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       Serviço Geológico do Paraná

    Ações

    Aqui você encontra os últimos termos que foram incluídos em nosso glossário. Para ler mais, consulte o índice.

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    Glossário de termos geológicos

    TABAIACU
    Nome indígena para indicar um recife alongado e pouco sinuoso, situado próximo da praia.

    TABATINGA
    Denominação regional utilizada para indicar material argiloso em geral, e com colorações diversas. Os indígenas usavam esta denominação apenas para o barro branco.

    TABULEIRO OU CHAPADA
    Formas topográficas que se assemelham a planaltos,com declividade média inferior a 10% - aproximadamente 6º; e extensão superior a 10 hectares, terminadas de forma abrupta; a chapada se caracteriza por grandes superfícies a mais de 600 metros de altitude.

    TAFONOMIA
    Ramo da Paleontologia voltado à investigação das condições e processos que propiciaram a preservação de restos de animais ou vegetais fósseis.

    TALCO
    Mineral que cristaliza no sistema monoclínico, classe prismática e composição Mg3 (Si4O10) (OH)2. Apresenta dureza 1na escala de Mohs, mostrando brilho nacarado a gorduroso, cor verde-maçã, cinza ou branco, sendo untoso ao tato.

    TALUDE
    Superfície inclinada do terreno na base de um morro ou de uma encosta de vale onde se encontra um depósito de detritos. O termo é topográfico e utilizado muita vezes em geomorfologia. Quando seguido de um qualitativo, adquire uma conotação genética, tal como talude estrutural, talude de erosão, talude de acumulação etc.

    TALUDE CONTINENTAL
    Porção integrante da margem continental, situado entre a plataforma continental e o sopé continental. Nas costas onde não se configura, o talude passa diretamente à planície abissal ou fundo oceânico. Sua inclinação é maior que as da plataforma e do sopé.

    TÁLUS
    Depósito inconsolidado geralmente em forma de leque na superfície do terreno e em sopé de elevações abruptas, constituído por fragmentos grosseiros de rocha, de diversos tamanhos e forma angulosa.

    TALVEGUE
    Linha que passa pela parte mais profunda de um vale.

    TANTALITA
    Mineral que cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal, composição (Fe,Mn) Ta2O6, cor preto de ferro e densidade 5,2 a 7,9, variando de acordo com o aumento da percentagem de óxido de tântalo presente. Constitui um série isomorfa contínua com a columbita, que apresenta composição (Fe, Mn)Nb2O6.

    TAQUILITO
    Denominação aplicada a uma variedade de vidro basáltico, quase anidro, parcial ou completamente constituído por micrólitos de óxido de Fe/Ti, e que se apresenta opaco quando observado em luz transmitida. Quando se mostra transparente é denominado sideromelano.

    TAXA DE EMISSÃO
    Quantidade de matéria emitida na unidade de tempo, usualmente expressa em Kg:h.

    TAXA DE ESCOAMENTO SUPERFICIAL
    Razão entre a vazão afluente a um decantador e a sua área superficial. Esta taxa é expressa em m3:dia:m2.

    TAXA DE INFILTRAÇÃO
    O mesmo que coeficiente de infiltração.

    TAXA DE LETALIDADE
    Coeficiente resultante da razão entre o número de óbitos decorrentes de uma determinada enfermidade e o número de pessoas que foram realmente acometidas pela doença, expresso sempre em percentual.

    TAXA DE OCUPAÇÃO
    É o índice que relaciona a projeção da área construída de uma edificação com a área do lote, ou seja, T.O.= projeção da área construída : área do lote.

    TAXA DE POLUIÇÃO
    (1) Instrumento econômico, de política ambiental, de caráter fiscal que permite atribuir um valor à poluição liberada no meio ambiente. (2) Pagamento imposto com base na quantidade ou na qualidade de uma descarga de poluentes no meio ambiente.

    TAXA DE PRODUTO
    Instrumento econômico de política ambiental que utiliza um valor adicional ao preço de um produto ou um insumo que cause poluição, por exemplo - taxa sobre o conteúdo de enxofre em óleo mineral ou mesmo no mineral. Uma forma de taxa de produto é a taxa diferenciada que resulta em preços mais favoráveis para os produtos menos danosos ao meio ambiente, ou vice-versa.

    TAXA DE SEDIMENTAÇÃO
    Quantidade de material particulado sedimentável depositada, por unidade de área, na unidade de tempo.

    TAXON
    Qualquer unidade taxonômica, sem especificação da categoria.

    TECTOFÁCIES
    Soma das características tectônicas primárias de um depósito, ou o aspecto tectônico de uma unidade estratigráfica.

