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    Ações da Mineropar

    Aqui você encontra os últimos termos que foram incluídos em nosso glossário. Para ler mais, consulte o índice.

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    Glossário de termos geológicos

    SABKHA
    Depressão pequena e rasa, presente em ambiente desértico, produzida por deflação. Pode conter água, formando desse modo lagos efêmeros.

    SACO
    Porção extensa e oblonga do mar, que tem início em um golfo e se propaga perpendicularmente à linha de costa, apresentando particularidades no tocante ao regime dos ventos, correntes.

    SAFIRA
    Variedade de cor azul do coríndon (Al2O3) devido à presença de cobalto, cromo e titânio, cristalizando no sistema hexagonal-R, classe escalenoédrica.

    SAFIRA-ESTRÊLA
    Variedade de coríndon (Al203)que apresenta uma opalescência estrelada quando vista na direção do eixo cristalográfico c. Rubi-estrêla.

    SAIBRO
    Material proveniente da decomposição química e desagregação mecânica incompleta de rochas claras, principalmente granitos e gnaisses, conservando vestígios da estrutura original.

    SAL DE COZINHA
    Ver halita.

    SAL-GEMA
    Denominação utilizada comumente para indicar a halita (NaCl), mineral que cristaliza no sistema isométrico, classe hexaoctaédrica e que se apresenta em cristais ou como massas cristalinas granulares; incolor a branca, exibe, quando impura, tonalidades de amarelo, vermelho, azul e púrpura.

    SALBANDA
    Fina camada de material terroso, friável, encontrado no contato de um veio ou massa intrusiva com a rocha encaixante.

    SALCRETE
    Crosta superficial de coloração branca a cinza de areia de praia, cimentada por halita e quantidades menores de outros sais marinhos, concentrados por evaporação de aerossol marinho que se dirige costa adentro, após a quebra das ondas.

    SALICIFICAÇÃO
    Processo de alteração que ocorre quando a água intercristalina contém sal - regiões litorâneas, podendo este cristalizar quando da variação da umidade ambiental. A cristalização, apesar de ser um processso químico, provoca na rocha um tipo de alteração mecânica, responsável pelo aumento da tensão interna da estrutura cristalina da rocha, cujo efeito é similar à da ação do gelo e do degelo.

    SÁLICO
    Grupo de minerais sílico-aluminosos de composição mineralógica hipotética das rochas eruptivas. Exs.: quartzo, feldspato.

    SALINIDADE
    concentração relativa de sais dissolvidos na água, geralmente expressa em termos equivalentes de cloreto de sódio em miligrama por litro - mg/l, ou partes por milhão - ppm.

    SALITRE
    Denominação utilizada para o nitrato de potássio (KNO3), mineral que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal, apresentando-se comumente como incrustações delgadas ou sob a forma de cristais aciculares sedosos. Caracterizado por seu gosto refrescante, distinguindo-se do salitre do Chile pela reação do potássio e por não ser deliqüescente.

    SALITRE DO CHILE
    Denominação utilizada para o nitrato de sódio (NaNO3), mineral que cristaliza no sistema hexagonal-R, classe escalenoédrica-hexagonal, e que se apresenta usualmente maciço, como uma incrustação ou em camadas. Mostra brilho vítreo, sabor refrescante, podendo ser incolor, branco, castanho avermelhado, cinzento e amarelo.

    SAMBAQUI
    Denominação utilizada para o acúmulo de moluscos marinhos, fluviais ou terrestres, feito pelos índios. Nesse jazigo de conchas são encontrados, correntemente, ossos humanos, objetos líticos e peças de cerâmica. Os sambaquis são monumentos arqueológicos. Sins.: casqueiro, concheiro.

    SANEAMENTO
    Controle de todos os fatores do meio físico do homem que exercem ou podem exercer efeito deletério sobre seu bem-estar físico, mental ou social (Organização Mundial de Saúde).

    SANEAMENTO AMBIENTAL
    (1) Conjunto de ações que tendem a conservar e melhorar as condições do meio ambiente em beneficio da saúde. (2) É a aplicação dos princípios da Engenharia, da Medicina, da Biologia e da Física no controle do ambiente, com aquelas modificações originárias da proteção e das medidas porventura desejáveis ou necessárias para instituir as condições ótimas de saúde e bem-estar.

    SANEAMENTO BÁSICO
    É a solução dos problemas relacionados estritamente com o abastecimento de água e disposição dos esgotos de uma comunidade. Há quem defenda a inclusão do lixo e outros problemas que terminarão por tornar sem sentido o vocábulo básico do título do verbete.

    SANGA
    Escavação profunda devida a ação erosiva das águas pluviais ou das águas subterrâneas.

    SAPAL
    Terra alagadiça, situada quase sempre a beira de cursos d’água.

    SAPROLITO
    Manto de alteração constituído essencialmente de uma mistura de minerais secundários e primários derivados de rochas pela ação do intemperismo químico e que mantém vestígios da estrutura original da rocha, sendo reconhecido como um produto de alteração da rocha in situ, denominado horizonte C.

    SAPROPEL
    Sedimento depositado em lago, estuário, ou mar, consistindo principalmente de restos orgânicos derivados de plantas ou animais aquáticos. Forma-se pela ausência de decomposição intensa e por destilação a seco de matéria graxosa, sob pressão e temperatura elevadas. Por diagênese o sapropel passa a sapropelito

    SARJETA
    Faixa junto ao meio-fio e ao leito carroçável, das vias públicas, que serve de escoadouro das águas pluviais (ABNT).

    SATÉLITE (MINERAL)
    Mineral que acompanha o diamante nos depósitos secundários. São reconhecidos 56 tipos diferentes de satélites.

    SATURAÇÃO POR ALUMÍNIO
    Grau em que o complexo de adsorção atual do solo está saturado com alumínio trocável, expressa em porcentagem de capacidade de troca de cátions a pH do solo. É calculada pela expressão: m%= (Al3x:S+Al3x )100 em que S representa a soma de bases.

    SATURAÇÃO POR BASES
    Grau em que o complexo de -.+ potencial (a pH 7) de um solo está saturado com cátions alcalinos ou alcalinos terrosos, expresso como uma porcentagem da capacidade de troca de cátions (T ou CTC). É calculada pela expressão: V%= (S:T)100, em que S representa a soma de bases.

    SATURADA (ROCHA)
    Rocha magmática composta principalmente por minerais que podem se formar na presença de sílica livre, isto é, que contém a quantidade máxima de sílica combinada.

