• Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos
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       Serviço Geológico do Paraná

    Ações

    Aqui você encontra os últimos termos que foram incluídos em nosso glossário. Para ler mais, consulte o índice.

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    Glossário de termos geológicos

    RAÇA
    Conjunto de indivíduos pertencentes a uma mesma espécie, descendentes de um ancestral comum e possuidores de caracteres diferenciados que os identificam como um grupo dentro da espécie.

    RADARGEOLOGIA
    Técnica utilizada na interpretação geológica em imagem de Radar de Visada Lateral (RVL), em qualquer banda, tanto orbitais como aerotransportados.

    RADIAL (DRENAGEM)
    Padrão de drenagem em que os rios irradiam, divergindo para fora. Desenvolvem-se sobre as vertentes de uma estrutura dômica recente, de um cone vulcânico ou de um platô mais ou menos circular. (Sin.: drenagem centrífuga).

    RADIESTESIA
    Arte mística de utilizar instrumentos como uma forquilha de metal ou madeira, para localizar água no subsolo.

    RADIOATIVIDADE
    Processo em que certos nuclídeos sofrem desintegração espontânea, liberando energia e formando, em geral, novos nuclídeos. No processo costuma haver emissão de um ou mais tipos de radiação, como raios ou partículas alfa, fótons, gama.

    RADIOISÓTOPOS
    Isótopos radioativos de um átomo, normalmente produzidos por técnicas artificiais.

    RAIO (METEOROLOGIA)
    Descarga elétrica da atmosfera acompanhada por um clarão de luz. Sin.: Relâmpago.

    RAIO DE INFLUÊNCIA
    Distância medida em planta entre um poço ou um furo de drenagem, até a extremidade do seu cone de depressão.

    RAIOS CÓSMICOS
    Radiação altamente energética, proveniente do espaço exterior, que, como o vento solar, interage com o campo magnético da Terra e bombardeia continuamente o planeta. Próximo à Terra encontram-se radiações (cinturões) de VAN ALLEN e os cinturões artificiais produzidos a partir de 1958 por bombas nucleares.

    RAIOS X
    Penetrantes radiações eletromagnéticas, cujo comprimento de onda é menor do que o da luz e dos raios ultravioleta. São produzidos comumente pelo bombardeio de um alvo metálico com elétrons acelerados em tubo de vácuo. Os raios gama são similares, mas provém dos núcleos.

    RAMPA (GEOLOGIA ESTRUTURAL)
    Descontinuidade que constitui os limites das massas em movimento em um cinturão compressivo, desenvolvida para acomodar a movimentação compressiva. As rampas podem ser frontais, laterais e oblíquas.

    RAMPA DE EROSÃO
    Feição topográfica que apresenta declividade bastante suave, associada a áreas de baixa encosta.

    RASTEJO DE SOLO
    Movimento descendente, lento e contínuo de massa de solo de um talude. Corresponde a uma deformação de caráter plástico, sem o desenvolvimento de superfície definida de ruptura. Identifica-se, além da observação direta do fenômeno, por ocorrência de trincas ou fissuras, inclinação da vegetação de maior porte e arqueamento das estruturas do maciço. (Sins.: reptação, “cripping”).

    RAVINA
    Sulco produzido na superfície da terra, em que o agente responsável pela erosão é a água de escoamento.

    RAVINAMENTO
    Processo de abertura de sulcos, esculpidos na superfície topográfica, por escoamento concentrado ou enxurradas.

    REAÇÃO DO SOLO
    Grau de acidez ou alcalinidade de um solo, usualmente expresso como um valor de pH.

    REALCE (MINERAÇÃO)
    Abertura subterrânea decorrente da lavra, geralmente com dimensões muito maiores que as de uma galeria.

    REALGAR
    Mineral que cristaliza no sistema Monoclínico, classe Prismática, translúcido a transparente, brilho resinoso e cor vermelho- alaranjado. Composição AsS, sendo utilizado no passado para quando misturado ao salitre do Chile, conferir uma luz branca brilhante aos fogos de artifício. Atualmente é utilizado para este fim o sulfeto de arsênico artificial.

    REALIMENTAÇÃO
    Ver recarga.

    REATIVAÇÃO
    Evento tectônico reativando estruturas geológicas existentes originárias de um evento tectônico anterior.

    REBAIXAMENTO (HIDROGEOLOGIA)
    Distância vertical entre o nível estático e o nível dinâmico, em um dado instante do bombeamento.

    REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO
    Queda do nível da superfície livre do lençol freático pela influência de um ou mais poços ou drenos.

    REBAIXAMENTO ESPECÍFICO
    Ver coeficiente de drenagem.

    RECALQUE
    Movimento vertical de uma estrutura, provocado pelo próprio peso ou devido à deformação do subsolo por outro agente, tal como remoção do confinamento lateral, efeito de bombeamento de água e efeito do rebaixamento generalizado do lençol freático.

    RECARGA DE AQÜÍFEROS
    Volume de água que efetivamente penetra no aqüífero, seja a partir das precipitações pluviométricas, da transferência de outros aqüíferos, ou de águas superficiais, e que irá compor as reservas de águas subterrâneas.

    RECICLAGEM
    (1) Recuperação, reprocessamento ou reutilização de materiais descartados como alternativa à sua disposição final em forma de resíduo. (2) Utilização como matéria prima de materiais que, de outra forma, seriam considerados despejos”.