    TECTOGÊNESE
    Processos pelos quais as rochas são deformadas. Refere-se especificamente a formação de dobras, falhas, juntas e clivagem.

    TECTÔNICA
    Estudo dos movimentos contínuos e descontínuos da crosta terrestre devido a esforços de tensões e deformações. O termo geotectônica normalmente se refere a tectônica de grandes áreas.

    TECTÔNICA ADIASTRÓFICA
    Aquela que considera a estruturação de corpos rochosos decorrente apenas da atuação de forças gravitacionais; o mesmo que tectônica gravitacional.

    TECTÔNICA DE PLACAS
    Teoria de tectônica global pela qual a litosfera é dividida em placas torsionalmente rígidas, cuja interação dá origem a zonas de atividade sísmica, tectônica e vulcânica; por esta teoria, a Terra compor-se-ia de 12 placas principais e dezenas de outras menores subordinadas. Processo pelo qual a Terra dissipa o calor gerado em seu interior. I: Plate Tectonics.

    TECTÔNICA DIASTRÓFICA
    Aquela que aborda os efeitos deformacionais, sobre corpos rochosos, que resultam de processos originados em níveis profundos da crosta ou no manto.

    TECTONISMO
    Instabilidade crustal. O comporta-mento estrutural de um elemento na crosta durante, ou entre, os principais ciclos de sedimentação.

    TECTONITO
    Rocha cuja estrutura foi originada pela movimentação interna de suas partes, sem estas terem perdido sua continuidade espacial, e sem que a rocha tenha perdido sua individualidade.

    TECTOSSILICATOS
    Silicatos cujas estruturas apresentam todos os íons de oxigênio da cada tetraedro SiO4, compartilhados com os tetraedros vizinhos.

    TELEMAGMÁTICO
    Depósito mineral hidrotermal localizado distante de sua fonte magmática.

    TELETERMAL
    Depósito mineral hidrotermal formado em profundidade rasa e temperatura média, com pouca ou nenhuma alteração da rocha encaixante.

    TEMPESTITO
    Depósito sedimentar de tempestade, mostrando evidências de violenta perturbação dos sedimentos preexistentes, seguida de sua rápida redeposição em ambiente marinho de águas rasas.

    TEMPO GEOLÓGICO
    Escala temporal dos eventos da história da Terra, ordenados em ordem cronológica. Baseada nos principios de superposição das camadas litológicas (mais antigas sobrepostas pelas mais jovens) e sucessão da fauna (determinadas espécies viveram em um determinado período do tempo) foi concebida uma escala de tempo relativa. Posteriormente, com o advento da técnicas de datação radiométricas foi desenvolvida uma escala de tempo absoluta para os períodos geológicos.

    TENACIDADE
    Resistência que um mineral oferece ao ser rompido, esmagado, curvado ou rasgado, representando a sua coesão.

    TENSÃO
    Força por unidade de área que tende a deformar um corpo em uma dada direção, sendo que a unidade de área inclui o ponto no qual a tensão é analisada. É expressa em unidade de pressão. I.: Stress.

    TENSÃO DE CISALHAMENTO
    Tensão que age tangencialmente a um determinado plano. Sin.: tensão tangencial.

    TENSÃO EFETIVA (DE UM SOLO)
    Esforço normal médio por área unitária transmitido entre os grãos de um solo. Tensão que mobiliza efetivamente o atrito interno. É a componente da tensão que controla as variações de volume e as características de resistência ao cisalhamento de um solo.

    TENSÃO RESIDUAL
    Grandeza da diferença entre os valores das tensões reinantes “in situ” num ponto do interior de um maciço rochoso e os valores calculados em função apenas do peso próprio dos terrenos sobrejacentes. Tal diferença atribui-se ao passado geológico do maciço. Também denominada, impropria-mente, de tensão interna.

    TENSÃO TANGENCIAL
    O mesmo que tensão de cisalhamento.

    TENSIÔMETRO
    Instrumento utilizado para medir a umidade do solo, sendo composto de um copo de cerâmica permeável, poroso, ligado através de um tubo a um manômetro. O aparelho é preenchido com água, introduzido no solo, sendo as leituras efetuadas com o manômetro.

    TENSOATIVIDADE
    Propriedade apresentada por uma substância, quando adicionada a uma meio líqüido, de modificar as características deste meio na sua superfície ou interface. É a capacidade de uma substância de alterar a tensão superficial de um liquido ao qual seja adicionada.

    TENSÕES PRINCIPAIS
    Tensões atuando normalmen-te a três planos ortogonais que se cortam num ponto de uma massa de solo, ao longo dos quais não ocorrem tensões de cisalhamento. São denominadas tensões principais maior, intermediária e menor.

