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       Serviço Geológico do Paraná

    Ações

    Aqui você encontra os últimos termos que foram incluídos em nosso glossário. Para ler mais, consulte o índice.

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    Glossário de termos geológicos

    LÃ DE ROCHA
    Produto obtido a partir da fusão de certos tipos de rochas, submetidas a determinados processos que permitem a passagem do estado líquido para o estado sólido fibroso.

    LA NIÑA
    Fenômeno oposto ao el niño, ou seja, um fenômeno que ocorre nas águas do pacífico equatorial e altera as condições climáticas de algumas regiões do mundo. Se caracteriza pelo resfriamento anômalo da superfície do mar na região equatorial do centro e leste do pacífico. A pressão na região tende a aumentar e uma das conseqüências é a ocorrência de ventos alísios mais intensos. Tem duração de aproximadamente de 12 a 18 meses.

    LACÓLITO
    Massa intrusiva que apresenta forma lenticular plano-convexa, lembrando um cogumelo. A rocha situada acima da intrusão mostra-se abaulada em cúpula, enquanto as camadas inferiores continuam na posição original.

    LAGO
    Massa continental de água superficial de extensão considerável, em geral doce, embora possam existir aqueles com água salgada, como acontece nas regiões de baixa pluviosidade.

    LAGO DESÉRTICO
    Lago, em geral temporário, que ocorre freqüentemente nas depressões internas das bacias desérticas, onde o nível de base da erosão eólica alcança o nível da água subterrânea. Acumula o excesso temporário da água, acolhe sedimentos das correntes formadas pelas raras e concentradas chuvas e está sujeito à intensa evaporação. Pode apresentar depósitos semelhantes aos varvitos, bem como, quando da evaporação das águas, marcarem presença os evaporitos. I.: playa lake.

    LAGO EXORREICO
    Lago que se caracteriza por um escoamento permanente decorrente do excesso da vazão afluente, inclusive aquela devido a precipitação, sobre as perdas globais em água.

    LAGOA
    Depressões de formas variadas, principalmente tendendo a circulares de profundidade pequena e cheia de água doce ou salgada.

    LAGOA AERADA
    Lagoa de tratamento de água residuária artificial ou natural, em que a aeração mecânica ou por ar difuso é usada para suprir a maior parte de oxigênio necessário para degradar a matéria orgânica presente nos esgotos. (ABNT, 1973).

    LAGOA AERÓBIA
    Lagoa de oxidação em que o processo biológico de tratamento é predominantemente aeróbio. Estas lagoas têm sua atividade baseada na simbiose entre algas e bactérias. Estas decompõem a matéria orgânica produzindo gás carbônico, nitratos e fosfatos que nutrem as algas, que pela ação da luz solar transformam o gás carbônico em hidratos de carbono, libertando oxigênio que é utilizado de novo pelas bactérias e assim por diante.

    LAGOA ANAERÓBIA
    Lagoa de oxidação em que o processo biológico é predominantemente anaeróbio. Nestas lagoas, a estabilização não conta com o curso do oxigênio dissolvido, de maneira que os organismos existentes têm de remover o oxigênio dos compostos das águas residuárias, a fim de retirar a energia para sobreviverem. Consegue-se maior eficiência colocando uma lagoa anaeróbica seguida de uma aeróbica.

    LAGOA DE DECANTAÇÃO
    Reservatório constituído especialmente para captar resíduos industriais, cujo produto final, obtido através de transformações bioquímicas e evaporação da água, pode ser utilizado como adubo orgânico.

    LAGOA DE ESTABILIZAÇÃO
    Lagoa artificial, para onde é canalizado o esgoto após passar por um pré-tratamento que retira a areia e a matéria orgânica sólida não degradável. No interior das lagoas o esgoto passa por uma série de etapas de depuração- com o tempo de retenção ou permanência calculada- que simulam o processo que ocorreria naturalmente em um curso de água. A diferença é que as lagoas permitem um controle do processo de maneira mais eficiente e menos nociva ao meio ambiente. Sin.: Lagoa de oxidação.