    RECIFE
    Complexo organogênico de carbonato de cálcio - principalmente corais, que forma uma saliência rochosa no soalho marinho e que geralmente cresce até o limite das marés.

    RECIFE DE BARREIRA
    Recife formado a grandes distâncias da costa, da ordem de vários quilômetros, apresentando-se como uma barreira ou quebra-mar protegendo uma laguna interior, que mostra um fundo relativamente chato, e com pouca profundidade.

    RECIFE DE FRANJA
    Recife que se apresenta como uma plataforma de coral, com largura superior a 500m, construída na borda de uma massa de terra e que se encontra em continuidade com a costa, como pode ser observado por ocasião da maré baixa.

    RECRISTALIZAÇÃO
    Formação de novos grãos minerais cristalinos numa rocha, exclusivamente no estado sólido, sob a influência de processos metamórficos.

    RECURSOS AMBIENTAIS
    Recursos naturais constituídos pela atmosfera, águas interiores, superficiais e subterrâneas, estuários, mar territorial, solo, subsolo, elementos da biosfera, com fauna e flora, bem com os recursos contidos nos locais de lazer, de interesse paisagístico, histórico ou turístico. (Lei nº 6.938, de 31.08.81).

    RECURSOS AMBIENTAIS COMPARTILHADOS
    Diz-se dos recursos ambientais ou sistemas ambientais direta ou indiretamente utilizados por mais de um país. As bacias hidrográficas que abrangem territórios além de um único país, os mares interiores, as baías e golfos.

    RECURSOS FLORESTAIS
    Os recursos florestais são constituídos por todos os atributos valiosos da zonas florestais que ocasionem trocas mercantis ou que possuam valor para os interesses humanos.

    RECURSOS HÍDRICOS
    Numa determinada região ou bacia, a quantidade de águas superficiais ou subterrâ-neas, disponíveis para qualquer uso.

    RECURSOS MINERAIS
    As concentrações minerais na crosta terrestre cujas características fazem com que sua extração seja ou possa chegar a ser técnica e economicamente factível.

    RECURSOS NATURAIS
    Denominação aplicada a todas as matérias – primas, de origem mineral, vegetal ou animal, tanto aquelas renováveis como as não renováveis, obtidas diretamente da natureza, e aproveitáveis pelo homem.

    RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS
    Um recurso natural é renovável quando, uma vez aproveitado em um determinado lugar e num dado tempo, é suscetível de ser aproveitado neste mesmo lugar, ao cabo de um período de tempo relativamente curto.

    RED BEDS
    Assembléia de rochas sedimentares caracterizadas pela coloração vermelha, resultado de sua formação em um ambiente altamente oxidante. A coloração é devida mais ao ferro férrico do que ao ferro ferroso.

    REDE DE DRENAGEM
    Configuração dos canais de drenagem dos rios de uma determinada região. As formas de drenagem são: anastomosada, treliça, retangular, radial, anular, paralela, pinada, angular, retangular-dentrítica e centrípeta. O mesmo que drenagem superficial.

    REDE HIDROLÓGICA
    Conjunto de estações hidrológicas e de postos de observação situados em uma determinada área, que pode ser a bacia de um rio ou uma região administrativa, instalados de modo a permitir o estudo do regime hidrológico.

    REDE VIÁRIA ESTRUTURAL
    É o conjunto de vias no município, responsável pelas principais ligações intra-urbanas e com os municípios vizinhos.

    REFLECTÂNCIA
    Propriedade apresentada por um objeto, de refletir a energia radiante. É uma grandeza admensional, com valor variando de 0 a 1.

    REFULGOR (GEMOLOGIA)
    Fenômeno provocado pela reflexão da luz nas camadas internas de uma gema.

    REG
    Região desértica coberta por fragmentos de rochas, geralmente heterogêneas, com as partículas menores tendo sido levadas pelo vento, restando os seixos maiores, os quais sofrem os efeitos da abrasão eólica.

    REGIÃO BENTÔNICA
    Divisão do ambiente marinho, correspondente ao fundo oceânico em toda a sua extensão. Divide-se nas zonas litorânea, nerítica, batial, abissal e hadal.

    REGIÃO PELÁGICA
    Divisão do ambiente marinho que compreende todo o corpo de água dos oceanos, sendo dividida de acordo com a profundidade em seis zonas: epipelágica (até a profundidade de 100m), mesopelágica (100m a 180m), infrapelágica (180m a 500m), batipelágica (500m a 2000m), abissopelágica (2000m a 6000m) e hadopelágica, que abrange as águas situadas abaixo dos 6000m.

    REGIÃO PERIGLACIAL
    Região continental vizinha aos polos, ocupada permanentemente por geleiras, na qual é notada claramente a influência do gelo.

    REGIME COMPRESSIVO
    Regime tectônico relacionado com zonas de convergência de placas litosféricas, e onde se reconhecem os estágios finais do ciclo de Wilson: subducção e consumo da placa oceânica, obducção, colisão continente-arco e continente-continente. Sins.: Regime convergente, de cavalgamento, de empurrão, contracional ou de encurtamento.

    REGIME CONTRACIONAL
    Ver regime compressivo.

    REGIME CONVERGENTE
    Ver regime compressivo.