    TEODOLITO
    Instrumento ótico de precisão utilizado para observação de deslocamentos entre dois pontos em barragens, taludes rochosos e escavações a céu aberto.

    TEOR (GEOLOGIA)
    Quantidade de um determinado elemento presente em um mineral, minério ou rocha.

    TEOR DE UMIDADE
    Relação entre o peso da água de retenção de um solo ou rocha e o peso total da amostra seca a 105°C.

    TEOR LIMITE
    Teor mínimo do minério que pode ser recuperado economicamente.

    TEOR RECUPERÁVEL
    Taxa de recuperação de minério, considerada com o processo de beneficiamento ou tratamento utilizado, como moagem, britagem etc.

    TEPEE
    Estrutura sedimentar semelhante às tendas índias e que ocorre em carbonatos intermarés e supramarés. É constituído por bordas dobradas de megapolígonos em forma de prato, que são normalmente truncados antes da deposição da camada superior. É indicativa de exposição subaérea, clima árido a semi-árido e deposição atrás de uma barreira.

    TERCIÁRIO
    Denominação atualmente em desuso, e anteriormente utilizada para indicar o período mais antigo da Era Cenozóica, a qual se estende desde 65 milhões de anos até os nosso dias. Modernamente foi substituído pelos períodos Paleogeno, incluindo as épocas referidas como Paleoceno, Eoceno e Oligoceno, e Neogeno, que se encerrou há aproximadamente 1,75 milhões de anos, e constituído pelas épocas denominadas de Mioceno e Plioceno.

    TERMO-OSMOSE
    Escoamento de um líquido através de um meio poroso, causado por diferenças de temperaturas.

    TERMOLUMINESCÊNCIA
    Propriedade apresentada por alguns minerais de emitirem luz visível quando aquecidos a uma temperatura abaixo do vermelho.

    TERRA ROXA
    Nome genérico aplicado aos solos avermelhados, derivados principalmente de rochas básicas - basalto e diabásio. Inclui a Terra Roxa Estruturada e o Latossolo Roxo.

    TERRA ROXA ESTRUTURADA
    Classe de solos minerais, não hidromórficos, com B textural argiloso ou muito argiloso, de coloração avermelhada e derivados de rochas eruptivas básicas.

    TERRACEADORA
    v

    TERRACEADORA
    Plaina especial que apresenta lâmina de aço especial para executar serviços de terraceamento, sendo mais curta e compacta que a niveladora de estrada e com menor raio de curva, apresentando-se, portanto, melhor adaptada a executar as curvas de nível.

    TERRAÇO
    Superfície horizontal ou levemente inclinada, constituída por depósito sedimentar, ou superfície topográfica modelada pela erosão fluvial, marinha ou lacustre, e limitada por dois declives no mesmo sentido. Pode ser classificado como marinho, lacustre, fluvial etc.

    TERRAÇO FLUVIAL
    Antigas planícies de inundação abandonadas - depósitos fluviais; a determinada altura acima do curso de água atual, na forma de um patamar marginal a um vale, modeladas pela erosão fluvial. São conseqüência do rejuvenescimento do rio.

    TERRAÇO-PATAMAR
    Técnica utilizada em terrenos que apresentam forte inclinação, com o intuito de proteger culturas perenes de grande valor, como pomares, vinhedos dentre outras. Prática bastante antiga para conservação do solo de regiões montanhosas, sendo inclusive utilizada pelos Incas.

    TERRAPLENAGEM
    Conjunto de operações de escavação, transporte, depósito e compactação de terras, necessárias à realização de uma obra; movimentação de terra.

    TERRAS RARAS
    Elementos químicos cujos números atômicos estão situados entre 57 (Lantânio) e 71 (Lutércio). Também denominados lantanídeos, estão contidos unicamente em minerais acessórios tais como zircão, monazita, allanita e apatita. Aqueles com número atômico entre 57 e 62 são denominados terras raras leves, enquanto os demais são chamados terras raras pesados.

    TERREMOTO
    Vibração ou tremor da crosta terrestre. Pode ser registrado por meio de aparelhos denominados sismógrafos. As vibrações fracas, registráveis apenas por instrumentos sensíveis, denominam-se microssismos. A fonte das ondas vibratórias é denominada foco ou hipocentro; o ponto da superfície localizado diretamente sobre o foco denomina-se epicentro.

    TERRENO METAMÓRFICO
    Grupo de rochas metamórficas que se comporta tectonicamente como uma entidade distinta, singular, no decorrer de um episódio orogênico, podendo incluir uma ampla variedade de tipos litológicos e graus metamórficos distintos.

