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       Serviço Geológico do Paraná

    Ações

    Aqui você encontra os últimos termos que foram incluídos em nosso glossário. Para ler mais, consulte o índice.

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    Glossário de termos geológicos

    MACADAME
    Tipo de pavimentação de estradas de serviço, consistindo na justaposição e compactação de pedras no leito da estrada, rejuntadas com o próprio solo de base.

    MACEGA
    Capinzal impenetrável que cresce bastante unido, apresentado-se ressequido.

    MACIÇO ROCHOSO
    Unidade geológica considerada como um conjunto de blocos de rocha e as descontinuidades que os limitam.

    MACIÇO TECTÔNICO
    Bloco da crosta terrestre limitado por falhas ou flexões e soerguido como uma unidade, sem modificação interna.

    MACROCLIMATOLOGIA
    Estudo voltado aos aspectos do clima de amplas áreas da superfície terrestre e com os movimentos atmosféricos em larga escala que afetam o clima.

    MACRONUTRIENTE
    Nutriente essencial ao desenvolvimento dos vegetais, usualmente encontrado em quantidades relativamente grandes na massa seca das plantas (%). São considerados macronutrientes os elementos químicos: nitrogênio (N), fósforo (P), potássio (K), cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S).

    MACROZONEAMENTO
    É a divisão da área do município em zona urbana e zona rural. A zona urbana é, ainda, subdividida em zonas adensáveis e não-adensáveis.

    MÁFICO
    Minerais ferromagnesianos, de cor escura, constituintes de rochas ígneas.

    MAGMA
    material em estado de fusão que, por consolidação, dá origem a rochas ígneas. Substâncias pouco voláteis constituem a maior parte do magma e têm ponto de fusão e tensão de vapor elevados. As leis ordinárias da termodinâmica regem a segregação dos minerais constituintes da rochas sólida (2). Rochas ígneas são derivadas do magma pela solidificação e processos relacionados ou pela erupção do magma para a superfície.

    MAGMA PARENTAL
    Magma derivado de outro ou de outros magmas que já desapareceram, correspondendo, em uma suíte magmática, a fácies cuja composição mineralógica e química é a mais primitiva.

    MAGMÁTICA (ROCHA)
    Nome dado a qualquer tipo de rocha que provém da solidificação de massas líticas em fusão denominadas “magmas”. (Sin.: ígnea).

    MAGNETITA
    Mineral que cristaliza no sistema Isométrico, classe Hexaoctaédrica, apresentando-se comumente em cristais de hábito octaédrico, e com cor preto do ferro. Mostra composição Fe3O4, sendo que por ser fortemente magnética, comporta-se como um imã natural. É um dos mais importantes minérios de ferro.

    MAGNETIZAÇÃO INDUZIDA
    Magnetização gerada em um magneto, corpo rochoso ou depósito mineral quando submetido à presença de um campo magnético externo, ou no caso de minerais e rochas, o campo magnético da Terra.

    MAGNETIZAÇÃO REMANESCENTE
    Magnetização gerada em um magneto, corpo rochoso ou depósito mineral por um campo magnético pretérito. Uma vez retirada a ação desse campo, o magneto, corpo rochoso ou depósito mineral permanece magnetizado. Sin.: magnetização permanente ou espontânea.

    MAGNETOMETRIA
    Método de prospecção geofísica que consiste basicamente na medida de anomalias magnéticas devidas à variação na concentração de minerais magnéticos nas rochas da crosta terrestre.

    MAGNETÔMETRO
    Instrumento destinado à medida da intensidade do campo magnético terrestre, seja a intensidade do campo total ou uma de suas componentes (horizontal ou vertical). Reserva-se o termo variômetro aos instrumentos que medem apenas valores relativos da intensidade do campo magnético.

    MAGNITUDE DO IMPACTO
    Um dos atributos principais de um impacto ambiental. É a grandeza de um impacto em termos absolutos, podendo ser definida como as medidas de alteração nos valores de um fator ou parâmetro ambiental, ao longo do tempo, em termos quantitativos ou qualitativos.

    MALAQUITA
    Mineral supérgeno que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática, e com composição Cu2 CO3 (OH)2. Apresenta cor verde brilhante e formas comumente botrioidais.

    MANANCIAL
    Qualquer corpo d`água, superficial ou subterrâneo, utilizado para abastecimento humano, industrial ou animal, ou irrigação.

    MANANCIAL SUBTERRÂNEO
    É a parte de um manancial que se encontra totalmente abaixo da superfície terrestre, podendo compreender lençóis freáticos e confinados, sendo sua captação feita através de poços e galerias de infiltrações ou pelo aproveita-mento de nascentes.

    MANANCIAL SUPERFICIAL
    É a parte de um manancial que se encontra totalmente acima da superfície terrestre, compreendendo cursos de água, lagos e reservatórios artificiais. Incluem-se também águas marinhas e meteóricas.

    MANEJO
    Interferência planejada e criteriosa do homem no sistema natural, para produzir um benefício ou alcançar um objetivo, favorecendo o funcionalismo essencial desse sistema natural. É baseado em método científico, apoiado em pesquisa e em conhecimentos sólidos, com base nas seguintes etapas: observação, hipótese, teste da hipótese e execução do plano experimental.

    MANEJO AMBIENTAL
    Planejamento e implemen-tação de ações orientadas a melhorar a qualidade de vida do ser humano.

    MANEJO FLORESTAL
    Ramo da ciência florestal que trata da prévia aplicação de sistemas silviculturais que propiciem condições de uma exploração anual ou periódica dos povoamentos, sem afetar-lhes o caráter de patrimônio florestal permanente.

    MANGUE
    Terreno baixo junto a costa, sujeito a inundações da maré. Esses terrenos são quase sempre constituídos de lamas de depósitos recentes e possuem uma vegetação típica.

    MANGUEZAL
    São ecossistemas litorâneos, que ocorrem em terrenos baixos sujeitos à ação da maré, e localizados em áreas relativamente abrigadas, como baías, estuários e lagunas. São normalmente constituídos de vasas lodosas recentes, as quais se associa tipo particular de flora e fauna" (FEEMA, proposta de Decreto de regulamentação da Lei nº 690:84).

    MANTA
    Tecido fabricado com fibra de amianto e resistente ao fogo e ao calor. É confeccionado em camadas de feltros ou papel de amianto, impregnados com asfalto.