    REGIME DE CAVALGAMENTO
    Ver regime compressivo.

    REGIME DE EMPURRÃO
    Ver regime compressivo.

    REGIME DE ENCURTAMENTO
    Ver regime compressivo.

    REGIME DE ESTIRAMENTO
    Ver regime distensivo.

    REGIME DIRECIONAL
    Ver regime transformante.

    REGIME DISTENSIVO
    Regime tectônico relacionado com zonas de divergência de placas litosféricas, onde são reconhecidos os estágios iniciais do ciclo de Wilson: soerguimento, rifteamento, abertura de oceano e deriva continental. Sins.: Regime divergente, normal, extensional ou de estiramento.

    REGIME DIVERGENTE
    Ver regime distensivo.

    REGIME EXTENSIONAL
    Ver regime distensivo.

    REGIME NORMAL
    Ver regime distensivo.

    REGIME TECTÔNICO
    Esses regimes são de três tipos: regime compressivo, convergente, de encurtamento ou colisional, que se relaciona com as zonas de convergência de placas litosféricas - bordas destrutivas; regime distensivo, divergente ou de estiramento, que se relaciona com zonas de divergência de placas litosféricas - bordas construtivas; ou em que se reconhecem os estágios iniciais do Ciclo de Wilson – soerguimento e rifteamento; regime direcional ou transcorrente, que se relaciona com as bordas conservativas de placas litosféricas - zonas transformantes. A hipótese mais aceita para o agente que ocasiona a movimentação das placas é o desenvolvimento de correntes de convecção abaixo da litosfera, ou seja, no manto astenosférico.

    REGIME TRANSCORRENTE
    Ver regime transformante.

    REGIME TRANSFORMANTE
    Regime tectônico relacionado com as bordas conservativas de placas litosféricas: as zonas transformantes. Regime direcional ou transcorrente.

    REGOLITO
    Camada ou manto de material rochoso incoerente, de qualquer origem (transportado ou residual) que recobre a superfície rochosa ou embasamento. Compreende materiais de alterações de rocha em geral. Sin.: manto de intemperismo.

    REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA
    É o conjunto de medidas adotadas para regularizar, juridicamente, a propriedade de um imóvel junto aos órgãos públicos.

    REJEITO (MINERAÇÃO)
    Material inaproveitável retirado durante a extração de um minério. Pode tratar-se de minério pobre, sem interesse econômico, resíduos de tratamento, etc. Sin.: estéril.

    REJEITO DE COMPOSTAGEM
    Material retirado durante o processo de compostagem por ser danoso ao produto final e por não ter valor comercial que permita o seu aproveitamento.

    REJEITO DE FALHA
    Termo genérico aplicado ao movimento relativo dos dois lados de uma falha, medido em qualquer direção especificada.

    REJEITO RADIOATIVO
    Todo e qualquer material resultante de atividades humanas que contenha radionuclídeos em quantidades superiores aos limites estabelecidos, no Brasil, pela CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear, e cuja reutilização é imprópria ou não prevista. Resolução CONAMA nº 024, de 07 de dezembro de 1994.

    REJEITOS LÍQUIDOS
    São considerados rejeitos líquidos em um centro urbano todos os líquidos servidos, lançados nas redes de esgotos domiciliares e industriais. Sins.: água residuária, resíduo líquido.

    REJUVENESCIMENTO
    Recuperação do poder erosivo de um rio graças ao abaixamento do seu nível de base, originando-se um novo ciclo de erosão.

    RELÂMPAGO
    Ver raio.

    RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL (RIMA)
    Relatório de impacto ambiental é o documento que apresenta os resultados dos estudos técnicos e científicos de avaliação de impacto ambiental. Constitui um documento do processo de avaliação de impacto ambiental e deve esclarecer todos os elementos do projeto em estudo, de modo compreensível aos leigos, para que possam ser divulgados e apreciados pelos grupos sociais interessados e por todas as instituições envolvidas na tomada de decisão. O Decreto nº 88.351, de 01.06.83, ao regulamentar a Lei nº 6.938, de 31.08.81, no § 2º do artigo 18, denomina Relatório de Impacto Ambiental - RIMA ao documento que será constituído pelo estudo de impacto ambiental, a ser exigido para fins de licenciamento das atividades modificadoras do meio ambiente. FEEMA - Dicionário Básico do Meio Ambiente.

    RELATÓRIO DE QUALIDADE DO MEIO AMBIENTE (RQMA)
    Relatório instituído como um dos instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938 de 31.08.81, modificada pela Lei nº 7.804 de 18.07.89), a ser divulgado anualmente pelo IBAMA. FEEMA - Dicionário Básico do Meio Ambiente.

    RELEVO CÁRSTICO
    Topografia de regiões de rochas calcárias caracterizada pela dissolução destas rochas por águas superficiais e subterrâneas, com formação de dolinas e cavernas. Vide carstificação.

    REMONTANTE (EROSÃO)
    Erosão fluvial no sentido inverso ao do curso das águas, ampliando a extensão do vale. A marcha da erosão remontante ou regressiva dá-se do nível de base para as cabeceiras.

    REÓFITO
    Vegetal que habita a margem dos cursos d’água, aparecendo também no contorno de ilhas ou em fendas de rochas emersas nesses cursos.