    TERRENO SUSPEITO
    Corpo rochoso de extensão regional, limitado por falhas e caracterizado por conteúdo litológico, fossilífero e história geológica distintos daqueles das regiões vizinhas; geralmente são considerados alóctones, agregando-se nas margens ativas, por acresção, às zonas cratonizadas. Podem ser considerados, em alguns casos, como microplacas. Sins.: terreno exótico, terreno acrescionário, terreno estratigráfico, microcontinente.

    TERRÍGENO
    Depósito formado por material de destruição, erosão, etc., da superfície e sedimentado tanto no continente como no fundo dos mares.

    TESO
    Denominação regional da Ilha de Marajó para “ilhas de mata”, vistas em meio aos campos alagáveis, devido a sua posição um pouco mais elevada. São em sua maioria, formações florestais secundárias.

    TESOURA (FALHA)
    Falhamento no qual há um incremento de rejeito ao longo de sua direção, de forma simétrica e inversa, a partir de um ponto sem movimento. Falhamento gerado por um deslocamento rotacional entre os blocos adjacentes, segundo um eixo perpendicular ao seu plano. I: Scissors Fault.

    TETO (GEOLOGIA ESTRUTURAL)
    Bloco rochoso situado acima do plano de falha, quando este é inclinado. Quando a falha é vertical esta distinção não existe. Sins.: Capa ou muro.

    TETO (MINERAÇÃO)
    Superfície limitante de uma jazida, situada entre o corpo mineralizado e a lapa.

    TEXTURA
    (1) Em petrografia são os aspectos geométricos das partículas componentes de uma rocha, incluindo tamanho, forma e arranjo. (2) Em pedologia caracteriza-se a textura a parte do solo que passa pela peneira de 2,0 mm, considerando-se a terra fina seca ao ar. As partículas unitárias são reunidas, segundo o seu tamanho, em frações do solo.

    TEXTURA (SENSORIAMENTO REMOTO)
    Combinação da magnitude e freqüência da variação tonal em uma imagem, sendo produzida pelo efeito conjunto de todas as pequenas feições que compõem uma área particular na imagem.

    TEXTURA AFANÍTICA
    Textura muito fina de uma rocha, onde os minerais não são distinguidos a olho nu. O mesmo que afanítica (textura).

    TEXTURA ARENOSA
    Compreende as classes texturais areia e areia franca.

    TEXTURA ARGILOSA
    Comprende as classes texturais ou parte delas, tendo na sua composição granulométrica de 35 a 60% de argila.

    TEXTURA CATACLÁSTICA
    Textura encontrada em rochas metamórficas nas quais os minerais foram quebrados, esmagados e planificados durante a deformação. Sin.: Textura milonítica.

    TEXTURA CLÁSTICA
    Textura de rochas sedimentares compostas por fragmentos quebrados de rochas ou minerais pré-existentes, isolados ou ligados entre si por cimento.

    TEXTURA DO SOLO
    Proporção relativa das frações granulométricas - areia, silte e argila, que compõem a massa do solo.

    TEXTURA GRANULAR
    Textura de rochas onde a maioria dos minerais são aproximadamente equidimensionais.

    TEXTURA MÉDIA (PEDOLOGIA)
    Compreende as classes texturais de solos ou parte delas, que apresentam na composição granulométrica menos de 35% de argila e mais de 15% de areia, excluídas as classes texturais areia e areia franca.

    TEXTURA MUITO ARGILOSA
    Compreende as classes texturais, tendo na sua composição granulométrica quantidade de argila superior a 60%.

    TEXTURA PORFIRÍTICA
    Textura de rochas ígneas caracterizada pela presença de grandes cristais - fenocristais, dispersos em uma massa fundamental de granulação fina ou vítrea.

    TEXTURA PORFIROBLÁSTICA
    Textura de rochas metamórficas recristalizadas constituídas por grandes cristais – porfiroblastos, dispersos entre cristais de granulação mais fina.

    TEXTURA SILTOSA
    Compreende as classes texturais que tem na sua composição granulométrica teor de argila inferior a 35% e menos que 15% de areia.

    TIDALITO
    Sedimento resultante da deposição alternada de correntes, de tração de maré e decantação a partir de suspensão.

    TIJUCO
    Denominação aplicada a um terreno coberto de lama escura.

    TILITO
    Rocha sedimentar detrítica de origem glacial, caracterizada por uma matriz argilosa ou siltosa, com blocos estriados de rochas de diferentes origens.

    TIRANTES
    Elementos que, ancorados em uma rocha ou em um solo estável e trabalhando sob tração, sustentam um muro de contenção. O elemento tracionador é constituído por barras ou fios de aço.

