogeny.

    ENXERTIA
    Método de propagação vegetativa das plantas que consiste na inserção de um garfo (pedaço de ramo com várias gemas) ou de uma borbulha (pedaço de ramo com uma única gema) em cortes feitos no porta-enxerto, de modo a ficarem os respectivos câmbios em perfeito contato.

    ENXERTO
    Pedaço de ramo (garfo) ou a borbulha que foi, ou vai ser, inserido no porta-enxerto para dar origem à planta com as características desejadas.

    ENXÓ
    Instrumento constituído de um cabo curvo de madeira e uma chapa de aço, utilizado para desbastar madeira.

    ENXURRADA
    Volume de água que corre com grande energia e alta capacidade de transporte, resultante da combinação de grandes chuvas em terrenos com declividade acentuada. Concentração e aumento de volume dos vários filetes de água de escoamento pluvial a medida que descem a encosta, possuindo maior competência erosiva e fixando o leito, deixando marcas sensíveis na superfície topográfica. É o principal agente detonador de diversos acidentes geológicos relacionados à instabilidade de encostas, como por exemplo: escorregamentos, corridas de massa, rolamento de blocos, queda de barreiras, etc. (Sin.: escoamento concentrado).

    ENZIMA
    Proteína de elevado peso molecular, dotada de propriedade catalítica, que torna possível a maioria das reações químicas desenvolvidas nos seres vivos.

    EOBIONTE
    Denominação aplicada as primeiras formas de vida, que supostamente existiram nos oceanos primitivos, sendo intermediárias entre as moléculas que flutuavam livremente e as formas definitivas de vida.

    EÓLICO (TRANSPORTE)
    Transporte de sedimentos pelo vento.

    EPICENTRO
    Ponto da superfície terrestre que se encontra situado exatamente sobre o local de origem do terremoto no interior da crosta.

    EPICLÁSTICO
    Fragmento de natureza vulcânica produzido pelo intemperismo e erosão de rochas vulcânicas, podendo ser ou não originado de um vulcanismo penecontemporâneo.

    EPIDEMIA
    Elevação brusca, temporária e significativa da incidência de uma doença em uma comunidade humana, afetando grande número de pessoas em curto espaço de tempo.

    EPÍDOTO
    Grupo de minerais constituído por diversos silicatos complexos de alumínio e cálcio - clinozoisita, epídoto, allanita, idocrásio e prehnita - que cristalizam nos sistemas monoclínico e ortorrômbico, e apresentam fórmula geral X2Y3O (SiO4) (Si2O7) (OH). A zoisita que cristaliza no sistema ortorrômbico, é dimorfa com a clinozoisita.

    EPIFAUNA
    Denominação aplicada aos animais bentônicos adaptados a viverem nas superfícies do substrato rochoso ou de sedimentos arenosos ou argilosos presentes nos fundos lacustre ou marinho.

    EPIGENÉTICO
    Processos geológicos originados na superfície ou próximo da superfície da Terra. Depósito mineral formado posteriormente à rocha encaixante.

    EPINERÍTICO
    Porção do ambiente marinho que se estende desde o nível da baixamar até a profundidade de cerca de 40m.

    EPIROGÊNESE
    Movimentos de soerguimento e subsidência em grande escala, geralmente verticais e lentos, variáveis no tempo, afetando grandes partes ou a totalidade de áreas continentais ou de bacias oceânicas.

    EPISÓDICO (EVENTO)
    Diz-se do caráter pontuado de ocorrência dos eventos de natureza sedimentar e:ou tectônica, responsáveis, segundo alguns autores, pela maior parte do registro geológico. Genericamente, refere-se a eventos raros de magnitude anormalmente alta ou baixa.

    EPITÉLIO
    Tecido celular que reveste uma superfície livre ou uma cavidade, e que se compõe de uma ou mais camadas de células muito próximas umas das outras. O termo é utilizado tanto para tecidos animais quanto vegetais.

    EPITERMAL (DEPÓSITO)
    Depósito ligado à erupção magmática e formado por águas quentes que ascendem a pequena profundidade, sob condições de temperatura e pressão moderadas. Ex: depósitos de ouro, prata, etc.

    ÉPOCA
    Equivalente cronoestratigráfico da série. A época correspondente a uma série toma o seu nome, salvo para os termos inferior, médio e superior, que pode ser substituídos por eo (ou antigo), meso e neo (ou tardio) ao se fazer referência à época.

    EPÓXI
    Denominação aplicada a compostos que contém átomos nas suas moléculas que fazem parte de 3 elementos. São éteres cíclicos.

    EPSOMITA
    Mineral que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe biesfenoidal, com composição MgSO47H2O . Incolor a branca, apresenta sabor muito amargo, sendo facilmente solúvel na água. Comumente apresenta-se em massas botrioidais e crostas delicadamente finas.