    MANTO
    Região situada entre a crosta e o núcleo terrestre, limitada superiormente pela descontinuidade de Mohorovicic e, inferior-mente, pela descontinuidade de Weichert-Gutemberg. A descontinuidade de Mohorovicic situa-se cerca de 35 Km abaixo dos continentes e 10 Km abaixo dos oceanos, e a de Weichert-Gutemberg cerca de 2900 Km abaixo da superfície terrestre. I: Mantle.

    MANTO DE INTEMPERISMO
    Material decomposto que forma a parte externa da crosta terrestre, constituído de rocha alterada e:ou solo. Sins.: regolito, saprolito.

    MAPA
    Representação cartográfica dos fenômenos naturais e humanos de uma área, dentro de um sistema de projeção e em determinada escala, de modo a traduzir com fidelidade suas formas e dimensões. Portanto, qualquer documento cartográfico que represente um tema referente a uma área é um mapa. Pode mostrar detalhes que não são realmente visíveis por si mesmos, como por exemplo: as fronteiras, a rede de paralelos e meridianos, e outros.

    MAPA BÁSICO
    O mesmo que base planialtimétrica.

    MAPA DE ADEQUABILIDADE DOS TERRENOS
    Mapas confeccionados pelo método de superposição de vários mapas temáticos produzidos nos estudos de planejamento. Mostram a adequabilidade dos terrenos para usos específicos do solo, ou indicam áreas com potenciais de riscos geológicos. São delimitadas as áreas de aptidão com os dados obtidos nas fases anteriores do processo de planejamento, traduzidos para uso público. A adequabilidade dos terrenos, de acordo com o uso previsto, pode ser representada pelos intervalos: adequado, pouco adequado, ou adequado com restrições, e inadequado. (COTTAS, 1983).

    MAPA DE COBERTURAS INCONSOLIDADAS (SOLOS)
    Representação em planta dos solos, com diferenciação detalhada dos materiais inconsolidados, considerando que, as características geotécnicas dos mesmos possam ser extrapoladas dentro de uma determinada área homogeneamente represen-tativa. São diferenciados quatro tipos básicos: solos residuais, solos transportados, solos orgânicos e solos lateríticos. (COTTAS, 1983).

    MAPA DE CONTORNO ESTRUTURAL
    Mapa que expressa o relevo de um determinado horizonte estratigráfico através das linhas denominadas de contorno estrutural, que unem pontos de mesma cota do horizonte considerado.

    MAPA DE DECLIVIDADES
    Mapa de áreas com diferentes porcentagens de inclinação dos terrenos. Sua elaboração consiste em determinar no mapa topográfico plani-altimé-trico, áreas de um mesmo intervalo de inclinação dos terrenos, cujos limites são previamente escolhidos e transformados em distâncias entre as curvas de nível. (COTTAS, 1983).

    MAPA DE DOCUMENTAÇÃO
    Cartografia dos locais de coleta de dados de determinada área a ser planejada - dados disponíveis em repartições públicas, cartórios e firmas da cidade, e informações geológicas necessá-rias.Pode conter, ainda, as informações de ordem geral necessárias às conclusões de planejamento, que não são fornecidas por outros mapas de estudos específicos.

    MAPA DE FORMAS DE RELEVO
    Mapa de representação do levantamento geomorfológico da área em planejamento. Realizado, geralmente, por fotointerpretação onde são estudados e classificados os diferentes elementos geomorfológicos da área, dando-se ênfase às formas de encostas. Desta maneira, é importante o registro completo das redes hidrográficas que atuam na área pesquisada.

    MAPA DE INDICAÇÕES DA GEOLOGIA PARA O PLANEJAMENTO
    O mesmo que mapa de planejamento.

    MAPA DE ISÓPACAS
    Mapa que registra a variação da espessura de uma camada rochosa ou de um pacote de camadas rochosas.

    MAPA DE PLANEJAMENTO
    É uma síntese dos estudos geológico - geotécnicos realizados, que procura orientar a ocupação urbana com base nos aspectos geológicos apresentados pela área em planejamento. O objetivo do mapa de planejamento é mostrar a adequabilidade dos terrenos para implanta-ção dos setores: residencial, industrial, comercial, institucional, de circulação e, áreas inadequadas à ocupação. (In: COTTAS, 1983).

    MAPA DE VEGETAÇÃO
    Levantamento da distribuição dos tipos de vegetação com objetivo de subsidiar os estudos geológicos no projeto de planejamento. De uma maneira geral este mapa diferencia três tipos de vegetação: a nativa, a secundária e a cultivada.

    MAPA DO SUBSTRATO GEOLÓGICO E ESTRUTURAL
    Mapa que deve apresentar diferenciação de todas as litologias, em se tratando de áreas cristalinas, e alcançar particularização a nível de membros ou litofácies, quando em áreas sedimentares. Juntamente com o mapeamento devem ser realizados todos os estudos de geologia que visam à caracterização da estratigrafia, assim como das unidades estratigráficas da área. Com alusão às estruturas, devem ser registra-dos todos os tipos de falhamentos, dobramentos, fraturas, foliações, lineamentos e outras que ocorrem na área pesquisada. (COTTAS, 1983).

    MAPA FOTOGEOLÓGICO
    Mapa geológico elaborado por fotointerpretação, sem o reconhecimento de campo. Consiste em separar zonas homólogas, ou áreas homogêneas, ou de igual feição geomorfológica, textural e estrutural, pela observação estereoscópica de fotos aéreas, admitindo-se que o modelado do relevo reflete a constituição e as características de seu substrato. São assinaladas, também, as descontinuidades do terreno como: falhas, fraturas, foliações, lineações, alinhamentos, e quebras de relevo - positivas e negativas. O mapa assim obtido é um documento base com muitas informações geológicas interpretadas, mas fundalmentalmente com zonas homólogas limitadas, constituídas por rochas com propriedades similares, denominadas zonas fotolitológicas. Sin.: Mapa de fotointerpretação.

    MAPA GEOLÓGICO
    Mapa sobre o qual as informações geológicas são representadas. Contém observações geológicas feitas no campo ou em fotografias aéreas, registradas mais comumente em mapa topográfico. A distribuição das formações são mostradas por meio de símbolos, contornos ou cores. Os depósitos superficiais podem ou não serem representados separadamente. Dobras, falhas, depósitos minerais, etc., são indicados com símbolos apropriados. Podem ser planimé-tricos ou planialtimétricos.

