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       Serviço Geológico do Paraná

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    Aqui você encontra os últimos termos que foram incluídos em nosso glossário. Para ler mais, consulte o índice.

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    Glossário de termos geológicos

    FÁBRICA (Sedimentologia)
    Feição da rocha dependente da forma, do tamanho relativo e do arranjo dos componentes, isto é, do conjunto, da textura e da estrutura da rocha. . I.: fabric.

    FÁCIES
    Termo que significa aspecto geral de uma rocha, no que se refere ao seu aspecto litológico, biológico, estrutural, e mesmo metamórfico, bem com aspectos que refletem o ambiente no qual a rocha foi formada.

    FÁCIES LÊNTICAS (Ecologia)
    Denominação aplicada as águas doces estagnadas ou sem movimento.

    FÁCIES LÓTICAS (Ecologia)
    Denominação aplicada as águas doces que se movimentam constantemente, conhecidas também como água corrente.

    FÁCIES METAMÓRFICA
    Conceito que designa um grupo de rochas caracterizadas por apresentar um conjunto definido de minerais formados em condições metamórficas particulares.

    FÁCIES SEDIMENTAR
    Conjunto de todas as características litológicas e paleontológicas de uma rocha sedimentar, do qual se pode inferir sua origem e seu ambiente de formação.

    FACÓLITO
    Corpo magmático intrusivo que possui forma convexo - côncava . Mostra em seção um aspecto que lembra uma foice, estando localizado geralmente na parte superior das anticlinais.

    FAISCAÇÃO
    Trabalho individual em que são utilizados instrumentos rudimentares, aparelhos manuais ou máquinas simples e portáteis, para a extração de metais nobres nativos em depósitos eluvionares ou aluvionares, fluviais ou marinhos.

    FAIXA MÓVEL
    Região crustal, em geral estreita e alongada, caracterizada por ser ou ter sido sede de intensa atividade tectônica associada geralmente a magmatismo e metamorfismo regional.

    FALÉSIA
    Escarpa com declividades muito acentuadas e alturas variadas, localizada na linha de contato entre a terra e o mar.

    FALHA
    Uma fratura ou uma zona fraturada ao longo da qual houve deslocamento reconhecível, desde alguns centímetros até quilômetros. As paredes são normalmente estriadas e polidas (espelho de falha), resultado dos deslocamentos cisalhantes. Freqüentemente a rocha em ambos os lados de uma falha apresenta-se cisalhada, alterada ou intemperizada, resultando em preenchimentos. A espessura de uma falha pode variar de alguns milímetros até dezenas ou centenas de metros. Caracteriza-se por possuir linha de falha, plano de falha e rejeito. I: fault.

    FALHA ANTITÉTICA
    a) termo originalmente definido por Closs (1928) para descrever falha que mergulha na direção oposta à do mergulho dos horizontes por ela deslocados. b) subsidiária a uma falha principal. c) formada sob o mesmo campo de tensões que gerou a falha principal a que está associada.d) seu traço orienta-se a alto ângulo em relação à zona de deformação transcorrente em que se insere, e tem o sentido de deslocamento oposto ao do binário de cisalhamento fundamental. e) seu plano mergulha na direção oposta à do mergulho da falha normal principal da fossa. f) seu plano mergulha na direção oposta à direção do mergulho regional do embasamento do gráben em que ela ocorre.

    FALHA DE CAVALGAMENTO
    O mesmo que falha de empurrão.

    FALHA DE CRESCIMENTO
    Falhamento que se forma simultaneamente à deposição, de tal forma que o rejeito aumenta com a profundidade e os estratos no bloco abatido são mais espessos que seus correspondentes no bloco alto.

    FALHA DE EMPURRÃO
    Tipo de falha inversa em que o plano de falhamento faz um ângulo pequeno com relação à horizontal e a parte de cima do bloco falhado move-se sobre a parte inferior. Falha do tipo “thrust” ou de cavalgamento, em que o teto cavalga sobre o muro, caracterizada por um mergulho suave e por um deslocamento horizontal bastante grande, podendo atingir dezenas de quilômetros.

    FALHA DE GRAVIDADE
    Falha na qual as rochas da lapa foram abatidas em relação as rochas da capa. O mesmo que falha normal.

    FALHA INVERSA
    Falha ao longo da qual as rochas de capa foram soerguidas em relação às rochas de lapa. Encontra-se geralmente em regiões em que a crosta terrestre sofreu esforços horizontais de compressão.

