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       Serviço Geológico do Paraná

    Ações

    Aqui você encontra os últimos termos que foram incluídos em nosso glossário. Para ler mais, consulte o índice.

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    Glossário de termos geológicos

    PADRÃO
    Em sentido restrito, padrão é o nível ou grau de qualidade de um elemento - substância ou produto, que é próprio ou adequado a um determinado propósito. Os padrões são estabelecidos pelas autoridades, como regra para medidas de quantidade, peso, extensão ou valor dos elementos. Na gestão ambiental, são de uso corrente os padrões de qualidade ambiental e dos componentes do meio ambiente, bem como os padrões de emissão de poluentes.

    PADRÃO DE CANAL FLUVIAL
    Configuração de um rio em planta, dentro de uma visão ampla. A configuração de um canal é geralmente descrita como retilínea, anastomosada ou meandrante.

    PADRÃO DE DRENAGEM
    Arranjo em planta dos rios e riachos dentro da bacia de drenagem, em grande parte controlada pela estrutura geológica do terreno. Os diferentes padrões de drenagem determinam vários esquemas de classificação dos rios e das respectivas bacias. As classificações podem basear-se na gênese - rio antecedente, superimposto, conseqüente, subseqüente; na geometria - drenagem dentrítica, em treliça, retangular, paralela, radial; ou no padrão de escoamento - bacias endorreicas, exorreicas.

    PADRÃO DE POTABILIDADE DA ÁGUA
    Conjuntos de parâmetros e limites aceitos pela saúde pública para o consumo humano da água. A água captada é tratada para adquirir padrão de potabilidade adequado ao seu uso.

    PADRÃO DE QUALIDADE DA ÁGUA
    Conjunto de parâmetros e respectivos limites, com relação aos quais os resultados dos exames de uma amostra de água são comparados para se aquilatar sua qualidade para um determinado fim, tais como o consumo humano, os usos agrícola e animal, esportes náuticos, navegação, geração de energia elétrica etc.

    PADRÕES DE EFLUENTES LÍQUIDOS
    Padrões a serem obedecidos pelos lançamentos diretos e indiretos de efluentes líquidos, provenientes de atividades poluidoras, em águas interiores ou costeiras, superficiais ou subterrâneas.

    PADRÕES DE EMISSÃO
    Quantidade máxima de poluentes que se permitem legalmente despejar no ar por uma única fonte, quer móvel ou fixa.

    PADRÕES DE POTABILIDADE
    São as quantidades limites que, baseadas nos estudos toxicológicos disponíveis e à luz do conhecimento científico do momento, podem ser toleradas nas águas dos sistemas de abastecimento, sem danos à saúde. Estas quantidades limites de elementos e substâncias químicas são fixadas, em geral, por leis, decretos, ou regulamentações, emanadas da autoridade sanitária.

    PADRÕES DE QUALIDADE AMBIENTAL
    Condições limitantes da qualidade ambiental, muitas vezes expressas em termos numéricos, usualmente estabelecidos por lei e sob jurisdição específica, para a proteção da saúde e do bem-estar dos homens.

    PADRÕES DE QUALIDADE DO AR
    "É o limite do nível de poluentes do ar atmosférico que legalmente não pode ser excedido, durante um tempo especifico, em uma área geográfica específica.

    PAISAGEM TOPOGRÁFICA
    Feição atual da geomorfologia de uma região, resultante dos processos de modelado do relevo.

    PALEOCLIMA
    Clima de um período pré-histórico cujas principais características podem ser inferidas a partir de evidências na crosta terrestre, tais como evidências biológicas, litogenéticas e morfológicas.

    PALEOCLIMATOLOGIA
    Estudo dos paleoclimas e das causas de suas variações, através do tempo geológico, envolvendo interpretação de depósitos glaciais, fósseis e sedimentológicos.

    PALEOECOLOGIA
    Ramo da Paleontologia voltado ao estudo das relações entre os organismos e seus ambientes de vida em épocas que antecederam o Holoceno.

    PALEOGEOGRAFIA
    O estudo e descrição da geografia física do passado geológico, tal como a reconstrução histórica do padrão da superfície terrestre ou de uma dada área num determinado tempo do passado geológico, ou o estudo de sucessivas mudanças da superfície durante o tempo geológico.

    PALEOMAGNETISMO
    Estudo do magnetismo remanescente natural visando a determinação da intensidade e da direção do campo magnético da Terra no passado geológico.

    PALEONTOLOGIA
    Ciência que trata dos fósseis, estudando os restos de organismos e as formações rochosas que os contém.

    PALEOPAVIMENTO
    Depósito antigo que corresponde muitas vezes a cascalheiras e baixos terraços, relacionados às oscilações climáticas, normalmente marcadas por linhas de pedras. I.: stone lines.

    PALEOSSOLO
    Solo formado em épocas que antecederam o Holoceno.

    PALEOZÓICO
    Era do tempo geológico compreendida entre o final do Pré-Cambriano - 600 milhões de anos atrás; até o início da Era Mesozóica - 225 milhões de anos atrás. Compreende os períodos de tempo definidos pelos intervalos em milhões de anos atrás: Permiano - 290 a 245 Carbonífero - 362 a 290 Devoniano - 408 a 362 Siluriano - 439 a 408 Ordoviciano - 510 a 439 Cambriano - 570 a 510.

    PALINGÊNESE
    Processo ultrametamórfico de regeneração de magma em profundidade, implicando mistura e fusão completas de rochas.

    PALINOLOGIA
    Ciência integrante da paleobotânica, e voltada ao estudo dos pólens e esporos, tanto fósseis quanto atuais.

    PALINOMORFO
    Parte preservada de diversos organismos ou estruturas orgânicas, cujas dimensões variam de 10 micra a 500 micra, estando incluídos esporos, pólens, microrganismos planctônicos e bentônicos.

    PALMITO
    Porção do topo das palmeiras, geralmente comestível, correspondente ao meristema apical e primórdios foliares da planta.

    PALUSTRE
    Ambiente de sedimentação própria de pântanos. Sin.: pantanoso.

    PANDEMIA
    Epidemia de uma doença que afeta pessoas em muitos países e continentes.

    PANGÉA
    Continente hipotético a partir do qual os atuais continentes se originaram pelo movimento de placas tectônicas, desde a Era Mesozóica até o presente.

    PANTANAL
    É uma planície aluvial localizada na Região Centro-Oeste do Brasil, influenciada pelos rios que drenam a Bacia do Alto Paraguai, onde está inserida, entre as coordenadas 15° 30' e 22° 30' de latitude sul e 54° 45' e 58° 30' de longitude a oeste de Greenwich. Possui área nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e é caracterizada pela baixa declividade: 6 a 12 cm:km no sentido leste-oeste e de 1 a 2 cm:km no sentido norte-sul.

    PÂNTANO
    Terreno plano, constituindo baixadas inundadas, junto aos rios.

    PANTHALASSA
    Oceano primitivo que circundava o supercontinente Pangea, antes da sua fragmentação.

    PÃO DE AÇUCAR
    Forma de relevo residual que apresenta feições variadas, encostas predominantemente convexas, desnudadas e com elevadas declividades. Sin.: Pontão.

    PAR ESTEREOSCÓPICO
    Conjunto constituído por duas imagens consecutivas de uma mesma faixa do terreno, e que apresentam uma superposição suficiente para permitir a visão em terceira dimensão.

    PARA (GEOLOGIA)
    Prefixo que indica que a rocha metamórfica foi originada de uma rocha de natureza sedimentar.