    SATURADO
    Nível do solo ou rocha no qual todos os interstícios são preenchidos por água subterrânea, situado abaixo do nível hidrostático.

    SATURNISMO
    Ver plumbose.

    SAÚDE
    É um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença ou enfermidade (preâmbulo da Constituição da Organização Mundial de Saúde).

    SAÚDE PÚBLICA
    Ciência e arte de promover, proteger e recuperar a saúde física e mental, através de medidas de alcance coletivo e de motivação da população. Consiste em prevenir as doenças, prolongar a vida e promover a saúde e a eficiência física e mental, através dos esforços organizados da comunidade, visando o saneamento do meio, controle das infecções na comunidade, a educação dos indivíduos nos princípios de higiene pessoal, a organização de serviços médicos e de enfermagem para o diagnóstico precoce e o tratamento preventivo das doenças, além do desenvolvimento da máquina social que garantirá, para cada indivíduo da comunidade, um padrão de vida adequado à manutenção da saúde.

    SAUSSURITIZAÇÃO
    Processo através do qual os feldspatos são alterados para uma mistura de zoisita, clinozoisita ou epídoto finamente divididos, acompanhados por albita, quartzo, calcita, clorita e ocasionalmente, granada.

    SAVANA
    Vegetação xeromorfa preferencialmente de clima estacional, com aproximadamente 6 meses secos, não obstante poder ser encontrada também em clima ombrófilo. Reveste solos lixiviados aluminizados, apresentando espécies de pequeno porte com ocorrência em toda a Zona Neotropical. É dividida em : Savana florestada (cerradão), Savana arborizada (campo-cerrado), Savana parque e Savana gramíneo-lenhosa. Sin.: Cerrado.

    SCHEELITA
    Denominação utilizada para indicar o volframato (tungstato) de cálcio (CaWO4)que cristaliza no sistema tetragonal, classe bipiramidal, e apresentando uma densidade bastante elevada (5,9-6,1) para um mineral de brilho não-metálico. Mostra brilho vítreo a adamantino e cor branca, amarela, verde e castanha.

    SECA
    Ausência prolongada, deficiência acentuada ou fraca distribuição de precipitação.

    SEÇÃO COLUNAR
    Esquema feito segundo um plano vertical que mostra a seqüência, as interrelações e as espessuras das unidades estratigráficas, e ilustra sua litologia por símbolos convencionais. A escolha da escala vertical depende do grau de detalhe disponível ou desejável. Cada unidade litológica é mostrada com sua própria espessura em escala, e em sua posição normal na coluna.

    SEÇÃO DELGADA
    O mesmo que lâmina delgada

    SEÇÃO ESTRATIGRÁFICA
    O mesmo que seção colunar.

    SEÇÃO ESTRUTURAL
    Diagrama mostrando a estrutura geológica em posição vertical ou, mais comumente, mostrando a estrutura geológica inferida, tal como apareceria nos lados de uma trincheira vertical.

    SEÇÃO GEOLÓGICA
    Representação, por projeção, de uma seqüência de unidades de rochas que ocorre em determinada região. O mesmo que perfil geológico

    SEÇÃO-TIPO
    Sucessão de estratos de rocha designada especificamente em uma seção ou em uma área, na qual está baseada a definição do caráter litológico da unidade.

    SEDIMENTAÇÃO
    Processo de deposição pela gravidade, de material suspenso, levado pela água, vento, água residuária, ou outros líquidos. Processo de formação ou acumulação de sedimentos em camadas. Inclui-se neste processo, a separação (desagregação) das partículas, bem como a dissolução dos elementos solúveis da rocha matriz e o transporte desses materiais até o local de deposição. (Sin.: decantação ou clarificação).

    SEDIMENTAR (ROCHA)
    Rocha originada pela consolidação de: (a) detritos de outras rochas que foram transportados, depositados e acumulados, ou de (b) produtos de atividade orgânica, precipitados químicos por evaporação e atividade bioquímica. Em ambos os casos tem-se geralmente a formação de estratos ou camadas. As rochas sedimentares detríticas são classificadas de acordo com sua granulometria - exs.: arenito, siltito, argilito; e as químicas de acordo com sua composição - exs.: calcário, dolomito, halita.

    SEDIMENTO
    (1) Material sólido, mineral ou orgânico, transportado ou que se moveu de sua área fonte por agentes transportadores - água, vento, geleiras; depositado sobre a superfície terrestre, acima ou abaixo do nível do mar. (2) Depósito superficial formado por materiais transportados por uma corrente de água ou ar.

    SEDIMENTO DE FRENTE DELTÁICA
    Sedimento das barras das desembocaduras dos rios e das baías entre canais distribuidores do delta. As barras desenvolvem-se formando depósitos com padrão distributivo, chamados areias de barras digitadas. I.: bar finger sands.

    SEDIMENTO FLUVIAL
    Sedimento depositado por correntes de água doce. Caracteriza-se por uma fraca seleção granulométrica, por variação litológica rápida, desde conglomerado até argila, estratificação irregular e arredondamento variável dos elementos constituintes. São comuns as marcas de onda.

    SEDIMENTO FLUVIO-GLACIAL
    Sedimento estratificado produzido pelas correntes de água de degelo. No caso das calotas glaciais, tais correntes podem fluir sobre ou sob o gelo, no interior do mesmo e das margens das geleiras para a região fronteiriça.

    SEDIMENTOLOGIA
    Ramo das ciências geológicas dedicado ao estudo das rochas sedimentares ou sedimentitos, que se originam da consolidação de sedimentos. O estudo destas rochas permite a dedução da maioria dos detalhes relativos à história do passado geológico da Terra.

    SEGREGAÇÃO
    Separação de grãos de diversos tamanhos em camadas distintas devido à sedimentação das partículas sólidas de uma mistura.

    SEIXO
    Fragmentos arredondados de rocha e:ou mineral, com diâmetro compreendido entre 4,0 e 64,0 mm (Wentworth). Sin.: cascalho.

    SELEÇÃO
    Durante os processos de intemperismo, transporte e sedimentação, pode ocorrer a separação dos elementos iniciais segundo tamanho, peso ou resistência.

    SEMEADURA
    Ato de aplicar no solo sementes de espécies vegetais.

    SENSORIAMENTO REMOTO
    Tecnologia que permite a aquisição de informações sobre objetos ou fenômenos através de ondas eletromagnéticas, sem que haja contato direto com os mesmos. As técnicas utilizadas vão desde aparelhos como câmeras, detetores infravermelhos, receptores de freqüência de microondas e sistemas de radar .