    FALHA LÍSTRICA
    Falhamento de superfície curva, em geral com a concavidade voltada para cima, que se horizontaliza com a profundidade. O termo diz respeito somente à geometria da superfície da falha, que pode caracterizar-se tanto pela separação normal como reversa.

    FALHA NORMAL
    Falha onde as rochas da capa foram abatidas em relação às rochas de lapa. Associa-se geralmente a esforços de distenção da crosta terrestre. O mesmo que falha de gravidade. I: Normal Fault, Gravity Fault.

    FALHA P
    Uma das falhas que se desenvolvem ao longo de zonas transcorrentes sob regime de cisalhamento simples, com o mesmo sentido de deslocamento que as transcorrentes sintéticas do sistema e orientando-se a um ângulo baixo em relação ao binário de cisalhamento. Sin.: Transcorrente Sintética Secundária.

    FALHA REVERSA
    Feição estrutural de ruptura em que o teto subiu em relação ao muro, segundo um plano com mergulho superior a 45o. Quando o ângulo é inferior a 45o, a falha é dita de empurrão (I: Thrust Fault); genericamente, o termo pode ser aplicado a falhas com qualquer ângulo de mergulho, naquelas condições. Segundo Anderson (1951), a falha reversa origina-se sob condições em que o máximo esforçocompressivo (s1) é horizontal e o mínimo (s3) é vertical. Sin.: Falha inversa, falha de empurrão. I: Reverse Fault.

    FALHA TRANSCORRENTE
    Falha em que o movimento preferencial ocorreu paralelamente à direção de seu plano, e cujos campos de tensões apresentam os tensores compressivo e extensional horizontais ou próximos da horizontal.

    FALHA TRANSFERENTE
    Tipo particular de falha transcorrente de domínio continental que ocorre transversalmente a uma determinada zona de deformação compressional ou distensional, acomodando taxas ou quantidades de deformação diferenciais entre dois domínios adjacentes. Caracteriza-se por movimento direcional ou oblíquo (normal:reversa + direcional) (vide observação em Transformante) I: Tear Fault (termo original, definido para domínios compressivos), Transfer Fault (empregado em domínios distensivos).

    FALHA TRANSFORMANTE
    Tipo particular de falha transferente que se desenvolve para acomodar a movimentação divergente das dorsais meso-oceânicas. O deslocamento ao longo da falha acompanha o deslocamento das placas oceânicas.

    FALHAMENTO
    Processo de desenvolvimento de falhas. Esse processo pode envolver a formação de fratura e subseqüente desloca-mento ou pode consistir em movimento ao longo de fraturas pré-existentes.

    FANERÍTICA
    Rocha cujos elementos são reconhecíveis a olho nu (normalmente superiore a 0,2 mm). (Vide afanítica).

    FANGLOMERADO
    Brecha que apresenta alguns componentes arredondados, e depositados nas partes superiores dos cones aluviais das regiões semi-áridas.

    FATIA DE FALHA
    Denominação genérica aplicada a blocos de rocha que foram aprisionados entre as paredes da falha. A denominação horse é utilizada quando a falha aprisionante é de gravidade. Estrangulamento.

    FATORES CLIMÁTICOS
    Condições físicas ou geográficas que condicionam o clima interagindo nas condições atmosféricas, tais como a latitude, altitude, as correntes marítimas, a distribuição das terras e mares, a topografia, a cobertura vegetal etc.

    FAUNA
    Conjunto dos animais que vivem em um determinado ambiente, região ou época.

    FEBRE PARATIFÓIDE
    Infecção bacteriana que se caracteriza por febre contínua, eventual aparecimento de manchas róseas no tronco e comumente diarréia. Embora semelhante à febre tifóide, sua letalidade é muito mais baixa.

    FEBRE TIFÓIDE
    Doença infecciosa caracterizada por febre contínua, mal-estar, manchas rosadas no tronco, tosse seca, prisão de ventre mais freqüente do que diarréia e comprometimento dos tecidos linfóides. O agente etiológico é a bactéria Salmonella typhi. É uma doença de veiculação hídrica, cuja transmissão se dá através da ingestão de água e moluscos contaminados, assim como do leite ederivados, principais alimentos responsáveis pela sua transmissão.

    FELDSPATÓIDES
    Grupo de aluminossilicatos tridimensionais de potássio, sódio e cálcio, com quantidades subordinadas de outros elementos químicos. Semelhantes aos feldspatos, diferenciam-se desses, quimicamente, pelo fato de apresentarem uma menor quantidade de sílica.