    TITANITA
    Mineral que cristaliza no sistema monoclínico, com cores cinza, castanha, verde, amarela e preta, e composição CaTiO (SiO4). Mostra comumente brilho intenso e cristais configurados em cunha. Usualmente o ferro encontra-se presente em pequenas quantidades. Sin.: Esfeno.

    TOLERÂNCIA
    Concentração máxima de uma substância tóxica permitida em um determi-nado meio. Os limites de tolerância devem ser regulamentados por legislação.

    TOLERÂNCIA CRÍTICA (ECOLOGIA)
    Concentração máxima de metais, a partir da qual os efeitos sobre os organismos passam a ser tóxicos.

    TÔMBOLO
    Barra de areia que une uma ilha ao continente, ou que conecta duas ou mais ilhas.

    TOPÁZIO
    Mineral que apresenta composição Al2 (SiO4)(F,OH)2 e cristaliza no sistema ortorrômbico, classe bipiramidal, com dureza extremamente elevada, 8 na escala de Mohs, brilho vítreo e coloração variada: incolor, amarelo palha, róseo, amarelo vinho, azulado e esverdeado. As faces do prisma mostram-se freqüentemente estriadas. É utilizado como gema.

    TOPÁZIO ORIENTAL
    Denominação aplicada a uma variedade amarela do coríndon.

    TOPLAP
    Termo utilizado em sismoestratigrafia, referindo-se ao limite superior de uma seqüência deposicional, quando este se configura em terminação sucessiva de estratos - refletores sísmicos, em direção “offshore”, contra uma superfície superposta. É resultado de um hiato não deposicional refletindo uma zona de “bypass”, acompanhado ou não de pequena erosão.

    TOPOGRAFIA
    Representação da configuração de uma porção do terreno com todos os acidentes e objetos que se encontram à sua superfície.

    TOPOGRAFIA CÁRSTICA
    Topografia de regiões de rochas calcárias, caracterizada pela dissolução destas por águas superficiais e subterrâneas, com formação de dolinas e cavernas.

    TOPOSSEQÜÊNCIA (PEDOLOGIA)
    Seqüência de solos relacionados que diferem uns dos outros, principalmente devido à topografia como fator de formação do solo.

    TORNADO
    Denominação aplicada a uma coluna giratória e violenta de ar que estende-se para baixo de uma nuvem cumulonimbus. Sempre começa com a nuvem em forma de funil, sendo que somente é chamado de tornado quando toca a superfície da Terra. A maioria de tornados giram em sentido ciclônico quando observados de cima, mas alguns podem girar em sentido anti-ciclônico. São visíveis em virtude da poeira e sujeira levantadas do solo e pelo vapor d’água condensada.

    TORRÃO
    Massa compacta e coerente de material do solo, usualmente produzida artificialmente pela atividade do homem, quando do arar e escavar o solo.

    TORRE DE ASPERSÃO
    Equipamento de controle da poluição, do tipo absorvedor úmido, no qual um fluxo de gás poluído, penetrando pela base da torre e fluindo de baixo para cima, encontra-se com gotas aspergidas do topo da torre; as gotas, em velocidade superior à do fluxo gasoso, molham as partículas de poluentes que vão se sedimentar na base da torre, de onde são recolhidas.

    TOXICIDADE
    Medida relativa ao efeito nocivo de uma substância sobre um organismo.

    TÓXICO
    Substância química ou biológica capaz de provocar envenenamento.

    TOXINA
    Produto fabricado por um agente etiológico animado, que induz a formação da antitoxina correspondente no organismo do hospedeiro. Vide veneno.

    TRAÇADOR
    Substância facilmente detectável que pode ser adicionada em pequenas quantidades a correntes de águas superficiais ou subterrâneas para evidenciar as trajetórias de partículas ou para medir diversas características do escoamento, como velocidade, tempo de percurso, diluição, etc. I.: spike.

    TRAÇO DE FALHA
    Ver linha de falha.

    TRADO
    Equipamento algo rudimentar, utilizado em sondagem pouco profunda de solos, constituído por lâminas cortantes que podem se apresentar espiraladas ou convexas. Os tipos mais comuns são o trado concha, helicoidal - espiralado, tipo IPT, etc.

    TRANSCORRENTE (FALHA)
    Termo descritivo que designa a falha ao longo da qual o movimento preferencial ocorre paralelamente à direção de seu plano. Segundo Anderson (1951), a falha transcorrente se associa a um campo de tensões em que os esforços compressivos máximo (s1) e mínimo (s3) são horizontais. Sins.: Falha de rejeito direcional, falha de rasgamento, falha de deslocamento lateral, falha de deslocamento horizontal. I: Strike slip fault, wrench Fault, transcurrent fault.