    PARACONGLOMERADO
    Conglomerado com arcabouço muito fechado, com excesso de matriz sobre megaclastos, sendo, na realidade, lamitos com seixos e calhaus dispersos. Em muitos casos os seixos formam apenas 10% da rocha.

    PARAGÊNESE
    Associação de minerais formados pelo mesmo processo genético. Também definida como ordem pela qual os minerais que ocorrem nas rochas, vieiros, etc., se desenvolvem associadamente.

    PARALAXE
    Deslocamento aparente da posição de um corpo em relação a um ponto ou sistema de referência, devido a mudança do ponto de observação.

    PARALELA (DRENAGEM)
    Padrão de drenagem em que os rios e seus tributários são espaçados de maneira regular e fluem virtualmente paralelos ou subparalelos sobre uma área de extensão considerável.

    PARALELO
    Círculo da superfície da Terra, paralelo ao plano de equador, e que une todos os pontos de mesma latitude.

    PARÁLICO
    Ambiente de sedimentação situado próximo ao litoral, e cujos sedimentos apresentam simultaneamente características marinhas e continentais.

    PARÂMETROS DE COLETA
    Dados fundamentais para o perfeito dimensionamento de frota, apropriada aos serviços de coleta regular de resíduos (ABNT).

    PARANÁ
    Denominação amazônica de origem indígena e que significa o braço de um grande rio, formando uma grande ilha. Quando de pequenas proporções é chamado Paraná-Mirim.

    PARASITA
    Organismo cuja existência se dá às expensas de um hospedeiro.

    PARASSEQÜÊNCIA (ESTRATIGRAFIA)
    Sucessão relativamente concordante de camadas ou conjunto de camadas, geneticamente relacionadas, limitada por superfície de inundação marinha.

    PARCELAMENTO DO SOLO
    Subdivisão de terrenos urbanos com área superior a 10.000 m2 em lotes, vias públicas, áreas verdes e áreas destinadas a equipamentos públicos. As normas para abertura de loteamento são definidas por leis - federal e municipal.

    PAROXISMO
    Violenta aceleração de atividades geológicas, particularmente tectônicas e vulcânicas.

    PARQUE ESTADUAL
    Área de domínio público estadual, delimitado por atributos excepcionais da natureza, a serem preservados permanentemente, que está submetida a regime jurídico de inalienabilidade e indisponibilidade em seus limites inalteráveis, a não ser por ação de autoridade do Governo Estadual, de modo a conciliar harmonicamente os seus usos científicos, educativos e recreativos com a preservação integral e perene do patrimônio natural.

    PARSEC
    Unidade de comprimento que corresponde a 3,26 anos-luz.

    PARTENOGENÊSE
    Reprodução sem fertilização por gametas masculinos, geralmente envolvendo a formação de óvulos diplóides cujo desenvolvimento é iniciado espontaneamente. Em alguns casos óvulos haplóides também dão origem a novos indivíduos. É um tipo de reprodução assexuada.

    PARTIÇÃO (CRISTALOGRAFIA)
    Tendência apresentada por certas substâncias cristalinas de se romperem ao longo de superfícies lisas, que não são necessariamente paralelas às faces do cristal.

    PARTÍCULAS ELEMENTARES DO SOLO
    Partículas de solo que se individualizam com tratamento padrão de dispersão, procedimento este indispensável para determinação da classe textural do solo. Sin.: Partículas primárias do solo.

    PATOGÊNICO
    Organismo que ocasiona agravos à saúde e mesmo a morte do homem e de outros animais.

    PAVIMENTO DE EROSÃO
    Camada constituída por fragmentos grosseiros, como areia e cascalho, que permanecem na superfície do terreno após a remoção das partículas finas - argila e silte pela erosão.

    PAVUNA
    Denominação aplicada a um vale profundo e escarpado.


    Unidade de medida linear, inglesa, correspondendo a 12 polegadas, e aproximadamente 30,48cm.

    PEDIMENTO
    Superfície de erosão plana, levemente inclinada, entalhada no embasamento, geralmente coberta por cascalhos fluviais. Ocorre entre frontes de montanhas ou vales ou fundo de bacias e comumente forma extensas superfícies de embasamento acima das quais os produtos de erosão retirados das frontes das montanhas são transportados para as bacias.

    PEDIPLANAÇÃO
    Processo que leva, em regiões de clima árido a semi - árido, ao desenvolvimento de áreas aplainadas, ou então superfícies de aplainamento.

    PEDIPLANO
    Superfície que apresenta topografia plana a suavemente inclinada e dissecada, truncando o substrato rochoso e pavimentado por material alúvio-coluvionar.

    PEDOGÊNESE
    Modo pelo qual o solo se origina, com especial referência aos fatores e processos responsáveis pelo seu desenvolvimento. Os fatores que regulam os processos de formação do solo são: material de origem, clima, relevo, ação de organismos e o tempo.

    PEDOLOGIA
    Ciência que estuda a origem e o desenvolvimento dos solos. Seu campo de estudo vai desde a superfície do solo até a rocha decomposta.

    PEDON
    Corpo tridimensional de solo com dimensões laterais grandes o suficiente para permitir o estudo das formas e relações dos horizontes. Sua área varia de 1m² a 10m².

    PEDRA AMARROADA
    Pedra bruta obtida através de um marrão, e cuja dimensão permite o seu manuseio.

    PEDRA BRITADA
    Material resultante da britagem de pedra, apresentando granulação compreendida entre 4,8mm a 100mm.

    PEDRA CAPOTE
    Denominação popular para feições de alteração das rochas produzidas pela decomposição esferoidal.

    PEDRA DE CANTARIA
    Material rochoso utilizado para compor a estrutura de uma obra, podendo tanto ser submetida a esforços quanto proporcionar embelezamento. É empregada para meio fio, parapeitos de janelas, paredes, balcões, muros, além de blocos esculpidos para palácios e catedrais.

    PEDRA DE REVESTIMENTO
    Material utilizado principalmente para embelezar e proteger uma superfície.

    PEDRA-DA-LUA (MINERALOGIA)
    Denominação utilizada para uma variedade da adulária que mostra um jogo de cores opalescente.

    PEDRA-FERRO
    Denominação popular dada às rochas basálticas.

    PEDRA-POME
    Material piroclástico que se forma quando do resfriamento rápido de magma ácido ou intermediário saturado de vapores e gases. As vesículas são usualmente esféricas, podendo, contudo, ser estiradas formando tubos finos e dispostos muito juntos uns dos outros, conferindo aos fragmentos uma aparência fibrosa.

    PEDREGOSIDADE (PEDOLOGIA)
    Proporção relativa de calhaus - material com 2cm-20cm de diâmetro, e matacões - material com 20cm-100cm de diâmetro, presentes na superfície do terreno ou imersos na massa do solo. Varia de não pedregosa até extremamente pedregosa, quando calhaus e matacões ocupam 50-90% da superfície do terreno ou da massa do solo.

    PEDREGOSO (SOLO)
    O mesmo que litólico (solo).

    PEDRISCO
    Material resultante da britagem de pedra e cujas dimensões variam entre 0,075mm e 4,8mm.

    PEGADA
    Marca originária da pressão do pé de um animal sobre um substrato inconsolidado, sendo que a sua preservação depende de uma rápida proteção através de uma cobertura sedimentar.

    PEGMATITO
    Rocha ígnea de granulação extrema-mente grosseira, encontrada geralmente na forma de diques irregulares, lentes ou veios; originada nos estágios finais da consolidação de magmas. Caracteriza-se pela ocorrência freqüente de minerais raros ricos em elementos como lítio, boro, flúor, nióbio, tântalo, urânio e terras raras.