    FELDSPATOS
    Um dos grupos minerais mais importantes, que cristalizam nos sistemas monoclínico ou triclínico, e constituídos por silicatos de alumínio com potássio, sódio e cálcio e, raramente bário, e em menor extensão o ferro, o chumbo, o rubídio e o césio. São aluminossilicatos que resultam da substituição parcial do silício pelo alumínio na estrutura dos tectossilicatos. Formam três grupos principais: os feldspatos potássicos, os feldspatos calco - sódicos e os feldspatos báricos, todos com essencialmente a mesma estrutura. Os feldspatos comuns podem ser considerados como soluções sólidas dos três componentes: ortoclásio, albita e anortita.

    FÉLSICO
    Denominação aplicada a minerais, magmas e rochas que contêm porcentagens relativamente baixas em elementos pesados e, consequentemente, mostram- se enriquecidos em elementos leves tais como silício, oxigênio, alumínio e potássio. Os minerais félsicos são comumente claros e possuem pêso específico inferior a 3, sendo os mais comuns o quartzo, a muscovita e o ortoclásio.

    FENOCRISTAL
    São os cristais que se destacam pelo seu grande tamanho em relação aos demais constituintes de uma rocha ígnea.

    FENÓIS
    Compostos orgânicos que contém um grupo hidróxi (- OH) ligado diretamente a um átomo de carbono em um anel de benzeno. Ao contrário dos álcoois normais, os fenóis são ácidos devido à influência dos anéis aromáticos.

    FENÓTIPO
    Termo que indica a aparência externa do indivíduo, o seu aspecto próprio, podendo ser ou não transmissível.

    FERMENTAÇÃO
    Forma de respiração anaeróbica, em ausência de O2 que ocorre em certos microrganismos, compreendendo uma série de reações bioquímicas através das quais o açucar é convertido em etanol e dióxido de carbono. A fermentação também ocorre em células animais em condições especiais, como por exemplo a fermentação lática em células musculares.

    FERRO FÉRRICO
    Ferro que se apresenta no estado trivalente (Fe+3).

    FERRO FERROSO
    Ferro que se apresenta no estado bivalente (Fe+2).

    FERROMAGNESIANO
    Diz-se dos minerais de cor escura, constituintes das rochas, que contém ferro e magnésio em suas moléculas. Sin: Máfico.

    FERTILIDADE DO SOLO
    Capacidade de produção do solo devido à disponibilidade equilibrada de elementos químicos como potássio, sódio, ferro, magnésio e da conjunção de fatores como: água, luz, ar, temperatura e estrutura física da terra.

    FERTILIZANTE
    Substância natural ou artificial que contém elementos químicos e propriedades físicas que aumentam o crescimento e a produtividade dos vegetais, melhorando a fertilidade natural do solo ou devolvendo os elementos que foram retirados do solo pela erosão ou por culturas anteriores. Os principais fertilizantes são os compostos de nitrogênio, fósforo e potássio, e a cal para ajustar a acidez do solo. Sin.: adubo.

    FILÃO
    Zona de fissuras aproximadamente paralelas, espaçadas, e preenchidas por minério e rocha parcialmente substituída.

    FILITO
    Rocha metamórfica de granulação muito fina, intermediária entre o micaxisto e a ardósia, constituída de minerais micáceos, clorita e quartzo, apresentando forte foliação. Tem comumente aspecto sedoso devido a sericita. Origina-se por metaforfismo dinâmico e recristalização de material argiloso.

    FILLER
    Ver pó de pedra.

    FILO
    Categoria taxionômica mais elevada do reino animal, e que corresponde a um grupo de animais que obedecem a um plano similar de organização, resultante de uma ascendência comum. Em Botânica, sua congênere é a divisão.

    FILONITO
    Rocha metamórfica de granulação muito fina, resultante da trituração de rochas. Produto de metamorfismo dinâmico, com reconstituição química pronunciada, em zonas de falha. Assemelha-se aos filitos.

    FILTRAÇÃO
    Processo de fazer passar um líquido através de um meio filtrante para a remoção de matéria em suspensão ou coloidal.

    FILTRO
    Meio poroso que permite a separação e a retenção de partículas sólidas ou líqüidas de um fluido.

    FILTRO MOLECULAR
    Ver filtro-membrana.