    EQUADOR MAGNÉTICO
    Linha da superfície terrestre que une todos os pontos que apresentam mergulho magnético igual a zero.

    EQUILÍBRIO HIDROLÓGICO
    Existe quando a alimentação de um aqüífero corresponde à retirada de água.

    EQUINÓCIO
    Um dos dois pontos da interseção da eclítica e do equador celeste, ocupados pelo sol, quando sua declinação é 00.

    EQUIPAMENTOS COMUNITÁRIOS
    São os equipamentos públicos de educação, cultura, saúde, lazer, segurança e assistência social.

    EQUIPAMENTOS URBANOSQ
    São os equipamentos públicos de abastecimento de água, esgoto, energia elétrica, coleta de água pluvial, rede telefônica e gáz canalizado.

    EROSÃO
    Desgaste do solo ocasionado por diversos fatores, tais como: água corrente, geleiras, ventos, ondas e vagas. No sentido lato é o efeito combinado de todos os processos degradacionais terrestres, incluindo intemperismo, transporte, ação mecânica e química da água corrente, vento, gelo, etc; Distinguem-se conforme o caso em: erosão eólica, erosão fluvial, erosão glacial, erosão marinha, etc.

    EROSÃO (AGENTES DE)
    Conjunto de fatores físicos, químicos ou biológicos, naturais, responsáveis pelo modelado do relevo terrestre, na maioria diretamente ligados ao clima (chuvas, rios, água subterrânea, correntes marinhas, ondas, geleiras, ventos). Pode ser acelerada artificialmente pelo homem, por desmatamentos, cortes de estradas ou outras modificações no manto de intemperismo em geral.

    EROSÃO EM SULCOS
    Tipo de erosão que ocorre nas linha de maior concentração das águas de escoamento superficial, resultando em pequenas incisões no terreno, as quais com a evolução do processo podem se transformar em voçorocas . Erosão de ravinamento.

    EROSÃO EÓLICA
    Processo que consiste na desagregação e remoção de fragmentos e partículas de solo e rocha pela ação combinada do vento e da gravidade.

    EROSÃO EÓLICA
    Processo que consiste na desagregação e remoção de fragmentos e partículas de solo e rocha pela ação combinada do vento e da gravidade.

    EROSÃO INTERNA
    Movimento de partículas de uma massa de solo carreadas por percolação d’água, sendo que o fenômeno é iniciado sob condições de gradiente hidráulico crítico e provoca a abertura progressiva de canais dentro da massa de solo em sentido contrário ao do fluxo d’água. O mesmo que entubamento. Sins: erosão regressiva, entubamento, “piping”.

    EROSÃO LAMINAR
    Ação do escoamento superficial de águas pluviais ou servidas, na forma de filetes de água, que lavam a superfície do terreno como um todo, com força suficiente para arrastar as partículas desagregadas do solo. Ocorre principalmente em vertentes pouco inclinadas com solo desprotegido da vegetação (“terras desnudas”).

    EROSÃO PELA ÁGUA
    Processo que consiste na desagregação e remoção de solo, fragmentos e partículas de rochas, pela ação combinada da gravidade e da água precipitada e de escoamento. Manifesta-se na forma de erosão laminar, sulcos, ravinas, boçorocas, “piping” (erosão interna).

    EROSÃO REGRESSIVA
    O mesmo que erosão interna

    EROSÃO SUBTERRÂNEA
    É a ação erosiva da água subterrânea através de processos físicos e químicos. Os efeitos maiores ocorrem pela dissolução de rochas calcárias ou com cimento solúvel. Sua ação origina a formação de cavernas, grutas, dolinas, etc.

    ERUPÇÃO
    Ascenção de material magmático. Pode se processar sob a forma de uma efusão calma até uma explosão violenta liberando material piroclástico. Atingindo a superfície terrestre denomina-se extrusão. Ficando o magma aprisionado na crosta chama-se intrusão. (Vide esses termos e também vulcanismo).

    ERUPÇÃO EFUSIVA
    Erupção vulcânica com derramamento de lava.

    ERUPÇÃO EXPLOSIVA
    Erupção vulcânica expelindo fragmentos para o ar chegando a centenas de quilômetros de distância.

    ERUPTIVA (ROCHA)
    O mesmo que efusiva (rocha) ou vulcânica.

    ESCALA (Cartografia)
    Relação existente entre as dimensões dos elementos que estão presentes em um mapa e as correspondentes dimensões no terreno.