    MAPA GEOTÉCNICO
    É um tipo de mapa geológico que classifica e representa os componentes do ambiente geológico, os quais são de grande significado para todas as atividades de engenharia, planejamento, construção, exploração e preservação do ambiente. É a representação dos atributos do meio físico levantados, sem realização de análise interpretativa e sempre para escalas inferiores a 1:10.000.

    MAPA HIDROQUÍMICO
    Mapa que apresenta a distribuição de determinadas características físico-químicas ou químicas das águas subterrâneas, em uma área do aqüífero em estudo. Podem ser apresentados na forma de “curvas de igual teor” ou zonas ou faixas de concentrações.

    MAPA PIEZOMÉTRICO
    Mapa que apresenta a superfície piezométrica de um aqüífero, seus potenciais hidráulicos e as direções de fluxo.

    MAPA SÍNTESE
    O mesmo que mapa de planejamento.

    MAPA TECTÔNICO
    Mapa que apresenta as linhas estruturais principais produzidas por soerguimento, subsidência ou falhamento, juntamente com as principais lineações destas estruturas.

    MAPA TEMÁTICO
    O mesmo que carta temática.

    MAPA TOPOGRÁFICO
    O mesmo que carta topográfica.

    MAPA-MÚNDI
    Mapa que representa a superfície terrestre em seu conjunto, com a separação dos hemisférios, tendo em geral escala igual ou inferior a 1:10 000 000.

    MAPEAMENTO DO MEIO FÍSICO
    Processo responsável pela divisão de uma região em áreas que possuem variações semelhantes dos seus atributos, porém diferentes das áreas adjacentes.

    MAPEAMENTO GEOTÉCNICO
    Processo que tem por finalidade básica levantar, avaliar e analisar os atributos que compõem o meio físico, sejam geológicos, hidrogeológicos, hidrológicos e outros. Tais informações são manipuladas de maneira tal que possam ser utilizadas para fins de engenharia, planejamento, agronomia, saneamento, etc.

    MAQUI
    Denominação aplicada à vegetação xerófila encontrada na bacia do mar Mediterrâneo, em que algumas árvores crescem até 5m de altura enquanto uma grande variedade de plantas herbáceas se estende sob o substrato arbóreo.

    MAR
    Corpo de água salgada menor do que um oceano.

    MAR INTERIOR
    Mar circundado por um continente ou por águas rasas, de modo que a comunicação com o oceano aberto é restrita a um ou poucos estreitos.

    MARCA DE ONDA
    Ondulações produzidas na superfície de camadas sedimentares granulares e incoerentes, originadas por água corrente, ondas ou por ventos. Tais ondulações podem permanecer durante a diagênese até a consolidação da rocha sedimentar e se prestam para determinação do topo e base das camadas. I: Ripple marks.

    MARCASSITA
    Mineral que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal, apresentando brilho metálico e cor que vai desde o amarelo do bronze até quase branco. Composição FeS2, com os geminados por vezes apresentando grupos sob a forma de crista de galo e de ponta de lança.

    MARÉ
    Elevação e abaixamento periódico das águas nos oceanos e grandes lagos, resultantes da ação gravitacional da lua e do sol sobre a Terra.

    MARÉ ALTA
    Altura máxima alcançada durante cada fase de subida da maré.

    MARÉ BAIXA
    Altura mínima alcançada durante cada fase de descida da maré.

    MARÉ DE SIZÍGIA
    Maré de grande amplitude, que ocorre quando o Sol e a Lua estão em sizígia, isto é, quando estão alinhados em relação à Terra e a atração gravitacional entre os dois astros se soma. Ocorre por ocasião da lua nova. Maré de águas vivas.

    MARÉ VERMELHA (Ecologia)
    Concentração extremamente elevada de dinoflagelados no oceano, trazendo como conseqüência uma mudança na cor da água, conferindolhe uma coloração vermelho - acastanhada e uma alta toxidade, provocada por substâncias liberadas por esses protozoários. A acumulação de resíduos metabólicos tóxicos pode causar mortandade de peixes em grande escala.

    MARGA
    Rocha sedimentar constituída por argila e carbonato de cálcio ou magnésio em proporções variadas.

    MARGEM CONTINENTAL
    Extensão submarina dos continentes, e que se divide em Plataforma Continental, Talude Continental e Sopé Continental. Ver também fundo marinho.

    MARGEM CONTINENTAL ATIVA
    Margem continental caracterizada por atividade tectônica de alta sismicidade e vulcanismo. Margem continental do tipo Pacífico.

    MARGEM CONTINENTAL PASSIVA
    Margem continental em que estão praticamente ausentes a sismicidade e os processos magmáticos. Margem continental do tipo Atlântico.

    MARGEM DIREITA
    Lado direito de um curso d’água quando se olha para jusante.

    MARGEM ESQUERDA
    Lado esquerdo de um curso d’água quando se olha para jusante.

    MARIALITA
    Membro sódico do grupo da escapolita, e que integra uma série de solução sólida que se estende da marialita (Na,Ca)4Al3(Al,Si)3Si6O24 (Cl,CO3,SO4) à meionita (Ca,Na)4Al3 (Al,Si)3Si6O24 (Cl,CO3,SO4). Mineral que cristaliza no sistema tetragonal, classe bipiramidal. A designação de escapolita é utilizada para os membros intermediários da série mariolita-meionita.

    MARINA
    Conjunto de instalações necessárias aos serviços e comodidades dos usuários de um pequeno porto, destinado a prestar apoio a embarcações de recreio.

    MÁRMORE
    Rocha metamórfica constituída predomi-nantemente de calcita e:ou dolomita recrista-lizadas, de granulação fina a grossa, em geral com textura granoblástica.

    MARTITA
    Denominação dada à hematita (Fe2O3), quando ocorre como cristais octaédricos ou dodecaédricos, como pseudomorfo sobre magnetita ou pirita.

    MASSA ATÔMICA
    Massa de um átomo medida em uma escala convencional na qual a massa do nuclídeo C12 é o padrão que vale 12 unidades de massa.

    MASSA DE AR
    Grande corpo de ar horizontal e homogêneo que desloca-se como uma entidade reconhecível, podendo ser tanto de origem tropical quanto polar. As características térmicas e hídricas dependem da região de origem e da superfície sobre a qual se encontra a massa de ar em seu deslocamento, podendo ser continental ou marítima, quente ou fria e seca ou úmida.

    MASTOFAUNA
    Conjunto das espécies de mamíferos que vivem em uma determinada região.