    FILTRO-MEMBRANA
    Filtro de malha rígida, de material polímero na forma de uma película, com poros de tamanho uniforme e determinados com precisão (sin.: filtro molecular.).

    FINOS
    Partículas de solo ou sedimento que passam pela peneira padrão nº 200, isto é, partículas de dimensões inferiores a 0,074 mm.

    FIORDE
    Termo norueguês aplicado a baías estreitas de um sistema montanhoso, que adentram a terra firme. As encostas são abruptas, Formadas pela ação das geleiras

    FISSÃO NUCLEAR
    Fragmentação de um núcleo atômico pesado em um núcleo de menor massa. Este processo é acompanhado de grande liberação de energia, sendo usado para a geração de energia em usinas nucleares.

    FÍSSIL (ROCHA)
    Diz-se da rocha que apresenta grande facilidade de se separar em lâminas muito pouco espessas.

    FISSILIDADE
    Propriedade das rochas de se separar facilmente ao longo de planos paralelos com pequeno espaçamento entre si.

    FISSURA
    Uma extensa rachadura, quebra ou fratura nas rochas. Uma descontinuidade do maciço rochoso.

    FITOPLÂNCTON
    Denominação utilizada para indicar organismos fotossintetizantes, de vida livre, em geral microscópicos que flutuam no corpo de águas marinhas, ou doces. O fitoplâncton é o grande responsável pela produção primária em ambiente marinho. Ver também zooplâncton.

    FLAMBAGEM
    Situação particular na deformação coaxial dúctil em que o encurtamento é paralelo à feição planar. I.: Buckling.

    FLASER
    Estrutura de uma rocha em que lentes e cristais estirados, geralmente constituídos por quartzo, muitas vezes com extinção ondulante, encontram-se separados por bandas de material que se apresenta finamente cristalizado, comumente puro. Cristais ovóides, normalmente de feldspatos ou máficos, podem ocorrer na matriz da rocha sob a forma de megacristais facoidais, em torno dos quais a foliação se acomoda.

    FLAVORIZANTE
    Substância que confere ou intensifica o sabor e o aroma dos alimentos.

    FLEXÃO
    Curvatura ou arqueamento imposto a um corpo devido à atuação de forças verticais perpendiculares ao eixo ou à superfície desse corpo. Pode ser considerada também, como causada por tração e compressão simultâneas agindo desigualmente em partes diferentes de um corpo.

    FLEXURA
    a) dobra produzida por binário de esforços aplicado em uma direção paralela a uma deflexão.b) mecanismo de compensação isostática regional pelo qual as cargas são suportadas por deflexões amplas da litosfera, em função de sua rigidez.

    FLOCULAÇÃO
    (1) Fenômeno que promove a aglomeração de partículas pequenas em flocos visando uma melhoria na eficiência do processo de decantação de efluentes líquidos. (2) (Pedologia): Precipitação da fase dispersa de um colóide, pela união de partículas individuais, formando pequenos grumos ou agregados. Utilizado comumente com referência à fração argila do solo. (3) Método destinado ao tratamento de esgotos industriais, mais precisamente a sua parte não biodegradável, através da adição de produtos químicos ao esgoto, com o intuito de provocar a formação de flocos que retém os poluentes.

    FLOGOPITA
    Mineral do grupo das micas, que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática, de composição KMg3 (AlSi3 O10), e apresentando-se normalmente em cristais prismáticos cônicos ou em placas hexagonais com lâminas flexíveis e elásticas e coloração freqüentemente parda-amarela. Contém usualmente cerca de 3% de flúor substituindo a hidroxila e algum ferro ferroso no lugar do magnésio.

    FLORA
    A totalidade das espécies vegetais que compreende a vegetação de uma determinada região, sem qualquer expressão de importância individual.

    FLORESTA
    Conjunto de comunidades vegetais constituída por espécies pertencentes a um mesmo tipo de forma de vida, dominado por fanerófitos de alto porte, e apresentando quatro estratos bem definidos: herbáceo, arbustivo, arvoreta e arbóreo.

    FLORESTA RIPÁRIA
    Floresta que orla um ou os dois lados de um curso d’água, em uma região onde a vegetação característica não é florestal.

    FLOTAÇÃO
    Processo de separação de partículas minerais que explora diferenças nas características de superfície entre as várias espécies existentes. A seletividade do processo de flotação é baseado no fato da superfície das espécies minerais poder apresentar diferentes graus de hidrofobicidade.