    PELITO
    Sedimento ou rocha sedimentar formada de partículas finas - silte e argila, ou seja, de granulometria abaixo de 0,06 mm.

    PELLET
    Partícula de dimensões reduzidas, entre 0,03mm a 0,15mm, ovóide, esférica ou esferoidal, constituída de calcita microcristalina, sem estrutura interna visível.

    PENEIRA
    Aparelho utilizado para ensaio granulométrico e tecido em fios de bronze ou aço inoxidável. Baseia-se apenas nas diferenças de tamanho entre as partículas para efetuar a sua separação.

    PENEIRA VIBRATÓRIA
    Aparelho dotado de movimentos adequados para produzir o fluxo das partículas através da superfície de peneiramento - horizontal ou inclinada. O mecanismo de acionamento produz uma vibração cujo movimento pode ser circular, linear ou elíptico.

    PENEPLANO
    Na acepção fundamental, corresponde a uma superfície quase plana, ou levemente inclinada.Supõem-se que se forma pelo trabalho dos rios, ou por planação marinha, ou graças à ação do vento sob condições áridas. Representa, assim, vários graus de redução a um nível de base, que representa o limite final da peneplanização.

    PENÍNSULA
    Massa continental que se encontra circundada quase que completamente pelas águas, e ligada ao continente por uma faixa estreita de terra. Ver também istmo.

    PENSILVANIANO
    Também denominado de Carbonífero Superior, teve duração de aproximadamente 25 milhões de anos, entre 320 e 295 milhões de anos, tornando-se o ponto mais alto da evolução dos anfíbios. Durante este tempo evoluíram os primeiros répteis, que rapidamente se diversificaram. Durante esta época os continentes da Laurussia e da Sibéria colidiram para formar a Laurásia; enquanto isso o Continente Gondwana se deslocava do sul para o norte. Como resultado da colisão do Gondwana e da Laurásia, formou-se o Supercontinente Pangea. Em terra, extensas florestas cobriram grandes áreas equatoriais. As grandes jazidas de carvão são do Carbonífero Superior ou Pensilvaniano.

    PERCOLAÇÃO
    (1) Ato de um fluido passar através de um meio poroso. (2) Movimento de penetração da água, no solo e subsolo. Este movimento geralmente é lento e vai dar origem ao lençol freático.

    PERCOLADO
    Líquido que passou através de um meio poroso.

    PERFÉRRICO
    Solo que apresenta teor elevado de ferro, isto é, igual ou superior a 36%.

    PERFIL DE EQUILÍBRIO
    Dá-se essa designação ao perfil longitudinal de um rio, que por erosão ou sedimentação atingiu um gradiente mínimo necessário ao transporte do material obtenível. Cessa, então, o aprofundamento por erosão. Uma vez atingido o perfil de equilíbrio, o perfil longitudinal do rio não se altera mais, a menos que haja um aumento no volume de água ou rejuvenescimento.

    PERFIL DO POÇO
    Memorial técnico onde são descritas as formações geológicas atravessadas, sua litologia e as características técnicas da perfuração e revestimento do poço.

    PERFIL DO SOLO
    Seção vertical ou corte do solo, pelo qual se identificam seus horizontes.

    PERFIL GEOLÓGICO
    Desenho de uma seção vertical entre dois pontos do terreno, mostrando as relações estratigráficas, suas estruturas e a topografia. Sin.: Seção geológica.

    PERFILAGEM
    Gravação contínua, de uma ou mais propriedades físicas em função da profundidade, ao longo de um furo de sondagem ou de uma linha de caminhamento em prospecção geofísica.

    PERFURAÇÃO
    Ato de executar um furo sem o intuito de amostragem, geralmente para instalação de equipamentos e aparelhos de medida. Quando se visa também a amostragem utiliza-se o termo sondagem.

    PERIDOTITO
    Rocha ultramáfica cujo constituinte principal é a olivina, podendo conter outros minerais máficos como: piroxênio, anfibólio ou biotita.

    PERÍMETRO URBANO
    É definido tendo por objetivo básico distinguir o que é urbano do que é rural, a fim de que se possa melhor administrar as questões fiscais e urbanísticas locais. É composto por áreas urbanas já ocupadas, por áreas de expansão urbana e por áreas não urbanizáveis. Para a delimitação do perímetro urbano devem ser considerados os fatores físicos, econômicos, sociais, legais e políticos.

    PERÍODO
    unidade fundamental da escala geológica padrão de tempo.

    PERÍODO DE COLETA
    Espaço de tempo correspondente à execução dos serviços de coleta de resíduos durante uma determinada fase do dia, podendo ser diurna ou noturna.

    PERÍODO DE INCUBAÇÃO
    Intervalo entre a exposição efetiva do hospedeiro suscetível a um patógeno e o início dos sinais e sintomas clínicos da doença nesse hospedeiro.

    PERÍODO DE MARÉ
    Intervalo de tempo entre duas fases homólogas e consecutivas da maré.

    PERÍODO DE ONDA
    Tempo necessário para que duas cristas de onda consecutivas passem por um ponto fixo.

    PERMEABILIDADE
    Capacidade que possuem os solos e as rochas de permitir o fluxo da água pelos poros ou interstícios - permeabilidade primária, e pelos sistemas de fraturas e planos de estratificação - permeabilidade secundária.

    PERMIANO
    Último período da Era Paleozóica com duração de aproximadamente 45 milhões de anos, entre 295 e 250 milhões de anos. A separação entre a Era Paleozóica e a Era Mesozóica ocorreu ao final do Permiano, registrando a maior extinção na história da vida da Terra. Esta extinção atingiu muitos grupos de organismos nos mais variados ambientes, mas afetou principalmente as comunidades marinhas com maior intensidade. Alguns grupos sobreviveram a extinção maciça permiana, mantendo-se em números extremamente diminutos, nunca mais alcançando o domínio ecológico de outrora. A geografia global da época indica que o movimento das placas tectônicas tinha produzido o supercontinente conhecido como Pangea. A maior parte da superfície da Terra era ocupada por um único oceano conhecido como Panthalassa, e um mar menor à leste do Pangea, conhecido como Tethys.

    PERMINERALIZAÇÃO
    Processo através do qual ocorre o preenchimento, por substâncias minerais, dos poros de conchas, ossos ou outras porções dos fósseis.

    PERMINERALIZAÇÃO CELULAR
    Variedade de permineralização em que uma substância mineral penetra nos interstícios dos tecidos e nas células de um organismo, sendo que os minerais mais comuns nesse processo são a sílica e os carbonatos. As madeiras ditas petrificadas são o resultado desse processo.

    PESO ESPECÍFICO
    Peso de um solo por unidade de volume.

    PESQUISA MINERAL
    Conjunto de trabalhos coordenados, necessários para a descoberta de uma jazida, sua avaliação e determinação da sua viabilidade econômica. Compreende os trabalhos de prospecção.

    PESTICIDA
    Agente químico empregado no controle de pragas. Na classificação de pesticidas estão incluídos: inseticidas para eliminação de insetos perigosos; herbicidas para controle de ervas daninhas; fungicidas para o controle de doenças das plantas; rodencidas para exterminar ratos e camundongos; germicidas para desinfecção e algecidas para controle de algas.

    PETROGÊNESE
    Vide petrogrologia.

    PETROGRAFIA
    Ramo da ciência geológica que se ocupa da descrição e classificação das rochas por meio de análise microscópica de seções delgadas.