    SEPARAÇÃO
    Indica a distância entre duas partes de um plano índice - camada, veio, deslocado por uma falha. Sin.: Rejeito.

    SEPARADOR MAGNÉTICO
    Aparelho que, produzindo um campo magnético, permite a separação de partículas ou cristais de diferentes suscetibilidades magnéticas.

    SEQÜÊNCIA BASAL
    Conjunto de sedimentos argilosos e sílticos acumulados na plataforma continental por influência da atividade deltáica. Quase sempre possuem conchas marinhas e apresentam sinais de bioturbação. I.: Bottomset.

    SEQÜÊNCIA DE BOUMA
    Unidade turbidítica completa caracterizada por uma sucessão vertical de cinco intervalos, diferenciados por litologias e estruturas sedimentares, representadas da base para o topo como: (a) divisão maciça ou com estratificação gradacional, (b) divisão inferior com laminação paralela, (c) divisão com laminação cruzada em marcas onduladas de corrente, (d) divisão superior com laminação paralela e, (e) divisão pelítica. Entre as divisões ocorre uma granodecrescência ascendente.

    SEQÜÊNCIA DE TOPO
    Depósitos efetuados na planície deltáica subaérea, inclusive na frente deltáica. Corresponde esta a uma zona de sedimentação de pequena amplitude vertical mas muito ativa, situada na quebra superior do talude deltáico. I.: Topset.

    SEQÜÊNCIA DEPOSICIONAL
    Sucessão relativamente conforme de estratos geneticamente relacionados, limitados por discordância ou suas concordâncias correlativas. Implica em que a sedimentação se processa em episódios de duração variável, mas discretos no tempo, intercalados por períodos de erosão, não-deposição ou sedimentação passiva.

    SEQÜÊNCIA LITOESTRATIGRÁFICA
    Arranjo ou disposição de rochas sedimentares em camadas ou estratos, formando uma sucessão disposta em ordem cronológica. Sin.: Estratificação.

    SERICITA
    Mineral do grupo das micas. Variedade microcristalina da muscovita, ligeiramente mais hidratada.

    SERICITIZAÇÃO
    Formação de sericita a partir dos minerais de uma rocha, em geral feldspatos. Pode dar-se por alteração deutérica e por meteorização.

    SÉRIE (ESTRATIGRAFIA)
    Unidade cronoestratigráfica hierarquicamente superior a andar e inferior a sistema, podendo não ser subdividida em andares. Época é o seu equivalente geocronológico.

    SÉRIE DE REAÇÃO DE BOWEN
    Série de minerais dos quais qualquer fase formada previamente tende a reagir com o material que permanece fundido, para produzir um novo mineral da série. Os dois ramos desta série são conhecidos como Série de Reação Contínua e Série de Reação Descontínua.

    SÉRIE MAGMÁTICA
    Associação de rochas ígneas que apresentam uma gênese comum, que pode ser prevista com base nos processos ditos de diferenciação.

    SÉRIE RADIOATIVA
    Conjunto de elementos químicos originados por decaimento, a partir de um elemento inicial, dito radioativo ou pai, até um elemento dito radiogênico final (elemento estável). Assim, o elemento radioativo pai, U238, dá origem, por decaimento, a vários outros, até atingir a forma de Pb206, que é o elemento radiogênico final, estável, da série radioativa Urânio/ Chumbo.

    SERPENTINA
    Grupo de minerais secundários formado a partir da alteração de silicatos de magnésio primários, especialmente olivina.

    SERPENTINITO
    Rocha ultramáfica composta quase que inteiramente por minerais do grupo da serpentina.

    SERRA
    Vocábulo usado de maneira ampla para terrenos acidentados com fortes desníveis, freqüentemente aplicados a escarpas assimétricas possuindo uma vertente abrupta e outra menos inclinada (Resolução CONAMA 004:85).

    SERRAPILHEIRA
    Denominação aplicada a camada superficial de material orgânico que se cobre os solos consistindo de folhas, caules, ramos, cascas, frutas e galhos mortos, em diferentes estágios de decomposição, em uma mata. Sin.: Liteira.

    SERVIÇO PRIVATIZADO
    Serviço contratado com empresa particular que assume tarefas de limpeza pública inerente ao contrato firmado, enquanto o poder público municipal passa a participar apenas como órgão fiscalizador e pagador (ABNT).

    SERVIÇOS AMBIENTAIS
    Conceito associado a tentativa de valoração dos benefícios ambientais que a manutenção de áreas naturais pouco alteradas pela ação humana traz para o conjunto da sociedade. Entre os serviços ambientais mais importantes estão a produção de água de boa qualidade, a depuração e a descontaminação natural de águas servidas no ambiente, a produção de oxigênio e a absorção de gases tóxicos pela vegetação, a manutenção de estoques de predadores de pragas agrícolas, de polinizadores, de exemplares silvestres de organismos utilizados pelo homem - fonte de gens usados em programas de melhoramento genético, a proteção do solo contra a erosão, a manutenção dos ciclos biogeoquímicos, etc. Os serviços ambientais são imprescindíveis a manutenção da vida na Terra. Ver também Desenvolvimento Sustentável, Sustentabilidade.

    SET (GEOLOGIA)
    Conjunto ou reunião de feições estruturais / estratigráficas, ou de tipos ou seqüências de rochas.

    SETOR DE COLETA
    Subdivisão técnico-administrativa de uma área ou seção de coleta composta por um ou mais itinerários (ABNT).

    SHEAR BELT
    Extensas faixas na crosta terrestre (centenas de quilômetros de comprimento por poucas dezenas de quilômetros de largura) caracterizadas por rochas miloníticas originadas sob regimes de elevadas temperatura e pressão. Podem representar as raízes de grandes falhas transcorrentes pretéritas, em que o domínio superior, rúptil, foi erodido.

    SIAL
    Camada externa da crosta terrestre de até 50 Km de espessura, constituída principalmente de silício e alumínio, representada pelas rochas de constituição granítica. Sua densidade é de 2,7. O contato com o sima subjacente varia entre 50 km, sob os continentes, e praticamente zero sob o Oceano Pacífico.

    SIÁLICO
    Designação dada a minerais das rochas ígneas, constituídos de sílica e alumina, tais como o quartzo e o feldspato.

    SIDERITO
    Meteorito constituído essencialmente de ferro e níquel, sem silicatos.

    SIDERÓFILO
    Elemento que mostra maior afinidade pelo ferro do que pelo enxofre e oxigênio.