    FLUIDAL
    Estrutura ou textura na qual há uma orientação de minerais, vesículas, etc., numa rocha magmática, representando o fluxo da lava antes da consolidação.

    FLUIDIZAÇÃO
    Processo pelo qual um fluxo de gases, passando através de um depósito ou camada de partículas finas, misturam-se às mesmas, arrastando-as e promovendo sua fluxão como líqüido, bem como facilitando reações químicas no interior desta mistura. É um fenômeno comum em erupções vulcânicas.

    FLUORESCÊNCIA
    Propriedade apresentada por alguns minerais de se tornarem luminescentes durante a exposição à luz ultravioleta, raios-x ou raios catódicos.

    FLUORETAÇÃO
    Adição de flúor à água sob a forma de fluoretos com o intuito de prevenir a cárie dentária, à razão de 0,5mg/l a 1,0mg/l de flúor.

    FLUORITA
    Mineral que pertence à classe química dos halóides e cristaliza no sistema isométrico, classe octaédrica, possuindo hábito cúbico, mas também podendo ocorrer na forma maciça, colunar, de granulação grossa ou fina. Em geral é transparente a translúcido, com brilho vítreo e cores bastante variáveis, apresentando dureza 4 na escala de Mohs, clivagem perfeita, e composição CaF2. Utilizado na indústria química, siderurgia como fundente, e indústria do vidro.

    FLUVIAL (SEDIMENTO)
    Sedimento depositado por correntes de água doce. Caracteriza-se por uma fraca seleção granulométrica, por variação litológica rápida, desde conglomera-do até argila, estratificação irregular e arredondamento variável dos elementos constituintes. São comuns as marcas de onda.

    FLUXO D’ÁGUA
    O mesmo que percolação.

    FLUXO DE LAMA
    Fluxo de fragmentos de origens diversas, lubrificado com grande quantidade de água, e usualmente seguindo o curso principal de uma drenagem. I.: Mudflow.

    FLUXO LAMINAR
    Tipo de fluxo em que as partículas de fluido deslocam-se em camadas paralelas lisas; ou seja, as linhas de fluxo não se entrecortam. As perdas de carga são proporcionais às velocidades (linearmente); as forças de resistência principais são as viscosas. É o fluido típico das águas subterrâneas.

    FLUXO TURBULENTO
    Fluxo no qual as linhas de fluxo se cruzam de maneira confusa, através da mistura heterogênea das correntes, tanto na vertical quanto na horizontal.

    FLUXOS GRAVITACIONAIS
    Depósitos formados pelo transporte de sedimentos paralelamente ao substrato, por efeito da ação da gravidade, onde as partículas são mantidas dispersas. Existem quatro tipos de fluxos gravitacionais, diferenciados com base no modo como os grãos são sustentados: fluxo de turbidez; fluxo granular; fluxo fluidificado e fluxo de detritos.

    FLYSCH
    Potente seqüência de areia e argila interestratificadas, com os arenitos mostrando em geral base erosiva e seleção dos grãos, e as argilas encerrando uma fauna marinha. Definido pela primeira vez nos Alpes, tem sido aplicado a rochas similares dos cinturões geossinclinais de qualquer idade e de todas as partes do mundo. Na realidade, o termo tinha, inicialmente, conotação puramente litológica ou litofaciológica, sendo a conotação tectônica e estratigráfica advinda do seu crescente uso na literatura geológica, inclusive como equivalente de turbidito.

    FOLHA
    Cada um dos documentos cartografados que compõem uma carta, apresentados em separado devido à extensão da região cartografada ou devido à própria escala.

    FOLHELHO
    Rocha sedimentar laminada, de aspecto foliado, de granulação fina, na qual as superfícies de acamamento são de fácil separação. Formada pela consolidação de camadas de lama, argila ou silte. Composta principalmente de minerais argilosos, com quartzo e mica. Caracteriza-se por uma estru-tura laminar fina. I: Shale.

    FOLHELHO BETUMINOSO
    Rocha de granulação fina, normalmente laminada, contendo matéria orgânica, na qual quantidades apreciáveis de petróleo podem ser extraídas por aquecimento. A maior parte do conteúdo orgânico desses folhelhos encontra-se na forma de querogênio. I: Oil Shale.

    FOLHELHO OLEÍGENO
    Folhelho que apresenta um teor de matéria orgânica superior a 10%.