    LAGOA DE MATURAÇÃO
    Lagoa usada como refinamento do tratamento prévio efetuado em lagoas ou outro processo biológico, reduzindo bactérias, sólidos em suspensão, nutrientes, porém uma parcela negligenciável de DBO - demanda bioquímica de oxigênio. (ABNT, 1973).

    LAGOA DE OXIDAÇÃO OU ESTABILIZAÇÃO
    (1) Um lago artificial no qual dejetos orgânicos são reduzidos pela ação das bactérias. As vezes, introduz-se oxigênio na lagoa para acelerar o processo (2) Lagoa contendo água residuária bruta ou tratada, ou dos resíduos líquidos (“chorume”) dos aterros sanitários, em que ocorre estabilização anaeróbia e:ou aeróbia da matéria orgânica. São normalmente aplicáveis em pequenas comunidades.

    LAGUNA
    Águas rasas, relativamente quietas, separadas do mar por uma barreira ou restinga. Recebe, ao mesmo tempo, águas doces e sedimentos dos rios e águas salgadas do mar, quando das ingressões das marés. Ambiente faciológico importante, tendo-se em vista a formação das salinas, carvão, etc.

    LAMA
    Mistura de partículas sólidas e de água num estado de consistência fluido. Termo aplicado às argilas moles remoldadas.

    LÂMINA DE ÁGUA
    Quantidade de água expressa na forma de altura (m). O mesmo que altura de água ou nível de água.

    LÂMINA DELGADA
    Fragmento de rocha ou mineral reduzido a uma lâmina de cerca de 0,02 - 0,03 mm de espessura, tornando-se assim transparente, permitindo a observação microscópica.

    LAMINAÇÃO CONVOLUTA
    Estrutura caracterizada por forte amarrotamento, provocando dobras intrincadas no interior de uma unidade de sedimentação bem definida, e não perturbada. Sua amplitude pode variar dentro da unidade, desaparecendo gradativamente para cima e para baixo. É caracterizada por anticlinais estreitos e agudos e sinclinais largos.

    LAMINAÇÃO PLANO-PARALELA
    Laminação formada pela alternância de lâminas paralelas e quase horizontais, distintas entre si por variações na composição e/ou no tamanho dos grãos.

    LAMINADO
    Peça que consiste de chapas ou lâminas de madeira unidas através de colas adesivas ou meios mecânicos.

    LAMITO
    Lama endurecida que se assemelha a um argilito, diferindo deste pelo fato de apresentar uma proporção compreendida entre 15% a 50% de partículas sílticas. Quando ricas em matéria carbonosa vegetal muitos lamitos podem mostrar cores cinza ou preta. I.: Mudstone.

    LANDFARMING
    Método de disposição direta na camada superficial do solo, que consiste basicamente da biodegradação do substrato orgânico do resíduo com assimilação dos íons metálicos.

    LANDFORM
    São elementos do meio físico que possuem composição definida, assim como as variações das características visuais e físicas tais como: forma topográfica, modelo de drenagem e morfologia.

    LAPA (Geologia)
    Denominação aplicada ao bloco situado abaixo do plano de uma falha, quando esta é inclinada ou horizontal. Quando a falha é vertical essa distinção não existe. Sin.: piso.

    LAPIÁS
    Caneluras ou rasgos paralelos que esculpem a superfície das rochas calcárias. F.: Lapiés.

    LAPILLI
    Fragmento produzido por erupções vulcânicas de caráter explosivo, com diâmetro compreendido entre 4mme 32mm.

    LÁPIS-LAZÚLI
    Designação comumente utilizada para uma mistura de lazurita – (Na,Ca)4 (Al SiO4)3 (SO4,S, Cl) - com pequenas quantidades de calcita, piroxênio e outros silicatos, além de pirita disseminada.

    LAPOUT
    Termo utilizado em sismoestratigrafia, referindo-se, genericamente, a qualquer terminação sucessiva de estratos contra uma superfície discordante, seja na base, seja no topo de uma seqüência deposicional .