    SIENITO
    Rocha plutônica, granular, essencialmente constituída de feldspatos alcalinos, tendo como acessórios minerais ferromagnesianos.

    SÍLEX
    Rocha constituída principalmente por quartzo micro ou criptocristalino, contendo raras impurezas, como argila, calcita ou hematita, porém nunca ultrapassando 10%.

    SILEXITO
    Rocha sedimentar silicosa, compacta, de granulação muito fina, de diversas origens, principalmente química ou bioquímica.

    SÍLICA
    Família de tectossilicatos, constituída por tetraedros de SiO2, e cujos polimorfos são distribuídos em três categorias estruturais; o quartzo, a tridimita, e a cristobalita.

    SÍLICA ATIVADA
    Partícula coloidal carregada negativamente, e formada a partir da reação de uma solução diluída de silicato de sódio com uma substância ácida ou outro ativador.

    SILICATO
    Mineral cuja estrutura é dominada pela ligação entre átomos de silício e oxigênio. Ex.: olivina.

    SILICIFICAÇÃO
    Substituição total ou parcial dos minerais de uma rocha pré-existente ou preenchimento dos poros de uma rocha por sílica finamente granulada - quartzo, calcedônia ou opala.

    SILL
    Ocorrência de uma rocha ígnea intrusiva que se aloja paralelamente às estruturas principais da rocha encaixante ou hospedeira, possuindo geralmente o aspecto de camada. Sin.: soleira.

    SILTE
    Sedimento clástico inconsolidado, composto essencialmente de pequenas partículas de minerais diversos ou, parte de um solo, de granulometria entre 0,06 e 0,002 mm (Wentworth e Massachussets Institute of Tecnology - MIT) e entre 0,05 e 0,005 (ABNT).

    SILTITO
    Rocha sedimentar detrítica proveniente da litificação de sedimentos com granulometria de silte.

    SILURIANO
    Período da Era Paleozóica situado logo após o Período Ordoviciano e abrangendo o espaço de tempo compreendido entre 435 e 410 milhões de anos. Os recifes de corais fizeram sua primeira aparição durante este período, sendo também um período importante na evolução dos peixes.

    SILVICULTURA
    Manejo científico das florestas nativas ou plantadas, para a produção permanente de bens e serviços.

    SILVITA
    Sal de potássio que cristaliza no sistema isométrico, classe hexaoctaédrica, apresentando composição KCl. Usualmente ocorre em massas cristalinas, granulares e com clivagem cúbica. Solubiliza-se rapidamente na água, permanecendo em solução após a precipitação de diversos outros sais, já que é um dos últimos a precipitar-se.

    SIMA
    Camada inferida subjacente ao sial a cerca de 50 Km de profundidade, sob as massas continentais, de constituição basáltica.

    SIMBIOSE (BIOLOGIA)
    Associação de vida entre dois organismos diferentes, em que um só deles se beneficia (comensalismo), ou em que ambos de beneficiam (mutualismo).

    SIMPLECTITA
    Denominação aplicada a qualquer intercrescimento entre minerais, que se apresenta de forma irregular e com granulação fina. Um tipo especial de simplectita é a mirmequita, sendo que diversos intercrescimentos podem ocorrer entre anfibólio e espinélio, plagioclásio e magnetita, granada e quartzo, biotita e quartzo, diopsídio e espinélio, dentre outros.

    SINCLINAL
    Estruturas de camadas dobradas nas quais as camadas de idade mais recente estão no núcleo; ou forma adquirida pela dobra quando as camadas mais jovens estão mais próximas do centro de encurvamento. I: Syncline.

    SINCLINÓRIO
    Sinclinal largo, regional, no qual ocorrem dobras superimpostas menores.

    SINÉCLISE
    Estrutura deprimida ou negativa de uma plataforma, geralmente isométrica em planta, produzida por lenta subsidência durante o curso de vários períodos geológicos. Apresenta flancos pouco inclinados e bastante amplos, de extensão regional (centenas a milhares de quilômetros quadrados). Geralmente comporta espesso pacote de camadas sedimentares.

    SINECOLOGIA
    Ramo da Ecologia que estuda as relações entre as comunidades orgânicas e os seus ambientes.

    SINERGIA
    Fenômeno químico no qual o efeito obtido pela ação combinada de duas substâncias químicas diferentes é maior do que a soma dos efeitos individuais dessas mesmas substâncias. Ver sinergismo.

    SINERGISMO
    É a associação simultânea de dois ou mais fatores que contribuem para uma ação resultante, superior àquela obtida individual-mente pelos fatores, sob as mesmas condições.

    SINFORMA
    Dobra que se fecha para baixo, para a qual o termo sinclinal não pode ser aplicado no seu sentido estratigráfico.

    SINFORME
    Dobra que se fecha para baixo, sendo, contudo desconhecidas as relações estratigráficas entre suas rochas.

    SINGENÉTICO
    Depósito mineral formado contempo-raneamente à rocha encaixante.

    SINTECTÔNICO
    Adjetivo que descreve um processo geológico que é contemporâneo a orogênese.

    SINTÉTICA (FALHA)
    (a) Seu plano mergulha na mesma direção do que as rochas deslocadas; (b) seu plano mergulha no mesmo sentido que o embasamento do gráben em que ocorre; (c) seu plano mergulha no mesmo sentido do plano da falha principal do gráben; (d) seu traço orienta-se a baixo ângulo em relação à direção da zona de deformação transcorrente em que se insere, e tem o mesmo sentido de deslocamento do binário de cisalhamento fundamental da zona transcorrente onde ocorre. I: Synthetic Fault.

    SINÚSIA
    Parte de uma comunidade vegetal constituída por espécies pertencentes a um mesmo tipo de forma de vida e com exigências ecológicas semelhantes. Cada sinúsia é composta por plantas de estrutura e porte semelhantes. Em algumas situações o termo sinúsia é usado como sinônimo de estrato.

    SISMO
    O mesmo que terremoto.

    SISMOESTRATIGRAFIA
    Estudo da estratigrafia e das fácies deposicionais de acordo com a interpretação de dados sísmicos. I: Seismic Stratigraphy.

    SISMÓGRAFO
    Aparelho destinado ao registro de vibrações provocadas por terremotos ou detonações.

    SISMOLOGIA
    Estudo dos tremores de terra ocorridos na superfície do globo terrestre.

    SISTEMA
    Conjunto de elementos unidos por alguma forma de interação ou interdependência.