    FOLIAÇÃO (Geologia Estrutural)
    Denominação aplicada para todas as feições planares presentes nas rochas que resulta da segregação de diferentes minerais em camadas paralelas à xistosidade. É usado para designar qualquer estrutura planar de uma rocha, reconhecível a vista desarmada. Corresponde a vários tipos de estruturas tais como: xistosidade; clivagem de crenulação; bandamento composicional; clivagem de transposição e foliação milonítica.

    FOLIAÇÃO MILONÍTICA (Geologia Estrutural)
    Arranjo paralelizado de minerais e agregados minerais produzido pelo fluxo plástico durante o cisalhamento dúctil.

    FONTE
    Surgência natural de água, em superfície, a partir de uma camada aqüífera. Sins.: nascente ou olho d’água.

    FONTE ARTESIANA
    Fonte cuja água surge sob pressão, geralmente provocada por uma fissura ou outro tipo de abertura na camada confinante que recobre o aqüífero.

    FONTE MINERAL
    Fonte em que a salinidade, sem contar Ca(HCO3)2, é superior a 1 g:litro. Aqui se incluem as fontes radioativas e as medicinais.

    FONTE TERMAL
    Fonte cujas águas apresentam temperatura distintamente superior à temperatura média anual local.

    FORMAÇÃO
    Unidade litogenética fundamental na classificação local das rochas. A sua individualização é geralmente determinada por modificações litológicas, quebras na continuidade de sedimentação, ou outras evidências. A formação é uma unidade genética, que representa um intervalo de tempo e pode ser composta de materiais de fontes diversas e incluir interrupções pequenas na seqüência. I: Formation.

    FORMAÇÃO AQÜÍFERA
    O mesmo que aqüífero.

    FOSFATAÇÃO
    Reação química que permite a obtenção de éster fosfórico.

    FOSFATAGEM
    Aplicação de adubação fosfatada, geralmente a lanço (jogada) com o objetivo de aumentar o teor de fósforo disponível para as plantas no solo.

    FOSFORESCÊNCIA
    Propriedade apresentada por alguns minerais de continuarem luminescentes mesmo pós a interrupção dos raios excitantes.

    FOSFORITO
    Rocha fosfática sedimentar de natureza marinha, que apresenta mais de 10% em volume de grãos individuais de fosfato de Ca, Al ou Fe e pertencentes a série da apatita.

    FOSSA
    Estrutura constituída por um bloco da crosta terrestre afundado por falhamento, entremeando flancos que permanecem estáveis ou se ressaltaram. I: Graben.

    FOSSA OCEÂNICA
    Maior depressão da superfície terrestre, situada entre a placa subductante e a placa superior. O preenchimento sedimentar depende da velocidade de suprimento de detritos, existindo situações de fossas sem assoreamento, enquanto outras estão quase atulhadas por sedimentos hemipelágicos e depósitos de correntes de turbidez.

    FOSSA SÉPTICA
    Tanque de sedimentação e digestão, no qual se deposita o lodo constituído pelas matérias insolúveis das águas residuárias que passam pelo mesmo, sofrendo decomposição pela ação de bactérias anaeróbicas.

    FÓSSIL
    Resto ou vestígio de animal ou planta que existiram em épocas anteriores à atual. Prestam-se ao estudo da vida no passado, da paleogeografia e do paleoclima, sendo utilizados ainda na datação e correlação das camadas que os contêm.

    FÓSSIL-GUIA
    Organismo que teve larga distribuição geográfica no passado, embora tenha vivido em curtos períodos de tempo, e cujos restos não apenas se conservaram em abundância como também são fáceis de serem identificados.

    FÓSSIL-VIVO
    Denominação aplicada a certos animais e vegetais que, já desaparecidos como grupo, existem na forma de poucas espécies atuais.

    FOSSILIZAÇÃO
    Conjunto de processos, graças aos quais se conservam restos e vestígios da vida do passado sob forma de fóssil. A fossilização só se verifica em condições muito especiais, como soterramento imediato, proteção à oxidação, dissolução e intemperismo, ausência de animais necrófagos, ausência de decomposição bacteriana. Em geral só as partes resistentes dos organismos, como conchas, ossos, etc., escapam da destruição completa.

    FOTOGEOLOGIA
    Interpretação de fotografias aéreas, tendo em vista o reconhecimento da litologia, estrutura geológica, morfologia, topografia, etc. Método extremamente importante no reconhecimento de uma área.