    TRANSFORMANTE (FALHA)
    Limite de placas litosféricas ao longo do qual, teoricamente, ocorre somente deslocamento transcorrente;tipo particular de falha transcorrente ao longo da qual o deslocamento interrompe-se repentinamente e muda de sentido; c) transformante intracontinental - a expressão é usada, em contexto distensional, para caracterizar zonas de transfêrencia de expressão regional. Obs.: Os termos falha transformante, transferente e transformante intracontinental, em contexto distensional têm similar significado mecânico:genético, sua aplicabilidade diferindo apenas em função da escala, do estágio e do caráter continental ou oceânico em que elas se encontram conforme as definições supracitadas. I: Transform Fault.

    TRANSGÊNICO
    Planta ou um animal que teve incorporado, de maneira estável um ou mais genes oriundos de outra célula ou organismo, os quais podem ser transmitidos para as gerações futuras.

    TRANSGRESSÃO MARINHA
    Invasão de uma grande extensão de terra pelo mar, com a conseqüente deposição de sedimentos marinhos em discordância com as rochas mais antigas.

    TRANSMISSIVIDADE (HIDROGEOLOGIA)
    Quantidade de água que pode ser transmitida horizontalmente por toda a espessura saturada do aqüífero. O mesmo que coeficiente de transmissividade.

    TRANSPORTE EÓLICO
    Transporte de sedimentos pelo vento.

    TRANSPOSIÇÃO DE ÁGUAS
    Processo de deslocamento de recursos hídricos de uma fonte onde existe excesso de água para outra onde há escassez.

    TRANSPRESSÃO
    Sistema de esforços que opera em zonas de encurtamento oblíquo. I: Transpression.

    TRANSTENSÃO
    Sistema de esforços que opera em regiões distensionais oblíquas. I: Transtension.

    TRAP
    Designação antiga dada na Suécia a rochas efusivas basálticas, que formam, frequentemente, uma morfologia em escadas, como acontece nos derrames basálticos do Brasil Meridional.

    TRAQUIANDESITO
    Rocha de granulação fina, equivalente ao monzonito.

    TRAQUITO
    Rocha vulcânica, geralmente porfirítica, constituída por feldspato alcalino, minerais máficos e pequena quantidade de plagioclásio sódico. Equivalente extrusivo do sienito.

    TRATAMENTO AERÓBIO
    O mesmo que tratamento por oxidação biológica, em presença de oxigênio.

    TRATAMENTO ANAERÓBIO
    Estabilização de resíduos feita pela ação de microorganismos, na ausência de ar ou oxigênio elementar. Refere-se normalmente ao tratamento por fermentação metânica.

    TRATAMENTO BIOLÓGICO
    Forma de tratamento de água residuária na qual a ação de microorganismos é intensificada para estabilizar e oxidar a matéria orgânica.

    TRATAMENTO COM CARVÃO ATIVADO
    Processo utilizado para remoção das substâncias orgânicas, presentes na água bruta ou poluída, pela absorção destas substâncias sobre o carvão ativado.

    TRATAMENTO COMPLETO
    No sentido genérico, o processamento da água residuária de origem doméstica ou industrial, por meio de um tratamento primário, secundário e terciário. Pode incluir outros tipos especiais de tratamento e desinfecção. Envolve a remoção de uma alta percentagem de matéria suspensa coloidal e matéria orgânica dissolvida.

    TRATAMENTO DE ÁGUA
    É o conjunto de ações destinadas a alterar as características físicas e:ou químicas e:ou biológicas da água, de modo a satisfazer o padrão de potabilidade.

    TRATAMENTO POR OXIDAÇÃO
    Processo pelo qual, através de atuação de organismos vivos na presença de oxigênio, a matéria orgânica contida na água residuária é convertida numa forma mais estável ou mineral.

    TRATAMENTO PRELIMINAR
    Operações unitárias, tais como remoção de sólidos grosseiros, de gorduras e de areia, que prepara a água residuária para o tratamento subseqüente.

    TRATAMENTO PRIMÁRIO
    (1) Operações unitárias, com vistas principalmente à remoção e estabilização de sólidos em suspensão, tais como sedimentação, digestão de lodo, remoção da umidade do lodo. (2) São os processos unitários empregados para remover uma alta percentagem de sólidos em suspensão e sólidos flutuantes, mas pequena ou nenhuma percentagem de substâncias coloidais ou dissolvidas. Inclui recalque, gradeamento e decantação primária.

    TRATAMENTO QUÍMICO
    Qualquer processo envolvendo a adição de reagentes químicos para a obtenção de um determinado resultado.