    ESCALA DE MOHS
    Escala numérica idealizada para indicar a dureza dos minerais, isto é, a resistência apresentada ao risco. São 10 minerais comuns mostrados em uma seqüência de 1 a 10, dos menos aos mais duros, sendo que os de número superior riscam os de menor número, nunca sendo riscados por estes: 1 - Talco, 2 - Gipsita, 3 - Calcita, 4-Fluorita, 5 – Apatita,. 6 - Ortoclásio, 7 –Quartzo, 8 –Topázio, 9 –Coríndon, 10 –Diamante.

    ESCALA LIMNIMÉTRICA
    Escala graduada utilizada para indicar a altura da superfície da água num rio, reservatório, lago, etc (sin. Régua Limnimétrica).

    ESCARIFICAÇÃO
    Operação de desagregação mecânica dos maciços por meio de equipamentos apropriados.

    ESCARPA
    Face ou talude íngreme abruptamente cortando a morfologia, freqüentemente apresentando afloramento de rochas. Genericamente distinguem-se as escarpas tectônicas (produzidas por falhamentos) e escarpas de erosão (formada por agentes erosivos).

    ESCOAMENTO
    Movimento das águas superficiais ou subterrâneas, sob efeito da gravidade ou de um gradiente de pressão hidráulica.

    ESCOAMENTO DE SOLO
    Corresponde à deformação, ou movimento contínuo, com ou sem superfície definida de movimentação. São classificados, segundo as características do movimento, em: corrida (escoamento fluído-viscoso) e rastejo ou reptação (escoamento plástico), termos mais utilizados, em detrimento do termo escoamentos.

    ESCOAMENTO SUPERFICIAL
    Parte da água precipitada da atmosfera que escoa na superfície do solo.

    ESCÓRIA
    Produto líqüido ou pastoso produzido no decorrer de operações pirometalúrgicas, geralmente contendo sílica, que se torna sólido à temperatura ambiente.

    ESCORREGAMENTO
    Consiste no movimento rápido de massas de solo ou rocha, geralmente bem definidas quanto ao seu volume, cujo centro de gravidade se desloca para baixo e para fora de um talude natural ou de escavação (corte ou aterro), ao longo de uma ou mais superfícies de ruptura. Podem ser rotacionais ou translacionais. Diferencia-se do rastejo por apresentar geralmente superfície de ruptura definida, mais profunda, e maior velocidade de deslocamento. (Vide deslizamento).

    ESCORREGAMENTO ROTACIONAL
    Escorre-gamento que apresenta a superfície de ruptura de forma curva, podendo ser de talude, quando a superfície de ruptura se desenvolve totalmente acima do sopé do talude, e de base, quando a superfície de ruptura passa abaixo do sopé do talude, sendo que nestas situações a parte inferior do talude é soerguida.

    ESCORREGAMENTO TRANSLACIONAL
    Escorre-gamento que apresenta a superfície de ruptura plana. Pode ser classificado como: de rocha, de solo, de rocha e de solo, e remontante.

    ESCUDO (Geologia)
    Área de exposição de rochas do embasamento cristalino em regiões cratônicas, comumente com superfície convexa, cercada por plataformas cobertas por seqüências sedimentares. Áreas pré-paleozóicas continentais, ao redor das quais se depositam rochas sedimentares mais novas. Comportam-se como massas rígidas que não sofrem dobramentos orogenéticos posteriores. Não são restos da primitiva crosta terrestre mas sim originados por processos orogenéticos antiqüíssimos. Existe correspondência entre escudo e cráton continental. I: Shield.

    ESFALERITA
    Ver blenda.

    ESFENO
    Ver titanita.

    ESFORÇO
    Em um corpo sólido, é a força por unidade de área que atua em determinada superfície dele. Está representado, em um ponto, por nove componentes, três normais e seis cisalhantes, em relação à superfície referida. Sin.- Tensão. I: Stress.

    ESGOTO
    Refugo líqüido que deve ser conduzido a um destino final.

    ESGOTO DOMÉSTICO
    Efluente líqüido referente ao uso doméstico da água. Pode ser resultante das águas cloacais e das águas resultantes de outros usos, tais como banho, preparo de alimentos e lavagens.

    ESGOTO SANITÁRIO
    Efluente líqüido formado pela reunião de despejos de diversas origens, entre elas esgoto doméstico, esgoto de estabelecimentos comerciais e institucionais, despejos industriais, efluentes agrícolas, etc.

    ESMERALDA
    Uma das gemas mais valiosas, que é uma variedade de berilo- Be3Al2(Si6018) - transparente, de coloração verde intensa.

    ESMERIL
    Denominação aplicada ao córindon granular e de coloração negra, intimamente misturado com magnetita, espinélio, granada e hematita, sendo utilizado como abrasivo.