    FOTOGRAMETRIA
    Método utilizado na observação dos deslocamentos de pontos superficiais de um talude ou de uma escavação. Utiliza como instrumento um fototeodolito, com o qual recobre-se o talude ou a parede de escavação com uma série de fotografias, de tal modo a haver uma superposição (em geral de 60%) entre duas fotos consecutivas. As fotos assim tiradas, com a câmera localizada sempre no mesmo local, permitem a determinação das coordenadas de pontos da superfície de escavação. A fotogrametria também é utilizada para o mapeamento estrutural da superfície de taludes e no controle de lavras em mineração.

    FOTOÍNDICE
    Mapa índice elaborado através da união das fotografias aéreas em suas devidas posições, sendo tirada uma cópia fotográfica do conjunto em escala reduzida.

    FOTOINTERPRETAÇÃO
    O mesmo que fotogeologia. Inclui-se aqui o reconhecimento, por meio de fotografias aéreas, de feições no terreno, produzidas por ação antrópica, tais como: escavações, desmatamentos, urbanização, rodovias, etc. Processo que envolve a identificação dos elementos da imagem com os objetos e a análise das relações entre as imagens e a descoberta ou avaliação do significado e função dos objetos e suas relações.

    FÓTON
    Partícula do campo eletromagnético com massa em repouso nula, constituída por um quantum de radiação eletromagnética ou uma partícula de luz.

    FOTOSSÍNTESE
    Processo bioquímico realizado pelos seres clorofilados (entre eles a quase totalidade dos vegetais), em que a energia luminosa é convertida em energia química, e armazenada em carboidratos. Os carboidratos são sintetizados à partir de substâncias simples: gás carbônico (CO2) e água (H2O). Como subproduto da fotossíntese há a liberação de oxigênio (O2) para a atmosfera. Os seres que realizam a fotossíntese são denominados autótrofos e a energia fixada neste processo é que mantém a imensa maioria dos seres vivos da Terra.

    FRAÇÃO MOLAR
    Relação do número de moles de um componente de uma mistura com o número total de moles de todos os componentes da mesma.

    FRÁGIL
    Comportamento mecânico típico de rochas não confinadas, caracterizado pela ausência de fase plástica antes da ruptura.

    FRAGMENTAÇÃO DE ROCHA
    O mesmo que cominuição.

    FRANJA CAPILAR
    Parte inferior da zona de aeração do solo, e que contém água em maior grau de saturação.

    FRANKLINITA
    Mineral que cristaliza no sistema Isométrico, classe hexaoctaédrica, mostrando hábito caracteristicamente octaédrico. Apresenta brilho metálico e cor preto do ferro, sendo ligeiramente magnética. Sua composição é dominantemente ZnFe2O4, no entanto existe sempre a substituição por ferro ferroso e manganês na posição A e por manganês trivalente na posição B.

    FRATURA (Geologia Estrutural)
    Descontinuidade que aparece isoladamente em uma massa rochosa, não correspondendo portanto nem a uma junta e nem a uma falha.

    FRENTE
    (Meteorologia) Superfície de descontinuidade que se forma quando do encontro entre duas massas de ar com características distintas. Como diferenças em densidades freqüentemente são causadas por diferenças em temperaturas, frentes normalmente separam massas de ar com temperaturas de contraste. Geralmente,uma massa de ar é mais quente e úmida do que a outra. Massas de ar estendem-se horizontalmente e verticalmente; consequentemente, a extensão ascendente de uma frente é chamada de superfície frontal ou zona frontal.

    FRENTE DE ONDA
    Superfície que passa por todos os pontos que estão na mesma fase, nas ondas geradas em um instante determinado.

    FRENTE FRIA
    Frente formada quando a superfície frontal se move em direção a uma massa de ar mais quente devido a maior intensidade de ação da massa fria. A substituição do ar quente pelo ar frio provoca mudanças rápidas na direção e intensidade dos ventos e, geralmente, são acompanhadas de aguaceiros fortes porém de curta duração. Em um mapa do tempo, a posição na superfície é representada por uma linha com triângulos ou dentes estendidos para o ar mais quente. Existem grandes diferenças de temperatura em qualquer lado da frente. Também existe uma troca de vento do sudeste adiante da frente fria para nordeste atrás dela. A troca de vento é causada por um cavado de pressão baixa.