    MATA CILIAR
    Vegetação predominantemente arbórea que acompanha a margem dos rios.

    MATA DE GALERIA
    Floresta que orla um ou os dois lados de um curso d’água, em uma região onde a vegetação característica não é florestal.

    MATACÃO
    Fragmento de rocha destacado, transportado ou não, de diâmetro superior a 25 cm, comumente arredondado. As origens são várias: por intemperismo, formando-se “in situ” - matacões de exfoliação; por atividade glacial - matacões glaciais ou erráticos; por trabalho e transporte fluvial; por ação das vagas no litoral.

    MATÉRIA ORGÂNICA BIODEGRADÁVEL
    É a parcela de matéria orgânica de um efluente suscetível à decomposição por ação microbiana, nas condições ambientais. É representada pela demanda bioquímica de Oxigênio (DBO) e expressa em termos de concentração (mg de O2:l) ou carga (Kg de DBO:dia).

    MATÉRIA ORGÂNICA NÃO BIODEGRADÁVEL
    É a parcela de matéria orgânica pouco suscetível à decomposição por ação microbiana, nas condições ambientais ou em condições pré-estabelecidas.

    MATERIAIS INCONSOLIDADOS
    São considerados todos os materiais que estão entre o topo do substrato rochoso e a superfície, indepen-dente de serem residuais ou retrabalhados. São produtos das ações dos processos secundários sobre as rochas. São dinâmicos e sofrem mudanças com a continuidade dos processos secundários e devido as atividades antrópicas.

    MATERIAL DE ORIGEM (SOLO)
    Fração mineral ou orgânica não consolidada, quimicamente intemperizada, a partir da qual o “solum” (horizontes A + B) se desenvolve por processos pedogenéticos. Material parental do solo.

    MATERIAL PARTICULADO
    Material carreado pelo ar, composto de partículas sólidas e líquidas de diâmetros que variam desde 20 micra até menos de 0,05 mícron. Podem ser identificados mais de vinte elementos metálicos na fração inorgânica de poluentes particulados. A fração orgânica é mais complexa contendo um grande número de hidrocarbonetos, ácidos, bases, fenóis e outros componenteS.

    MATÉRIAS PRIMAS
    Substância bruta principal e essencial com que é fabricada alguma coisa.

    MATURIDADE (Geomorfologia)
    Denominação adotada para caracterizar o estágio de evolução do relevo onde a erosão está desenvolvida o suficiente para que a rede de drenagem esteja organizada, e o trabalho das forças combinado com harmonia.

    MEANDRO
    Sinuosidade verificada no leito do rio, em sua fase matura ou senil. Por ser baixo o gradiente de fluxo, dá-se a sedimentação e o rio divaga sobre seu próprio depósito. Quando o rio rejuvenesce, por motivo de abaixamento do nível de base, os meandros podem aprofundar-se na rocha do embasamento do depósito anterior por reativação da erosão. Originam-se desse modo os chamados meandros encaixados.

    MECÂNICA DAS ROCHAS
    Ciência que busca a investigação e caracterização das propriedades físicas e comportamento mecânico das rochas. É o estudo da reologia dos materiais geológicos ou das rochas.

    MECÂNICA DOS SOLOS
    Ciência técnica que, baseada nas leis e princípios da mecânica e da hidráulica, visa o estudo do comporta-mento quantitativo dos solos, com aplicação na engenharia civil, nos ramos da engenharia de fundações e das obras de terra.

    MEDIDAS CORRETIVAS
    Significam todas as medidas tomadas para proceder a remoção do poluente do meio ambiente, bem como restaurar o ambiente que sofreu degradação resultante destas medidas.

    MEDIDAS MITIGADORAS
    São aquelas destinadas a prevenir impactos negativos ou reduzir sua magnitude. É preferível usar a expressão "medida mitigadora" em vez de "medida corretiva", também muito usada, uma vez que a maioria dos danos ao meio ambiente, quando não podem ser evitados, podem apenas ser mitigados.

    MEDIDAS PREVENTIVAS
    Conjuntos de medidas destinadas a prevenir a degradação de um componente do meio ambiente ou de um sistema ambiental.

    MEGACISALHAMENTO
    Falha transcorrente cujo deslocamento horizontal, em termos quantitativos, suplanta significativamente a espessura da crosta terrestre. Sin.: geossutura.

    MEIA ENCOSTA
    Porção intermediária das vertentes, situada entre o topo e o sopé das montanhas.

    MEIA VIDA
    Tempo necessário para que uma substância radioativa perca 50% de sua atividade por desintegração.

    MEIO AMBIENTE
    (1) Conjunto de condições, leis, influências e interações de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas (Política Nacional do Meio Ambiente, Lei Federal 6938:81). (2) Determinado espaço onde ocorre a interação dos componentes bióticos - fauna e flora, abióticos - água, rocha e ar, e biótico-abiótico - solo. Em decorrência da ação humana, caracteriza-se também o componente cultural (ABNT:1989).

    MEIO FÍSICO
    (1) É a parcela do meio ambiente constituída pelos materiais rochosos e inconsolidados, as águas e o relevo, que estão combinados e arranjados de diversas maneiras em espaços tridimensionais. (2) Conjunto do ambiente definido pela interação de componentes predominantemente abióticos - solos, rochas, água, ar, e tipos naturais de energia - gravitacional, solar, energia interna da Terra, etc., incluindo suas modificações decorrentes da ação biológica e humana.

    MEIO-FIO
    Remate da calçada junto à faixa carroçável, como se fosse um espelho de escada (ABNT).

    MÉLANGE
    Unidade rochosa de textura caótica formada em regiões de colisão de placas. Existem dois tipos de mélanges, os tectônicos e os sedimentares - olistromos. Ambos localizam-se sempre no espaço entre a fossa e o arco insular, no lado da fossa mais próxima do continente.

    MELÂNICO (Pedologia)
    Denominação que significa de coloração escura ou negra devido a incorporação de matéria orgânica ao solo.

    MELANOCRÁTICA (ROCHA)
    Relativo a rochas ígneas de coloração escura, que contém pelo menos 60% de minerais máficos. Ex.: dunito.

    MEMBRO (Estratigrafia)
    Parte integrante de uma formação, apresentando, contudo, características litológicas próprias que permitem distingui-lo das partes adjacentes da formação.