    TRATAMENTO SECUNDÁRIO
    Tratamento de despejos líquidos, além do primeiro estágio, no qual as bactérias consomem as partes orgânicas do despejo. A ação bioquímica é conseguida pelo uso de filtros biológicos ou processo de lodos ativados. O tratamento efetivo remove virtualmente todo o material flutuante e sedimentável e, aproximadamente, 90% da DBO5 e dos sólidos em suspensão. Usualmente, a desinfecção com cloro é o estágio final desse processo de tratamento

    TRATAMENTO TERCIÁRIO
    (1) Tratamento de despejos líquidos, além do secundário, ou estágio biológico que inclui a remoção de nutrientes tais como fósforo e nitrogênio e uma alta percentagem de sólidos em suspensão. Também conhecido como tratamento avançado de despejos, produz efluente de alta qualidade. (2) Operações unitárias que se desenvolvem após o tratamento secundário, visando ao aprimoramento da qualidade do efluente, por exemplo a desinfecção, a remoção de fosfatos e outras substâncias.

    TRAVERTINO
    Calcário poroso celular, formado por fontes ricas em cálcio. Nome genérico atribuído a todas as formas de deposição ou acumulação mineral encontradas nas cavernas, como: estalactites - pendentes do teto; estalagmites - assentadas no soalho; colunas, pilares, cortinas, etc. Sin.: Tufo calcário.

    TREND
    Termo genérico para a direção de ocorrência de uma feição geológica de qualquer dimensão ou natureza.

    TRIANGULAÇÃO
    Método de levantamento topográfico no qual as estações são pontos do terreno, que estão localizados nos vértices de uma cadeia ou rede de triângulos. Os ângulos dos triângulos são medidos através de instrumentos, e os lados escolhidos, denominados bases, apresentam comprimentos obtidos por medição direta no terreno.

    TRIÁSSICO
    Período que inicia a Era Mesozóica, com duração compreendida aproximadamente entre 250 e 203 milhões de anos. É subdivido em Inferior, com os andares Induano e Olenekiano Médio, com os andares Anisiano e Ladiniano e Superior, com os andares Carniano, Noriano e Rhetiano. No início do Período Triássico, praticamente todos os continentes estavam aglomerados em um supercontinente chamado Pangea. Esse grande e único continente era circundado por um vasto oceano chamado Panthalassa, correspondente ao atual Oceano Pacífico, por um pequeno mar à leste chamado Tethys, correspondente ao atual Mar Mediterrâneo; e por um proto - Oceano Ártico, à norte.

    TRIBOLUMINESCÊNCIA
    Propriedade apresentada por alguns minerais de se tornarem luminosos ao serem esmagados, riscados ou esfregados.

    TRIDIMITA
    Polimorfo de alta temperatura do quartzo, e que ocorre usualmente como escamas ou cristais diminutos, delgados, tabulares, brancos ou coloridos. É estável entre 870C e 1470C, apresenta estrutura ortorrômbica (alfa-tridimita) em temperatura baixa, e uma estrutura hexagonal (beta-tridimita) em temperatura mais elevada.

    TRIHALOMETANOS
    Compostos metano halogenados, que podem ser detectados nos sistemas públicos de abastecimento de água. São o resultado da reação química do cloro aplicado durante a desinfecção da água, com substâncias húmicas, resultantes da decomposição orgânica normal ou do metabolismo da biota aquática. O principal trihalometano presente nas águas dos sistemas públicos de abastecimento é o clorofôrmio.

    TRILOBITA
    Artrópode marinho que viveu na Era Paleozóica, extinto ao final do Permiano. O corpo apresentava-se dividido em três partes: céfalo, tórax e pigídio, sendo que as duas últimas eram constituídas de somitos trilobados, motivo da denominação do grupo. O comprimento variava, em geral, entre 2cm e 10cm, sendo que, algumas formas, contudo, chegaram a alcançar 70cm (uralichas). Eram revestidos por uma carapaça quitinosa, mineralizada na porção dorsal (carbonato de cálcio e fosfato de cálcio).

    TRINCHEIRA
    Escavação longa e pouco profunda, com base geralmente retangular, executada em superfície.

    TROMBA D’ÁGUA
    Tornado que se forma ou passa por sobre a água. O funil é visível em virtude das nuvens de vapor d’água condensadas. As trombas d’água podem assumir muitas formas e freqüentemente ocorrem em séries ou famílias. São mais freqüentes sobre águas tropicais e subtropicais.

    TRONA
    Mineral que se apresenta em depósitos lacustres salgados, com composição Na3H(CO3)22H2O e cristalizando no sistema monoclínico.

    TROPOPAUSA
    Parte superior da troposfera caracterizada pelas condições de inversão de temperatura que efetivamente limitam a convecção e outras atividades do tempo atmosférico. A altura da tropopausa não é constante, variando no tempo e no espaço. Contudo, sua altitude é mais elevada no Equador (16 km), onde existe aquecimento e turbulência convectiva vertical, e é mais baixa nos pólos, onde tem apenas 8 km.