    PETRÓLEO
    Substância natural encontrada na crosta terrestre, especialmente em camadas sedimentares sob as formas líqüida, gasosa ou sólida. Representa uma complexa mistura de hidrocarbonetos com pequenas quantidades de outras substâncias e que fornece através da destilação: gasolina, nafta, querosene, asfalto, dentre outros.

    PETROLOGIA
    Ciência que se dedica ao estudo das rochas, sua origem - petrogênese, sua descrição e classificação - petrografia.

    PETROLOGIA SEDIMENTAR
    Estudo da composição, características e origem dos sedimentos e das rochas sedimentares.

    pH
    Parâmetro químico que indica a concentração de íons de hidrogênio em uma solução aquosa; variando de 0 a 14, sendo 7 o neutro. Valores abaixo de 7, indicam uma solução ácida – corrosiva, e acima de 7 básica - incrustante.

    PIÇARRA
    Termo usado para indicar material semi-decomposto de granito, gnaisse, ou outras rochas, que conservam ainda sua textura e uma certa consistência. O cascalho grosso sedimentar é também chamado de piçarra. (Sin.: saprólito).

    PICO
    Cume montanhoso agudo, de forma piramidal ou cônica.

    PICO DE CHEIA (HIDROLOGIA)
    Cota mais elevada alcançada pela água durante uma cheia. Sin.: Ponta de cheia.

    PIEMONTE
    Forma do terreno fronteiriço às montanhas, definido pela quebra de um gradiente mais forte a um gradiente mais fraco e que pode passar gradualmente à várzea ou planície de inundação. Os sedimentos formados nos piemontes constituem os depósitos de tálus e cones aluviais.

    PIEZÔMETRO
    (1) Poço de observação no qual é medido o nível freático ou a altura piezométrica. (2) Aparelho que serve para medir carga d’ água, que é constituído de um tubo vertical, aberto nos dois lados, conectado a massa de água.

    PILLOW LAVA
    Acumulações de lava de composição geralmente basáltica e com formas que lembram travesseiros, formadas quando o derrame se processa no oceano ou em outro meio aquoso.

    PIPING
    O mesmo que erosão interna.

    PIRACEMA
    Migração anual de grandes cardumes de peixes rio acima na época da desova. Cardume ambulante de peixe.

    PIRITA
    Mineral que cristaliza no sistema isomérico, classe diploédrica, mostrando como forma mais comum o cubo, tendo as faces geralmente estriadas. Apresenta usualmente cor amarelo-latão, composição FeS2, sendo que o níquel pode estar presente em quantidade considerável dando origem à bravoíta (Ni, Fe)S2.

    PIROCLÁSTICA
    Rocha ígnea extrusiva resultante do extravasamento explosivo de lava devido à ação de gases que ejetam a lava em fragmentos, cinzas ou poeiras.

    PIROCLÁSTICO
    Material rochoso clástico formado por explosões vulcânicas.

    PIROXENITO
    Rocha ultramáfica, de granulação grossa, alotriomórfica, constituída principal-mente por piroxênios.

    PISO
    Ver lapa.

    PISÓLITO
    Partícula arredondada ou elíptica, em geral carbonática, de diâmetro entre 2,0 e 6,0 mm e com estruturas concêntricas. A mesma denominação é usada para a rocha calcária composta por tais partículas. Sin.: Oólito.

    PLACA CONTINENTAL
    Espessa crosta subjacente a um continente.

    PLACA LITOSFÉRICA
    Calota quasitabular da litosfera terrestre, dotada de movimento horizontal sobre a superfície do planeta, individualizada lateralmente por zonas de significativa atividade sísmica, de natureza convergente, divergente ou transformante. I: Lithospheric Plate.

    PLACA TECTÔNICA
    Fragmento da litosfera que flutua sobre o manto astenosférico, com movimentos relativos que induzem aos diversos regimes tectônicos.

    PLACER
    Depósito natural de um mineral útil por concentração mecânica. Ouro, ilmenita, magnetita e diamantes estão entre os minerais obtidos de placers.

    PLAGIOCLÁSIO
    Grupo de minerais feldspáticos com composição variando entre NaAlSi3O8 e CaAl2Si2O8.

    PLANALTO
    Termo geral utilizado para designar regiões da superfície terrestre de relevo suave, porém de altitude relativamente mais elevada, podendo ou não ser contornada por relevos mais rebaixados, apresentando contudo sempre em um dos lados, um desnível altimétrico abrupto.

    PLÂNCTON
    Organismo comumente microscópico, vegetais ou animais, que flutuam na zona superficial iluminada de água marinha ou lacustre; fonte principal de alimentos dos animais aqüáticos.

    PLANEJAMENTO
    É o processo contínuo de previsão e ordenação para conseguir, por meio de uma ação racional e mediante a fixação de objetivos, a melhor utilização dos recursos de uma sociedade em uma determinada época. De acordo com a dimensão da área a ser planejada e o nível de governo responsável por esta área, o planejamento pode ser classificado em: nacional, regional - federal, estadual, regional - estadual, municipal - territorial e urbano.

    PLANEJAMENTO DE BACIAS
    Planejamento de uso e tratamento de solos e águas, tendo em vista a sua conservação e levando em conta os interesses gerais de uma bacia hidrográfica.

    PLANEJAMENTO TERRITORIAL AMBIENTAL
    Denominação para designar o planejamento ambiental com ênfase nos aspectos localizáveis e representáveis espacialmente, levando em conta porem a incidência de fatores não localizáveis. Sin.: Ordenamento ambiental.

    PLANETÓIDE
    O mesmo que asteróide.

    PLANÍCIE
    Termo genérico referente a qualquer área plana ou suavemente ondulada de dimensões variadas que ocorre mais freqüentemente em áreas de baixa altitude, e onde são predominantes os processos de deposição e acumulação de sedimentos.

    PLANÍCIE ALUVIAL
    Porção do vale do rio que é coberta pela água durante os períodos de inundação, correspondendo, em verdade, ao chamado leito maior. O mesmo é coberto por sedimentos aluviais, os quais no decorrer do tempo geológico dão lugar aos terraços. Sin.: Planície de inundação.

    PLANÍCIE DE INTERMARÉ
    Área aplainada, com suave mergulho em direção ao mar, dissecada por canais de maré e tidal crecks, podendo ocorrer associada a outros sistemas como estuários, lagunas, baías, deltas, atrás de ilhas barreiras ou outras barras arenosas. Desenvolve-se em regiões costeiras, em áreas onde dominam os ciclos de maré e a energia das ondas é baixa.

    PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO
    Área contígua ao leito fluvial recoberta por água nos períodos de cheia e transbordamento, constituída de camadas sedimentares depositadas durante o regime atual de um rio e que recobrem litologias pré-existentes. Ao transbordar há a formação de diques naturais - depósitos que flanqueiam o canal; e depósitos de várzea, constituídos pela fração silte e argila, que se espalham pela planície de inundação. A planície de inundação encontra-se geralmente em um vale, e sua sedimentação, que constitui o fácies fluvial, passa interdigitadamente aos sedimentos do fácies de piemonte em direção aos flancos deste mesmo vale. O mesmo que área de inundação. Sins.: Várzea, planície aluvial.

    PLANÍCIE DE MARÉ
    Área baixa, plana, situada ao longo da costa ou em estuários e baías, constantemente sob o efeito das marés. I.: Tidal flat.

    PLANÍCIE DELTÁICA
    Superfície subhorizontal adjacente à desembocadura da corrente fluvial. Abrange a parte subaérea da estrutura deltáica onde, em geral, a corrente principal se subdivide em distributários.