    LATERITA
    Rocha secundária, formada pelo intemperismo laterítico, em regiões quentes e úmidas tropicais ou subtropicais. O processo consiste de: a) lixiviação dos elementos alcalinos, alcalino-terrosos, e de sílica combinada (dos minerais silicáticos) da rocha matriz; b) precipitação dos elementos insolúveis, principalmente ferro e alumínio, na forma de óxidos e hidróxidos; c) consolidação do material por perda de água dos hidróxidos e com conseqüente ganho de resistência mecânica. Nos estágios intermediários do processo formam-se solos avermelhados, ricos em ferro e alumínio na fração argila, denominados solos lateríticos.

    LATERIZAÇÃO
    Processo de intemperismo próprio de regiões quentes e úmidas que formam latossolo. A sílica e os cátions tornam-se solúveis e são eluviados com conseqüente concentração de sesquióxidos de ferro e alumínio.

    LÁTEX
    Suco leitoso originado de certas plantas, à partir do qual é obtida a borracha. Freqüentemente possui uma substância orgânica coloidal denominada cautchu.

    LATITUDE
    Distância linear ou angular medida ao norte ou ao sul do equador, em uma esfera ou esferóide.

    LATOSSÓLICO
    Designação utilizada para indicar que uma determinada unidade taxonômica de solo possui características intermediárias para um latossolo.

    LATOSSOLO
    Denominação utilizada para solos constituídos por material mineral, com horizonte B latossólico imediatamente abaixo de qualquer um dos tipos de horizonte diagnóstico superficial, exceto horizonte H hístico. Apresentam um avançado estágio de intemperização, são muito evoluídos, e virtualmente destituídos de minerais primários ou secundários, menos resistentes ao intemperismo.

    LAURÁSIA
    Um dos dois continentes resultante da fragmentação do super continente Pangea, na Era Paleozóica.

    LAVA
    Material fundido expelido por vulcões. Sua solidificação origina rochas efusivas ou vulcânicas, de estrutura porosa, vítrea e textura porfirítica ou afanítica. As lavas de composição ácida possuem maior viscosidade do que as de composição básica.

    LAVADOR
    Tipo de equipamento usado na amostragem ou na purificação de gases, no qual o gás passa através de um compartimento molhado ou de uma câmara de aspersão. Equipamento que utiliza um líquido para remover ou ajudar a remover partículas sólidas ou líquidas de um fluxo de gás.

    LAVADOR VENTURI
    Em controle da poluição do ar, equipamento absovedor , no qual "os gases passam através de um tubo venturi em cujo gargalo se adiciona água em baixa pressão" (Danielson, 1973). FEEMA - Dicionário Básico do Meio Ambiente.

    LAVRA
    Fase da mineração representada pelo conjunto de operações que tem como objetivo a extração econômica das diversas substâncias minerais úteis ou fósseis de uma jazida até o seu beneficiamento primário. Sin.: explotação.

    LEGENDA
    Compreende todas as notas informativas complementares que acompanham os mapas, como: título, escala, articulação, convenções, fontes consultadas, etc.

    LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
    Conjunto de regulamentos jurídicos especificamente dirigidos às atividades que afetam a qualidade do meio ambiente.

    LÉGUA
    Medida de comprimento que corresponde a 6,6 km.

    LEI ORGÂNICA
    Lei que estabelece as competências do Executivo e do Legislativo. Sua elaboração é feita pela Câmara Municipal, como obriga a Constituição Federal.

    LEITE HOMOGENEIZADO
    Leite que foi submetido a um processo mecânico onde a gordura é triturada e fortemente misturada, criando um leite mais digestivo, cremoso e saboroso, sem alterar suas características.

    LEITE LONGA VIDA
    Leite que foi tratado por um processo denominado ultrapasteurização, UAT (Ultra Alta Temperatura) ou UHT (do inglês Ultra High Temperature). O leite utilizado para a fabricação do Leite Longa Vida tem a mesma origem que o leite utilizado na fabricação do leite pasteurizado, em pó, iogurtes e outros. Foi no entanto submetido a rigorosas análises para assegurar sua qualidade. O processo de ultrapasteurização é o aquecimento do leite à temperatura de aproximadamente 150ºC por um tempo muito curto, cerca de quatro segundos, seguido por um rápido resfriamento. Tanto os agentes causadores de doenças, que possam estar presentes no leite, quanto os agentes não nocivos à saúde, são eliminados. Esta é a principal diferença entre o leite longa vida e o leite pasteurizado.