    TROPOSFERA
    Camada mais baixa da atmosfera que contém cerca de 75% da massa gasosa total da atmosfera, e virtualmente a totalidade do vapor d’água e dos aerossóis. Portanto, é nela onde os fenômenos do tempo atmosférico e a turbulência são mais marcantes, e tem sido descrita como a camada da atmosfera que estabelece as condições do tempo. Por estas razões, torna-se de importância direta para o homem. Na troposfera a temperatura diminui a uma taxa de 6,5° C por quilômetro e pode ser dividida em três camadas, tendo como por base o mecanismo dominante para as trocas de energia, estas camadas são a camada laminar, a friccional e a atmosfera livre.

    TROVÃO
    Ruído resultante do súbito aquecimento e da repentina expansão do ar ao longo da trajetória de um raio.

    TSUNAMI
    Nome japonês para onda gigante gerada no oceano, e causada por maremotos.

    TUBÉRCULO
    Órgão vegetal engrossado, rico em substâncias nutritivas armazenadas, podendo ser radicular, caulinar etc. A cenoura é radicular, enquanto a batata inglesa é caulinar.

    TUBULAÇÕES DISTRIBUIDORAS
    São as tubulações da rede de distribuição em que é permitido instalar a conexão dos consumido-res com a rede.

    TUBULAÇÕES PRINCIPAIS
    São as tubulações da rede de distribuição através das quais, por hipótese de cálculo, a água alcançará toda a rede de distribuição.

    TUBULAÇÕES SECUNDÁRIAS
    São as demais tubulações da rede de distribuição ligadas aos condutos principais.

    TUFO
    rocha piroclástica proveniente da solidificação de cinzas vulcânicas.

    TUFO CALCÁRIO
    O mesmo que travertino.

    TUFO VULCÂNICO
    Rocha constituída de fragmentos de tamanho médio a fino, provenientes de atividade vulcânica explosiva. Na sua constituição entram tanto material magmático – cinzas, como de pulverização de rochas pré-existentes. Sin.: rocha piroclástica. I: Volcanic Tuff.

    TUNDRA
    Planície suave ou ondulada, desprovida de árvores, caracterizada pela presença de musgos e líquens. É típica de regiões de clima polar.

    TÚNEL
    Galeria horizontal, com abertura na superfície, em ambas as extremidades. Nas minas é comum designar por túnel a galeria horizontal, que apresenta apenas uma abertura na superfície.

    TÚNEL DE LAVA
    Túnel formado quando a superfície da lava em deslocamento se resfria e consolida, enquanto seu interior ainda em estado de fusão continua fluindo e escoando.

    TURBIDEZ
    Característica física da água, decorrente da presença de substâncias em suspensão, ou seja, de sólidos suspensos finamente divididos ou em estado coloidal, e de organismos microcópicos. Medida de redução da transparência.

    TURBIDITO
    Designação genérica dos sedimentos clásticos oriundos de correntes de turbidez.

    TURFA
    Solo orgânico, com grandes percentagens de partículas fibrosas de material carbonoso juntamente com matéria orgânica coloidal. Tem alta compressibilidade e são combustíveis. Ocorrem normalmente em pântanos e áreas alagadiças.

    TURFEIRA
    Área permanentemente encharcada, com depósitos de restos vegetais incompletamente decompostos. Forma-se em regiões de solo impermeável, freqüente em regiões de transbordamento de rios e lagos.

    TURMALINA
    Mineral fortemente piezoelétrico e piroelétrico, podendo apresentar forte dicroísmo, e que cristaliza do sistema hexagonal-R, classe piramidalditrigonal. Sua composição é bastante complexa sendo representada por XY3Al6(BO3)3(SiO18)(OH4), onde X=Na, Ca e Y=Al,Fe+++, Li e Mg. Apresenta as faces dos prismas estriadas e a seção basal lembra um triângulo arredondado. Mostra colorações diversas, sendo a turmalina branca ou incolor denominada acroíta; a preta, mais comum de todas, contendo elevados teores de ferro é chamada schorlita; a vermelha a roxa é a rubelita, a azul-escura é a indicolita.

    TURQUESA
    Pedra preciosa de cor azul, verde-azulada ou verde, com brilho semelhante a cera e dureza 6. Cristaliza no sistema triclínico, classe pinacoidal e composição CuAl6(PO4)4(OH)82H2O, sendo que o ferro férrico pode substituir o alumínio, formando uma série completa que vai da turquesa à calcossiderita, quando então o ferro férrico suplanta o alumínio.