    MERGULHO
    Ângulo que um plano de descontinuidade litológica - plano de estratificação de uma camada, plano de junta, planos delimitantes de um corpo tabular ou dique, plano de falha, etc., forma com o plano horizontal, tomado perpendicularmente à sua intersecção - mergulho real. Sin.: inclinação.

    MERIDIANO
    Linha de referência norte - sul, em particular o círculo máximo que passa através dos polos geográficos da Terra, de onde as longitudes e os azimutes são determinados.

    MESOCRÁTICA (ROCHA)
    Relativo a rochas ígneas que contém entre 30 - 60% de minerais máficos. Exs.: diorito, basalto.

    MESOPROTEROZÓICO
    A Era Mesoproterozóica se estende de 1.600 à 1.000 milhões de anos, sendo caracterizada pela ocorrência de extensas faixas de rochas metamórficas separando blocos estáveis mais velhos. Alguns exemplos dessas faixas, de evolução tipicamente longa, são a Província Grenville, na América do Norte e os cinturões da região central da Austrália. É dividido em três períodos: Calymmiano, Ectasiano e Steniano. Ao longo desses períodos uma sucessão de colisões entre placas e orogêneses foi responsável pela fusão de praticamente todas as áreas continentais em um gigantesco continente chamado Rodínia. O registro fóssil mesoproterozóico é limitado, constituído basicamente de estromatólitos e bactérias.

    MESOSFERA
    Camada situada na parte superior da estratosfera, onde a temperatura diminui com a altura até alcançar o mínimo de cerca de 900 C aos 80km. A pressão atmosférica é muito baixa e diminui aproximadamente de 1mb, na base da mesosfera aos 50km acima do solo, até 0,01mb na mesopausa, por volta dos 90km acima da superfície terrestre.

    MESOZÓICO
    Era do tempo geológico desde o fim da Era Paleozóica (225 milhões de anos atrás) até o início da Era Cenozóica (65 milhões de anos atrás). Compreende os intervalos de tempo, em milhões de anos, definidos pelos Períodos: Cretáceo - 146 a 65 Jurássico - 205 a 146 Triássico - 245 a 205.

    META
    Prefixo que designa rochas ígneas ou sedimentares metamorfoseadas, em que a petrotrama original ainda pode ser reconhecida.

    METAIS PESADOS
    Metais que podem ser precipitados por gás sulfídrico em solução ácida; por exemplo: cádmio, níquel chumbo, prata, ouro, mercúrio, bismuto, zinco e cobre" (ABNT, 1973). São metais recalcitrantes, como o cobre e o mercúrio, naturalmente não biodegradávéis, que fazem parte da composição de muitos pesticidas e se acumulam progressivamente na cadeia trófica

    METALOGÊNESE
    Termo designado para a formação e evolução de jazimento de minérios metálicos em uma certa região. Designa, também, um certo intervalo de tempo no qual certos processos metalogenéticos ocorrem em vários pontos com freqüência anormal, como por exemplo, por intensas atividades magmáticas durante ciclos orogenéticos.

    METALOGENIA
    Estudo da gênese dos depósitos minerais, com ênfase em suas relações de tempo e espaço com a petrografia regional e com as feições tectônicas da crosta terrestre. O termo tem sido usado tanto para depósitos minerais metálicos, como para não metálicos.

    METALURGIA
    Conjunto de tratamentos físicos e químicos a que se submetem os minerais para se extraírem, devidamente purificados e beneficiados.

    METAMÓRFICA (ROCHA)
    Rocha proveniente de transformações sofridas por qualquer tipo e natureza de rochas pré-existentes que foram submetidas à ação de processos termodinâ-micos de origem endógena, os quais produziram novas texturas e novos minerais, que geralmente se apresentam orientados.

    METAMORFISMO
    Processo pelo qual uma rocha passa por mudanças mineralógicas e estruturais quando submetidas a condições de pressão e temperatura diferentes daquelas em que foi formada, sem o desenvolvimento de uma fase de silicatos em fusão. Os tipos de metamorfismo são: de carga, de contato, dinâmico, regional, termal. I.: Metamorphism.

    METAMORFISMO DINÂMICO
    Metamorfismo que se faz presente em planos de falhas ou zonas de cisalhamento. Como resultado, são produzidos cataclasitos se a deformação for rúptil, e milonitos, se a deformação for dúctil.

    METAMORFISMO DINAMOTERMAL
    Ver metamorfismo regional.

    METAMORFISMO REGIONAL
    Metamorfismo que apresenta extensão regional, quase sempre acompanhado por deformação, que se manifesta sob a forma de dobras e falhas de caráter diverso, exibindo, amiúde, uma estrutura planar bem pronunciada, caracterizada pelo paralelismo de minerais placóides, e em algumas situações, pelo alinhamento de minerais prismáticos. Metamorfismo dinamotermal.

    METASSOMATISMO
    Processo de substituição de um mineral por outro, de diferente composição química, devido à reações introduzidas pela presença de material proveniente de fontes externas. Dissolução e deposição praticamente simultânea em pequenos poros submicroscópicos da rocha, ocasionadas principalmente por soluções hipogênicas aquosas, com conseguinte formação de novo mineral de composição química igual ou diferente, envolvendo minerais ou agregados minerais pré-existentes.

    METATEXIA
    Processo de segregação (usualmente de quartzo e de feldspato) através de diferenciação metamórfica e fusão parcial, levando à produção de uma rocha denominada metatexito, e que compreende três partes: paleossoma, leucossoma e melanossoma.

    METEORITO
    Nome genérico das massas de origem cósmica que caem esporadicamente sobre a Terra. Conforme a constituição mineralógica são ditos: sideritos, litossideritos, siderólitos, aerólitos, tectitos, etc.

    METEORIZAÇÃO
    O mesmo que intemperismo.

    METEOROLOGIA
    Ciência relacionada com a atmosfera e seus fenômenos; a meteorologia observa a temperatura da atmosfera, a densidade, os ventos, as nuvens, a precipitação e outras características e, tem como objetivo justificar sua estrutura observada e evolução (o clima em parte) em termos da influência externa e das leis básicas da Física.

    METIL-ORANGE
    Substância utilizada como indicador nas medidas de alcalinidade, produzindo coloração amarela quando na presença de hidróxidos, carbonato normal ou bicarbonatos. Titulando-se com ácido sulfúrico é possível calcular quantitativamente a alcalinidade presente.

    MÉTODO C14 (Método do radiocarbono)
    Método de datação radiométrica baseado no decaimento do C14, que é um isótopo radioativo, para o isótopo radiogênico N14, através da emissão de radiações b-.É utilizado normalmente na datação de ossos, troncos fósseis, conchas, etc., para um período máximo de 50.000 anos.