    PLANO AXIAL (GEOLOGIA ESTRUTURAL)
    Plano imaginário que divide uma dobra da maneira mais simétrica possível.

    PLANO DE ACAMAMENTO
    O mesmo que plano de estratificação.

    PLANO DE ESTRATIFICAÇÃO
    Superfície real ou virtual que separa os estratos, originada pela mudança seja: da granulação do material depositado, da composição mineralógica, da morfometria dos grãos, ou da orientação das partículas. É freqüentemente observado pelas diferenças de coloração entre os estratos ou pela facilidade da rocha em se partir segundo essas superfícies. Sin.: Acamamento.

    PLANO DE FALHA
    Superfície ao longo da qual houve o deslocamento relativo dos blocos contíguos, apresentando em geral estrias, polimento e vestígios de cisalhamento. Quando o plano é inclinado, o bloco superior separado pela falha é denominado de capa, e o inferior de lapa. Sin.: Superfície de falha.

    PLANO DIRETOR
    Instrumento de planejamento responsável pelo direcionamento do crescimento dos centros urbanos, buscando o melhor aproveitamento dos espaços e de suas características.

    PLANOSSOLO
    Classe de solos hidromórficos com horizonte B textural de textura média ou argilosa, sob um horizonte A bastante arenoso, com mudança textural abrupta. Apresenta feições associadas com excesso de água (mosqueado e:ou cores de redução).

    PLANTA
    É a representação cartográfica plana de uma área de extensão pequena, de modo que a curvatura da Terra não precisa ser considerada e, por conseguinte, a escala possa ser constante.

    PLANTA GENÉRICA DE VALORES
    Mapeamento dos valores do metro quadrado de terrenos urbanos, para o cálculo do Imposto Predial e Territorial Urbano - IPTU. Esse trabalho é realizado pela Secretaria Municipal de Finanças.

    PLANTIO DIRETO
    Sistema de semeadura, no qual a semente é colocada diretamente no solo não revolvido, através da utilização de máquinas especiais. É aberto um pequeno sulco ou cova, com profundidade e larguras suficientes para garantir uma boa cobertura e contato da semente com o solo, sendo que não mais do que 25% a 30% da superfície do solo são preparados.

    PLASMA
    Estado no qual a matéria consiste de elétrons e outras partículas subatômicas, sem qualquer estrutura de uma ordem superior à dos núcleos atômicos.

    PLASTICIDADE
    Propriedade de uma rocha ou solo de se submeter a grandes deformações permanentes, sem sofrer ruptura, fissuramento, ou grande variação de volume.

    PLATAFORMA (GEOTECTÔNICA)
    Amplas regiões da crosta terrestre, estáveis por longos períodos de tempo, que comportam massas consideráveis de sedimentos horizontalizados ou levemente dobrados. As plataformas estão sujeitas a falhamentos com o conseqüente deslocamento de blocos, bem com podem sofrer variações isostáticas diferenciais. Sins: cráton, embasamento. Vide cráton. Ex.: Plataforma Sul-Americana. I: Platform.

    PLATAFORMA CONTINENTAL
    Zona que se extende desde a linha de imersão permanente até a profundidade de cerca de 200 metros mar adentro. O seu limite oceânico é demarcado pelo talude continental.

    PLATINA
    Metal nobre que cristaliza no sistema isométrico, classe hexaoctaédrica, com densidade 21,45 quando pura e dureza 4,0-4,5, excepcionalmente alta para um metal. Maleável e dúctil, mostra cor cinzento do aço, sendo magnética quando rica em ferro. Não é atacada pelos reagentes comuns, sendo solúvel apenas em água régia muito quente.

    PLATÔ
    Áreas mais elevadas do relevo de uma região, com extensões variadas e declividades baixas, circundadas normalmente por escarpas e encostas.

    PLEOCROÍSMO
    Propriedade que alguns minerais possuem de absorverem seletivamente a luz nas diferentes direções cristalográficas, podendo, assim, aparecerem com várias cores, quando vistos em diferentes direções na luz transmitida.

    PLEONASTO
    Variedade de espinélio de ferro, que apresenta coloração variando de verde – escuro a preto.

    PLUG
    Lava consolidada que preenche o conduto vulcânico. Em geral é mais resistente à erosão do que o material que envolve o cone, podendo permanecer de pé quando o restante da estrutura original já foi erodida.

    PLUMA DO MANTO
    Coluna de material onde se concentra calor e que se eleva no interior do manto, sendo que sua ascensão se dá como uma massa plástica. Vide hot spot. F/I.: Plume.

    PLUMBOSE
    Doença pulmonar provocada pela inalação de partículas finas de minério de chumbo. Sin.: Saturnismo.

    PLUTÔNICA (ROCHA)
    Rocha ígnea, normalmente equigranular, de granulação média a grossa, consolidada em regiões profundas da crosta terrestre (acima de 1600 m). (Sin.: intrusiva).

    PLUTONISMO
    Crença de que todas as rochas da Terra se solidificaram de uma massa original fundida, conforme proposição do escocês James Hutton, um dos fundadores da Geologia e que na época se contrapunha ao Netunismo, defendido por Abraham G. Werner.

    PLUVIOMETRIA
    Parte da hidrometria que trata da medição de alturas de chuva.

    PNEUMOCONIOSE
    Doença que provoca alterações pulmonares e de linfonodos decorrentes da inalação de partículas provindas do ambiente como poeiras e poluição do ar. Os pulmões perdem a elasticidade, e o indivíduo afetado perde a capacidade respiratória. A silicose e a antracose são tipos de pneumoconiose.

    PÓ DE PEDRA
    Material resultante da britagem de pedra e que apresenta granulação inferior a 0,075mm. I.: Filler.

    POÇO
    Furo vertical no solo para extrair água.

    POÇO ARTESIANO
    Poço que atinge um aqüífero artesiano ou confinado e no qual o nível da água se eleva acima do nível do solo.

    POÇO DE INSPEÇÃO
    Escavação vertical com até 20m de profundidade, seção circular ou quadrada, cujas dimensões são suficientes para permitir o acesso de um observador, com o intuito de descrever as paredes, o fundo e coletar amostras.

    POÇO DE OBSERVAÇÃO
    Poço utilizado para observar as variações do nível piezométrico durante um ensaio de bombeamento.

    POÇO DE VISITA
    Poço destinado a permitir a inspeção, limpeza e desobstrução das canalizações de um sistema de coleta de águas residuárias ou pluviais.

    POÇO FREÁTICO
    Poço que capta água de um aqüífero livre. O nível estático no interior do poço freático coincide com o nível da água do aqüífero, no local do poço.

    POÇO PIEZOMÉTRICO
    Poço tubular de diâmetro pequeno, 2 polegadas a 4 polegadas, que é perfurado à curta distância de um poço de produção de água, para que nele sejam observadas as variações ocorridas com os níveis estático e dinâmico durante o bombeamento, e que irão determinar os parâmetros hidrodinâmicos do aqüífero.

    POÇO PONTEIRA
    Poço tubular, pouco profundo e apresentando diâmetro pequeno, por volta de duas polegadas, formado por um tubo com terminação em ponta e com seção perfurada em vários locais, que é introduzido no subsolo através de um sistema de bate-estacas. É utilizado para a exploração de aqüíferos de natureza sedimentar, pouco profundos.

    POÇO TUBULAR
    Poço perfurado por máquina - sonda ou perfuratriz, com diâmetro podendo variar entre duas e doze polegadas, com a finalidade de recolher água de aqüíferos profundos para abastecimento.