    LEITE PASTEURIZADO
    Leite que foi submetido a um processo térmico onde uma brusca variação de temperatura elimina todos os agentes causadores de doenças, sem a necessidade de adição de qualquer substância química. Essa tecnologia consiste em aquecer o leite à temperaturas entre 72 e 75°C por um tempo que pode variar de 15 a 20 segundos. Após esse tratamento térmico, o leite é resfriado à 5°C e, em seguida, é embalado e estocado em câmaras refrigeradas.

    LEITO DO RIO
    Extensão de terreno mais ou menos profunda, sobre a qual corre um curso de água, subdividida em: leito maior ou leito de enchente (a largura máxima do leito do rio), leito médio, e leito menor ou leito de estiagem (a largura mínima do leito do rio).

    LEITO MAIOR SAZONAL
    Calha alargada ou maior de um rio, ocupada nos períodos anuais de cheia. Fonte: Resolução CONAMA 004:85.

    LENÇOL FREÁTICO
    Lençol d’água subterrâneo limitado superiormente por uma superfície livre, a pressão atmosférica normal (DNAEE, 1978). Termo usado inadequadamente como sinônimo de aqüífero.

    LENHA
    Denominação aplicada a madeira picada ou desdobrada em pedaços com dimensões próprias, para ser queimada ou transformada em carvão.

    LENHO
    Conjunto de tecidos de sustentação, condução e reserva que constituem o xilema dos caules e raízes.

    LENTE
    (1) (geologia) Ocorrência de rocha ou solo sem continuidade lateral, possuindo variação de espessura e situada no seio de outra camada. (2) (ótica) Dispositivo ótico utilizado para refratar a luz, confeccionado de substâncias transparentes isótropas. Dependendo do modo pela qual a luz é refratada, as lentes podem ser convergentes - positiva ou divergentes - negativa.

    LENTICULAR
    De forma similar a uma lente dupla convexa.

    LEQUE ALUVIAL (ing. aluvial fan)
    Depósito de sedimentos detríticos grosseiros, mal selecionados, formados no sopé de áreas montanhosas. Sins.: cone aluvial, cone de dejeção.

    LEUCOCRÁTICA (ROCHA)
    Relativo a rochas ígneas em constituintes claros, com menos de 30% de minerais máficos. Ex.: granito.

    LEVANTAMENTO DE RECONHECIMENTO DE SOLOS
    Tipo de levantamento executado para fins de avaliação qualitativa e semi - quantitativa do recurso solo, visando estimativa de potencial de uso tanto agrícola como não agrícola. Subdivide-se em três tipos: baixa intensidade, média intensidade e alta intensidade. levantamento detalhado de solos Tipo de levantamento que visa a obtenção de informações sobre os solos em áreas relativamente pequenas, para decisões localizadas, onde está previsto o uso efetivamente intensivo do solo.

    LEVANTAMENTO EXPLORATÓRIO DE SOLOS
    Tipo de levantamento utilizado usualmente quando existe a necessidade de serem obtidas informações de natureza qualitativa do recurso solo, com a finalidade de serem identificadas áreas com maior ou menor potencial, prioritárias para o desenvolvimento regional.

    LEVANTAMENTO SEMIDETALHADO DE SOLOS
    Tipo de levantamento que tem por objetivo a obtenção de informações básicas para a implantação de projetos de colonização, loteamentos rurais, estudos integrados de microbacias, planejamento local de uso e conservação de solos em áreas de desenvolvimento de projetos agrícolas, pastoris, além de projetos prévios para engenharia.