    REOLOGIA
    Ciência que estuda o comportamento plástico, elástico, viscoso e de escoamento dos materiais em geral, sob a influência de esforços e de cargas exteriores, interessando-se essencialmente pelos mecanismos de deformação e de ruptura. I: Rheology.

    REPRESA
    Ver barragem.

    REPTAÇÃO
    Deslocamento lento das partículas de um solo devido às variações de temperatura e umidade, sendo que esta contribui para aumentar a plasticidade do solo. Outro fator que contribui para o deslocamento, é o congelamento e o posterior degelo da água contida no solo.

    RESEQÜENTE
    Rio cujo curso dispõe-se no mesmo sentido da drenagem conseqüente, porém situado em um nível topográfico mais baixo.

    RESERVA BIOLÓGICA
    (1) Reserva criada pelo Poder Público com a finalidade de resguardar atributos excepcionais da natureza, conciliando a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais, com a utilização para objetivos educacionais, recreativos e científicos (Lei nº 4.771, de 15.09.65). (2) Área de domínio público, compreendida na categoria de Áreas Naturais Protegidas, criada com a finalidade de preservar ecossistemas naturais que abriguem exemplares da flora e da fauna nativas.

    RESERVA EXTRATIVISTA
    Área de domínio público, na qual os recursos vegetais podem ser explorados racionalmente pela comunidade local, sem que o ecossistema seja alterado. As reservas extrativistas são áreas destinadas à exploração sustentável e conservação de recursos naturais renováveis por uma população com tradição extrativista, como os seringueiros, os coletores de castanha – do- Pará ou os pescadores artesanais.

    RESERVA FLORESTAL
    Área extensa, em estado natural, protegida pela legislação federal ou estadual, sem ocupação humana até que possa ser objeto de pesquisa e ter seus recursos sustentavelmente utilizados.

    RESERVA INDICADA (GEOLOGIA ECONÔMICA)
    Reserva cuja tonelagem e teor do minério são computados parcialmente, através de medidas e amostras específicas ou de dados de produção, e, parcialmente, por extrapolação até distâncias razoáveis com base em evidências geológicas.

    RESERVA INFERIDA (GEOLOGIA ECONÔMICA)
    Reserva cuja tonelagem e teor do minério são estimados com base no conhecimento dos caracteres geológicos do depósito mineral, havendo pouco ou nenhum trabalho de pesquisa.

    RESERVA LEGAL
    Área de cada propriedade onde não é permitido o corte raso, devendo ser averbada à margem da inscrição de matrícula do imóvel, no Registro de Imóveis competente, sendo vedada a alteração de sua destinação, nos casos de transmissão, a qualquer título, ou de desmembramento da área.

    RESERVA MEDIDA (GEOLOGIA ECONÔMICA)
    Reserva cuja tonelagem de minério é computada pelas dimensões reveladas em afloramentos, trincheiras, galerias, trabalhos subterrâneos e sondagens, e na qual o teor é determinado pelos resultados de amostragens pormenorizadas, devendo os pontos de inspeções, amostragem e medida estarem tão proximamente espaçados e o caráter geológico tão bem definido que as dimensões, a forma, e o teor da substância mineral possam ser perfeitamente estabelecidos.

    RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO AMBIENTAL
    Unidade de conservação de uso indireto reconhecida pelo poder público, por iniciativa expressa de seu proprietário. Os critérios para seu reconhecimento são: significativa importância para a proteção da biodiversidade; aspecto paisagístico relevante, e características ambientais que justifiquem ações de recuperação ou conservação de ecossistemas frágeis e ameaçados.

    RESERVA PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL
    Área de domínio privado a ser especialmente protegida, por iniciativa de seu proprietário, mediante reconhecimento do Poder Público, por ser considerada de relevante importância pela sua biodiversidade, ou pelo seu aspecto paisagístico, ou ainda por suas características ambientais que justifiquem ações de recuperação. Poderão ser utilizadas para o desenvolvimento de atividades de cunho científico, cultural, educacional, recreativo e de lazer, observado o objetivo da proteção dos recursos ambientais representativos da região.

    RESERVAS ECOLÓGICAS
    Considera-se os seguintes locais: a) - Pousos das aves de arribação protegidos por Convênio, Acordos ou tratados assinados pelo Brasil com outras nações; b) - Florestas e demais formas de vegetação natural situadas ao longo dos rios ou de outro qualquer corpo d`água, em faixa marginal além do leito maior sazonal medida horizontalmente, cuja largura mínima será de 5 (cinco) metros para rios com menos de 10 (dez) metros de largura; igual á metade da largura dos corpos d`água que meçam de 10 (dez) a 200(duzentos) metros; de 100 (cem) metros para todos os cursos d`água cuja largura seja superior a 200 (duzentos) metros; c) - Redor das lagoas, lagos ou reservatórios d`água naturais ou artificiais, desde o seu nível mais alto medido horizontalmente, em faixa marginal cuja largura mínima será: de 30 (trinta) metros para os que estejam situados em áreas urbanas; de 100 (cem) metros para os que estejam em áreas rurais, exceto os corpos d`água com até 20 (vinte) hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinqüenta) metros.

    RESERVATÓRIO
    Rocha que, apresentando grande quantidade de poros, fendas, vesículas, etc., permite a acumulação de grandes quantidades de petróleo, gás ou água.