    PODZOL
    Classe de solos formados em climas temperados úmidos sob vegetação de coníferas e caracterizados particularmente por apresentar horizonte claro eluvial (E) sobre horizonte B espódico. No Brasil a maioria desses solos associa-se a materiais arenosos.

    PODZÓLICOS VERMELHOS-ESCUROS
    Compreen-dem os solos minerais não hidromórficos, com horizonte B textural em sua maior parte de coloração vermelho-escura, com argila de atividade baixa ou alta; porém neste último caso não pode ocorrer horizonte A chernozênico.

    POEIRA
    Partículas sólidas projetadas no ar por forças naturais, tais como vento, erupção vulcânica ou terremoto, ou por processos mecânicos tais gomo trituração, moagem, esmagamento, perfuração, demolição, peneiramento, varredura. Geralmente, o tamanho das partículas de poeira situa-se entre 1 e 100 micra. Quando menores que 1 mícron, as partículas são classificadas como fumos ou fumaça.

    PÓLDER
    Terreno baixo que foi conquistado artificialmente ao mar, no qual o nível do lençol de água pode ser controlado.

    POLIMORFISMO
    Característica pela qual uma mesma substância química existe sob duas ou mais formas fisicamente distintas.

    POLJÉ
    Grande depressão, situada em terreno calcário, e que apresenta fundo chato. Vale cárstico.

    POLUENTE
    Águas residuais, despejos industriais ou outras substâncias prejudiciais ou indesejáveis que deterioram a qualidade da água, do ar ou do solo.

    POLUENTE ATMOSFÉRICO
    Toda e qualquer forma de matéria e:ou energia que, segundo suas características, concentração e tempo de permanência no ar, possa causar ou venha causar danos à saúde, aos materiais, à fauna e à flora, e seja prejudicial à segurança, ao uso e ao gozo da propriedade, à economia e ao bem estar da comunidade.

    POLUENTES ORGÂNICOS PERSISTENTES (POPs)
    Compostos orgânicos produzidos, direta ou indiretamente, pela ação do Homem, cujos impactos negativos sobre a saúde humana e o meio ambiente são muito grandes. São compostos altamente tóxicos que sofrem bioacumulação e não se degradam facilmente, causando disfunções hormonais, danos ao sistema nervoso central e aos rins, hepatoxicidade, indução de abortos, dentre outros. São conhecidos como os doze sujos, abrangendo dioxinas, furanos, PCBs (bifenilas policloradas), hexaclorobenzeno, mirex (dechlorane, kepone, ferriamicide), heptacloro, DDT (dicloro difenil tricloroetano), dieldrin, clordano, toxafeno, aldrin e endrin.

    POLUIÇÃO
    Qualquer interferência prejudicial aos usos preponderantes das águas, do ar e do solo, previamente estabelecidos.

    POLUIÇÃO AMBIENTAL
    É a adição ou o lançamento de qualquer substância ou forma de energia - luz, calor, som; ao meio ambiente em quantidade que resultem em concentrações maiores que as naturalmente encontradas. Os tipos de poluição são, em geral, classificados em relação ao componente ambiental afetado - poluição do ar, da água, do solo; pela natureza do poluente lançado - poluição química, térmica, sonora, radioativa etc.; ou pelo tipo de atividade poluidora - poluição industrial, agrícola etc.. Encontram-se diversas definições do termo poluição e de seus tipos, tanto acadêmicas quanto legais.

    POLUIÇÃO ATMOSFÉSTICA
    O mesmo que poluição do ar.

    POLUIÇÃO DA ÁGUA
    (1) É o lançamento e a acumulação nas águas dos mares, dos rios, dos lagos e demais corpo d`água, superficiais ou subterrâneos, de substâncias, físicas ou biológicas que afetem odiretamente as características naturais das águas e a vida ou que venham a lhes causar efeitos adversos secundários. (2) Adicionamento de esgotos, despejos industriais ou outro material perigoso ou poluente, nas águas, em mensuráveis da qualidade da água.

    POLUIÇÃO DA ÁGUA SUBTERRÂNEA
    Poluição devida aos produtos agrícolas - adubos e pesticidas; aterros sanitários; descartes de resíduos e fossas sépticas inadequadas.

    POLUIÇÃO DO AR
    É a acumulação de qualquer substância ou forma de energia no ar, em concentrações suficientes para produzir efeitos mensuráveis no homem, nos animais, nas plantas ou em qualquer equipamento ou material, em forma de particulados, gases, gotículas ou qualquer de suas combinações. Sin.: Poluição atmosférica.

    POLUIÇÃO DO SOLO
    Contaminação do solo por qualquer um dos inúmeros poluentes derivados da agricultura, da mineração, das atividades urbanas e industriais, dos dejetos animais, do uso de herbicidas ou dos processos de erosão.

    POLUIÇÃO INDUSTRIAL
    Qualquer alteração das propriedades físicas, químicas ou biológicas do meio ambiente, causadas por qualquer forma de energia ou de substâncias sólida, líqüida ou gasosa, ou combinação de elementos, despejados pelas industrias, em níveis capazes, direta ou indiretamente, de prejudicar a saúde, a segurança e o bem-estar da população, criar condições adversas às atividades sociais e econômicas, ocasionar danos à flora, à fauna e a outros recursos naturais.

    POLUIÇÃO TÉRMICA
    Efeito produzido pela introdução de calor no meio ambiente como conseqüência das atividades humanas. Em sua maior parte esta cessão de calor procede das centrais térmicas, clássicas ou nucleares, que descarregam a água de refrigeração em rios ou lagos.

    POLUIÇÃO TRANSFRONTEIRA
    Poluição que, provocada pela exploração de recursos naturais ou qualquer outra atividade humana, dentro dos limites de jurisdição ou sob o controle de um país, produz dano ao meio ambiente em área ou recursos de outros países ou em regiões fora de qualquer jurisdição.

    POLUIÇÃO VISUAL
    Conceito subjetivo que diz respeito às interferências do homem na paisagem natural ou antrópica, em desarmonia com os demais elementos que a definem a paisagem ou considerados desagradáveis pelo observador.

    POLUIDOR
    Toda instalação ou atividade que lance poluente no ambiente. O mesmo que fonte poluidora.

    POLUIDOR POTENCIAL
    Toda instalação ou atividade,seja na fase de projeto, construção ou funcionamento, que, a qualquer tempo, possa vir a lançar poluentes no ambiente.

    PONTA
    Porção terminal de um cabo ou extremidade externa de qualquer área continental, que avança para o interior do corpo de água, sendo em geral menos proeminente que um cabo.

    PONTAL
    Língua de areia e seixos, de baixa altura, disposta de modo paralelo, oblíquo ou mesmo perpendicular à costa, que se prolonga algumas vezes, sob as águas, em forma de banco. A designação entre pontal e restinga é dificil em certas circunstâncias, principalmente quando o pontal corresponde a uma restinga incipiente.

    PONTÃO
    Ver pão de açucar.

    PONTO CURIE
    Temperatura acima da qual os materiais originalmente magnéticos perdem o magnetismo, sendo que ao serem resfriados, adquirem novamente seu magnetismo.

    PONTO QUENTE
    Vide hot spot.

    POP-UP
    Designação dos fenômenos de subida de material rochoso ao longo de faixas de cisalhamentotranspressionais. Sua expressão sísmica característica é a estrutura em flor positiva.

    POPULAÇÃO
    Conjunto de indivíduos da mesma espécie que vivem numa área e num momento determinado.