    ESPÉCIE (Biologia)
    Unidade básica de classificação dos seres vivos. Designa populações de seres com características genéticas comuns, que em condições naturais reproduzem-se gerando descendentes férteis e viáveis. Embora possa haver grande variação morfológica entre os indivíduos de uma mesma espécie, em geral, as características externas de uma espécie são razoavelmente constantes, permitindo que as espécies possam ser reconhecidas e diferenciadas uma das outras por sua morfologia.

    ESPÉCIE AMEAÇADA
    Espécie animal ou vegetal que se encontra em perigo de extinção, sendo sua sobrevivência incerta, caso os fatores que causam essa ameaça continuem atuando.

    ESPÉCIE ENDÊMICA
    Espécie animal ou vegetal que ocorre somente em uma determinada área ou região geográfica.

    ESPÉCIE EXÓTICA (Biologia)
    Espécie presente em uma determinada área geográfica da qual não é originária.

    ESPÉCIE NATIVA
    Espécie vegetal ou animal que, suposta ou comprovadamente, é originária da área geográfica em que atualmente ocorre.

    ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO
    Domínio dos comprimentos de onda ou de freqüências de ondas eletromagnéticas, que vão das ondas radioelétricas, as mais longas, até os raios cósmicos, os mais curtos.

    ESPECTRO VISÍVEL
    Luz que os olhos podem discernir, sem a utilização de equipamentos especiais. Representa apenas uma pequena porção do espectro eletromagnético e cujo comprimento se estende de aproximadamente 0,4 mm até aproximadamente 0,7mm.

    ESPECTROGRAFIA
    Conjunto de técnicas de análise baseadas na obtenção e estudo de fotografias dos espectros de emissão de substâncias.

    ESPECTROMETRIA
    Técnica de análise qualitativa e quantitativa baseada na obtenção e estudo do espectro de emissão de substâncias.

    ESPECTRÔMETRO DE MASSA
    Instrumento sofisticado que permite a análise de isótopos, utilizando a ação combinada de campos elétrico e magnético em vácuo. Utilizado em análises geocronológicas. .Atualmente, é acoplado a fontes de íons, lazer e microscópio eletrônico.

    ESPELEOLOGIA
    Setor da geologia física que trata das cavernas.

    ESPELHO DE FALHA
    Plano ou superfície entre blocos de falha. Contém geralmente estrias e caneluras paralelas à direção do movimento relativo dos blocos, e ressaltos transversais perpendiculares ao mesmo. Sin: Espelho tectônico.

    ESPESSAMENTO
    Operação de separação sólido/líqüido, baseada no fenômeno de sedimentação, usualmente empregada para : recuperação de água de polpas; preparação de rejeito para descarte, preparação de polpas para operações subsequentes, separação de constituintes dissolvidos de resíduos lixiviados. Essa operação envolve fenômenos de transporte e físico-químicos de interfaces.

    ESPESSANTE
    Substância capaz de aumentar, nos alimentos, a viscosidade de soluções, emulsões e suspensões.

    ESPÍCULA
    Objeto acicular ou ramificado, comumente silicoso ou de natureza calcária, contido no tecido de certos invertebrados, como esponjas, radiolários etc.

    ESPIGÃO
    Estrutura destinada a proteção costeira, baixa ou estreita, e construída de diversos tipos de materiais, como blocos de rochas, concreto, etc, disposta, de uma maneira geral, perpendicularmente à linha de praia. Objetiva reter os materiais de deriva litorânea ou a retardar a erosão praial.

    ESPINÉLIO
    Grupo de minerais isoestruturados, com cristais isométricos, hexaoctaédricos, de hábito octaédrico. A fórmula AB2O4, comporta na posição A, magnésio, ferro ferroso, zinco e manganês, e na posição B, alumínio, ferro férrico e cromo. Compreendem o espinélio, a hercinita, a gahnita, a galaxita, a magnésioferrita, a magnetita, a franklinita, a jacobsita, a magnésio-cromita e a cromita.

    ESPONJAS
    Grande grupo de animais aquáticos, sésseis, fixados a um substrato sólido na água doce ou salgada, e cujos flagelos produzem uma corrente de água através do corpo, de onde filtram partículas de material orgânico para sua alimentação. Uma única esponja consiste de muitas células, unidas em agregados muito frouxos, não permitindo a formação de tecidos verdadeiros, sendo as esponjas consideradas pouco mais que colônias integradas de células individuais.

    ESQUISTOSSOMOSE
    Doença parasitária e endêmica em boa parte do Brasil. O agente etiológico é o Schistosoma mansoni, parasita trematódeo, da família Schistosomatidae. O modo de transmissão processa-se quando os ovos do Schistosoma mansoni são eliminados pelas fezes do hospedeiro infectado (homem). Na água, eclodem, liberando uma larva ciliada denominada miracídio, a qual infecta caramujos do gênero Biomphalaria. Após 4 ou 6 semanas abandonam o caramujo na forma de cercária, ficando livres nas águas naturais. O contato humano com as águas infectadas pelas cercárias é a maneira pela qual o indivíduo adquire a esquistossomose. As cercárias atravessam a pele e penetram na corrente sangüínea.