    FRENTE QUENTE
    Frente formada quando a superfície frontal se desloca para o interior de uma massa mais fria e a desloca devido a maior intensidade de ação da massa quente. O deslocamento do ar frio pelo ar quente geralmente provoca precipitação contínua, mudança na direção dos ventos e aumento da temperatura. Em um mapa do tempo, a posição na superfície é representada por uma linha com semicírculos estendidos para o ar mais frio. Assim que o ar frio retrocede, a fricção com a terra reduz extremamente o avanço da posição na superfície da frente comparando com a sua posição no alto. Consequentemente, o limite separando estas massas de ar requer uma inclinação muito gradual. A inclinação média de uma frente quente é somente 1:200. Isto quer dizer que viajando à 200 km adiante da posição na superfície de uma frente quente, a superfície frontal estará a 1 quilômetro acima.

    FREON
    Denominação comercial dos compostos clorofluocarbonados, tais como CFCl3, CF2Cl2, C2F3Cl3 e C2F4Cl2, destruidores da camada de ozônio.

    FREQUÊNCIA DA COLETA
    Número de dias por semana em que é efetuada a coleta regular, num determinado itinerário (ABNT).

    FRIABILIDADE (Pedologia)
    Facilidade de desagregação do material de solo, quando úmido.

    FRIAGEM
    Denominação regional para a queda brusca da temperatura, ocasionada pela invasão do anticiclone polar de trajetória continental, durante o período de outono - inverno, no centro-sul da Região Centro-Oeste e no sudoeste da Região Norte.

    FRIÁVEL
    Material facilmente desagregável.

    FRUTOSE
    Monossacarídeo que apresenta propriedades redutoras, isômero da glicose, presente de um modo geral nos frutos e no mel. Pertence à classe das hexoses e apresenta fórmula: C6H12O6.

    FUMAROLA
    Emanação de gases vulcânicos, com temperaturas compreendidas entre 8000C e 2500C, contendo H2O, SO2 e HCl e que produzem depósitos principalmente de NaCl, Fe2O3 e FeCl3.

    FUMIGAÇÃOq
    Aplicação de substâncias gasosas capazes de destruir a vida animal, especialmente insetos e roedores. A fumigação é muito usada no controle de pragas.

    FUNDAÇÃO
    Parcela do maciço rochoso ou solo que serve de apoio a uma estrutura recebendo direta ou indiretamente todos os esforços que ela transmite. Usa-se o termo também para indicar a infra-estrutura de uma obra.

    FUNDO MARINHO
    Região dos oceanos situada abaixo da linha média da baixa-mar e constituída por duas unidades maiores: margem continental e fundo oceânico.

    FUNDO OCEÂNICO
    Região da crosta oceânica situada abaixo da isóbata de 4 000m, sendo dividida em : planície abissal, dorsal oceânica e fossa oceânica. Ver também fundo marinho.

    FUNDO-DE-VALE
    Lugar geométrico do vale de um rio, em situação topográfica rebaixada em relação às elevações ao redor, que compreen-de a área de inundação ou várzea, e a calha do rio.

    FUNGICIDA
    Substância que mata fungos e seus esporos.

    FUNGOS
    Eucariotas heterotróficos que produzem esporos, não possuem clorofila, sendo incapazes de sintetizar seu próprio alimento, dependendo portanto de outros organismos para completar sua nutrição. Podem viver de matéria orgânica morta, ocasionando ou auxiliando na sua decomposição. São especialistas da decomposição de material vegetal. Podem ainda parasitar outros seres vivos, alimentando-se do protoplasma das células hospedeiras e também formar associações com seres como as algas ou raízes de vegetais superiores. O conjunto dos fungos forma o Reino Fungi.

    FURACÃO
    Tempestade ciclônica tropical com ventos superiores a 118km/h, e força 12 da Escala de Beaufort

    FURO (Hidrologia)
    Denominação aplicada a um braço d’água que liga um curso d’água a outro, ou a um lago.

    FUSÃO NUCLEAR
    Interação na qual os núcleos de 2 ou mais átomos são fundidos, criando novos núcleos atômicos e liberando energia.

    FUSÃO PARCIAL (ing. partial melting)
    Principal processo de formação de magma provocado por fluxo de calor na crosta ou no manto, calor este produzido por radioisótopos e/ou descompressão adiabática.

    FUSÊNIO
    Substância similar ao carvão vegetal, formada por madeira carbonizada e responsável pelo aspecto sujo do carvão mineral comum, pois é extremamente friável e portanto facilmente reduzida a um pó fino. Ocorre principalmente como manchas ou lentes.