    PORFIRÍTICA (TEXTURA)
    Textura de rochas ígneas caracterizada pela presença de grandes cristais (fenocristais) dispersos em uma massa fundamental de granulação fina ou vítrea.

    PORFIROBLÁSTICA (TEXTURA)
    Textura de rochas metamórficas recristalizadas constituídas por grndes cristais (porfiroblastos) dispersos entre cristais de granulação mais fina.

    PORFIROBLASTO
    Cristais de grandes dimensões em rochas metamórficas. Cresceram digerindo, empurrando ou englobando os cristais vizinhos e impondo sua própria forma.

    PORO
    O mesmo que vazio de um solo. Sin.: Interstícios.

    POROROCA
    Fenômeno que ocorre quando as águas do mar elevam seu nível e penetram no estuário de um rio, nas marés enchentes. Na preamar, a massa fluvial opõem-se à velocidade da maré montante que vai elevando o volume das águas do rio. Quando o equilíbrio entre estas duas forças é rompido, forma-se uma “onda de maré” que sobe o rio, cuja correnteza é invertida na superfície. Então, a massa d’água desta “onda de maré” quando passa sobre baixios e banco de areia dos estuários, se fragmenta em vagalhões de 4 m ou mais de altura, produzindo um ruído surdo como um trovão, ouvido a quilômetros de distância.

    POROSIDADE
    Relação entre o volume de vazios e o volume total de um solo ou rocha, expressa em porcentagem do volume total.

    POROSO
    Diz-se de um solo ou rocha sedimentar com grande porcentagem de vazios em relação a seu volume total.

    PÓS-OROGÊNICO
    Evento que ocorre após a orogênese, não necessáriamente relacionada com a mesma.

    PÓS-QUEIMADOR
    Também chamados incineradores a vapor, são equipamentos de controle da poluição do ar no qual a combustão transforma os materiais combustíveis dos efluentes gasosos em dióxido de carbono e água.

    PÓS-TECTÔNICO
    Evento que ocorre após a cessão da deformação.

    POTABILIDADE DAS ÁGUAS
    A água é considerada potável quando pode ser consumida pelo homem sem causar perigo para a sua saúde. De uma maneira geral, os critérios que definem a potabilidade são o químico e o bacteriológico. Os critérios químicos são estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde. Os critérios bacteriológicos baseiam-se em dectetar microorganismos patogênicos, principalmente as bactérias do grupo Coliforme (Escheríchia coli, Streptococcus faecalis, e os Clostridium welchii).

    POTAMOLOGIA
    Estudo dos cursos de água.

    POTÊNCIA (MINERAÇÃO)
    Espessura da jazida medida perpendicularmente às suas paredes - teto e muro. Sin.: Possança.

    POTENCIAL HIDRÁULICO
    Vide nível piezomé-trico.

    POTENCIAL HIDROGENIÔNICO (pH)
    Logaritmo decimal do inverso da atividade dos íons hidrogênio numa solução. Termo utilizado para expressar a intensidade da condição ácida ou alcalina de uma solução.

    PRAGA
    Nome pelo qual é conhecido o inseto que compete com o homem por recursos naturais, consome suas lavouras, destroi suas propriedades ou ataca suas criações. Os insetos praga têm atuação tanto maior quanto mais alterado é o ecossistema.

    PRAIA
    Depósito de areia, clastos e conchas, geralmente bem selecionados e laminados, formados na zona litorânea, pela ação das ondas e correntes.

    PRATA
    Metal nobre que cristaliza no sistema isométrico, classe hexaoctaédrica, brilho metálico, maleável e dúctil, e densidade 10,5 quando pura.

    PRÁTICAS CONSERVACIONISTAS
    São técnicas utilizadas para melhorar a fertilidade do solo ou diminuir a intensidade do processo erosivo. Podem ser de caráter: vegetativo: florestamento, reflorestamento, pastagens e culturas; edáfico: controle do fogo, adubação e calagem; ou mecânico: terraceamento, canais escoadouros e distribuição racional dos caminhos.

    PRÉ-CAMBIANO
    Divisão do tempo geológico, desde a formação da Terra (cerca de 4,5 bilhões de anos atrás) até o início do Período Cambriano da Era Paleozóica (cerca de 600 milhões de anos atrás. Este intervalo de tempo representa cerca de 90% da história da Terra. Designação dada à sucessão de rochas anteriores ao Cambriano.

    PRÉ-FILTRO
    Meio poroso artificial colocado no espaço anelar entre a parede do poço e a do filtro, com o objetivo de segurar o material do aqüífero e diminuir a velocidade de entrada da água no filtro. I.: Gravel pack.

    PREAMAR
    Denominação aplicada ao nível mais baixo alcançado pela maré.

    PRECIPITAÇÃO
    Queda de água meteórica em estado líquido ou sólido (hidrologia). Fenômeno pelo qual a água contida nas nuvens retorna à superfície do solo na forma de chuva, granizo ou neve.

    PRECIPITAÇÃO EFETIVA
    Porção da precipitação pluviométrica total disponível para o desenvolvimento das plantas. Sin.: Precipitação útil.

    PRECIPITAÇÃO TOTAL (HIDROLOGIA)
    Precipitação de água meteórica recolhida na área receptora do instrumento de observação.

    PRECIPITAÇÃO ÚTIL
    Ver precipitação efetiva.

    PRECIPITADOR ELETROSTÁTICO
    Define-se como o uso de um campo eletrostático para precipitar ou remover partículas sólidas ou líquidas em suspensão, de um gás.

    PREENCHIMENTO
    Material de natureza e composição diferente da matriz rochosa na qual se aloja, em descontinuidades da mesma. Os materiais típicos de preenchimen-to são: areia, silte, argila, brecha, milonito, quartzo e veios de calcita.

    PRESSÃO HIDROSTÁTICA
    Pressão isotrópica exercida pela água em repouso. Sins.: Tensão neutra, pressão de poro.

    PRIMÁRIA
    Característica de rocha ígnea na época de sua formação, sendo o termo utilizado para minerais, texturas, estruturas, etc.

    PRINCÍPIO DA SUPERPOSIÇÃO (ESTRATIGRAFIA)
    Em uma sucessão de camadas sedimentares, a camada de cima é mais jovem que aquela imediatamente abaixo, desde que não tenha ocorrido nenhuma inversão na posição das mesmas por qualquer processo.

    PRISMA DE ACREÇÃO
    Material da placa subductada que foi incorporado à placa superior, sendo que suas dimensões dependem da duração do processo de subducção, e cuja largura pode alcançar centenas de quilômetros.

    PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL
    Sistema de administração de uma política de avaliação de impacto ambiental formal, que combina os procedimentos que regem o momento e a maneira de se aplicar a avaliação de impacto ambiental e o método de se executar e apresentar os estudos apropriados.

    PROCESSO ENDÓGENO
    Originado no interior da Terra ou por fatores internos. Aplicado à rocha magmática. Exs.: metamorfismo, migmatização, alteração hidrotermal.

    PROCESSO EROSIVO
    (Vide erosão).

    PROCESSO EXÓGENO
    Processo atuante exterior-mente ou na superfície terrestre. Provocado por energias externas. Exs.: intemperismo, erosão.

    PROCESSOS DO MEIO FÍSICO
    Traduz a idéia de dinamismo decorrente de ações e fnômenos envolvendo mudanças. Podem ser deflagrados, induzidos, acelerados ou retardados artificialmente por processos tecnológicos ou ações antrópicas.