    LEVEDURAS
    Fungos cuja forma de desenvolvimento normal e dominante é unicelular e não filamentosa, ocorrendo com freqüência em locais ricos em substâncias fermentáveis. Inclui espécies usadas na fabricação da cerveja e de pães, e também espécies patogênicas, isto é, espécies que causam doenças.

    LEZÍRIA
    Terreno alagadiço adjacente a uma rio, sujeito a inundações repetidas.

    LICENÇA AMBIENTAL
    Certificado expedido por órgão estadual competente, a requerimento do interessado, atestatório de que, do ponto de vista da proteção do meio ambiente, o empreendimento ou atividade está em condições de ter prosseguimento. Tem sua vigência subordinada ao estrito cumprimento das condições de sua expedição. São tipos de licença: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO).

    LICENÇA DE INSTALAÇÃO – LI
    É expedida com base no projeto executivo final. Autoriza o início da implantação do equipamento ou atividade poluidora, subordinando-a a condições de construção, operação e outras expressamente especificadas (...)autorizando o início da implantação (da atividade), de acordo com as especificações constantes no Projeto Executivo aprovado (Decreto nº 88.351, de 1.06.83).

    LICENÇA DE OPERAÇÃO – LO
    É expedida com base em vistoria, teste de operação ou qualquer outro meio técnico de verificação. “Autoriza a operação de equipamento ou de atividade poluidora subordinando sua continuidade ao cumprimento das condições de concessão da LI e da LO, (...) autorizando, após as verificações necessárias, o início da atividade licenciada e o funcionamento de seus equipamentos de controle da poluição, de acordo com o previsto nas Licenças Prévia e de Instalação (Decreto nº 88.351, de 1.06.83).

    LICENÇA PRÉVIA – LP
    É expedida na fase inicial do planejamento da atividade. Fundamentada em informações formalmente prestadas pelo interessado, especifica as condições básicas a serem atendidas durante a instalação e funcionamento do equipamento ou atividade poluidora. Sua concessão implica compromisso da entidade poluidora de manter o projeto final compatível com as condições do deferimento (...) na fase preliminar do planejamento da atividade, contendo requisitos básicos a serem atendidos nas fases de localização, instalação e operação, observados os planos municipais, estaduais ou federais de uso do solo (Decreto nº 88.351, de 1.06.83).

    LICENCIAMENTO AMBIENTAL
    Instrumento de política ambiental instituído em âmbito nacional pela Lei nº 6.938, de 31.08.81, e regulamentado pelo Decreto nº 88.351, de 1.06.83, que consiste em um processo destinado a condicionar a construção, a instalação, o funcionamento e a ampliação de estabelecimento de atividades poluidoras ou que utilizem recursos ambientais ao prévio licenciamento, por autoridade ambiental competente. A legislação prevê a expedição de três licenças ambientais, todas obrigatórias, independentes de outras licenças e autorizações exigíveis pelo Poder Público: Licença Prévia (LP), Licença de Instalação (LI) e Licença de Operação (LO) (art. 20 do referido decreto).

    LIGAÇÃO COVALENTE
    Ligação em que os átomos se combinam compartilhando seus elétrons.

    LIGAÇÃO DE VAN DER WALLS
    Ligação fraca que une moléculas neutras e unidades de estrutura essencialmente desprovidas de carga, em um retículo, em virtude das pequenas cargas residuais existentes em uma superfície. É a mais fraca das ligações químicas.

    LIGAÇÃO IÔNICA
    Ligação em que os íons se mantém unidos, devido à atração elétrica das cargas opostas.

    LIGAÇÃO METÁLICA
    Ligação em que os núcleos atômicos estão unidos pela carga elétrica agregada de uma nuvem de elétrons que os rodeia. Um elétron não pertence a qualquer núcleo em particular, sendo livre para mover-se através da estrutura ou mesmo inteiramente fora dela sem romper o mecanismo de ligação.

    LIGNINA
    Substância orgânica incrustante, que acompanha a celulose nas paredes de alguns tipos de células vegetais. É o principal constituinte da madeira.

    LIMITE CRETÁCEO-TERCIÁRIO
    Importante limite estratigráfico na Terra que marca o fim da Era Mesozóica, mais conhecida como a era dos dinossauros. O limite é definido por um fenômeno de extinção global que causou o abrupto desaparecimento da maior parte das formas de vida sobre a Terra.