    MÉTODO DA TERMOLUMINESCÊNCIA (TL)
    Método de datação de certos materiais rochosos, que se baseia na energia luminosa emitida por estes quando submetidos a aquecimento (2000C-4500°C). Utilizado principalmente em materiais cerâmicos com idades inferiores a 14.000 anos.

    MÉTODO DE DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
    fundamentado no decaimento do isótopo radioativo de elementos para o isótopo radiogênico correspondente. As idades obtidas são consideradas mínimas, representando os resfriamentos a temperaturas inferiores às suas temperaturas críticas dos minerais analisados. São vários métodos definidos pelos seus elementos isotópicos (K-Ar, Lu–Hf, Pb–a, Pb-Pb, Rb–Sr, Sm–Nd, U-Pb, Ar40-Ar39, ...)

    MÉTODOS DE AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL (MÉTODOS DE AIA)
    Métodos de AIA são mecanismos estruturados para coletar, analisar, comparar e organizar informações e dados sobre os impactos ambientais de uma proposta, incluindo os meios para a apresentação escrita e visual dessas informações ao público e aos responsáveis pela tomada de decisão.

    MÉTODOS ELÉTRICOS
    Métodos de prospecção geofísica que se fundamentam no fato de que as rochas e minerais possuem diferentes condutividades elétricas. Alguns métodos se utilizam de campos elétricos naturais como fonte de energia; outros de campos elétricos artificiais aplicados à terra.

    MÉTODOS ELETROMAGNÉTICOS
    Métodos de prospecção geofísica que estudam os campos elétricos ou magnéticos secundários, associa-dos a correntes elétricas subsuperficiais geradas artificialmente.

    MICRA
    Unidade de medida equivalente a milionésima parte do metro. Micro.

    MICRITO
    Calcário afanítico constituído quase que exclusivamente por um mosaico de cristais de calcita interpenetrados com diâmetro compreendido entre 1 e 4 mícrons. É constituinte fundamental do chamado calcário litográfico.

    MICROCLIMA
    Clima local num espaço muito reduzido ou microhabitat. Pode-se considerar como um microclima, por exemplo, as condições existentes no interior de uma caverna.

    MICROCOQUINA
    Calcário detrítico, fracamente cimentado, constituído principalmente por fragmentos de conchas com dimensões inferiores a 2mm.

    MICRÓLITO
    Cristal incipiente, extremamente diminuto, mostrando birrefringência.

    MICROPLACA
    Bloco crustal-litosférico, de dimensões reduzidas em relação às placas tectônicas principais da Terra, caracterizado por uma dinâmica própria em relação às regiões circunvizinhas, em um determinado período de tempo geológico. I: Microplate.

    MIGMATITO
    Rocha mista, geralmente gnáissica, composta de um material hospedeiro metamórfico, com faixas e veios introduzidos de material ígneo quartzo-feldspático - pegmatito ou granito.

    MIGRAÇÃO
    Movimento de população de um local para outro, quer seja por um tempo determinado quer para uma fixação permanente. Abrange a imigração e a emigração. A imigração é a chegada de uma população em novo local, ou em um novo país, para aí se fixar. Já a emigração é a saída de uma população para outro local ou outro país, onde irá se fixar.

    MIGRAÇÃO DOS CONTINENTES
    Teoria formulada por A. Wegener, segundo a qual a posição relativa dos continentes mudou no tempo geológico, por translações horizontais. Segundo Wegener os continentes permane-ceram agregados até o Paleozóico Médio formando um só continente denominado “Pangea”. Só no Mesozóico se iniciou a separação de massas continentais individuais, dando origem aos continentes atuais. A massa continental do Gondwana separou-se em Austrália, Índia, África, América do Sul e Antártica, e a América do Norte separou-se da Eurásia, surgindo o Oceano Atlântico. As translações horizontais dos continentes deram origem a pregueamentos orogenéticos; assim, pelos movimentos rumo oeste dos continentes americanos, foi pregueada a sua borda ocidental, em virtude da resistência da massa sísmica do Pacífico, originando-se os Andes e as Montanhas Rochosas. Semelhantemente originou-se o Himalaia, pelo deslizamento da Índia contra o mar “Tétis”. Ainda perduram tais movimentos migratórios; assim, a Groenlândia afasta-se hoje da Europa cerca de 20 a 30 m por ano. Também designada teoria de Wegener, teoria da translação dos continentes, etc.

    MILIBAR
    Milésima parte de um bar; a pressão normal ao nível do mar é cerca de 1,013 milibars.

    MILONÍTICA (TEXTURA)
    O mesmo que cataclástica (textura).

    MILONITO
    Rocha finamente triturada, laminada e recristalizada, formada por microbrechação e moagem extrema devido a movimentos tectônicos.

    MIMETISMO
    Capacidade que assumem ou possuem certos organismos (mímicos) de imitar uma parte ou o todo de outro animal objetivando confundir seus predadores ou ainda para predar, parasitar ou obter alguma vantagem.

    MINA
    Segundo a legislação brasileira é uma jazida em lavra, entendendo-se por lavra o conjunto de operações necessárias à extração industrial de substâncias minerais ou fósseis da jazida.

    MINERAL
    Elemento ou composto químico formado, em geral, por processos inorgânicos, o qual tem uma composição química definida e ocorre naturalmente na crosta terrestre.

    MINERAL ACESSÓRIO
    Mineral que ocorre em pequena quantidade em uma rocha e cuja presença ou ausência não afeta a análise dessa rocha.

    MINERAL DIAMAGNÉTICO
    Mineral que é repelido ao longo das linhas de força de um campo magnético para pontos onde o campo é de menor intensidade. Mineral não - condutor.

    MINERAL ESSENCIAL
    Mineral cuja presença é indispensável para deduzir-se o nome de uma determinada rocha.

    MINERAL FERROMAGNÉTICO
    Mineral que apresenta elevado paramagnetismo. A característica usualmente considerada para caracterizar o ferromagnetismo é a retenção do magnetismo após o mineral ser retirado do campo. Esta propriedade de magnetismo residual é conhecida como magnetismo remanescente, sendo que dela são originados os ímãs permanentes.

    MINERAL INSATURADO
    Mineral que nunca, ou só excepcionalmente, está associado com o quartzo nas rochas ígneas, pois é instável nas condições magmáticas quando o ácido silícico está presente.