    PROCESSOS PEDOGENÉTICOS
    Correspondem a reações ou mecanismos de caráter químico, físico e biológico que produzem as zonas características do perfil do solo, correspondentes aos horizontes A e B.

    PRODELTA
    Uma das três províncias de sedimentação que formam os deltas oceânicos, sendo composto por silte e argila marinha, que permanecem sempre submersos, sendo localizados embaixo dos depósitos de frente deltaica.

    PRODUÇÃO ESPECÍFICA (HIDROGEOLOGIA)
    Volume de água liberado por um volume unitário de um aqüífero livre, em função da queda unitária da superfície potenciométrica.

    PROFILAXIA
    Conjunto de medidas que tem por finalidade prevenir ou atenuar as doenças, suas complicações e conseqüências, através de medidas de Medicina Preventiva e Saneamento.

    PROGNÓSTICO
    Probabilidade de determinar a ocorrência de um evento, considerando estudos dos mecanismos geradores, monitoramento do sistema pertubador e registros de eventos ao longo do tempo.

    PROGRADAÇÃO
    Avanço da linha de praia em direção ao mar, resultando em sedimentação fluvial na região próxima à praia.

    PROGRAMA NACIONAL DA QUALIDADE DO AR (PRONAR)
    Programa de gestão ambiental de âmbito nacional gerenciado pelo IBAMA, instituído pela Resolução nº 05, de 15.06.89, do CONAMA, com o objetivo de regulamentar o controle da poluição do ar por meio da fixação de padrões de qualidade do ar, inventariar as fontes de emissão e incentivar o desen-volvimento tecnológico sobre o assunto. Estabelece um sistema de enquadramento do território segundo os usos, e cria uma rede nacional de monitoração, propondo uma seqüência de ações e os instrumentos de apoio e operacionalização do programa.

    PROJEÇÃO DE MERCÁTOR
    Projeção Conforme do tipo cilíndrico, em que o Equador é representado por uma linha reta em escala verdadeira, e os meridianos geográficos são retas paralelas, perpendiculares à linha representada pelo Equador. Os paralelos geográficos são representados por um segundo sistema de retas, perpendiculares às linhas que representam os meridianos e, deste modo, paralelas ao Equador.

    PROJEÇÃO ESTEROGRÁFICA
    Processo gráfico que, através de diagramas especiais, permite a locação de retas e planos e a posterior determinação de suas relações angulares.

    PROJEÇÃO TRANSVERSA DE MERCÁTOR
    Projeção cilíndrica Conforme que, em princípio, é igual á projeção regular de Mercátor com rotação de 90° em azimute. Nesta projeção o meridiano central é representado por uma linha reta, correspondendo à linha que representa o Equador na projeção regular de Mercátor. Com exceção do meridiano central, nenhuma linha é reta, nem os paralelos geodésicos e nem os meridianos geográficos.

    PROJETO URBANÍSTICO
    Atividade que compreen-de a concepção do parcelamento do solo, com a disposição das quadras, lotes e sistema viário, prevendo-se a construção de casas e edifícios destinados, principalmente, à mora-dia e aos serviços ligados ao comércio, saúde, educação, segurança, lazer, acessos às edifi-cações, circulação de veículos e pedestres, implantação de redes públicas de infra-estrutura - água, luz, esgoto, telefone, iluminação.

    PROMONTÓRIO
    Porção saliente e elevada de qualquer área continental que avança para dentro de um corpo aquoso.

    PRONAR
    Programa Nacional da Qualidade do Ar.

    PROSPECÇÃO
    Trabalhos geológicos e mineiros que objetivam a descoberta de uma ocorrência mineral que possa tornar-se uma jazida.

    PROTEÍNAS
    Polímeros lineares de aminoácidos, sendo que a seqüência de aminoácidos em uma proteína é definida precisamente pela seqüência dos nucleotídeos nos ácidos nucleicos de uma célula, em particular pelas bases de nucleotídeos do ácido desoxirribonucleico (DNA).

    PROTOCLÁSTICA
    Estrutura produzida pelo trituramento ocorrido entre os cristais de uma rocha ígnea, durante o seu processo de cristalização.

    PROTOCOLO DE KIOTO
    Acordo internacional assinado por vários países, entre eles o Brasil, que tem como objetivo principal estabilizar as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera num nível que não desencadeie mudanças drásticas no sistema climático mundial, assegurando que a produção de alimentos não seja ameaçada, que o crescimento econômico prossiga de modo sustentável e que não haja a elevação do nível dos mares. Pelo Protocolo de Kioto os países mais industrializados deveriam reduzir a emissão de gases de efeito estufa, principalmente de CO2, em 5,0 %, tendo como referência o nível registrado de emissões em 1990. Para tal seriam incentivados os Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL) e o Comércio de Emissões.

    PROTÓLITO
    Denominação utilizada para indicar de uma maneira genérica a rocha original do pré-metamorfismo.

    PROTOMINÉRIO
    Agregado mineral no qual o mineral-minério se encontra em concentração muito baixa ou oferece dificuldades técnicas tais, que não é possível o seu aproveitamento econômico pelos processos de tratamento atuais.

    PRÓTON
    Partícula atômica estável de carga elétrica positiva igual, e de sinal oposto à do elétron, e cuja massa de repouso é aproximadamente 1,007 uma (unidade de massa atômica). Os prótons são encontrados no núcleo dos átomos.

    PROVÍNCIA ESTRUTURAL
    Região caracterizada por feições estruturais distintas das regiões vizinhas.

    PROVÍNCIA GEOLÓGICA
    Região de amplitude regional caracterizada por ambientes geológicos próprios e história geológica similar.

    PROVÍNCIA HIDROGEOLÓGICA
    Região que possui sistemas aqüíferos com condições semelhantes de armazenamento, circulação e qualidade de água.

    PROVÍNCIA MAGMÁTICA
    Associação de rochas consangüíneas, diferenciadas ou não, numa área delimitada. Ex.: derrames basálticos da Bacia do Paraná.

    PROVÍNCIA METALOGENÉTICA
    Vasta área de uma plataforma ou de região dobrada da crosta terrestre, que apresenta um desenvolvimento tectonomagmático específico e uma associação metalogenética característica. Embora complexa, uma província metalogenética apresenta associações definidas de mineralizações sempre relacionadas ao ciclo tectonomagmático. Mostra forma irregular, podendo ser constituída no decorrer de um ou mais ciclos tectonomagmáticos.

    PROVÍNCIA PETROLÓGICA
    Região geográfica na qual, durante um determinado espaço de tempo, foi produzido material ígneo, predominantemente de um mesmo tipo.

    PSAMITO
    Sedimento ou rocha sedimentar clástica, consolidada, formada por partículas de granulação correspondente à da areia (entre 0,2 e 2,0 mm). Ex.: arenito.

    PSEFITO
    Sedimento de granulação superior à da areia (> 2,0 mm), formado a partir de fragmentos de rochas preexistentes. Vide clástico.

    PSEUDOMORFO
    Corpo cuja forma externa corresponde à do cristal original, mas constituído por material neoformado como, por exemplo, a pirita limonitizada, calcita substituída por quartzo.

    PUMITO
    Rocha vítrea com vesículas, semelhante a uma esponja.

    PUTREFAÇÃO
    Decomposição biológica de matéria orgânica, com formação de odores desagradáveis, associada a condições anaeróbicas em meio ácido.

    PVC (cloreto de polivinila)
    Resina termoplástica, nome comercial de plásticos, que utiliza o cloreto de vinila como matéria prima. É a mais facilmente reciclável de todas as matérias plásticas.