    RESIDUO
    Material desprovido de utilidade pelo seu possuidor.

    RESÍDUOS INDUSTRIAIS COMUNS
    São todos os resíduos industriais sólidos e semi-sólidos com características físicas semelhantes as dos resíduos sólidos urbanos, não apresentando, desta forma, periculosidade efetiva e potencial a saúde humana, ao meio ambiente e ao patrimônio publico e privado, quando dispostos adequadamente.

    RESÍDUOS INDUSTRIAIS DE ALTA PERICULOSIDADE
    São os resíduos que podem causar danos a saúde humana, ao meio ambiente e ao patrimônio publico e privado, mesmo em pequenas quantidades, requerendo cuidados especiais quanto ao acondicionamento, coleta, transporte, armazenamento, tratamento e disposição. Em geral, são compostos químicos de alta persistência e baixa biodegradabilidade, formados por substancias orgânicas de alta toxidade ou reatividade, tais como: bifenilas policloradas (PCBs) - puros ou em misturas concentradas; trifenilas policloradas (PCTs) - puros ou em misturas concentradas; catalisadores gastos, não limpos, não tratados; solventes em geral; pesticidas (herbicidas, fungicidas, acaricidas, etc.) de alta persistência; sais de cianato, sais de nitritos; ácidos e bases; explosivos; cádmio e seus compostos; mercúrio e seus compostos; substancias carcinogenicas.

    RESÍDUOS INDUSTRIAIS PERIGOSOS
    São todos os resíduos sólidos, semi-sólidos e os líquidos não passíveis de tratamento convencional, resultantes da atividade industrial e do tratamento convencional de seus efluentes líquidos e gasosos que, por suas características, apresentam periculosidade efetiva e potencial a saúde humana, ao meio ambiente e ao patrimônio publico e privado, requerendo cuidados especiais quanto ao acondicionamento, coleta, transporte, armazenamento, tratamento e disposição.

    RESÍDUOS PERIGOSOS
    São aqueles que requerem cuidados especiais quanto à coleta, transporte e destinação final, pois apresentam substancial periculosidade real ou potencial à saúde humana ou aos organismos vivos, e se caracterizam pela letalidade e:ou persistência no meio ambiente e: / ou pelos efeitos cumulativos adversos.

    RESIDUOS SÓLIDOS
    Material inútil, indesejável ou descartado, cuja composição ou quantidade de líquido não permita que escoe livremente: Podem ser: (a) resíduos sólidos agrícolas - resíduos sólidos resultantes da criação e abate de animais e do processamento da produção das plantações e cultivos; (b) resíduos sólidos comerciais - gerados por lojas, escritórios e outras atividades que, ao final, não apresentam um produto; (c) resíduos sólidos industriais - resultantes dos processos industriais e das manufaturas; (d) resíduos sólidos institucionais - originados dos serviços de saúde, educação, pesquisa e outros; (e) resíduos sólidos municipais - resíduos residenciais e comerciais gerados pela comunidade do município; (f) resíduos sólidos de pesticidas - os resíduos da manufatura, do manuseio e do uso de substâncias químicas para matar pestes, animais e vegetais; (g) resíduos sólidos residenciais - resíduos que normalmente se originam no interior das residências, algumas vezes chamados resíduos sólidos domésticos.

    RESÍDUOS SÓLIDOS HOSPITALARES
    Resíduos em estado sólido e semi-sólido provenientes de hospitais, que contenham material orgânico e inorgânico proveniente de ambulatórios, centros de assistência, clínicas, centros cirúrgicos e outras atividades médicas, classificados em sépticos e não sépticos. Os não sépticos ou assépticos admitem destinação similar à dos resíduos urbanos. Os sépticos requerem condições especiais quanto ao acondicionamento, coleta, trasporte e disposição final por apresentarem periculosidade real ou potencial à saúde humana.

    RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
    São os resíduos sólidos e semi-sólidos gerados num aglomerado urbano, excetuados os resíduos industriais, os hospitalares, sépticos e aqueles advindos de aeroportos e portos. Sin.: resíduos sólidos domésticos.

    RESILIÊNCIA (ECOLOGIA)
    Medida da capacidade de um ecossistema absorver tensões ambientais sem mudar seu estado ecológico, perceptivelmente, para um estado diferente.

    RESINAS
    Compostos químicos complexos, que incluem os terpenos, os ésteres, os álcoois, os fenóis e os ácidos resínicos. Apresentam geralmente coloração amarelada ou castanho - escura, são insolúveis em água, e com densidade variando entre 0,9 e 1,3.Classificam-se em bálsamos, gomas - resinas e resinas verdadeiras.

    RESISTÊNCIA
    Chama-se resistência a propriedade dos solos e rochas de não se dformarem ou romperem quando submetidos a determinado esforço ou tensão.

    RESISTÊNCIA À COMPRESSÃO
    Valor máximo da tensão da compressão que determinado volume padronizado de um corpo suporta, num ensaio de compressão. Nas rochas a resistência à compressão simples ou uniaxial não coincide com a tensão de ruptura à compressão, sendo numericamente superior a esta. Enquanto que a resistência à compressão simples é um parâmetro que só depende da natureza da rocha, a tensão de ruptura à compressão depende do conjunto rocha mais sistema de carga. Para os solos é considerada a carga por área unitária sob a qual um corpo de prova de solo prismático ou cilíndrico rompe no ensaio de compressão simples.