    ESTABILIDADE
    Caracteriza a variação com o tempo da tolerância dentro da qual qualquer medida da variável, dada por um determinado instrumento, se correlacionará com o valor atual da variação.

    ESTABILIDADE DE ENCOSTA OU TALUDE
    Característica intrínseca de um solo ou talude, ou obtida por um conjunto de medidas adotadas para manter ou melhorar as suas características geotécnicas. É dado pela relação entre o ângulo de talude com a horizontal e o ângulo de atrito interno do material no estado solto ou desagregado.

    ESTABILIZAÇÃO
    Tratamento físico-químico ou mecânico de um solo ou talude, executado com o objetivo de garantir ou melhorar sua estabilidade.

    ESTACA
    Pedaço de caule, ramo ou raiz destinado à propagação vegetativa de plantas.

    ESTAÇÃO CHUVOSA
    Termo utilizado nas baixas latitudes para designar a estação das grandes chuvas, que é precedida e seguida de estação seca.

    ESTAÇÃO DE TRATAMENTO
    Conjunto de instalações e equipamentos destinados a realizar o tratamento da água bruta ou o tratamento do esgoto sanitário em que o efluente sanitário passa por equipamentos e instalações como grade, caixa de areia, decantador primário, lodos ativados e/ou filtros biológicos, decantador secundário e secagem da lama proveniente dos decantadores.

    ESTAÇÃO ECOLÓGICA
    Área representativa de um ecossistema destinada à realização de pesquisas básicas e aplicadas de ecologia, à proteção do ambiente natural e ao desenvolvimento da educação conservacionista.

    ESTAÇÃO ELEVATÓRIA
    Conjunto de bombas e demais acessórios que possibilitam a elevação da cota piezométrica da água transportada nos serviços de abastecimento público.

    ESTALACTITE
    Feição originada a partir do teto de uma caverna, com as mais diferentes formas, como resultado da precipitação de bicarbonato de cálcio dissolvido na água. Quando se desenvolve à partir do piso da caverna, devido à queda de gotas de água é denominada estalagmite.

    ESTAQUIA
    Método de propagação vegetativa que consiste na colocação de pedaços de caules, ramos ou raízes em meio adequado ao enraizamento e brotação, para a obtenção de novas plantas.

    ESTÉRIL
    Refere-se a minérios com pouco ou nenhum mineral útil. Refere-se também aos minerais acompanhantes de minério, que não tem aplicação econômica. Sin: Ganga.

    ESTERILIZAÇÃO
    Processo que leva a destruição de todos os organismos vivos, presentes em um determinado material. Usualmente a esterilização é feita com o uso do calor, quando se exige que o material permaneça pelo menos 30 minutos a uma temperatura de 1700C. Para a esterilização da água também são utilizados processos químicos (cloro) ou físicos, através dos raios ultravioletas.

    ESTERÓIDES
    Denominação aplicada a qualquer elemento do grupo dos lipídios derivados de um composto saturado designado ciclopentanoperhidrofenantreno, que são moléculas construídas em torno de um esqueleto de 17 átomos de carbono consistindo de quatro anéis de hidrocarbonetos fundidos. Vários hormônios humanos são esteróides, como por exemplo a testosterona e o estrogênio.

    ESTILO ESTRUTURAL
    Conceito sintetizado na geologia do petróleo por Harding e Ljowell (l979), refere-se à assembléia de elementos estruturais presentes em uma determinada área, levando em conta seu arranjo espacial e sua gênese comum (associados a uma mesma fase tectônica).

    ESTIRAMENTO CRUSTAL
    Diz-se da deformação experimentada pela crosta quando submetida a um campo de esforços distensional. I: Stretching.

    ESTRATIFICAÇÃO
    Estrutura de rocha produzida pela deposição de sedimentos em camadas (estratos), lâminas, lentes e outras unidades essencialmente tabulares. Sin: Acamamento.

    ESTRATIFICAÇÃO CRUZADA
    Arranjo de camadas depositadas em um ou mais ângulos em relação ao mergulho original da formação.

    ESTRATIFICAÇÃO FLASER
    Marcas onduladas que apresentam laminações cruzadas com a preservação de finas películas de argila nas calhas e mais raramente nas cristas.

    ESTRATIFICAÇÃO LENTICULAR
    Estratificação constituída por pequenas lentes de areia ou de silte, comumente alinhadas e com laminação cruzada interna.