    SISTEMA AMBIENTAL
    Conjunto dos processos e das interações dos elementos que compõem o meio ambiente, incluindo, além dos fatores físicos e bióticos, os de natureza sócio-econômica, política e institucional.

    SISTEMA AQÜÍFERO
    Espaço no interior do qual se consideram os movimentos da água subterrânea independentes das condições existentes fora de seus limites.

    SISTEMA DE LICENCIAMENTO DE ATIVIDADES POLUIDORAS (SLAP)
    Figura instituída no Estado do Rio de Janeiro, pelo Decreto-Lei nº 1.633, de 21.12.77, regulamentado pela Comissão Estadual de Controle Ambiental - CECA e consagrada em nível federal pela Lei nº 6.938 de 31.08.81, o SLAP é o principal instrumento de execução da política ambiental. De acordo com a lei, sujeitam-se ao SLAP todas as pessoas físicas ou jurídicas, inclusive as entidades da Administração Pública que estiverem ou vierem a se instalar no Estado, cujas atividades, de qualquer natureza, possam causar efetiva ou potencialmente, qualquer forma de poluição. O processo de licenciamento realiza-se em três etapas correspondentes às fases de implantação da atividade, cabendo para cada uma delas um dos três tipos de licença: Licença Prévia (LP), Licença de instalação (LI) e Licença de Operação (LO).

    SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA
    É o conjunto funcional de obras, instalações, tubulações, equipamentos e acessórios destinado a produzir e distribuir água em quantidade, qualidade, regularidade e confiabilidade dos serviços.

    SISTEMA DE DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
    Conjunto de unidades, processos e procedimentos que visam ao lançamento de resíduos no solo, garantindo-se a proteção da saúde pública e a qualidade do meio ambiente (Resolução nº 5, de 5.07.93, do CONAMA).

    SISTEMA DE DOBRAS
    Grupo de dobras mostrando características e orientações semelhantes e, possivelmente de origem comum.

    SISTEMA DE DRENAGEM
    O mesmo que rede de drenagem.

    SISTEMA DE ESGOTO
    Designa coletivamente todos os dispositivos, unidades e equipamentos necessários ao funcionamento de um sistema de coleta, transporte, tratamento e disposição final dos esgotos de uma área ou comunidade.

    SISTEMA DE FALHAS
    Constituído de duas ou mais falhas originadas no mesmo evento tectônico.

    SISTEMA DE GESTÃO AMBIENTAL
    Instrumento organizacional que possibilita às instituições a alocação de recursos e a definição de responsabilidades quanto as questões ambientais; bem como a avaliação contínua de práticas, procedimentos e processos, buscando a melhoria permanente do seu desempenho ambiental. A gestão ambiental integra o sistema de gestão global de uma organização. Resolução CONAMA nº 306, de 5 de julho de 2002.

    SISTEMA DE MANEJO DO SOLO
    Práticas agrícolas que visam à manutenção da fertilidade, ao controle da erosão, ao aumento das colheitas e do cultivo das mais diversas culturas; compreendem o preparo do solo, o plantio direto e a rotação de culturas.

    SISTEMA DE TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS
    Conjunto de unidades, processos e procedimentos que alteram as características físicas, químicas e biológicas dos resíduos e conduzem à minimização dos riscos à saúde pública e à qualidade do meio ambiente (Resolução CONAMA nº 5 de 5.07.93).

    SISTEMA DEPOSICIONAL
    Unidade tridimensional constituída por uma associação de fácies específica, gerada por processos atuantes nos ambientes de uma mesma província fisiográfica ou geomorfológica. Um grupo de sistemas deposicionais contemporâneos é denominado trato de sistemas.

    SISTEMA NACIONAL DO MEIO AMBIENTE (SISNAMA)
    Instituído pela Lei nº 6.938, de 31.08.81, que dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, o SISNAMA reúne os órgãos e entidades da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, que estejam envolvidos com o uso dos recursos ambientais ou que sejam responsáveis pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. Constituem o SISNAMA: o Conselho Nacional do Meio Ambiente, denominado Órgão Consultivo e Deliberativo, com a função de assistir o Presidente da República na formulação das diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente; o Ministério do Meio Ambiente e da Amazônia Legal, Órgão Central; o IBAMA, Órgão Executor, encarregado de promover, disciplinar e avaliar a implementação dessa Política; os órgãos, entidades e fundações estaduais, Órgãos Seccionais, responsáveis pelo planejamento e execução das ações de controle ambiental; os órgãos e entidades municipais, Órgãos Locais, responsáveis, em suas áreas de jurisdição, pelo controle e fiscalização das atividades modificador.

    SISTEMAS AGROFLORESTAIS
    São alternativas de uso da terra, associando árvores ou arbustos às atividades agrícolas ou pecuárias, de forma concomitante (consórcio) ou seqüencial. São práticas antigas que tem a capacidade de solucionar problemas como: a perda da fertilidade natural dos solos, a erosão, a escassez de alimentos e lenha.

    SISTEMÁTICA (BIOLOGIA)
    Estudo dos tipos e da diversidade de organismos e de todas e quaisquer relações entre eles. Trata, portanto, não apenas do arranjo dos organismos em grupos taxonômicos, mas também, da denominação dos mesmos e das causas e origem desses arranjos.

    SKOLITO
    Denominação aplicada para escavações em forma de tubos verticais, e que foram possivelmente habitados por vermes comedores de suspensão. É um icnofóssil comum em arenitos antigos depositados em águas marinhas rasas.

    SLAKING
    Processo de desagregação de rochas pelíticas, resultante da alternância de secagem e umedecimento.

    SLICKENSIDE
    Superfície alisada e lustrosa que apresenta estriamento marcante, produzido pelo deslizamento e atrito da massa de solo ou rocha, causados por movimentação relativa de blocos, devido à forte expansibilidade do material argiloso por endurecimento.

    SLIDING
    Processo de deslizamento de massas sedimentares através de distâncias consideráveis. Recebe também a denominação genérica de “slump structure”.

    SLUMP
    Movimento ao longo de um plano de cisalhamento, onde a deformação interna da massa é mínima. Caso o material da borda do talude seja constituído de lama, uma parte do peso das partículas é sustentada pela água que fica retida no sedimento, a qual não tem tempo de ser expulsa quando o acúmulo de sedimento é contínuo, criando um excesso de pressão fluida que pode exceder à estabilidade da massa de lama, fazendo-a liqüefazer-se e deslizar pelo talude.

    SMOG
    Denominação aplicada ao fenômeno da mistura do nevoeiro com a poluição atmosférica.