    RESISTÊNCIA À TRAÇÃO
    Valor máximo da tensão de tração que determinado volume padronizado de um corpo suporta, num ensaio de tração não confinada.

    RESISTÊNCIA AO CISALHAMENTO
    Máxima tensão de cisalhamento que o solo pode suportar sem sofrer ruptura. Tensão de cisalhamento do solo ao longo da superfície em que a ruptura ocorre.

    RESOLUÇÃO (SENSORIAMENTO REMOTO)
    Capacidade apresentada por um sistema sensor de proporcionar a distinção entre respostas que são semelhantes espectralmente ou próximas espacialmente.

    RESSURGÊNCIA
    Reaparição, ao ar livre, ao fim de um percurso subterrâneo, de um curso de água superficial desaparecido à montante.

    RESTINGA
    Acumulação arenosa litorânea, paralela à linha da costa, de forma geralmente alongada, produzida por sedimentos transportados pelo mar, onde se encontram associações vegetais mistas características, comumente conhecidas como vegetação de restingas. Fonte: Resolução CONAMA 004:85. Ver barreira.

    RESTITO (GEOLOGIA)
    Enclave que representa a porção que resistiu à fusão parcial e foi englobado pelo magma gerado durante este processo.

    RESTITUIÇÃO (FOTOGRAMETRIA)
    Processo que consiste na elaboração de um mapa ou carta, a partir de fotos aéreas e de dados de controle geodésico, por meio de instrumentos fotogramétricos.

    RETANGULAR (DRENAGEM)
    Padrão de drenagem em que tanto os rios principais como os seus tributários dispõem-se segundo várias linhas em ângulo reto, e tem aproximadamente a mesma extensão. É indicativo de rios que fluem segundo sistemas de juntas ou falhas.

    RETIFICAÇÃO DE CURSOS D’ÁGUA
    Obras de construção de canais e barragens para desvio de rios com os seguintes objetivos: navegação fluvial, controle das cheias, redução da erosão fluvial ou correção do assoreamento.

    RETROARCO
    Posição geotectônica posterior (do oceano para o continente) ao arco magmático em zona de convergência de placas litosféricas. Diz-se da bacia ou região situada nessa posição que, em se tratando de convergência de duas placas oceânicas, constitui-se em sítio de tectônica distensiva. I: Backarc.

    RETROMETAMORFISMO
    Transformação de uma rocha metamórfica, formada em condições mais enérgicas, em uma rocha de grau metamórfico mais brando. Ex.: transformação de hornblenda-xisto em clorita-xisto.

    REVESTIMENTO
    Ato ou efeito de revestir as paredes de um furo de sondagem ou escavação, para evitar desmoronamentos.

    RIFTE
    (a) Fossa continental longa e estreita, bordejada por falhas normais; (b) Gráben de extensão regional; (c) Grande falha transcorrente paralela às estruturas regionais. na crosta terrestre. I: Rift.

    RIFTE CONTINENTAL
    Vale tectônico limitado por falhas, que varia de 30km a 75km em largura e com poucas dezenas até milhares de quilômetros em comprimento. Mostra uma fina crosta, com cerca de 20km-30km de espessura, sendo tal afinamento devido a abertura do rifte, permitindo com isso o aparecimento, por vezes, de crosta oceânica em sua porção central. I.: Rift valley.

    RIO INTERMITENTE
    Curso d’água que circula em certas épocas do ano, sendo alimentado por água de nascentes, por águas superficiais ou até mesmo pela fusão da neve. Comum em regiões semi – áridas.

    RIO PERENE
    Rio cujo escoamento não é interrompido, nem no espaço e nem no tempo. Rio com água permanente.

    RIOLITO
    Rocha ígnea vulcânica, geralmente porfirítica, exibindo textura fluidal, constituída de quartzo e feldspato alcalino numa massa fundametal vítrea. É a equivalente extrusiva do granito.

    RIP-RAP
    Camada ou monte de fragmentos de rochas utilizadas para prevenção da erosão ou então proteção de outra estruturas.

    RIPÁRIA
    Vegetação que cresce ou vive nas margens dos rios.

    RIPPLE MARKS
    Ondulações visíveis à superfície das camadas sedimentares, originadas por águas correntes, ondas ou ventos.

    RISCO
    É a probabilidade de que ocorra perdas econômicas, sociais, e:ou ambientais, além de um valor limite, considerado normal, para um lugar específico, durante um período de tempo. Pode ser de origem natural - geológico, hidrológico ou atmosférico; ou de origem tecnológica - provocado pelo homem.

    RISCO ACEITÁVEL
    Conseqüências sociais, econômicas e ambientais, decorrentes de um evento, que a critério do planejador, e considerado suficientemente baixo, e que pode ser considerado no planejamento de tal forma que pode-se fixar todas as políticas sociais, econômicas e ambientais afins.

    RITMITO
    Sedimento constituído por dois ou mais tipos litológicos, que se repetem inúmeras vezes.