    LIMITE DE CONTRAÇÃO
    Teor de umidade de um solo argiloso correspondente ao estado de consistência limite entre os estados semi-sólido e sólido. O estado semi-sólido de uma argila é aquele em que ela se torna quebradiça, enquanto o estado sólido é aquele em que ela apresenta uma coloração mais clara e uma dureza semelhante a de tijolo. Abaixo do limite de contração não há mais diminuição de volume do solo por secagem. Esse limite é determinado atrave´s de ensaio de laboratório normalizado pelo método MB-55 da ABNT.

    LIMITE DE LIQUIDEZ
    Teor de umidade de um solo argiloso correspondente ao estado de consistência limite entre os estados líquido e plástico. O estado líquido de uma argila é aquele em que ela flui entre os dedos sob o seu próprio peso, enquanto que o estado plástico corresponde a aquele em que ela pode ser facilmente moldada entre os dedos. Esse limite foi arbitrariamente fixado por um ensaio de laboratório padronizado por A. Casagrande e normalizado pelo método MB-30 da ABNT.

    LIMITE DE PEGAJOSIDADE
    Método para determinar o teor de umidade de um solo no momento em que a pasta saturada com água apresenta aderência máxima a uma superfície estranha, indicando que o solo se encontra no estado plástico.

    LIMITE DE PLASTICIDADE
    Teor de umidade de um solo argiloso correspondente ao estado de consistência limite entre os estados plástico e semi-sólido. O estado plástico de uma argila é aquele em que ela pode ser facilmente moldada entre os dedos, enquanto que o estado semi-sólido corresponde a aquele em que ela se torna quebradiça. Esse limite foi arbitrariamente fixado por um ensaio padronizado por A. Casagrande e normalizado pelo método MB-31 da ABNT.

    LIMITE ELÁSTICO
    Valor da tensão aplicada correspondente ao fim do ramo linear da curva tensão-deformação de um corpo submetido à compressão uniaxial. Também chamdo tensão de cedência do material, pois a partir desse valor a deformação passa para a fase plástica.

    LIMITES DE ATTERBERG
    O mesmo que limites de consistência.

    LIMITES DE CONSISTÊNCIA
    Teores de umidade limites entre os vários estados de consistên-cia dos solos argilosos cujos critérios de fixação foram estabelecidos por Atterberg e cujas determinações de laboratório foram padronizadas por A. Casagrande. São eles: limite de liquidez, limite de plasticidade e limite de contração. (Sin.: limites de Atterberg).

    LIMNOLOGIA
    1)Ciência que estuda todos os fenômenos físicos, biológicos e hidrológicos pertinentes aos lagos e lagoas em relação ao respectivo meio ambiente. 2)Estudo dos aspectos físico, químico meteorológico e biológico das águas interiores.

    LIMO
    Substância muscilaginosa de natureza orgânica, normalmente formada pela ação de microrganismos.

    LINEAÇÃO (Geologia Estrutural)
    Feições lineares de qualquer tamanho que ocorrem nas rochas. Pode ser ocasionada por: orientação paralela de minerais segundo seu eixo maior; orientação paralela de seixos; estrias de fricção em espelhos de falha; linhas de intersecção de planos de acamamento com planos de xistosidade; aresta formada pela intersecção de dois planos de clivagem; etc.

    LINEAÇÃO DE ESTIRAMENTO
    Lineação caracterizada pela elongação de minerais ou agregados minerais durante a deformação cisalhante. Como está contida no plano XY, se associa ao plano de foliação milonítica.

    LINEAÇÃO MINERAL
    Lineação conferida pela orientação de minerais com forma alongada, que foram gerados por recristalização metamórfica durante o processo deformativo. Comumente é paralela à lineação de estiramento.

    LINEAMENTO
    Feição geológica, geomorfológica, geofísica ou geoquímica, linear, de extensão regional que, supostamente, reflete estruturação crustal. I: Lineament.