    SOBREPESCA
    Captura de exemplares de uma espécie aquática em quantidade maior do que a capacidade de reposição natural da sua população.

    SOCIEDADE (BIOLOGIA)
    Tipo de relação harmônica intra-específica em que indivíduos da mesma espécie se agrupam em reuniões ou bandos, de forma permanente, com a obtenção de vantagens para o grupo com a atuação de cada indivíduo. São exemplos clássicos de sociedades a dos cupins, formigas e abelhas.

    SOCIOSFERA
    Termo empregado pelos modernos ecologistas para designar toda a trama de injunções políticas, tecnológicas, filosóficas e econômicas que determinam a conduta do homem e as tendências da comunidade.

    SODALITA
    Mineral da família dos feldspatóides que cristaliza no sistema isométrico, classe hexatetraédrica, apresentando comumente cor azul e composição Na4(AlSiO4)3 Cl.

    SOERGUIMENTO
    Elevação de uma extensa parte da crosta terrestre em relação às áreas adjacentes.

    SOIL TAXONOMY
    Sistema abrangente de classificação americana de solos onde os agrupamentos obtidos inicialmente são os chamados táxons, que agruparão os solos com uma quantidade de propriedades em comum. O táxon que constitui o esqueleto deste sistema, está definido com base em propriedades mensuráveis e observadas no campo. São seis as categorias utilizadas: ordem, subordem, grande grupo, subgrupo, família e série.

    SOLAPAMENTO HIDRÁULICO
    Fenômeno de formação de canais e espaços vazios, em terrenos permeáveis, por onde a água percola, de forma violenta carreando material, descalçando as camadas ou estruturas sobrejascentes. Sins: erosão subterrânea, erosão interna. Vide desmoronamento.

    SOLEIRA
    O mesmo que “sill”.

    SOLFATARA
    Emanação de gases vulcânicos, constituídos predominantemente por vapor d’água e escassas quantidades de CO2 e H2S, com temperaturas compreendidas entre 2500C e 900C. Produz depósitos de S, FeS2, NH4Cl e H3BO3.

    SÓLIDOS DECANTÁVEIS
    São os sólidos separáveis em um dispositivo para decantação denominado cone de Imhoff durante o prazo de 60 minutos ou 120 minutos.

    SÓLIDOS FILTRÁVEIS
    Ou matéria sólida dissolvida são aqueles que atravessam um filtro que possa reter sólidos de diâmetro maior ou igual a 1 mícron. Vide sólidos suspensos.

    SÓLIDOS FIXOS
    "São os não voláteis".

    SÓLIDOS FLUTUANTES
    Gorduras, sólidos, líquidos e escuma removíveis da superfície de um líquido (ABNT, 1973).

    SÓLIDOS SUSPENSOS
    Pequenas partículas de poluentes sólidos nos despejos, que contribuem para a turbidez e que resistem à separação por meios convencionais. São aqueles que não atravessam o filtro que os separa dos sólidos filtráveis. O mesmo que sólidos em suspensão.

    SÓLIDOS TOTAIS
    A quantidade total de sólidos presente em um efluente, tanto em solução quanto em suspensão. Analiticamente, os sólidos totais contidos nos esgotos são definidos como a matéria que permanece como resíduo depois da evaporação à temperatura compreendida entre 103ºC e 105ºC.

    SÓLIDOS VOLÁTEIS
    São aqueles que se volatilizam a uma temperatura de 600ºC.

    SOLIDUS
    Curva ou superfície que separa áreas ou volumes onde estão presentes apenas sólidos, daquela onde coexistem sólidos e líqüidos. Representa a curva que corresponde ao término da cristalização de um magma, ou o início da fusão de um sólido.

    SOLIFLUXÃO
    Movimentação lenta de solo ou de outros materiais soltos, saturados de água, encosta abaixo. Pode ser estimulado pela devastação da cobertura vegetal, pela abertura de estradas, etc.

    SOLO
    (1) Produto do intemperismo físico e químico das rochas, situado na parte superficial do manto de intemperismo. Constitui-se de material rochoso desintegrado e decomposto. (2) Em pedologia corresponde a todo material natural constituído de camadas ou horizontes de compostos minerais e:ou orgânicos com variadas espessuras, diferindo do material original por propriedades morfológicas, físicas,químicas e mineralógicas e por características biológicas. (3) Para a mecânica dos solos é todo material terroso encontrado na superfície da crosta, de origem orgânica ou inorgânica, que é escavável por meio de qualquer equipamento (pá, picareta, etc.), ou de fácil desagregação pelo manuseio ou ação da água.

    SOLO ALÓCTONE
    Solo desenvolvido de material que não se originou diretamente da rocha subjacente.

    SOLO ALUVIAL
    Solo jovem formado pela deposição de partículas transportadas em suspensão pelas águas naturais. Sin.: Solo aluvionar.

    SOLO ARGILOSO
    Solo de granulação muito fina ou a parte de um solo que apresenta características marcantes de plasticidade dentro de uma faixa de umidade, bem como uma elevada resistência à compressão simples. Ou ainda solo constituído essencialmente de hidrossilicatos de alumínio como o caulim.

    SOLO AUTÓCTONO
    O mesmo que solo residual.

    SOLO COLAPSÍVEL
    Solo que quando saturado de água entra em colapso, isto é, sofre recalque sem que haja aumento de carga. Os solos colapsíveis são geralmente representados por aluviões, coluviões e solos residuais submetidos a intensa lixiviação, que produz estruturas porosas.

    SOLO COLUVIONAR
    Solo formado pela deposição de partículas transportadas entre locais diferentes pela ação da gravidade.

    SOLO ELUVIAL
    Solo cujo horizonte B se caracteriza por significativo aumento da fração argila em relação aos horizontes A ou E. Uma das feições indicativas desse tipo de solo é a presença de cerosidade.

    SOLO HALOMÓRFICO
    Solo cuja qualificação genérica foi muito influenciada pelo excesso de sais, e cujo acúmulo é maior nas depressões.

    SOLO HIDROMÓRFICO
    Denominação geral utilizada para solos formados sob condições de drenagem deficiente, em pântanos, brejos, áreas de surgência ou planícies, podendo ser orgânicos ou minerais.

    SOLO IMATURO
    Solo que apresenta horizontes genéticos indiscriminados ou apenas levemente desenvolvidos, devido ao tempo relativamente curto, em que foi submetido aos processos de formação do solo. Sins.: Solo incéptico, solo jovem.

    SOLO INCÉPTICO
    Ver solo imaturo.

    SOLO JOVEM
    Ver solo imaturo.