    ROCHA
    Agregado natural formado de um ou mais minerais, que constitui parte essencial da crosta terrestre e é claramente individualizado. Não é necessário que seja consolidado como, por exemplo, areias, argilas, etc., desde que representem corpos independentes. De acordo com sua origem, distinguem-se rochas magmáticas ou ígneas, rochas sedimentares e rochas metamórficas. As diversas unidades são definidas pelos seus atributos de: origem, composição mineralógica e textura.

    ROCHA ÁCIDA
    Rocha ígnea que contém teor de sílica superior a 65%. Ex. Granito.

    ROCHA ALTERADA
    Rocha cuja natureza geológica é bem definida, apresentando contudo uma decomposição não uniforme da matriz. Alguns minerais originais acham-se total ou parcialmente transformados em outros minerais e as superfícies de descontinuidades apresentam os efeitos nítidos do intemperismo com intensa decomposição. O mesmo que alterada (rocha).

    ROCHA BASÁLTICA
    O mesmo que basalto.

    ROCHA BÁSICA
    Rocha ígnea cujo teor em sílica varia entre 45 a 52%. Os minerais máficos são predominantes na matriz. O mesmo que básica (rocha).

    ROCHA COMPETENTE
    Rocha que se comporta de maneira rígida ante esforços deformantes.

    ROCHA EFUSIVA
    Rocha originada por efusão. Sin.: rocha vulcânica, eruptiva, extrusiva.

    ROCHA ENCAIXANTE
    Rocha hospedeira de um depósito mineral. Rocha regional penetrada por veios minerais ou intrusões ígneas.

    ROCHA ERUPTIVA
    O mesmo que vulcânica (rocha).

    ROCHA ESTRATIFICADA
    Rocha em que seus componentes dispõem-se em estratos ou camadas devido a diferenças de textura, cor, resistência, composição, etc., sendo uma característica das rochas sedimentares e também de algumas rochas metamórficas.

    ROCHA FANERÍTICA
    Rocha cujos elementos são reconhecíveis a olho nu, normalmente superiores a 0,2 mm.

    ROCHA HIPABISSAL
    Rocha ígnea formada em profundidade intermediária entre a profundidade das intrusivas e a superfície.

    ROCHA ÍGNEA
    Rocha formada pelo resfriamento e solidificação do magma. Dependendo da profundidade de formação é denominada de plutônica, hipabissal ou efusiva ou vulcânica.

    ROCHA INALTERADA
    Rocha de natureza geológica bem definida, com componentes mineralógicos intactos.

    ROCHA INSATURADA
    Rocha magmática contendo minerais não-saturados, isto é, minerais de baixo teor em sílica, especialmente olivina e feldspatóides - incluindo analcina. As rochas subsaturadas raramente possuem quartzo.

    ROCHA INTERMEDIÁRIA
    Rocha ígnea cujo teor em sílica varia entre 52 a 66%.

    ROCHA INTRACRUSTAL
    Rocha de origem magmática formada no interior da crosta terrestre. Sin.: plutônica, abissal.

    ROCHA INTRUSIVA
    Nome dado a rochas geralmente de origem ígnea cujo corpo está introduzido em outras rochas. As rochas plutônicas e hipoabissais são rochas intrusivas. Sin.: rocha plutônica.

    ROCHA LEUCOCRÁTICA
    Rochas ígneas rica em constituintes claros, com menos de 30% de minerais máficos. Ex.: granito.

    ROCHA MAGMÁTICA
    Rocha que provém da solidificação de massas líticas em fusão denominadas “magmas”. Sin.: ígnea.

    ROCHA MATRIZ
    Rocha que, pela ação dos agentes erosivos e intemperismo, fornece partículas e elementos químicos para a formação de depósitos sedimentares nas bacias de sedimentação. Rocha cuja meteorização forma solos do tipo coluvião e residual. Sin: rocha mãe.

    ROCHA MELANOCRÁTICA
    Rocha ígnea de coloração escura, que contém pelo menos 60% de minerais máficos. Ex.: dunito.

    ROCHA MESOCRÁTICA
    Rocha ígnea que contém entre 30 - 60% de minerais máficos. Exs.: diorito, basalto.

    ROCHA METALUMINOSA
    Rocha que apresenta a seguinte relação entre óxidos: Na2O+K2O
    ROCHA METAMÓRFICA
    Rocha proveniente de transformações sofridas por qualquer tipo e natureza de rochas pré-existentes que foram submetidas à ação de processos termodinâmicos de origem endógena, os quais produziram novas texturas e novos minerais, que geralmente se apresentam orientados.

    ROCHA MILONÍTICA
    Denominação aplicada a um conjunto de rochas que foram submetidas a cisalhamento dúctil, cujo processo de cominuição origina rochas muito diversas e que podem ser divididas em protomilonitos, milonitos e ultramilonitos.

    ROCHA MONZONÍTICA
    Rocha ígnea que apresenta proporções aproximadamente iguais de feldspatos alcalinos e plagioclásios.

    ROCHA ORNAMENTAL
    Rocha que se apresenta passível de ser submetida a polimento e de ser utilizada na construção civil como revestimento de pisos, paredes e confecção de pias e outros objetos assemelhados.

    ROCHA PERALCALINA
    Rocha em que existe um excesso de álcalis sobre a alumina, de modo que Na2O+ K2O > Al2O3, ocasionando com isso a formação de piroxênios e/ou anfibólios sódicos. Contém acmita (Ac) e diopsídio (Di) na norma.