    MINERAL ISOTRÓPICO
    Mineral no qual os raios de luz se propagam com a mesma velocidade em todas as direções, de modo que possui apenas um índice de refração.

    MINERAL MAGNÉTICO
    Mineral que é atraído ao longo das linhas de força de um campo magnético para pontos onde o campo apresenta maior intensidade (sin.: mineral paramagnético).

    MINERAL PARAMAGNÉTICO
    Ver mineral magnético.

    MINERAL PRIMÁRIO
    mineral gerado quando da formação da rocha, e mantém sua forma e composição originais.

    MINERAL SATURADO
    Mineral que se desenvolve na presença de um excesso de sílica.

    MINERAL SECUNDÁRIO
    mineral que se formou após a formação da rocha que o contém e geralmente a partir de outro mineral primário.

    MINERAL-ÍNDICE
    Mineral neo-formado que aparece durante o metamorfismo de sedimentos pelíticos (argilas e folhelhos), em uma seqüência definida, segundo o aumento do grau metamórfico. Em muitos terrenos metamórficos, a seguinte sucessão de minerais-índices pode ser observada com o aumento do grau metamórfico: clorita, biotita, granada, almandina, cianita, estaurolita e silimanita.

    MINERAL-MINÉRIO
    Mineral do qual pode ser extraído economicamente um ou mais metais.

    MINERALIZAÇÃO
    (1) Processo pelo qual elementos combinados em forma orgânica, provenientes de organismos vivos ou mortos, ou ainda sintéticos, são reconvertidos em formas inorgânicas, para serem úteis ao crescimento das plantas. A mineralização de compostos orgânicos ocorre através da oxidação e metabolização por animais vivos, predominantemente microscópicos (ABNT, 1973). (2) Processo edáfico fundamentalmente biológico de transformação de despojos animais e vegetais em substâncias minerais inorgânicas e simples. Sin. estabilização.

    MINERALOGIA
    Ciência que estuda o modo de formação, as propriedades, a ocorrência, as transformações e a utilização dos minerais.

    MINERALÓIDE
    Substância amorfa de ocorrência natural.

    MINÉRIO
    Mineral ou associação de minerais que podem, em condições favoráveis, serem trabalhados industrialmente para a extração de um ou mais metais. Por falta de designação adequada, extensivo também aos minerais não-metálicos.

    MIRMEQUITA
    Intercrescimento que se caracteriza pela presença de massas de quartzo diminutas, sob a forma de vermes ou dedos inclusos no plagioclásio sódico, usualmente o oligoclásio, em zonas de contato entre este mineral e o feldspato alcalino.

    MISPÍQUEL
    Ver arsenopirita.

    MISSISSIPIANO
    Também conhecido como Carbonífero Inferior, teve duração de aproximadamente 35 milhões de anos, entre 355 e 320 milhões de anos, compreendendo os andares Tournaisiano, Viseano e Serpukhoviano. Durante o Mississipiano a vida animal, tanto os vertebrados como os invertebrados, consolidaram sua posição no meio terrestre. Os continentes Euramérica e Gondwana ocidental se moveram em direção ao norte, provocando a Orogenia Variscana - Herciniana, na Europa. O termo Mississipiano usado pelos geólogos e paleontólogos americanos não obteve aceitação na Europa, onde o termo Carbonífero Inferior prevalece.

    MOAGEM
    Fragmentação fina, industrialmente realizada em moinhos, reduzindo a rocha a fragmentos inferiores a 1 cm.

    MOBILIDADE GEOQUÍMICA
    Maior ou menor facilidade com que um elemento químico se move em um meio natural específico.

    MODA
    Composição mineral real de uma rocha magmática, expressa quantitativamente em porcentagens de peso ou volume dos minerais constituintes.Em geral difere da norma.

    MODELADO DO RELEVO
    Evolução contínua da paisagem morfológica terrestre, como resultado da influência exercida pelos processos morfogenéticos. Nessa perspectiva, a paisagem morfológica atual que percebemos é apenas uma etapa inserida em longa seqüência de fases, passadas e futuras.

    MOLASSA
    Sedimentação grosseira sin-orogênica a terminal-orogência representativa da erosão inicial das montanhas recém-formadas, depositada nas calhas formadas pelo evento orogênico. Constituem espessas camadas de sedimentos clásticos grossos, arenitos continentais com estratificação cruzada, e marcas de onda e sedimentos de água doce, seguida de grande espessura de areias avermelhadas, folhelhos e evaporitos. Os sedimentos tornam-se tanto mais finos quanto mais afastados da cadeia central. F/I: Molasse.

    MOLDE
    Impressão deixada por um organismo. Assim, uma concha envolvida por sedimentos pode originar uma moldagem ou cópia de sua superfície externa (molde externo), bem com de seu interior (molde interno).

    MOLÉCULA
    Menor partícula na qual um composto pode ser dividido mantendo as suas propriedades.

    MOLEDO
    Termo vulgar que indica rocha fortemente alterada (solo residual) que ainda preserva a estrutura e textura da rocha. O mesmo que saprólito.

    MOLHE
    Denominação aplicada para indicar uma estrutura de terra, blocos de rocha ou outro tipo de material, geralmente revestida e ligada ao continente e que pode desempenhar o papel de um quebra-mar ou atracadouro.

    MOLIBDENITA
    Mineral que cristaliza no sistema Hexagonal, Classe bipiramidal – dihexagonal, com brilho metálico e cor cinza de chumbo. Untosa ao tato, apresenta composição MoS2.

    MONAZITA
    Mineral que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática, com composição (Ce,La,Y,Th)PO4, coloração castanho-amarelada a avermelhada, translúcida e brilho resinoso.

    MONÇÃO
    Vento de circulação geral da atmosfera caracterizado pela persistência estacional de uma dada direção do vento e pela variação marcante dessa direção de uma estação para outra, em função das diferenças térmicas entre áreas de terra e água o que provoca mudanças na localização dos centros de alta e baixa pressão. São ventos que seguidamente sopram para a costa durante o verão e para o alto mar durante o inverno.

    MONDONGO
    Denominação regional da Ilha de Marajó para terrenos alagadiços, atolentos, em grande parte submersos, vestígios de antigos lagos ou canais, que pelo processo de colmatagem vão sendo povoados por uma vegetação pioneira de caráter edáfico, com fisionomia arbustiva, densa e cerrada.