    LINFÓCITO
    Célula sangüínea branca que produz uma resposta imune quando ativado por uma molécula estranha (um antígeno). Linfócitos T desenvolvem-se no timo e são responsáveis pela imunidade celular. Linfócitos B desenvolvem-se na medula óssea em mamíferos e são responsáveis pela produção de anticorpos circulantes.

    LINHA DE COSTA
    Linha que limita a margem das águas do mar, correspondente ao nível máximo da preamar em zona costeira aberta.

    LINHA DE CUMEADA
    Linha limite ou fronteira que separa bacias de drenagem adjacentes. Sins.: divisor de águas, crista, linha de crista ou cumeada. (Resolução CONAMA 004:85).

    LINHA DE FALHA
    Intersecção de um plano de falha com a superfície do terreno. Sin.: Traço de falha.

    LINHA DE PEDRAS
    Concentração de seixos que normalmente marcam a base das coberturas das superfícies pediplanadas, e que evidenciam a alta energia dos processos erosivos associados ao desenvolvimento de tais superfícies.

    LINHITO
    Carvão acastanhado, encontrado em formações Cenozóicas ou Mesozóicas, formado por restos vegetais variados em que se destacam fragmentos lenhosos. Sua densidade situa-se entre 1,1 e 1,3, o teor de carbono varia entre 65% a 75 %, o de água entre 10% e 30% e o poder calorífico entre 4 000 e 6 000 calorias.

    LINÍMETRO
    Instrumento utilizado para medir o nível da superfície da água.

    LIPASE
    Enzima que decompõe as gorduras em glicerina e ácidos graxos, facilmente encontrada na natureza, com pH muito variável, insolúvel na água e nos solventes comuns, sendo destruída em meio aquoso a 400°C.

    LIPÍDIO
    Molécula orgânica, insolúvel em água, que se dissolve prontamente em solventes orgânicos apolares. Uma classe, a dos fosfolipídios, formam a base estrutural das membranas biológicas.

    LIQUEFAÇÃO (Sedimentologia)
    Mudança de comportamento de um sedimento incoerente que passa a comportar-se como se fosse um líqüido. O fenômeno tem lugar quando grãos frouxamente unidos se separam, mantendo-se suspensos no próprio fluido-intersticial, até que este se reduza quantitativamente, de modo significativo, por força da evorsão.

    LÍQUEN
    Associação mutualística entre fungos e algas microscópicas que ocorre de uma maneira tão íntima em termos de interdependência funcional e tão integrada sob ponto de vista morfológico, que é formado um terceiro indivíduo que não se assemelha a nenhum de seus constituintes. Tanto os fungos quanto as algas microscópicas que se associam para formar os líquens pode viver de forma independente.

    LIQUIDUS
    Curva ou superfície que separa áreas ou volumes onde não existem sólidos presentes, daquelas nos quais coexistem sólidos e líqüidos. É a curva que define o início da cristalização de um magma, ou o término de fusão de um sólido.

    LITIFICAÇÃO
    Consolidação de material líquido ou de partículas em rocha sólida. Freqüentemente restrito ao caso de consolidação de sedimentos, pelo que se confunde praticamente com diagênese.

    LITÓFILOS
    Elementos químicos que se concentram em fases minerais silicatadas da crosta e do manto.

    LITÓLICO
    Classe de solo que agrupa solos rasos (< 50cm até o substrato rochoso) e com horizontes na seqüência A - C - R.

    LITOLOGIA
    Parte da geologia que trata do estudo das rochas com relação a sua estrutura, cor, espessura, composição mineral, tamanho dos grãos e outras feições visíveis que comumente individualizam as rochas.

    LITORAL
    Região que se extende entre os limites da maré alta e baixa.

    LITOSFERA
    Designação antiga referente à parte externa consolidada da Terra, com densidade média de 3,4. A litosfera é constituída de sedimentos, rochas metamórficas e rochas ígneas, e cuja espessura média é da ordem de 60 Km. A litosfera subdivide-se em dois envoltórios, um superior, descontínuo, rico em sílica e alumina - Sial, que forma os continentes, e outro subjacente, contínuo, rico em silicatos de magnésio - Sima, que assenta sobre o manto. A espessura da litosfera é maior sob os continentes do que sob os oceanos, e maior sob as cordilheiras do que sob as plataformas continentais. I: Lithosphere.