    ESTRATIFICADA (ROCHA)
    Rocha em que seus componentes dispõem-se em estratos ou camadas devido a diferenças de textura, cor, resistência, composição, etc., sendo uma característica das rochas sedimentares e também de algumas rochas metamórficas.

    ESTRATIGRAFIA
    Ramo da geologia que estuda a sucessão original e a idade das seqüências das camadas. Procura investigar as condições da sua formação assim como as suas formas, distribuição, composição litológica, conteúdo paleontológico, propriedades geofísicas e geoquímicas e visa correlacionar os diferentes estratos, principalmente por meio do seu conteúdo fossilífero. Não ocorrendo fósseis adequados, usam-se métodos petrográficos - litoestratigrafia.

    ESTRATIGRAFIA DE SEQÜÊNCIAS
    Estudo das relações de rochas sedimentares dentro de um arcabouço cronoestratigráfico de estratos relacionados geneticamente, o qual é limitado por superfícies de erosão, não-deposição, ou por suas concordâncias relativas. A unidade fundamental é a seqüência.

    ESTRATO
    (1) (estratigrafia): Camada de rocha ou sedimento com 1cm ou mais de espessura, e que se distingue de outros situados imediatamente acima ou baixo por mudanças na litologia ou por quebra física de continuidade (Sin.: camada, leito). (2) (vegetação): Cada andar de uma comunidade vegetal. Cada estrato é composto por plantas que tem alturas semelhantes. Sob o ponto de vista ecológico divide-se em estratos arbóreo, arbustivo, sub-arbustivo e rasteiro ou herbáceo.

    ESTRATOSFERA
    Segunda camada da atmosfera e que se estende desde a tropopausa até a estratopausa, cerca de 50 km acima do solo. Ao contrário do que acontece na troposfera, na estratosfera a temperatura geralmente aumenta com a altitude. Como a densidade do ar é muito menor, até mesmo uma absorção pequena de radiação solar pelos constituintes atmosféricos, notadamente o ozônio atmosférico, produz um grande aumento de temperatura. A estratosfera contém grande parte do total do ozônio atmosférico, e sua concentração máxima ocorre em torno de 25 km acima da superfície terrestre. Diferentemente da troposfera, a estratosfera contém pouco ou nenhum vapor d’água. Mudanças sazonais marcantes são características da estratosfera e, geralmente, acredita-se que os eventos na estratosfera estejam ligados às mudanças de temperatura e de circulação na troposfera.

    ESTREITO
    Canal de pequena largura, até poucas centenas de metros, que liga dois corpos de água de dimensões maiores.

    ESTRIA DE ATRITO
    Feição de espelho de falha decorrente do atrito entre superfícies irregu-lares dos blocos de falha, constituído de arranhaduras induzidas por grãos minerais mais resistentes. As estrias são paralelas ao deslocamento e suas terminações permitem inferir o sentido do movimento relativo entre blocos.

    ESTRIA GLACIAL
    Sulco ou arranhadura produzido numa superfície rochosa por material transportado por geleiras.

    ESTROMATÓLITO
    Massa compacta constituída por lâminas concêntricas, com concavidade voltada para cima, de natureza calcária, e, interpretada como estrutura resultante da atividade de algas verdes e azuis. O estromatólito esferoidal, com estrutura concêntrica, e primariamente solto, isto é, não fixado a um substrato, é denominado oncólito. Os estromatólitos fósseis são uns dos primeiros sinais de vida do planeta.

    ESTRUTURA
    A maneira em que uma rocha, um maciço rochoso, ou uma região inteira é constituída de suas partes componentes, isto é, a forma e relações mútuas entre as partes de uma rocha, um maciço, etc. Termo que se refere à maneira particular pela qual as diferentes partes macroscópicas de uma rocha se dispõem. São feições de grande escala, geralmente reconhecíveis no campo e adquiridas pela rocha após sua formação. Ex: dobras, fissuras, falhas, etc.

    ESTRUTURA ATECTÔNICA
    Estrutura desenvolvida especialmente em rochas sedimentares, sem o envolvimento da tectônica ou diastrofismo.

    ESTRUTURA COLUNAR (ing. mullion structure) (Geologia)
    Estrutura comum em muitas rochas extrusivas e intrusivas, desenvolvida por contração durante o seu resfriamento, consistindo na formação de colunas prismáticas normais à superfície de resfriamento.

    ESTRUTURA DEFORMACIONAL (Geologia)
    Estrutura produzida logo após a deposição, antes da consolidação, principalmente por escorregamento e escape de gases.

    ESTRUTURA DO SOLO
    Agregação de partículas primárias do solo em unidades compostas ou agrupamento de partículas primárias, que são separadas de agregados adjacentes por superfícies de fraca resistência. São classificadas quanto a sua forma, tamanho e grau de distinção, respectivamente em: tipo, classe e grau.