    ROCHA PERALUMINOSA
    Rocha que apresenta um excesso de alumina de modo que Al2O3>Na2O+K2O+CaO. O excesso de alumina possibilita a formação de minerais como muscovita, biotita, coríndon, turmalina, topázio ou granada aluminosa (almandina e espessartita). Contém coríndon (C) e anortita (An) na norma.

    ROCHA PIROCLÁSTICA
    Rocha ígnea extrusiva resultante do extravasamento explosivo de lava devido à ação de gases que ejetam a lava em fragmentos, cinzas ou poeiras.

    ROCHA PLUTÔNICA
    Rocha magmática consolidada em regiões profundas da crosta. Seus componentes mineralógicos são todos cristalizados e de tamanho aproximadamente iguais, milimétricos a decimétricos, em decorrência das condições físico-químicas e tectônicas dos locais onde se formaram. Ex.: granito, diorito, gabro, sienito. Sin.: intrusiva.

    ROCHA SATURADA
    Rocha de natureza ígnea, que não apresenta nem sílica livre nem qualquer outro mineral insaturado.

    ROCHA SEDIMENTAR
    Rocha composta de material erodido de um terreno pré-existente e transportado ao seu lugar de acumulação onde é depositado. É chamada de rocha clástica quando composta por fragmentos que foram transportados pela água, vento e gelo (exs: conglomerado, arenito e folhelho); química quando formada por precipitação de soluções (exs: gipsita e halita); organógena quando formada por restos e secreções de plantas e animais (exs: carvão e calcário de origem orgânica).

    ROCHA SUBALUMINOSA
    Rocha que apresenta proporções quase iguais entre a alumina e os álcalis, de modo que Na2O+K2O=Al2O3, sendo que tal relação traduz-se no aparecimento de minerais pobres em Al2O3, tais como olivina e piroxênios.

    ROCHA SUPERSATURADA
    Rocha de natureza ígnea, que contém sílica livre de origem primária.

    ROCHA ULTRABÁSICA
    Rocha de natureza ígnea, que contém 45% ou menos de sílica.

    ROCHA VULCÂNICA
    Rocha formada na superfície ou muito próxima a ela e apresentando uma granulação muito fina ou até mesmo vítrea.

    RODÍNIA
    Denominação aplicada ao conjunto de terras reunidas em um único continente, no decorrer do Proterozóico, e que começou a ser fragmentado por volta dos 750 Ma. Uma de sua porções deu origem ao continente Laurentia.

    RODOLITA
    Denominação aplicada a uma granada de coloração purpúreo ou vermelho-róseo-pálido, sendo constituída de duas partes de piropo e uma de almandina.

    RODOLITA
    Denominação aplicada a uma granada de coloração purpúreo ou vermelho-róseo-pálido, sendo constituída de duas partes de piropo e uma de almandina.

    ROLAMENTO DE BLOCO
    Vide movimento de bloco.

    ROLLOVER
    Feição associada a falhas de crescimento, em que os estratos do teto mergulham contra o plano da falha, contrariamente ao que seria produzido pelo fenômeno de arrasto. Sins.: arrasto, reverso; anticlinal de compensação.

    ROTAÇÃO DE CULTURAS
    Sistema de plantio que consiste em alternar em um mesmo terreno, diferentes culturas em uma seqüência de acordo com um plano definido. A escolha das culturas que deverão entrar em rotação deve levar em conta diversos fatores, tais como condições do solo, topografia, clima dentre outros.

    RUBI
    Variedade de córindon (Al2O3) que se apresenta com cor vermelho intenso, devido a substituição do alumínio pelo cromo.

    RUBI BALA
    Denominação comercial de uma variedade de espinélio de magnésio, quase puro, que apresenta coloração vermelho. Sin.: Rubi espinélio.

    RUBI ESPINÉLIO
    Ver rubi bala.

    RUBI-ESTRÊLA
    Ver safira-estrêla.

    RUBROZEM
    Classe de solos minerais, não hidromórficos, argilosos, com horizonte B textural precedido de A húmico, argila de atividade alta, cores predominantemente avermelhadas, de estrutura prismática, composta ou em blocos, moderada a forte, saturação por alumínio extremamente alta.

    RUDÁCEO
    Termo usado para indicar sedimentos de granulação grossa, superior à da areia - 2,0 mm. Sin.: psefítico.

    RUDITO
    Rocha sedimentar consolidada, formada por clastos grosseiros cuja granulometria é superior à da areia (> 2,0 mm). Incluem conglomerados e brechas.

    RUÍDO
    Todo som percebido, mas não desejado pelo receptor. "Som puro ou mistura de sons, com dois ou mais tons, capazes de prejudicar a saúde, a segurança ou o sossego público" (Lei nº 126, de 10.05.77, Estado do Rio de Janeiro). "Tipo de energia que se propaga mediante movimento ondulatório desde o foco emissor até o receptor, com uma velocidade constante"

    RÚPTIL
    Comportamento pelo qual a rocha fratura a baixas taxas de deformação - menos que 5%. Sin.: Frágil. I: Brittle.

    RUPTURA (GEOTÉCNICA)
    Processo pelo qual um sólido perde a capacidade de transmitir qualquer carga, por se dividir em fragmentos através de planos de fratura, resultantes da perda de resistência por aplicação de tensões externas.