    SOLO LITÓLICO
    Adjetivação utilizada para qualificar tanto litossolo em sentido restrito - seqüência de horizontes AR; como solos que possuem características intermediárias com litossolo, com seqüências de horizontes ACR, desde que o C seja pouco espesso. Em alguns casos verifica-se o início de formação do horizonte B incipiente.

    SOLO MADURO
    Solo que apresenta horizontes bem desenvolvidos, produzidos pelos processos naturais de formação do solo, e estando essencialmente em equilíbrio com o meio ambiente atual.

    SOLO ORGÂNICO
    Solo constituído por produtos de alteração de rochas misturados com materiais vegetais decompostos. Quando apresenta mais de 20% de matéria orgânica, isto é, mais de 11,5% de carbono total.

    SOLO PEDREGOSO
    O mesmo que litólico.

    SOLO RESIDUAL
    Solo proveniente da ação de intemperismo físico ou químico sobre as rochas, formados no próprio local de desintegração das mesmas. Forma um manto revestindo a rocha que lhe deu origem, sendo que há uma passagem gradual entre ambos.

    SOLO SUPERFICIAL
    Zona do solo da superfície do terreno natural, que suporta a vida vegetal, em geral constituído por uma mistura de areia, argila e matéria orgânica.

    SOLO TRANSPORTADO
    Solo depositado fora de seu local de formação, transportado por agentes como água, vento ou gelo.

    SOLSTÍCIO
    Cada um dos pontos da órbita aparente do Sol, nos quais este alcança o seu máximo valor em declinação, e sendo denominados de solstício de verão e solstício de inverno.

    SOLUÇÃO (QUÍMICA)
    Mistura homogênea e íntima das partículas de duas ou mais substâncias diferentes, sendo que essas partículas podem ser: moléculas, átomos ou íons. Uma solução é uma mistura e não uma combinação, porque a quantidade dos componentes é variável. Em uma solução verdadeira os componentes só podem ser separados por uma mudança de estado.

    SOLUM
    Parte superior e mais intemperizada do perfil do solo, e que corresponde normalmente aos horizontes A e B.

    SONDAGEM
    Investigação feita num local visando a obtenção das características geológicas de formações em profundidade. Pode ser feita por métodos diretos (poço, galeria, trincheira, sondagem a trado, percussão e rotativa) ou indiretos (sondagem geofísica, sísmica, etc.).

    SOPÉ CONTINENTAL
    Região da margem continental situada entre as isóbatas de 3000m e 4000m, sendo menos inclinada do que a plataforma. Ver também margem continental.

    SOTAVENTO
    Face de qualquer elemento geográfico que se encontra voltada para o lado oposto que sopra o vento.

    SPT
    O mesmo que ensaio de penetração padronizado.

    STOCK
    Massa eruptiva subjacente, de tamanho inferior ao de um batólito. Termo usado para massas com mais de 100 Km².

    STOCKWORK
    Corpo de rocha encaixante tão intensamente cortado por veios mineralizados que se entrecruzam, que o conjunto pode ser explorado como minério.

    STRATABOUND
    Termo utilizado para indicar determinado depósito mineral que se encontra limitado a uma determinada camada ou estrato sedimentar.

    STRINGER
    Veio estreito ou filamento irregular de substância mineral atravessando uma massa rochosa.

    SUBDUCÇÃO (ZONA DE)
    Cinturão estreito e longo, no qual a subducção ocorre. I) Zona de subducção do tipo A - denominada em homenagem a O. Ampferer, refere-se ao processo que supostamente ocorre no flanco continental dos cinturões orogênicos (megassuturas). II) Zona de subducção do tipo B - denominada em homenagem a H. Benioff, refere-se ao processo que supostamente ocorre no flanco oceânico da convergência de placas litosféricas - megassuturas. I: Subduction.

    SUBÉDRICO (MINERAL)
    Mineral de contornos parcialmente regulares. O desenvolvimento de suas faces situa-se num estágio intermediário entre os minerais anédricos e euédricos. Sins.: subedral, hipidiomórfico.

    SUBGRUPO (ESTRATIGRAFIA)
    Unidade litoestratigráfica formal, constituída pela associação de algumas das formações integrantes de um grupo previamente definido e denominado. O grupo pode ser total ou parcialmente, mas não necessariamente, dividido em subgrupos.

    SUBLIMAÇÃO
    Processo físico através do qual uma substância sólida se converte em gás sem passar pelo estado líqüido.

    SUBOFÍTICA (TEXTURA)
    Textura de rochas ígneas caracterizada principalmente por ripas de plagioclásio dispersas em matriz de augita. Difere da textura ofítica por apresentar ripas de plagioclásio cujo comprimento médio excede o dos grânulos de piroxênio, e os últimos incluem apenas parcialmente um certo número dos primeiros.

    SUBSATURADA (ROCHA)
    O mesmo que insaturada (rocha).

    SUBSEQÜENTE
    Rio cujo curso se desenvolve ao longo de uma linha de fraqueza, que pode ser uma fratura, uma discordância, um contato entre litotipos etc, apresentando, portanto, controle estratigráfico ou estrutural.

    SUBSIDÊNCIA
    (1) Afundamento de uma região na crosta terrestre em relação às áreas vizinhas. (2) Deformação ou deslocamento de direção essencialmente vertical, decorrente de afundamentos de terrenos. Podem ser causadas por: carstificação; acomodação de camadas do substrato; pequenas movimentações segundo planos de falhas; pela ação humana - bombeamento de águas subterrâneas, recalques por peso de estruturas, trabalhos de mineração subterrânea e explotação de depósitos petrolíferos; combustão da turfa presente no substrato; ou provocadas por solos colapsíveis. I: Subsidence.

    SUBSIDÊNCIA TECTÔNICA
    Resposta da litosfera sob a forma de movimentação vertical negativa, a estímulos promovidos por campos de tensões de origem tectônica. Sin.: Subsidência Mecânica.

    SUBSIDÊNCIA TÉRMICA
    Abatimento litosférico gerado por processos de perda de calor e contração, que ocorre na restauração da estrutura térmica original de regiões previamente aquecidas. I: Thermal Subsidence.

    SUBSTÂNCIA TÓXICA
    Substância ou preparação que, ao ser inalada, ingerida ou absorvida através da pele, pode causar riscos sérios, agudos ou crônicos à saúde, podendo levar à morte.

    SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS
    Aquelas que se categorizam por uma ou mais das seguintes definições: (a) inflamáveis: substâncias que se inflamam facilmente a assim causam risco de incêndio em condições normais na indústria (ex.: metais finamente divididos, líquidos com ponto de flash de 100ºC ou menor). (b) corrosivas: substâncias que requerem armazenagem especial por sua capacidade de corroer material padrão (ex.: ácidos, anidridos ácidos e álcalis). (c) reativa: substâncias que requerem armazenagem e manuseio especial porque tendem a reagir espontaneamente com ácido ou emanação ácida (ex: cianidos, álcalis concentrados), tendem a reagir violentamente com vapor ou água (ex: fosfinas, ácidos concentrados ou álcalis) ou tendem a ser instáveis ao choque ou ao calor (ex.: líquidos inflamáveis sob pressão), resultando tanto em geração de gases tóxicos, explosão, fogo ou aumento de calor.

    SUBSTITUIÇÃO
    Processo praticamente simultâneo de solução e deposição pelo qual um novo mineral, de composição química diferente, pode crescer no corpo de outro mineral ou agregado mineral pré-existente. (Sin.: metassomatismo).

    SUCESSÃO ECOLÓGICA
    Substituição seqüencial de espécies vegetais e animais em uma comunidade biótica. Compreende todas as etapas do processo, desde a chegada das espécies pioneiras até o clímax. Quando o processo se refere apenas a comunidade de plantas recebe a denominação de sucessão vegetal. O processo de sucessão permite que o ecossistema se recomponha após sofrer um impacto.

    SUÍTE
    Unidade litoestratigráfica formal, constituída pela associação de diversos tipos de uma classe de rocha intrusiva ou metamórfica de alto grau, discriminados por características texturais, mineralógicas ou composição química. As suítes intrusiva e metamórfica consistem de duas ou mais unidades de rochas ígneas ou de alto grau de metamorfismo, respectivamente, compatíveis com o nível hierárquico de formação.

    SUMIDOURO
    (1) Em hidrologia - Cavidade, em forma de funil, na superfície do solo, que se comunica com o sistema de drenagem subterrânea, em regiões calcárias, causada pela dissolução da rocha. (2) Em engenharia sanitária - Poço destinado a receber o efluente da fossa séptica e permitir sua infiltração subterrânea.

    SUPERFÍCIE DE EROSÃO
    Superfície plana resultante do aplainamento de uma área por processos erosivos.(Sin.: superfície de aplainamento.

    SUPERFÍCIE DE FALHA
    Superfície ao longo da qual ocorreu o deslocamento. Sin.: plano de falha.

    SUPERFÍCIE DE RUPTURA
    Plano de descontinuida-de de um maciço de solo ou rocha. Sin.: plano de falha.

    SUPERFÍCIE PIEZOMÉTRICA
    Representação da superfície geométrica das águas subterrâneas em aqüíferos artesianos cujos pontos estão a uma elevação igual a altura do nível piezométrico.

    SUPERFÍCIE POTENCIOMÉTRICA
    É o lugar geométrico dos pontos que registram a altura dos níveis estáticos das águas de um determinado aqüífero. O conhecimento da superfície potenciométrica é elemento indispensável em qualquer estudo de movimentos de águas subterrâneas. Para os aqüíferos livres, a superfície potenciométrica corresponde à superfície freática.

    SUPERGRUPO
    Unidade litoestratigráfica formal, constituída pela associação de vários grupos ou de grupos e formações que possuam características litoestratigráficas significativas que os interrelacionam.

    SUPERIMPOSTO
    Rio cujo curso corta as estruturas geológicas já existentes, sendo portanto mais jovem do que as referidas estruturas.

    SUPERPLASTICIDADE
    Fenômeno que consiste na deformação plástica continuada, devido a deslizamentos intracristalinos, em rochas muito finas, e que pode alcançar altos valores, ainda que sob tensões constantes.

    SUPERSATURADA
    Rocha magmática que contém sílica em excesso, sob forma de quartzo. Ex.: granito.

    SURGÊNCIA
    O mesmo que fonte.

    SURTO
    Epidemia de proporções reduzidas, atingindo pequenas comunidades humanas. Muitos estudiosos restringem o termo para o caso de instituições fechadas, enquanto outros o usam como sinônimo de epidemia.

    SUSCETÍVEL
    Qualquer pessoa ou animal que supostamente não possui resistência suficiente contra um determinado agente patogênico que a proteja da enfermidade caso venha a entrar em contato com este agente.

    SUSTENTABILIDADE
    Conceito associado ao desenvolvimento sustentável, envolve as idéias de pacto intergeracional e perspectiva de longo prazo. Sustentabilidade é a capacidade de um processo ou forma de apropriação dos recursos continuar a existir por um longo período. Ver também Sustentabilidade Ambiental, Sustentabilidade Social.

    SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL
    Conceito associado ao Desenvolvimento Sustentável, envolve a utilização racional dos recursos naturais, sob a perspectiva do longo prazo. A utilização sustentável dos recursos naturais é aquela em que os recursos naturais renováveis são usados abaixo da sua capacidade natural de reposição, e os não renováveis de forma parcimoniosa e eficiente, aumentando sua vida útil. Em termos de energia, a sustentabilidade preconiza a substituição de combustíveis fósseis e energia nuclear por fontes renováveis, como a energia solar, a eólica, das marés, da biomassa, etc. A sustentabilidade ambiental é caracterizada pela manutenção da capacidade do ambiente de prover os serviços ambientais e os recursos necessários ao desenvolvimento das sociedades humanas de forma permanente. Ver também Desenvolvimento Sustentável, Indicadores de desenvolvimento Sustentável, Serviços Ambientais, Sustentabilidade, Sustentabilidade Social.

    SUSTENTABILIDADE SOCIAL
    Conceito associado ao Desenvolvimento Sustentável, envolve a melhoria e a manutenção do bem estar social, encarado numa perspectiva de longo prazo. Em termos sociais, sustentabilidade significa distribuição de renda mais eqüânime, aumento da participação dos diferentes segmentos da sociedade na tomada de decisões, eqüidade entre sexos, grupos étnicos, sociais e religiosos, universalização do saneamento básico e do acesso a informação e aos serviços de saúde e educação, etc. A sustentabilidade social está associada tanto ao bem estar material da população quanto a sua participação nas decisões coletivas. Ver também Desenvolvimento Sustentável, Indicadores de desenvolvimento Sustentável, Serviços Ambientais, Sustentabilidade, Sustentabilidade Ambiental.

    SUTURA
    Linha ou marca de abertura. O mesmo que superfície de ruptura.