    ESTRUTURA EM FLOR
    Arranjo de falhas que apresentam os traços de seus planos curvos e convergentes em profundidade (vista em perfil). Característica de zonas de falhas transcorrentes, transtensivas (flor negativa) ou transpressivas (flor positiva).

    ESTRUTURA FLASER (Geologia Estrutural)
    Estrutura caracterizada por pequenas lentes de areia fina ou silte, comumente alinhadas e, em geral com laminação cruzada, requerendo para sua ocorrência, da disponibilidade de areia fina e argila, bem como atividade de correntes com pausas periódicas, como nas planícies dominadas por marés.

    ESTRUTURA GEOPETAL (Geologia Estrutural)
    Denominação utilizada para indicar qualquer feição interna de uma rocha sedimentar que leve a indicar a posição original de deposição.

    ESTRUTURA GRANULAR (Pedologia)
    Estrutura em que as partículas do solo encontram-se arranjadas em torno de um ponto, diferindo da estrutura em blocos, devido ao fato de suas unidades estruturais arredondadas, não apresentarem faces de contato. Estrutura esferoidal.

    ESTRUTURA PRIMÁRIA
    Estrutura de uma rocha sedimentar que é dependente das condições de deposição, especialmente as velocidades de correntes e a razão de sedimentação. Feições estruturais que são contemporâneas ao primeiro estágio da formação de uma rocha. Foliação ou bandeamento que se desenvolve numa rocha plutônica, enquanto procede a consolidação do magma.

    ESTRUTURA XISTOSA
    Estrutura própria das rochas metamórficas, caracterizada pela orientação mais ou menos paralela dos componentes minerais lamelares (mica, clorita) e prismáticos (anfibólio, etc.).

    ESTRUTURAÇÃO (DE ROCHAS E SOLOS)
    Arranjo das partículas do solo ou dos minerais de uma rocha, em agregados, sob diferentes formas, tamanhos e grau de desenvolvimento. Resultam várias disposições ou configurações, cada qual com seu nome característico. Exs: xistosidade, estrutura fluidal, estrutura unigranular de solo, etc.

    ESTUÁRIO
    Corpo aquoso litorâneo que apresenta circulação mais ou menos restrita, porém ainda mantendo-se ligado ao oceano aberto. Muitos estuários correspondem a desembocaduras fluviais afogadas, sendo que outros são apenas canais que drenam zonas pantanosos costeiras. Com base no processo físico dominante pode ser de dois tipos principais: estuários dominados por ondas, também chamados de deltas e estuários dominados por marés, onde se formam os depósitos estuarinos propriamente ditos e onde a dinâmica da corrente fluvial predomina sobre a marinha e, consequentemente, sobre os processos deposicionais associados. Os estuários são ambientes de transição entre os ecossistemas terrestres e os marinhos.

    ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL - EIA
    Estudos sobre alterações e impactos ambientais decorrentes de intervenções humanas. A elaboração de EIA é obrigatória, na implantação, operação ou ampliação de projetos e obras de engenharia capazes de causar significativas modificações no meio ambiente, como: estradas de rodagem, portos, aeroportos, dutovias, linhas de transmissão, barragens, canais, mineração, aterros sanitários, usinas de geração de eletricidade, distritos industriais, exploração de madeira, atividades que utilizam carvão vegetal ou equivalente, projetos urbanísticos e agrope-cuários. (Resolução 01:86 do CONAMA incluída na Constituição Federal de 1988).

    ESTUDO GEOTÉCNICO
    Conjunto de estudos que tem por objetivo as investigações das propriedades geotécnicas dos terrenos, visando a definição das diferentes aptidões para a ocupação.

    ESTUDO HIDROGEOLÓGICO
    Aplicação de técnicas que procuram definir as características dos potenciais hídricos, tanto superficiais como subterrâneos, com o intuito de orientar o melhor sistema de exploração destes recursos.

    ETA
    Estação de tratamento de água.

    ETANOL
    Substância pertencente à classe dos álcoois, solúvel em água em qualquer proporção, devido ao fato de apresentar uma parte polar que estabelece pontes de hidrogênio com a água.

    ETE
    Estação de tratamento de esgotos.

    EUÉDRICO (MINERAL)
    Mineral de contornos regulares, que apresenta suas faces totalmente desenvolvidas. Sins: Euedral; Idiomórfico.

    EUFÓTICA
    Lâmina de água que alcança até 80m de profundidade, e que recebe a luz solar em quantidade suficiente para permitir a fotossíntese. Ver também zona eufótica.