    LIXÃO
    Ver vazadouro a céu aberto.

    LIXIVIAÇÃO
    (1) Geologia Forma de meteorização e intemperismo que ocasiona a remoção de material solúvel por água percolante. (2) Deslocamento ou arraste, por meio líquido, de certas substâncias contidas nos resíduos sólidos urbanos (ABNT).

    LIXO
    Restos das atividades humanas, considerados pelos geradores como inúteis, indesejáveis ou descartáveis. Normalmente, apresentam-se sob estado sólido, semisólido ou semilíquido, com o conteúdo líquido insuficiente para que este possa fluir livremente.

    LIXO TÓXICO
    Denominação aplicada a qualquer resíduo industrial de origem química ou radioativa, que oferece risco ao meio ambiente.

    LODO
    (1) Mistura de água, terra e matéria orgânica, formada no solo pelas chuvas ou no fundo dos mares, lagos, estuários etc. (2) Sólidos acumulados e separados dos líquidos, de água ou água residuária durante um processo de tratamento ou depositados no fundo dos rios ou outros corpos d´água.

    LODO ATIVADO OU ATIVO
    Floco de lodo produzido em água residuária bruta ou sedimentada, formado pelo crescimento de bactérias do tipo zoogléa e outros organismos, na presença de oxigênio dissolvido. O lodo é mantido em concentração suficiente pela recirculação de flocos previamente formados (ABNT, 1973).

    LODO BRUTO
    Lodo depositado e removido dos tanques de sedimentação, antes que a decomposição esteja avançada. Freqüentemente chamado lodo não digerido (ABNT, 1973).

    LODO DIGERIDO
    Lodo digerido sob condições anaeróbias ou aeróbias até que os conteúdos voláteis tenham sido reduzidos ao ponto em que os sólidos são relativamente não putrescíveis e inofensivos.

    LODO LÍQÜIDO
    Lodo contendo água suficiente, geralmente mais de 85%, para permitir escoamento por gravidade ou bombeamento.

    LOESS
    Depósito sedimentar essencialmente siltoso, inconsolidado, sem estratificação, de natureza eólica, proveniente, na maioria das vezes, de áreas periglaciais ou desérticas, e mostrando enorme capacidade de formar encostas verticais.

    LOPÓLITO
    Forma intrusiva de grandes dimensões, lenticular, concordante, comprimida na sua parte central, e presente de um modo geral nas porções inferiores das sinclinais.

    LOTEAMENTO
    O mesmo que parcelamento do solo.

    LUMINESCÊNCIA
    Qualquer emissão de luz produzida por um mineral, que não seja resultado direto de incandescência. É classificada em termoluminescência, eletroluminescência, quimiluminescência, triboluminescência e cristaloluminescência.

    LUNAÇÃO
    Intervalo de tempo que separa duas luas novas consecutivas. Uma lunação dura 29 dias, 12 horas, 44 minutos e 2,976 segundos. Por extensão, intervalo de tempo que separa duas fases quaisquer consecutivas.

    LUTITO
    Rocha sedimentar cuja maioria dos constituintes detríticos mostra dimensões inferiores a 63 microns.

    LUTOCAR
    Carrinho coletor com duas rodas, cujo corpo central apresenta características para acomodar saco descartável.

    LUVISSOLO
    Denominação que compreende solos minerais, não hidromórficos, com horizonte B textural ou horizonte B nítrico, com argila de atividade alta e saturação por bases alta, imediatamente abaixo do horizonte A fraco ou horizonte A moderado, ou horizonte E.

    LUZ POLARIZADA
    Luz que apresenta todas as vibrações em um único plano. Um vetor que represente as vibrações da luz comum tomará todas as direções, ao passo que um que represente as vibrações da luz polarizada, tomará apenas uma direção.