    MONITORAÇÃO
    (1) Coleta, para um propósito predeterminado, de medições ou observações sistemáticas e intercomparáveis, em uma série espaço-temporal, de qualquer variável ou atributo ambiental, que forneça uma visão sinóptica ou uma amostra representativa do meio ambiente. (2) Determinação contínua e periódica da quantidade de poluentes ou de contaminação radioativa presentes no meio ambiente. Sins. monitorização, monitoramento.

    MONITORAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS
    Processo de observações e medições repetidas, de um ou mais elementos ou indicadores da qualidade ambiental, de acordo com programas preestabelecidos, no tempo e no espaço, para testar postulados sobre o impacto das ações do homem no meio ambiente.

    MONITORAMENTO AMBIENTAL
    Acompanhamento periódico através de observações sistemáticas de um atributo ambiental, de um problema ou situação através da quantificação das variáveis que o caracterizam. O monitoramento determina os desvios entre normas preestabelecidas ou referenciais e as variáveis medidas.

    MONTANHA
    Grande elevação do terreno, com cota em relação a base superior a 300 (trezentos) metros e freqüentemente formada por agrupamentos de morros. (Resolução CONAMA 004:85).

    MONTANTE
    Direção oposta à corrente. Diz-se do lugar situado acima de outro, tomando-se em consideração a corrente fluvial que passa na região. O relevo de montante é, por conseguinte, aquele que está mais próximo das cabeceiras de um curso d`água, enquanto o de jusante está mais próximo da foz.

    MONTE
    Elevação do terreno com cota do topo em relação a base entre 50 (cinqüenta) a 300 (trezentos) metros e encostas com declividade superior a 30%. (aproximadamente 17º) na linha de maior declividade; o termo "monte" se aplica de ordinário a elevação isoladas na paisagem. (Resolução CONAMA 004:85).

    MONTURO
    Resíduo sólido urbano acumulado irregularmente em terrenos, calçadas, vias ou logradouros públicos, sem qualquer tipo de acondicionamento padronizado (ABNT).

    MONZONÍTICA (ROCHA)
    Rocha ígnea que apresenta proporções aproximadamente iguais de feldspatos alcalinos e plagioclásios.

    MONZONITO
    Rocha que ocupa posição intermediária entre o sienito e o diorito. Caracteriza-se por quantidades aproximadamente iguais de feldspato potássico e de plagioclásio, nenhum deles constituindo menos de um terço nem mais de dois terços do feldspato total. O quartzo presente, geralmente não excede 10% do volume.

    MORENA
    Denominação aplicada à carga sedimentar transportada por uma geleira, e qualificada após sua deposição de acordo com a posição ocupada na geleira, como morena lateral, mediana, interna, basal e terminal.

    MORFOESTRUTURA
    Feição em que a forma de relevo e a drenagem estão estreitamente relacionados à estrutura geológica, seja ela de caráter dobrado, falhado ou lineagênico, podendo apresentar feição positiva ou negativa, ou ainda estar à superfície ou então inumada por espessa seqüência sedimentar.

    MORGANITA
    Variedade de berilo – Be3Al2 (Si6018) – que apresenta coloração rósea, com tons desde claros até intensos.

    MORRO
    Elevação que apresenta encostas suaves, com declividade menor do que 15%, e altitudes que variam entre 100 e 300m.

    MORRO TESTEMUNHO
    Colina de topo plano situada diante de uma escarpa de cuesta, mantida pela camada resistente. Representa um fragmento do reverso, sendo, portanto, um testemunho da antiga posição da cuesta antes do recuo do front.

    MORROTE
    Elevação que apresenta encostas íngremes, com declividade maior do que 15% e altitudes superiores a 100m.

    MOSAICO CONTROLADO
    Mosaico que é obtido através da união de imagens com base em pontos de controle no terreno e triangulação radial, de modo a reduzir ao mínimo as distorções inerentes ao imagiamento.

    MOSQUEADO
    (Pedologia) Pontos ou manchas de cor ou tonalidade diferente entremeadas com a cor dominante da matriz de um horizonte do solo. Pode ocorrer em vários horizontes ou camadas de solo, especialmente em zonas de flutuação do lençol freático, podendo ser também decorrente de variações no material de origem.

    MOVIMENTO DE BLOCO
    Consiste no deslocamento, por gravidade, de blocos de rocha, podendo ser: queda de bloco, em taludes íngremes, correspondendo à queda livre de blocos de rocha com ausência de superfície de movimentação; rolamento de bloco, quando o bloco desloca-se, por perda de apoio, ao longo de uma superfície; e desplacamento de rocha que consiste no desprendimento de lascas ou placas de rocha de um maciço rochoso.

    MOVIMENTO DE MASSA
    Fenômeno de escorregamento de um maciço (solo ou rocha) em superfície inclinada (talude), devido a várias causas.

    MOVIMENTO TECTÔNICO
    Deslocamento de massa rochosa originado por forças induzidas pela dinâmica interna do planeta que impõe tensão aos maciços rochosos.

    MUD FLOW
    Deslocamento rápido encosta abaixo, devido a chuvas pesadas, de material superficial de granulação fina, em áreas com pouca vegetação, típicas de regiões semi-áridas e áridas. “Mud flows” de origem vulcânica são conhecidos como “lahars”.

    MURO (Geologia Estrutural)
    Ver teto.

    MURO DE ARRIMO
    Obra executada com a finalidade de impedir a desestabilização de cortes e taludes, proporcionando segurança quanto a: tombamentos, escorregamentos, rupturas e deformação do terreno de fundações, etc. Dividem-se em: muros de gravidade, que resistem ao empuxo com seu próprio peso, e muros de flexão, na forma de L ou T invertidos, que trabalham à flexão como vigas em balanço.

    MUSGO
    Vegetal de pequeno porte, provido de caule e folhas, pertencente ao grupo das briófitas.

    MUTILAÇÃO
    Ato ou efeito de destruição. Refere-se principalmente as ações antrópicas danosas ao meio ambiente ou à ecologia de uma região.

    MUTUALISMO
    Tipo de relação harmônica interespecífica onde dois seres de espécies diferentes vivem intimamente associados, realizando trocas de alimentos e de produtos de metabolismo, com o benefício de ambos. Havendo grande interdependência é chamado de mutualismo obrigatório. São exemplos de mutualismo os cupins e os protozoários digestores de madeira, as leguminosas e as bactérias fixadoras de nitrogênio e as algas e os fungos que formam o líquen.