    EUSTASIA
    Variação do nível do mar motivada por causas diversas, independentes de movimentos tectônicos. Movimento eustático positivo é a acensão do nível do mar motivado, por ex., por aumento do volume total dos mares devido ao degelo em grande escala ou ao acúmulo de sedimentos marinhos. Movimento eustático negativo é o abaixamento do nível do mar provocado, por ex., pela retenção da água sob forma de gelo continental, originando regressões. I: Eustasy.

    EUTROFÉRRICO
    Solo que apresenta saturação por bases alta (V maior ou igual a 50%) e com teores de Fe2O3 (obtidos através de H2SO4) compreendidos entre 18% e menos de 36% na maior parte dos primeiros 100cm do horizonte B, inclusive BA.

    EUTROFICAÇÃO OU EUTROFIZAÇÃO
    Aumento da concentração de nutrientes em águas naturais, doce ou salgada, decorrentes de um processo de intensificação do fornecimento de nutrientes, principalmente nitratos e fosfatos, o que acelera o crescimento de algas e outros vegetais, e a deterioração da qualidade das águas. Embora seja um processo natural de maturação de uma massa d’ água, pode ser causado ou intensificado pela ação humana pelo lançamento de esgotos e outros efluentes, lixiviação de fertilizantes do solo, etc. É um dos principais problemas enfrentados no gerenciamento de recursos hídricos.

    EUTRÓFICO
    Solo que apresenta em uma seção de controle de 1m de profundidade, contado a partir dos 25cm superficiais, ou menos quando ocorrer contato lítico ou litóide antes dos 125cm, e saturação por bases com valor V igual ou superior a 50%, determinada a pH 7,0. Solo bastante fértil (alta saturação por bases).

    EUXÍNICO
    Ambiente marinho ou lacustre, no qual a presença de H2 S incorporado à água inibe a vida.

    EVAPORAÇÃO
    Processo pelo qual a água passa do estado líquido para o estado gasoso. É a taxa de transferência para a atmosfera da fase líquida para a fase vapor da água contida em reservatórios livres (oceanos, lagos, rios, etc.); da água contida no solo; e por evapotranspiração.

    EVAPORITO
    Depósitos salinos cuja origem se relaciona à precipitação e cristalização direta a partir de soluções concentradas. Os evaporitos principais são: gipsita, anidrita, halita, carnalita, silvita, e, às vezes, calcita e dolomita.

    EVAPOTRANSPIRAÇÃO
    Processo de transferência de água para a atmosfera, por evaporação do solo e de superfícies livres e pela transpiração dos vegetais.

    EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL
    (1) Quantidade máxima de água capaz de ser evaporada, num dado clima de uma cobertura vegetal contínua e bem alimentada em água. Inclui, portanto, a evaporação do solo e a transpiração da vegetação, numa região especificada, num determinado intervalo de tempo, sendo expressa em altura de água.

    EVENTO (Tectônica)
    Qualquer atividade de natureza tectônica, magmática ou metamórfica que ocorreu ao longo do desenvolvimento de um processo geossinclinal ou plataformal, detectada através de determinações geocronológicas.

    EVENTO PERIGOSO (“HAZARD”)
    Ação externa que está exposto sujeito ou sistema representando um perigo latente que está associado a um fenômeno físico de origem natural, ou provocado pelo homem, que se manifesta em um lugar específico em tempo determinado, produzindo efeitos adversos nas pessoas, nos bens e:ou no meio ambiente.

    EXÓGENO
    Fenômenos geológicos provocados por agentes externos (energia do sol, águas pluviais, etc.), formando-se assim um ciclo de decomposição, denudação e sedimentação.

    EXORREICO
    Que drena para o mar.

    EXPANSÃO DE SOLO OU ROCHA
    Denomina-se expansão ou inchamento de um solo ou uma rocha toda a evolução acompanhada de aumento de volume em presença de água. A capacidade ou potencialidade à expansão é denominada de expansibilidade.

    EXPLOTAÇÃO
    Ver lavra.

    EXSOLUÇÃO (Mineralogia)
    Processo pelo qual uma solução sólida inicialmente homogênea se separa em duas, ou possivelmente em mais, fases cristalinas diferentes, sem que o sistema tenha sofrido adição ou remoção de material.

    EXTRAÇÃO MINERAL
    Pode ser definida como um esforço, com risco de capital, para se descobrir e aproveitar, com lucro, um recurso natural, geralmente difícil de ser encontrado e de natureza não renovável. Os trabalhos e as investigações necessárias à descoberta e a caracterização de um novo depósito mineral, assim como a lavra do minério e suas implicações ambientais, são atividades que fazem uso da geologia como ferramenta para a otimização do lucro e aumento da efetividade.

    EXTRUSIVA (ROCHA)
    O mesmo que efusiva. Vide também vulcânica (rocha).

    EXUTÓRIO
    Ponto mais baixo, no limite de um sistema de drenagem.